Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é
verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o
que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum
louvor, nisso pensai. (Filipenses 4:8)
Inversão de valores.
Você já
ouviu falar disso. Trata-se de uma filosofia de vida (ou de morte), em que
pessoas subvertem a ordem natural, põem de cabeça para baixo valores milenares,
considerados básicos, naturais, normais, aceitáveis, éticos pela civilização.
Não há
dúvida que há desvios em atitudes exageradas, mas é mister saber o que é certo/errado, bonito/feio,
aceitável/inaceitável, bom/ruim, sagrado/profano.
Ser honesto virou motivo de mofa[1]. What? Isso mesmo. O
honesto é bobo, idiota, leso, otário e por aí vai. O sujeito tem que ser esperto
(assim com S mesmo), ou seja: astuto, sagaz, malicioso. Não o experto (assim
com X mesmo) da experiência, da perícia. Ele tem que levar vantagem em tudo. Se
namora, tem que fazer de tudo para deitar com a moça. Do contrário, até ela
sairá falando mal dele, diz um amigo.
Há bem pouco tempo ser donzela era o
natural de uma jovem, ainda não casada, mas hoje a palavra virou xingamento: “Sai
daí, donzela!” E todas riem. Até mentem, nas pesquisas. “Você já fez sexo?” Por
medo de parecer desinteressante, afinal há algo errado nesta menina, poderão
pensar, ela mente. “Sim, já fiz.”
Hamlet disse “O brave new world
Tha has such people in´t”, algo como “Ó admirável mundo novo, que possui gente assim”, que se tornou um livro muito interessante de Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo). Sim, amigas e amigos, esta acaba sendo a frase dita ou pensada pelos mentores da nova era, da nova moralidade, de uma juventude transviada e, por falta de sentido na vida, de espiritualidade, deixam os hormônios fluírem sem freio, abafando o superego[2] com bebida, prazer e o menear de cabeça aprovativo dos próprios pais, muitas vezes.
Tha has such people in´t”, algo como “Ó admirável mundo novo, que possui gente assim”, que se tornou um livro muito interessante de Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo). Sim, amigas e amigos, esta acaba sendo a frase dita ou pensada pelos mentores da nova era, da nova moralidade, de uma juventude transviada e, por falta de sentido na vida, de espiritualidade, deixam os hormônios fluírem sem freio, abafando o superego[2] com bebida, prazer e o menear de cabeça aprovativo dos próprios pais, muitas vezes.
Eu lamento. Como disse Renato Russo, na
letra de uma das suas músicas:
[1]
Escárnio,
zombaria, mangação, troça, menosprezo.
[2]
O superego,
segundo a Psicanálise é a parte da psique que representa os valores morais da
sociedade. Na verdade, é a parte do cérebro que trata da vergonha, um freio
natural quando vemos que algo não é o certo. Quando o sujeito bebe bebida
alcoólica, a primeira coisa que faz é perder a vergonha e fazer ou dizer coisas
que jamais faria ou diria se estivesse sóbrio.

