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03 dezembro 2024

Didaqué: A Instrução dos Doze Apóstolos

 






O mais antigo documento doutrinário encontrado.

Foi escrito por alguém contemporâneo dos apóstolos, é um manual básico de início na fé, que traz conselhos práticos da caminhada cristã – embora considero que não deve ser levado ao pé da letra, pois no início do cristianismo havia influência judaica e de diversos outros grupos. É de grande simplicidade e validade histórica. Não fala sobre todas as questões da fé, mas é muito rico, mesmo em sua simplicidade. (Fonte: Fruto da Graça)





04 setembro 2024

Igreja de Covardes

Por Rodrigo Constantino | 01/07/2020







Como um cristão pode manter sua fé e seus rituais num mundo cada vez mais secularizado e materialista? Como um americano que professa a fé cristã é capaz de encarar o enorme preconceito vindo da elite cosmopolita? É possível se manter fiel a Jesus Cristo e seus ensinamentos nesse meio insalubre? Essas são as questões colocadas por Matt Walsh em seu primeiro livro, cujo título já mostra a que veio: Church of Cowards [Igreja de covardes]. Trata-se de um chamado de despertar para os cristãos complacentes.

Independentemente da crença ou não em Cristo, o livro é instigante para todo público, ainda que direcionado basicamente aos cristãos. Num mundo em que extremistas de esquerda chegam a pregar a derrubada de estátuas de Jesus por simbolizarem a “supremacia branca”, parece crucial entender o que está em jogo.

As palavras de Walsh são bem duras, um soco na cara daqueles que se dizem cristãos, mas não praticam nada dos ensinamentos de Cristo. Ele abre com uma provocação: alienígenas que desejassem destruir o legado cristão ficariam decepcionados de encontrar seus supostos representantes na América atual, fracos demais, autocentrados e efeminados. A matança nem valeria muito a pena, diz, pois não teria um rival à altura.

Frustrados, esses inimigos iriam embora sem esmagar o estilo cristão de vida, pois não encontrariam nada parecido. Eles descobririam que aquilo que pretendiam eliminar já está morto mesmo, restando somente uma carcaça em seu lugar. “Está claro que nós não vivemos mais numa nação cristã”, constata o autor, mesmo que algo como 70% da população professe ser cristã.

Walsh menciona os casos de perseguição a cristãos mundo afora, amplamente ignorados pela mídia e pelo próprio povo. Quase ninguém liga, mas esses são cristãos verdadeiros, dispostos a morrer pela Igreja, pela fé em Cristo. Só que tudo acontece longe demais para ser notado, tanto em geografia como em experiência. Do conforto da civilização ocidental, os supostos cristãos tomam como garantida a sobrevivência do cristianismo. E nada fazem contra a guerra promovida contra sua Igreja.

A perseguição a cristãos hoje é das maiores da história. Afeganistão, Somália, Sudão, Paquistão, Coreia do Norte, Líbia, Iraque, Iêmen, Irã, Egito: nestes e em tantos outros países os cristãos costumam ser presos, torturados, espancados, estuprados e mortos, além de impedidos de professar com liberdade sua fé. Suas igrejas são destruídas, e muitos precisam arriscar a vida para adorar a Deus em encontros secretos. Eles vivem em constante perigo.

Nada disso soa real para quem vive no conforto americano, tendo de enfrentar apenas idiotas que xingam os crentes. Para Walsh, não há exagero em afirmar que o cristão americano médio nunca abandonou uma só coisa importante por Cristo, mesmo que Ele tenha dito para largar tudo e segui-Lo, abraçar o sofrimento, carregar sua cruz. O cristão moderno, na tranquilidade americana, não parece tão disposto ao real sacrifício por sua fé.

Ao contrário desses casos mundo afora, porém, Walsh diz que ninguém está parando os cristãos americanos além deles próprios. Criam justificativas para não serem religiosos de fato, deixando-se consumir pelo conforto. Um guerreiro de Cristo que não se deixa intimidar, que não se conforma com a passividade, é uma “bomba nuclear” no arsenal divino. Infelizmente, constata o autor, há pouquíssimos com esse perfil no país.

