Um grupo de cientistas da Universidade de Exeter, no Reio Unido, divulgou esta semana a informação de que cheirar pum pode prevenir uma série de doenças, como o câncer. A notícia foi publicada pelo site da revista americana “Time”. Veja ao final esta matéria um VÍDEO interessante, didático e ilustrativo, numa linguagem fácil, explicando sobre câncer e como prevenir a doença.
Embora esses gases possam ser nocivos quando inalados em grandes quantidades, os pesquisadores acreditam que uma cheirada aqui e outra ali tem o poder de reduzir os riscos de câncer, acidentes vasculares cerebrais - AVC, ataques cardíacos, artrite e demência.
Os cientistas estão tão convencidos que decidiram criar em laboratório seu próprio composto capaz de imitar os benefícios do pum. “O sulfeto de hidrogênio, produzido enquanto as bactérias da comida se decompõem no corpo, pode resultar em futuras terapias para uma variedade de doenças “, disse o doutor Mark Wood em um comunicado da universidade.
Já o professor Matt Whiteman, que trabalhou no estudo que será publicado na revista “Medicinal Chemistry Communications”, disse que o composto foi batizado de AP39: “Ele tem sido aplicado em pequenas doses às mitocôndrias”.
Então não esquece: da próxima vez que quiser sair do elevador lotado antes que ele chegue ao seu andar, pense que aqueles minutos de sufoco podem salvar a sua vida! – IG.
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07 dezembro 2015
Cheirar pum pode prevenir câncer, AVC, ataque cardíaco, artrite e demência, diz estudo de universidade do Reino Unido
14 janeiro 2015
"Eu não sou Hitler" (29/08/2001, Páginas Amarelas de VEJA)
“Eu não sou Hitler”
Médico que pretende clonar seres
humanos diz que a clonagem se
tornará uma prática corriqueira e segura
Por Daniel Hessel Teich
O ginecologista italiano Severino
Antinori tornou-se uma celebridade internacional há nove anos, quando usou
técnicas de inseminação artificial para engravidar uma mulher de 62 anos. Ele
nunca parou de surpreender com a ousadia de suas experiências de reprodução
humana. Há três semanas, passou a ser o pivô de uma controvérsia universal com
o anúncio de que irá clonar seres humanos. Antinori também previu para 2003 o
nascimento do primeiro bebê clonado. A repercussão foi tão intensa que, na
última semana, França e Alemanha propuseram um tratado internacional para banir
experiências desse tipo. Dono de uma clínica no centro de Roma, o Centro
Internazionale di Ricercatori Associati per la Riproduzione Umana, Antinori, 56
anos, calcula ter ajudado na gestação de 10.000 bebês nos últimos vinte anos.
Casado, com duas filhas, Monica, 26 anos, e Stella, 19, o médico acha natural
que seu trabalho cause tanta celeuma. "Eu sou um pioneiro
carismático", diz. Antinori compara-se a grandes cientistas italianos e
gosta de lembrar que foi professor na Universidade de Pisa, a mesma em que
Galileu Galilei começou a elaborar a teoria de que a Terra gira em torno do
Sol, há 400 anos. Ele falou a VEJA de sua casa de veraneio na Praia de
Sabaudia, a 100 quilômetros de Roma.
Veja – Desde que o senhor anunciou a intenção de criar um
clone humano em dois anos, não falta quem o chame de Frankenstein moderno. Como
reage às críticas?
Antinori – Depois da reunião em
Washington, quando foi anunciada a clonagem, muita gente tentou destruir a todo
custo minha reputação. Vejo nos jornais as pessoas se referindo a mim como um
tolo, um criminoso. Durante quinze anos eu provei que as técnicas de
fertilização que desenvolvo funcionam. Agora, vêm aí dizendo que esse Antinori
é um louco. Sou uma pessoa livre, quero defender os interesses da Itália no uso
da clonagem terapêutica em doenças do cérebro, do coração, do mal de Parkinson,
do mal de Alzheimer. Eu sou um cientista italiano como Enrico Fermi, um dos
pais do átomo, como Marconi, inventor do telégrafo. Lecionei na mesma
universidade em que Galileu Galilei deu aula. Não quero prejudicar a
humanidade, destruir a individualidade humana produzindo cópias das pessoas.
