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14 fevereiro 2025

Banco do PCC movimentou R$ 8 bilhões para financiar políticos e crime organizado

 


  • 30/10/2024 12:35


Investigações da Polícia Civil de São Paulo começam a revelar um esquema que movimentou cerca de R$ 8 bilhões envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) com o banco digital 4TBank, uma espécie de fintech usada, segundo a polícia, para promover financiamentos de políticos e campanhas eleitorais neste ano, além de esquentar dinheiro vindo de ações ilegais e retroalimentar o crime organizado.

Gazeta do Povo procurou a fintech, mas até a publicação desta reportagem os representantes da empresa não haviam se pronunciado. O espaço segue aberto.


No último dia da campanha eleitoral deste ano, na data do segundo turno das eleições, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que encaminharia ao Ministério Público cartas atribuídas à organização criminosa orientando familiares de faccionados a votarem em Guilherme Boulos (Psol) à prefeitura de São Paulo.

Vale destacar, no entanto, que a investigação em curso envolvendo a fintech ligada à organização criminosa não tem relações com a denúncia feita por Tarcísio de Freitas, nem evidências de financiamentos do PCC à campanha de Boulos. Parte dos candidatos supostamente financiados pela facção está ligada a partidos de centro e prioritariamente em cargos de vereadores.

O esquema bilionário envolvendo o banco do PCC começou a ser desvendado há um ano e não tinha como foco original essa investigação.

Em agosto de 2023, a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes (SP) se debruçou para apurar possíveis financiamentos de políticos e campanhas no estado após a prisão, por tráfico de drogas, de uma mulher suspeita de integrar o PCC.

Ela é esposa de um dos líderes da organização criminosa que está preso há 22 anos. Segundo a polícia, desde a prisão do marido ela passou a coordenar os negócios. O homem apontado como o gerenciador do banco do PCC, João Gabriel Yamawaki, é primo do criminoso que está encarcerado há mais de duas décadas. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Yamawaki. O espaço segue aberto às manifestações.

A teia começou a ser desmantelada quando os investigadores identificaram no celular e outros dispositivos eletrônicos da mulher presa conversas com membros da facção indicando como e para quem deveria ser destinado o financiamento de campanha e apadrinhamento político.

Na casa da suspeita a polícia também encontrou cartas escritas pelo marido, de dentro do sistema prisional, determinando em quais candidatos deveriam ser investidos recursos e a forma como isso deveria ocorrer. Havia nomes e indicações em diversas cidades paulistas, desde a capital, região metropolitana, até o litoral e interior, tudo bancado pelo banco digital do PCC, de acordo com as investigações.

Operador do banco do PCC tinha experiência com mercado financeiro e o meio político

A Polícia Civil afirma que João Gabriel Yamawaki, apontado como operador do banco do PCC, tem experiência no meio político e com o mercado financeiro. Ele é “batizado” no PCC – nomenclatura usada quando um membro é oficialmente aceito e compõe a facção – e integra a chamada Sintonia Geral dos Caixas, que opera movimentações financeiras e de câmbio à organização criminosa. Yamawaki foi preso durante uma operação da Polícia Civil em agosto deste ano.

O delegado Fabrício Intelizano afirmou que os R$ 8 bilhões rastreados pela operação correspondem ao valor dos bloqueios que a polícia pediu à Justiça referentes às movimentações dos suspeitos investigados, incluindo pessoas presas e outras que seguem em liberdade e permanecem na mira dos investigadores. Há poucos dias o Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra 19 suspeitos de envolvimento no esquema.

Para o especialista em segurança pública, Sérgio Leonardo Gomes, que atuou no serviço público de inteligência, está evidente que o grande objetivo não é a facção tomar o Estado, mas se infiltrar para obter vantagens econômicas e financeiras, como chegar às licitações e contratos com o setor público.