Desta forma o trabalho dos perseguidores de Cristo fica bem facilitado. Basta deixar cada um ser arrogante e cheio de si, acomodado e acovardado, para que a Igreja vá desaparecendo gradualmente, sem luta. A receita tem sido bem-sucedida: “Não apele ao medo deles; apele para sua luxúria, sua preguiça, sua gula, sua vaidade, seu orgulho, seu tédio. E os veja caírem como moscas no fogo”.

A Igreja está morrendo de inanição, de dentro para fora. “O verdadeiro perigo que enfrentamos não é a perseguição cataclísmica e violenta, mas o lento abandono da Verdade. Foi o que aconteceu com a cristandade no Ocidente”. Apatia é a palavra que define melhor os crentes de hoje. Eles criaram uma bolha de autoengano e nela vão flutuando rumo ao Inferno. “O cristão moderno pensa que acreditar que ele é cristão é suficiente para torná-lo cristão”, lamenta Walsh.

Poucos questionam o quanto de fato a fé em Deus é relevante para suas vidas. A maioria mantém essa fé como uma espécie de utensílio esquecido no canto do quarto, uma raquete velha, um tipo de hobby a ser praticado de vez em quando. Falta coragem. A reverência ao sagrado foi retirada das igrejas, cada vez mais locais “agradáveis”, feitos para encontros sociais ou mensagens de autoajuda. Não há sequer mais o silêncio que força um encontro interior, a contemplação, mas sim barulho, muito barulho. “Nossa abordagem casual, falsa e egoísta da fé resultou em desastre”, fulmina Walsh.

Não é preciso ser cristão para apreciar a essência da mensagem do livro. Inseridos num ambiente extremamente secular e mesmo anticristão, o “default” é todos se tornarem mais ou menos seculares e materialistas. Se nem os cristãos forem capazes de remar contra essa maré, para enaltecer o sagrado frente ao profano, então nem há mais razão para temer os inimigos de fora: os valores cristãos, fundadores do Ocidente, já foram deixados de lado pelos próprios ocidentais.

“É fácil ser virtuoso em nosso mundo porque adotamos virtudes fáceis. Aplaudimos a nossa bondade, mas não custa nada ser ‘bom’ nos tempos modernos”, alfineta Walsh. Quando observamos tanta sinalização de virtude nas redes sociais, fica claro que ele tem um ponto. Mas para defender o Bom, o Belo e o Verdadeiro, é preciso muito mais do que isso, do que um “lacre” no Twitter. É preciso coragem, a virtude mais básica, e uma disposição pelo sacrifício em nome da Verdade, o que é algo bem raro. Isso soa incompatível com quem busca autoestima em vez de gratidão a Deus.

O narcisismo da era moderna é um grande aliado de Satã nessa batalha. Para amar Deus e lutar pela Igreja, Walsh entende que é crucial focar naquilo que é eterno, não no efêmero. Quantos estão dispostos a fazer essa escolha?


02 setembro 2024

Judas traiu Jesus

 





A questão da traição de Judas Iscariotes a Jesus é um tema complexo e profundamente discutido na teologia cristã. A narrativa bíblica sobre Judas é encontrada nos Evangelhos, e sua conduta é frequentemente analisada tanto sob a perspectiva moral quanto teológica.

Traição de Judas e a Profecia

Judas Iscariotes é conhecido por ter traído Jesus por trinta moedas de prata, conforme descrito nos Evangelhos de Mateus (Mateus 26:14-16), Marcos (Marcos 14:10-11), Lucas (Lucas 22:3-6) e João (João 13:2, 18-30). A traição de Judas foi um ato que cumpriu uma profecia bíblica. No Salmo 41:9, há uma referência que muitos cristãos acreditam prever a traição: “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, aquele que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.”

Judas Pecou?