Isso não vai acontecer nunca. Não existem duas pessoas iguais e jamais
existirão. É tolice a imprensa apregoar que eu sou um novo Hitler. Não sou nada
disso.
Veja – Foi exatamente essa a comparação
feita pelo cardeal Ratzinger, presidente da Congregação para a Doutrina da Fé
do Vaticano. Como o senhor vê a posição da Santa Sé?
Antinori – Para mim é hipocrisia. Quem teve vínculos com os
nazistas foi o papa Pio XII, assim como muitos amigos do cardeal Ratzinger na
Alemanha, na época da II Guerra. Penso que a Igreja está sendo hipócrita em me
julgar dessa forma. Meu objetivo é ajudar os outros a gerar novas vidas. Acho
que eles estão acusando a pessoa errada. Eu sei o que estou fazendo, não sou um
ignorante. Não vou produzir fotocópias nem bebês deformados.
Veja – Como o senhor vê a iniciativa dos
governos da França e da Alemanha de terem ido à ONU, na semana passada, tentar
proibir suas pesquisas?
Antinori – De certa forma é natural que o povo alemão
atualmente se incomode com pesquisas genéticas e sinta repulsa por elas. A
Alemanha cometeu uma série de erros gravíssimos na II Guerra com cientistas
como Josef Mengele. Na verdade, não passavam de criminosos conduzindo pesquisas
infames. No início dos anos 90 eles quase proibiram a técnica de injeção de
espermatozóide diretamente no óvulo, alegando que traria deformações para os
bebês. Hoje é uma rotina nas clínicas. A França é outro país estranho. Os
franceses são extremamente chauvinistas quando se trata de assuntos em que não
estejam envolvidos. O que não aceitam é que seja uma iniciativa de um
pesquisador italiano. Estão me atacando gratuitamente e o pior é que isso tem
sido uma postura de governos. Isso é totalitarismo, é criminoso, é contra os
direitos humanos.
Veja – O senhor não parece acreditar na
sinceridade de quem levanta objeções éticas à clonagem. Por quê?
Antinori – Para mim, ter um filho é um direito humano dos
mais importantes. Há hoje 100 milhões de homens no mundo que não podem ter
filhos de forma alguma. Muita gente está do meu lado. Quando eu estava nos
Estados Unidos, a CNN fez uma pesquisa em seu site na internet. Sessenta por
cento das pessoas que participaram se mostraram a favor da clonagem para
resolver problemas de fertilidade. Houve quem me chamasse de gênio por ousar ir
em frente.
Veja – O que o senhor tem a dizer sobre a
química Brigitte Boisselier, que pertence à seita dos raelianos e está tentando
clonar um ser humano por razões esotéricas?
Antinori – Eu trabalho em colaboração com cerca de vinte
pesquisadores de todo o mundo, mas não com essa senhora Boisselier. Os
americanos tentaram vincular nossa pesquisa à dela para destruir minha
reputação. É uma forma de manipulação para que a opinião pública nos tratasse
como charlatães. Eu recuso completamente comparações com o trabalho de
Boisselier, seja ele qual for. Costumo ser extremamente cuidadoso na questão científica.
Sou completamente contrário à idéia de usar a clonagem para fins religiosos,
como pretendem fazer os raelianos. Isso é uma bobagem, uma pesquisa ridícula.
Veja – O senhor já pensou em produzir um
clone seu?
Antinori – A pesquisa tem finalidade exclusivamente
terapêutica. Eu já tenho minha família, portanto isso está fora de questão. Se
não tivesse, talvez pensasse no assunto.