Foi exatamente isso que revelaram as investigações. Com o apadrinhamento de políticos, além de se infiltrar para ter acesso a informações sobre políticas de segurança e enfrentamento ao crime, a organização criminosa pretendia ampliar seus tentáculos financeiros, acessando mais facilmente contratos e licitações para esquentar dinheiro vindo do tráfico de drogas e outros crimes.

“O objetivo está na capitalização constante e de operar em setores legais da economia para esquentar dinheiro vindo de ações ilegais como o tráfico de drogas. São as diversas formas de operação das organizações criminosas para dar um ar de legalidade a dinheiro sujo, vimos isso nos contratos com o transporte público em cidades paulistas”, descreve Gomes.

“Somado a isso, há gente da facção na política para fazer lobby contra ações de segurança pública ou mesmo orientar faccionados sobre operações, possíveis alvos e ações focadas em regiões das cidades dominadas pelos criminosos”, completa o especialista.

Depois de acessar o banco digital do PCC, os recursos serviam para capitalizar a facção dando ar de legalidade a dinheiro ilegal e até para custear a compra de drogas no Paraguai. A polícia identificou que contas vinculadas ao banco do PCC foram usadas para fazer pagamentos envolvendo transações de entorpecentes no país vizinho.

Quanto ao esquema voltado às eleições, ele era articulado há pelo menos um ano, mas a criação do banco do PCC teria como um dos seus pilares os financiamentos de campanha e de políticos. Seu CNPJ mais antigo está registrado há cinco anos, segundo a polícia.

As investigações identificaram ainda o apadrinhamento de pessoas próximas a faccionados e outras cooptadas pela organização para disputas de cargos eletivos.

A polícia também apontou que a esposa do suspeito tido como líder das operações financeiras chegou a se lançar como pré-candidata a vereadora em Mogi das Cruzes, mas desistiu após a prisão do marido, em agosto. Uma ONG também é citada no esquema de lavagem de dinheiro, sem muitos detalhamentos de como ela operava no esquema.

Segundo o inquérito policial, são mais de 30 investigados dos quais seis teriam ligações diretas com o chamado banco do crime do PCC, os demais têm ligação com o tráfico internacional de drogas.

A polícia identificou que empresas ligadas ao banco transacionaram recursos entre si pela fintech e designavam verbas de financiamentos de campanha, em transferências ou em espécie. As investigações ainda querem entender quanto recurso foi destinado às campanhas e se candidatos bancados pelos criminosos foram eleitos neste ano.

Movimentação bilionária do banco do PCC e o Banco Central

Basta uma consulta rápida sobre a situação de instituições reguladas/supervisionadas pelo Banco Central no site oficial do BC para descobrir que a financeira digital 4TBank não possui licenças para operar no Brasil. Mesmo assim, seu CNPJ tem cinco anos e nunca despertou qualquer tipo de suspeitas da autarquia federal que deve garantir a estabilidade da moeda nacional e do sistema financeiro.

No site sobre a condição legal de operações, o BC alerta que a consulta sobre as condições de bancos e instituições financeiras “são importantes para conhecer o mercado e saber se a instituição que está oferecendo a abertura de conta, algum produto ou empréstimo está cadastrada no BC e, assim, evitar golpes”, mas a fintech com movimento bilionário operou a serviço do crime sem ser barrada por meia década, aplicando, ao que indica a apuração policial, um golpe ao sistema federal.

“É preocupante que uma instituição que opera como banco digital do PCC tenha funcionado por tanto tempo e movimentado tantos recursos sem ter chamado a atenção das autoridades”, avalia o analista de mercado financeiro, Marcelo Dias.

Além do CNPJ original, outros dois Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas aparecem vinculados à instituição financeira. Ao menos 19 empresas suspeitas de operar como laranjas são investigadas no esquema.