De acordo com a doutrina cristã, Judas pecou ao trair Jesus. A traição é vista como um pecado grave, porque ele deliberadamente entregou Jesus às autoridades que o crucificariam. Embora a traição de Judas tenha cumprido as Escrituras, isso não anula sua responsabilidade pessoal pelo ato.

  • Livre-arbítrio e responsabilidade: A teologia cristã tradicionalmente afirma que, mesmo que a traição de Judas estivesse prevista nas Escrituras, ele agiu de forma voluntária, exercendo seu livre-arbítrio. Como tal, ele é moralmente responsável por sua decisão. No Evangelho de Mateus 26:24, Jesus diz: "O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Melhor seria para esse homem não haver nascido."

Arrependimento e suicídio: Depois de trair Jesus, Judas expressou remorso e tentou devolver as trinta moedas de prata, mas acabou tirando a própria vida (Mateus 27:3-5). Esse ato de desespero é visto por muitos como um reconhecimento de sua culpa, mas sua incapacidade de buscar perdão de Deus ou de reconciliar-se é vista como uma tragédia espiritual.


Por que Judas Pecou?


As razões exatas para a traição de Judas são objeto de muita especulação e debate teológico. No entanto, a tradição ortodoxa, em geral, atribui a traição a uma combinação de fatores:

  • Avareza: A tentação do dinheiro foi um fator motivador para Judas, que se deixou corromper pela oferta de 30 moedas de prata.
  • Orgulho: Judas, como um dos Doze Apóstolos, pode ter se sentido importante e acreditado que tinha o direito de controlar os destinos de Jesus e do movimento messiânico.
  • Cegueira espiritual: Judas, apesar de ter convivido com Jesus e testemunhado seus milagres, não conseguiu compreender a verdadeira natureza de Cristo e a importância de sua missão.

A Lição da Traição de Judas

A história de Judas serve como um lembrete poderoso das consequências do pecado. Ela nos mostra que mesmo aqueles que estão próximos de Deus podem se perder se permitirem que o orgulho, a avareza ou outras paixões dominem seus corações. Ao mesmo tempo, a história de Judas também nos oferece esperança, pois nos mostra que a misericórdia de Deus é infinita e que, mesmo aqueles que pecam gravemente, podem encontrar o perdão se se arrependerem sinceramente.

A Profecia e a Predestinação

O papel de Judas na narrativa bíblica é complicado pela tensão entre a profecia e a responsabilidade moral. Embora sua traição estivesse prevista, isso não significa que ele foi forçado a trair Jesus. Na teologia cristã, há um entendimento de que Deus, em Sua onisciência, conhecia o que aconteceria, mas Judas ainda tinha a liberdade de escolha.

Acusação e Condenação

No contexto bíblico, Judas é acusado de traição, um pecado grave, e sua conduta é condenada. A Igreja primitiva e a tradição cristã ao longo dos séculos têm visto Judas como um exemplo de alguém que cedeu à tentação e ao mal, apesar de estar próximo de Jesus.

Portanto, Judas pode ser acusado perante a Bíblia Sagrada de pecar ao trair Jesus, não apenas porque sua conduta era moralmente errada (ao "vender" seu Mestre por dinheiro), mas também porque, apesar de cumprir a profecia, ele exerceu seu livre-arbítrio de maneira contrária à vontade de Deus.




26 maio 2024

O Plano de Salvação

 


1. Criação e Queda da Humanidade:

  • Gênesis 1:26-27: Deus cria o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, concedendo-lhes domínio sobre a terra.
  • Gênesis 2:16-17: Deus ordena que o homem não coma do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, advertindo-o sobre as consequências do pecado.
  • Gênesis 3:1-6: A serpente tenta Eva, que convence Adão a comer do fruto proibido. Eles desobedecem a Deus e são expulsos do Jardim do Éden.
  • Romanos 5:12: O pecado de Adão é imputado a toda a humanidade, resultando na separação de Deus.