Veja – A doutora Boisselier arrolou a
própria filha como voluntária nas pesquisas dos raelianos. O senhor pensou em
usar suas filhas como voluntárias?
Antinori – Isso é estupidez. Eu reitero que a clonagem é
apenas para ser usada com critérios rigorosos, somente para casais que não
podem ter filhos. Nesse caso, nas pesquisas que estamos fazendo, o foco está
voltado para o homem que não consegue ser pai. Como, por exemplo, um soldado
americano que perdeu os testículos numa explosão durante a Guerra do Golfo
Veja – O senhor já decidiu em que país vai
nascer o primeiro bebê clonado?
Antinori – A idéia é realizar estudos em vários países
simultaneamente. Nós vamos discutir e decidir isso em um congresso sobre
clonagem em Montecarlo, em outubro.
Veja – O Brasil estaria entre eles?
Antinori – Se pesquisadores brasileiros quiserem conduzir
essa pesquisa, não vejo motivo para que não esteja. É um país que detém
tecnologia tanto em genética quanto em reprodução artificial. Para mim não está
longe o dia em que o Brasil verá nascer seu primeiro bebê clonado. Há clínicas
equipadas e técnicos extremamente competentes para produzir o primeiro clone
humano brasileiro.
Veja – A maioria dos cientistas acha que o
senhor está sendo precipitado ao iniciar a clonagem de seres humanos. O senhor
não acha que está indo muito rápido?
Antinori – Muitos especialistas respeitados já concordam
que a clonagem é um caminho natural para as pesquisas na área de reprodução
humana. Eu insisto que fazer clonagem não é criar fotocópias de uma pessoa.
Duas pessoas nunca serão idênticas. No máximo, serão tão parecidas quanto são
os gêmeos. Quanto ao receio que os pesquisadores têm dos riscos de que essas
pesquisas gerem bebês deformados, nós estamos fazendo inúmeros estudos para
reduzi-los ao mínimo. Muitas pessoas dizem que é prematuro, mas acho que já
temos condições de começar.
Veja – Muita gente argumenta que o anúncio
de clonagem é apenas um golpe de marketing para promover sua clínica.
Antinori – Bobagem. Eu não preciso de nada disso para
promover minha clínica, e minha história demonstra isso muito bem.
Veja – Quais são os cuidados que o senhor
está tomando com relação às voluntárias do seu programa de clonagem?
Antinori – Nós temos dois psicólogos em Roma e outros dois
nos Estados Unidos para ajudar na seleção e orientação das voluntárias. Os
casais são informados de todos os riscos e de como a técnica funciona. Eles são
os primeiros e isso não é coisa simples, por mais que tentemos minimizar os
perigos da pesquisa. Você corre riscos se se candidatar para um novo tipo de
transplante cardíaco. E não adianta ficarmos receosos, porque se tivermos medo
não teremos nada no futuro. A ciência e a medicina se estagnariam se não
houvesse quem aceitasse essas condições.
Veja – Não é uma opção muito dura para uma
mulher que, em última instância, vai dar à luz um clone de seu marido, um bebê
que não tem nenhuma característica sua?
Antinori – Isso não vai acontecer. Vamos usar uma técnica
da Universidade do Havaí que consiste em colocar um pequeno pedaço da célula da
mãe no clone, a mitocôndria. Com isso, o bebê terá 80% de carga genética do pai
e 20% da mãe. Não geraremos uma fotocópia.
Veja – Como o senhor pode estar tão
confiante de que não irá criar bebês deformados?
Antinori – Nossa idéia é adotar uma nova tecnologia para
reduzir os riscos já na fase de clonagem. É a chamada reclonagem, em que clonaríamos
um embrião e depois o clonaríamos novamente. Isso se repetiria três ou quatro
vezes. Após vinte dias,
transfere-se o último dos embriões para o útero da mãe. Eu já realizei essa
experiência com camundongos, e outro grupo de pesquisadores da China fez com
cabras. As chances de sucesso são maiores e a gravidez é mais segura.