Na internet o 4TBank, indicado pela polícia como o banco do PCC, se descreve como “um banco digital que oferece vantagens como comodidade, segurança, menos burocracia, opções de investimentos, menores custos e taxas”. Nesta semana a página estava fora do ar e as contas dos investigados, de acordo com a Justiça, foram bloqueadas.

Gazeta do Povo procurou o BC, questionando sobre as operações da instituição financeira apontada como banco do PCC, as movimentações ilegais e possíveis fiscalizações, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno. A Polícia Civil de São Paulo reforçou no inquérito que o 4TBank não tinha licenças do BC para operar.

Para o especialista Marcelo Dias, soma-se à gravidade de não autorização para operar, as movimentações constantes entre contas de membros tidos como faccionados ou a serviço da facção sem levantar suspeitas. “Não estamos falando de milhares nem milhões, mas de bilhões de reais. Como esses recursos entraram e saíram das contas sem que tivessem sido rastreados pelas autoridades de fiscalização e controle? Isso é inadmissível”.

Somente em um dos CNPJs vinculado ao banco digital, a polícia identificou a movimentação de R$ 100 milhões nos últimos cinco anos em saques em espécie. “Dinheiro vivo é uma forma muito clara para operações financeiras não serem rastreadas. Financiamentos de campanha, compra de votos, o dinheiro em espécie deixa poucas marcas de rastreabilidade e facilita muito as ações criminosas”, explica Marcelo Dias.

No mesmo período a movimentação financeira global deste CNPJ foi de R$ 600 milhões envolvendo transações diversas, como transferências entre uma empresa suspeita e outra. Além do estado de São Paulo, um dos CNPJs é de uma financeira com sede em Palmas, no estado do Tocantins. A polícia indica que se trata de uma empresa ligada a laranjas.