2. A Necessidade de Salvação:

  • Romanos 3:23: Todos pecaram e ficaram destituídos da glória de Deus.
  • Romanos 6:23: O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo.
  • Salmos 51:5: Somos pecadores desde o ventre materno.
  • Isaías 59:2: Nossos pecados nos separam de Deus, e nossas iniquidades impedem que Ele nos ouça.

3. O Plano de Deus para a Salvação:

  • João 3:16: Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
  • Atos 17:31: Deus estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça por meio de um homem que Ele designou, tendo ressuscitado dos mortos.
  • 1 Pedro 2:24: Cristo carregou os nossos pecados em seu corpo na cruz, para que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça.
  • Efésios 2:8-9: A salvação é pela graça, por meio da fé, não por obras, para que ninguém se glorie.

4. A Resposta Humana:

  • Marcos 16:15: Jesus ordenou aos seus discípulos que fossem por todo o mundo e pregassem o evangelho a toda criatura.
  • Atos 2:38: Pedro instruiu os que se arrependeram a serem batizados em nome de Jesus Cristo para a remissão dos pecados e para receberem o dom do Espírito Santo.
  • Romanos 10:9-10: Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.
  • Apocalipse 3:20: Jesus está batendo à porta – abra-a.

5. A Consumação da Salvação:

  • Apocalipse 21:1-4: Deus enxugará toda lágrima dos olhos dos remidos, e não haverá mais morte, nem luto, nem clamor, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
  • 1 Coríntios 15:51-54: Na trombeta final, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e os vivos serão transformados. Então, se cumprirá a palavra que está escrita: "A morte foi tragada pela vitória."
  • Filipenses 3:20-21: Nossa cidadania está nos céus, de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo humilde na semelhança do seu corpo glorioso.

Observações:

  • Esta é apenas uma breve visão geral do Plano de Salvação. Cada versículo mencionado pode ser explorado em mais detalhes para uma compreensão mais profunda.
  • A Bíblia contém muitos outros versículos que se relacionam com o Plano de Salvação. Você pode encontrar mais pesquisando por palavras-chave como "salvação", "redenção", "graça", "fé" e "arrependimento".

Espero que esta sequência de versículos te ajude a entender melhor o Plano de Salvação que Deus elaborou para a humanidade.

Lembre-se:

  • A salvação é um dom gratuito de Deus, disponível a todos que creem em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
  • Deus te ama e deseja que sejas salvo.

16 maio 2024

ALERTA PARA A IGREJA - ESSE É O FUTURO DA IGREJA - PAULO BORGES JR | Podcast Jesuscopy



Paulo Borges em sua quarta participação no podcast JesusCopy. Sempre que estamos na mesa com @paulo.borges.jr aprendemos e somos abençoados demais. Nesse tempo de conversa e aprendizado, falamos sobre a essência de um seguidor de Jesus ser um eterno aprendiz, sobre ter um estilo de vida focado no presente e sem expectativas ou apegos ao passado.

30 abril 2024

Muitos Virão Te Louvar








De todas as tribosPovos e raçasMuitos virão te louvarDe todas culturasLínguas e naçõesNo tempo e no espaço virão te adorar
Bendito seja sempre o CordeiroFilho de Deus, raiz de DaviBendito seja o seu santo nomeCristo Jesus presente aqui
Remidos compradosGrande multidãoMuitos virão te louvarO povo escolhidoTeu reino e naçãoNo tempo e no espaço virão te adorar
E a nós só nos tudo dedicarOferta suave ao SenhorDons e talentosQueremos consagrarE a vida no teu altarPra teu louvor!
Fonte: LyricFind
Compositores: Guilherme Kerr / Jorge Camargo
Letra de Muitos Virão Te Louvar © O/B/O DistroKid

10 fevereiro 2024

A igreja evangélica e os homens



 

As mulheres obedeçam (sujeitem-se, submetam-se, sejam submissas) aos seus maridos como ao Senhor.