27 abril 2016

Feministas, guerra cultural, família e discursos: notas


Por David Amato

As feministas adoram falar que "lugar de mulher é onde ela quiser". Eu concordo absolutamente, porque estamos tratando de indivíduos e suas singularidades. Mas o que pensa a turminha superprafrentex quando uma mulher opta por ser recatada e dedicar-se às atividades do lar, leia-se à família, sem que isso implique em não fazer mais nada da vida?
Vejamos o que disse Simone de Beauvoir (foto), quando perguntada pela igualmente feminista e estatólatra Betty Friedan, da revista The Satuday Review (1), sobre a possibilidade de o Estado remunerar as mulheres que OPTARAM por cuidar do lar e dos filhos que lá estivessem:
- "(...) As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão escolhê-la."
Para entender o raciocínio precisamos recorrer a Marx, que estabeleceu que a infraestrutura (estrutura material da sociedade e sua base econômica) determinava a superestrutura (estruturas de poder político, cultura, instituições, o Estado etc.).
A absurdidade da abolição da propriedade privada via revolução armada, proposta para alterar a infraestrutura e aniquilar os pilares ocidentais, fracassou óbvia e miseravelmente, fazendo com que teóricos marxistas invertessem a tese.
Se antes a origem da família era entendida como consequência da propriedade privada, o novo meio de acabar com esta foi aniquilar a primeira, atacando a superestrutura através da ocupação, dominação e subversão dos espaços, ou seja, a estratégia gramscista aplicada com estrondoso sucesso no Brasil.
Dessa forma fica claro por que as feministas, que são meras crias marxistas, surtam com qualquer coisa ligada à família, "instituição burguesa" que deve ser destruída, assim como a real soberania do indivíduo, que deve perecer diante do coletivo amestrado.
Reflexo disso é a Ideologia de Gênero, advinda em parte de uma frase de Beauvoir, que disse que não se nasce mulher; torna-se. Com isso ela quis dizer que você pode reivindicar o direito de ser qualquer coisa, contanto que esteja dentro dos moldes culturais propagados pela esquerda, é claro.
É ligando estas e outras pecinhas que entendemos o motivo pelo qual as feministas e demais zumbis miméticas deflagraram uma campanha tão agressiva contra a reportagem sobre Marcela Temer, cujo lugar é verdadeiramente onde ela - e não a esquerda - quiser.
Lidem com isso.
* * *
Disse Confúcio que "sinais e símbolos governam o mundo, não palavras, nem leis". Disse Clausewitz que "a guerra é a continuação da política por outros meios". Dos dois mestres se tiram duas lições do caso Jair Bolsonaro x Jean Wyllys:
O primeiro introduziu em seu tão criticado discurso novos símbolos à guerra política e cultural; o segundo fez uso de símbolos opostos e consolidados pelo establishment, de modo a evitar desesperadamente que uma verdadeira polarização floresça, porque junto dela vêm um revisionismo de uma história totalmente falsificada pela esquerda e suas vertentes.
Portanto, parem de bancar as virgens puritanas e entendam que a manobra política de Bolsonaro foi mortal, porque a quantidade de pessoas que irão ler diferentes fontes sobre não só o que foi, mas o motivo pelo qual tivemos um Regime Militar, fará com que a guerra política e cultural amadureça, ajudando a desmascarar muita gente. De ambos os lados.
* * *
Citar a família, a instituição mais poderosa que existe no mundo, é algo muitíssimo mais nobre do que citar um partido e uma causa supranacional genocida e pilhadora, ironicamente comandada por um punhado de famílias sem qualquer consciência moral.
Se o lado dos vermelhos seguisse a métrica do Show da Xuxa - que não deixa de ser engraçada -, mandaria beijos e abraços ao Foro de São Paulo, ao Diálogo Interamericano, aos Clubes de Roma e Bilberberg, à ONU e demais lepras hierarquicamente unidas pela teoria dos sistemas.
* * *
Guia de negócios politicamente corretos (se você for revolucionário) em tempos de destruição deliberada, digo, crise:
- Tráfico de drogas (o brasileiro é o maior consumidor de crack e segundo maior de cocaína do mundo);
- Venda de cerveja de milho e outras bebidas vagabundas;
- Abrir uma funerária (só homicídios são mais de 70k\ano);
- Abrir um hospício;
- Ou um bordel. Mas já aviso que concorrer com as putas de Brasília será difícil.
* * *


Olavo de CarvalhoSe você quer enfraquecer um adversário, é coisa simples: faça-o esperar, e esperar, e depois esperar mais um pouco. Esse era o truque supremo do general romano Fabius, cujo nome inspirou o movimento fabiano, que por sua vez inspirou o tucanato. E o mais lindo é ninguém perceber que há um ano esse truque vem sendo usado contra toda a população brasileira.
Quintus Fabius Maximus inspirou a Sociedade Fabiana, fundada um ano após a morte de Marx, em 1884. Não é à toa que os símbolos utilizados pelo socialismo fabiano são o de um lobo em pele de cordeiro e de uma tartaruga raivosa, o primeiro representando a falsa oposição (Estratégia das Tesouras) e o segundo as mudanças graduais e reformistas via revolução cultural. (http://www.fabians.org.uk/)
* * *
Aqueles que por ventura estejam bravos com os discursos caricatos, tanto da direita quanto da esquerda, precisam aprender o básico: ambas as orientações são maçônicas e foram adotadas durante a Revolução Francesa. Por falar em Revolução Francesa, o que vocês hoje conhecem por comunismo não foi arquitetado por Marx, e sim por Engels a mando da Franco-Maçonaria Templária. Surpresos? Pois não deveriam estar.
Agora imaginem um esquerdista, cujas sinapses cerebrais foram demolidas por técnicas de controle mental (leiam Maquiavel Pedagogo) que suplantam a doutrinação ideológica em muitos níveis, descendo até o limbo ocultista e metafísico para só então desconstruir-se e entender que ele é mais um operário do império da mentira. Difícil, não? Porém o mesmo também ocorre com a direita amestrada, seja ela conservadora tosca ou liberal economicista.
Enquanto os insatisfeitos não pescarem os cacoetes "ideológicos" que pendem para um jogo de cartas marcadas, ficarão eternamente insatisfeitos com os rumos da direita e da esquerda, reclamando que a primeira virou a segunda e que a segunda virou a primeira.
É preciso sair das águas permitidas e desbravar o além-mar.
* * *
Impressionante a volta que tivemos que dar graças à fraude eleitoral de 2014, proporcionada pela Smartmatic e toda a caterva que faz parte ou está ciente do circo, como os vermes do PSDB. É de enlouquecer.
* * *
Enquanto você acorda e se prepara para trabalhar, estudar ou simplesmente tomar um café, o desgoverno que sequestrou o Estado planeja como vai lhe roubar, utilizando o dinheiro advindo do roubo para financiar propagandas e militantes que vão tentar convencê-lo de que golpista é VOCÊ.



28 maio 2015

Livro: Cem Quilos de Ouro



Primeira reportagem de Fernando Morais, constante do livro "Cem Quilos de Ouro".


1. Cem quilos de ouro

No final de 1988 eu trabalhava na pesquisa e nas entrevistas que iriam se transformar no livro Chatô, o rei do Brasil. Certa noite, em um jantar com amigos, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira contou que acabara de voltar da Bahia, onde vivera uma dramática experiência. Seu irmão mais novo, o empresário Guilherme Affonso Ferreira, o Willy, fora libertado depois de passar cinco dias em poder de seqüestradores, que exigiam nada menos que cem quilos de ouro para libertá-lo.
Naquela época os seqüestros não eram um crime tão comum quanto hoje (o mais célebre deles, o do empresário paulista Abílio Diniz, só aconteceria um ano depois). Mas como esse teve lugar na Bahia, acabou recebendo uma cobertura discreta nos jornais do Rio e de São Paulo. Pedi a Manuel Alceu que consultasse o irmão para saber se aceitaria contar os detalhes do seqüestro para uma reportagem. Com o sinal verde da Bahia, ofereci a matéria a Juca Kfouri, diretor de redação da revista Playboy, e me preparei para ir a Salvador. Na véspera do embarque, porém, recebi um inesperado telefonema do governador de São Paulo, Orestes Quércia, que eu não via desde sua eleição, em 1986:
— Vou reformular meu secretariado e estou te convidando para ser o novo secretário da Cultura do Estado.
Pedi um tempo para pensar e consultar a família, mas ele foi peremptório:
— Nada feito. A posse dos novos secretários será daqui a três dias e você tem que decidir agora. É pegar ou largar.
Pegar significava largar a matéria que já me deixava com água na boca. Contei a história do seqüestro e propus uma solução de compromisso: eu aceitava o convite, desde que pudesse ir para a Bahia atrás da reportagem. Ele podia me nomear, mas minha posse ficaria adiada por cerca de dez dias.
Desembarquei em Salvador já com meu nome publicado no Diário Oficial de São Paulo. Eu pressentia que, apesar de ser um ótimo assunto, essa não seria uma reportagem trabalhosa.
Na verdade, foram menos de quatro dias de trabalho ininterrupto: tomei um longo e minucioso depoimento de Willy, ouvi os policiais e as pessoas da família encarregadas das negociações (entre elas o irmão Manuel Alceu), falei com gerentes de bancos e donos de supermercados, reconstituí o trajeto de Willy antes que fosse apanhado pelos criminosos, fiz uma pesquisa nos jornais e nos arquivos da polícia de Salvador e retornei a São Paulo. Cinco dias depois o texto estava na redação de Playboy.

Realizado em dezembro de 1988 e publicado em fevereiro de 1989, “Cem quilos de ouro” seria meu último trabalho como repórter antes do retorno à política. Só quase quatro anos depois, em 1992, é que eu voltaria a escrever.

Leia a reportagem clicando na capa do livro abaixo:



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