(Efésios 5.22)


A igreja evangélica, quanto aos homens, só agora se percebe isso, agia e age da seguinte forma:

1. Pegava os homens Alfa, os convertia e os transformava em homens comportados, bons maridos, pais e bons cidadãos. Eles se tornavam Betas provedores. Tudo ia bem até aí, sei lá, anos 1980 até os 1990's.

2. Ocorre que as mulheres foram ganhando autonomia: trabalho, dinheiro, direitos a cada dia sendo acrescentados, programas de TV, a universidade e especialistas sempre depreciando o homem, tratando-o como alguém sem sentimentos, impondo-lhe um papel social determinado. O homem que não agir dessa maneira, é um menino, um moleque, um fraco!

3. Ao empobrecer os homens, e mantendo os mesmos papéis de provedor e promotor da família, os homens foram acumulando preocupações e dores e suas mulheres sendo treinadas a terem seu desejo em primeiro lugar, o que só piorou as coisas para os homens.

4. O homem, antes Beta, agora é um Gama, fragilizado, sempre querendo a validação da sua esposa, desrespeitado por ela e pelos seus filhos, está em parafuso e em tempo de estourar em crise nervosa: que naturalmente acabará em violência contra si ou contra os outros (a começar da própria esposa).

5. As novas leis e doutrinas feministas (as evangélicas bradam que não são feministas, mas comungam do mesmo espírito misândrico), sempre desconfiando da honra masculina, como se fossem animais sempre em busca da satisfação sexual, corruptos desejosos de dinheiro e poder, enfraquecem os homens, tolhem-nos, emasculam-nos, diminuem-nos.

6. Agora, por preservação, os homens (não são os irreligiosos, mas os próprios evangélicos) estão evitando o namoro, o relacionamento e o casamento. É um ato de preservação da honra, da sua paz.

7. Homens já nem buscam mais ganhar dinheiro, prosperar no sentido financeiro, querem paz, um pouco de diversão. Mulher é bom, dizem, mas só para distração sexual, se for possível. 

8. Homens já evitam a igreja: perceberam que ali é um ambiente de forte doutrinação misândrica (anti-homem). Já cresce o número de homens Sigma. 

9. Naturalmente, as mulheres não gostam nada disso e o Estado também já percebe que a baixa taxa de fertilidade das mulheres, o desinteresse dos homens em produção (o abandono da universidade, de posições superiores na empresa e no Estado), a nova "moda" do quiet quitting, que veio para ficar, vem gerando mais pressão no homem. Homens que não querem compromisso com mulher são acusados de homossexuais, problemáticos, imaturos, tendentes à violência contra a mulher. Pois é: inventam de tudo.

10. Os homens querem paz, mas a igreja evangélica não é mais um ambiente de paz. É um grande tanque cheio de pescadoras, algumas até jovens e belas, mas há as balzaquianas com três filhos, querendo pescar um bom peixe Alfa ou Sigma, tirar-lhe as escamas e transformar-lhe em Gama.


É o novo normal.


O desconforto masculino no ambiente eclesiástico

O previsível lamento da mulher promíscua

O terror misândrico que assola o país

Estado — O marido e pai das mulheres

MULHERES MANDONAS


30 novembro 2023

O desconforto masculino no ambiente eclesiástico


Written by Fabio Blanco 




“Não é difícil encontrar homens que se sentem frustrados por acreditarem que são pessoas frias espiritualmente, simplesmente por não conseguirem abandonar-se aos modos mais comuns praticados em um culto cristão”
*****
É uma percepção quase universal de que as mulheres têm mais facilidade de fazer parte dos movimentos eclesiásticos cristãos. Principalmente, no tempos modernos, são elas que dominam a cena nas igrejas e nas comunidades espalhadas por todo o mundo. Antigamente não fora muito diferente. Por toda a história eclesiástica as mulheres tiveram um papel dentro de Igreja de muita relevância, até mesmo sensivelmente maior do que tinham na própria sociedade.

Isso pode ser explicado pela própria linguagem evangélica. Da Igreja é dita que é a noiva de Cristo, aquela que é adornada por ele, tratada com um amor de alguém que dá a vida por ela. Mesmo na analogia que é feita com o livro de Cantares de Salomão, a Igreja está representada ali pela mulher.

Obviamente, essas referências refletiram-se no própria liturgia e na relação das pessoas com Deus. Muitas palavras, canções e costumes colocam os fiéis na posição passiva da relação. Dessa forma, expressões que não são comuns aos homens proferirem, no ambiente religioso são faladas abundantemente.

Para uma mulher, tudo parece absolutamente natural. Se referir a Deus como aquele que a protege, que cuida dela, que a abraça quando está triste, que a carrega quando está cansada, a quem ela ama e lança-se em seus braços, não causa qualquer estranheza.

Os homens, porém, podem até falar as mesmas coisas, mas certamente elas não soam tão naturais. A natureza masculina costuma ver-se como o lado forte da relação, aquele que fornece a segurança, quem se preocupa, que corre o perigo por sua protegida. Colocar-se no outro pólo desse espectro é um exercício difícil e anti-natural.

Não é de se estranhar, portanto, a maior dificuldade que os homens possuem em abrir-se mais nos ambientes religiosos e doar-se sem reservas aos costumes eclesiásticos. Tudo ali lhe parece uma negação de sua própria natureza, um confronto entre sua realidade cotidiana e aquela específica da Igreja.

É verdade que há aqueles que conseguem abrir-se sem reservas e há outros que criam uma síntese, pela qual logram adaptar suas tendências naturais às exigências do clima eclesiástico. No entanto, muitos homens, e talvez estejamos falando da maioria deles, sentem uma dificuldade tremenda de sentir-se à vontade dentro de um culto cristão. Podem até se esforçar, podem até esconder, mas o desconforto realmente existe.

Por isso, acredito que há algum tipo de mal entendido na forma como as igrejas modernas conduzem seus serviços religiosos. Não é possível que seu ambiente seja tão agressivo à natureza humana, ainda que especificamente a masculina. Não será que as pregações têm deixado de abordar um lado que também existe na religião? Não estaria a postura dos eclesiásticos dando ênfase a apenas um aspecto da estética cristã?

É para se pensar, ainda, pelo acréscimo oferecido pelo pensamento moderno, se a retórica pacifista, o politicamente correto, o amor romântico não estão feminilizando demais o discurso cristão, tornando mais difícil para o homens identificarem-se com o meio.

A solução para essa dificuldade, na história, parece ter sido resolvida de duas maneiras essenciais. A primeira, pela luta contra os vícios e pelas virtudes, em favor da honra e da nobreza. Este foi o caminho trilhado, por exemplo, pelos cavaleiros medievais, pelos puritanos e mesmo, no início de tudo, pelo próprio apóstolo Paulo. Neste caso, a vida cristã torna-se uma batalha constante, a ser travada por um guerreiro, que precisa sacrificar-se de maneira valente. Nada mais masculino!

Outro caminho foi oferecido pela própria Igreja, que ensinou os homens a defendê-la como a uma mãe ou esposa. Se aceitarmos as ideias dos arquétipos junguianos, esta seria uma solução inteligente para o homem projetar sua identificação feminina, sem precisar ele mesmo feminilizar-se.

A realidade é que, dentro do ambiente eclesiástico moderno, os homens sofrem, pois ingressam em uma luta entre a vontade de fazer parte daquilo, por entender ser o correto, e suas tendências mais naturais, que exigem dele uma postura mais viril.

Isto, sem dúvida, cria nele uma tensão e um desconforto. Não é difícil encontrar homens que se sentem frustrados por acreditarem que são pessoas frias espiritualmente, simplesmente por não conseguirem abandonar-se aos modos mais comuns praticados em um culto cristão.

Não seria bom, portanto, que a liderança religiosa, as próprias mulheres e outros envolvidos começassem a prestar mais atenção a este problema em vez de simplesmente criticar o homem por ele ser aquilo que ele é, conforme Deus o criou?


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