Veja – Muitos especialistas em clonagem
argumentam que as deformidades são provocadas por problemas nas primeiras
etapas de cultivo do embrião. Como o senhor encara essas argumentações?
Antinori – Eles dizem isso baseados na experiência deles
com animais. Com seres humanos é diferente. O cultivo de embriões nas clínicas
de fertilização funciona bem, não temos problemas nessas clínicas. Não podemos
esquecer que quando se desenvolveu a técnica para injetar o espermatozóide
direto no óvulo, há quase dez anos, todo mundo dizia que essa tecnologia iria
gerar uma profusão de bebês deformados. Não aconteceu absolutamente nada até
agora.
Veja – A experiência com animais mostra
que a clonagem é uma operação complicada, com taxa baixíssima de sucesso e alto
índice de deformidades. Vale a pena correr tais riscos com um ser humano?
Antinori – Na reunião em que expus minha proposta de
clonagem, em Washington, perguntei abertamente a Ian Wilmut (o criador da ovelha Dolly) quantas vezes ele havia testado os
embriões antes de implantá-los no útero das ovelhas. Ele me respondeu que não
havia testado nenhuma vez, que não tinha feito diagnóstico algum de embrião e
que tinha implantado todos, indiscriminadamente. Ele não checou nada, e é obvio
que as transferências não funcionaram direito. Essas pessoas que me criticam o
fazem com base nas experiências veterinárias e não na experiência clínica e
científica com seres humanos. Elas não sabem como são os mecanismos de
reprodução humana. Eu tenho uma estratégia inteligente e consistente.
Veja – Qual é essa estratégia?
Antinori – A redução máxima de risco
antes da implantação. Depois de colocados no útero materno, os embriões serão
checados de modo intenso. Vamos conferir cada detalhe da evolução da gravidez e
do desenvolvimento do feto. Isso será feito a cada semana, a cada dia. Com essa
estratégia, teremos 99% de probabilidade de sucesso.
Veja – O que acontecerá se for detectado
um problema no feto?
Antinori – Vamos fazer um aborto. Em situações normais,
numa gravidez natural, há 5% de riscos de má-formação. São casos em que quase
sempre se opta por um aborto. Isso é perfeitamente legal em inúmeros países do
mundo. Nos últimos vinte anos foram realizados cerca de 4 milhões de abortos na
Itália.
Veja – E se o bebê nascer e só depois
forem constatados problemas?
Antinori – Nossa estratégia é reduzir os riscos ao mínimo.
Temos muitos estudos que mostram como monitorar o crescimento do bebê, a
formação do sistema nervoso e a evolução do sistema cardíaco. Possuímos muitas
técnicas e equipamentos para acompanhar o processo. Isso não tem nada a ver com
os animais em que os embriões são colocados diretamente no útero das fêmeas.
Não adianta alguns cientistas extrapolarem para o catastrofismo, porque as
grandes deformidades são detectáveis e não vão acontecer. Eu tenho vinte anos
de experiência com reprodução humana. Quando consegui a primeira gravidez em
uma mulher idosa, cheguei a ter medo. Tive medo das conseqüências. O que me deu
tranqüilidade foi a consciência de que estava fazendo todo o possível para
evitar completamente qualquer deformidade do bebê ou problema de saúde da mãe.
Veja – O senhor não está com medo agora?
Antinori – Eu estou 99% seguro a respeito do resultado do
meu trabalho. Não tenho medo por causa dos resultados obtidos, da minha
experiência em evitar problemas biológicos e clínicos. Não há ninguém como eu,
com a minha experiência.
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26 outubro 2013
Pesquisa com animais - Folha de São Paulo
É certo usar animais em pesquisas científicas? Confira as opiniões do coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, José Medina Pestana, a favor, (http://folha.com/no1362308) e do rabino da Congregação Judaica do Brasil no Rio de Janeiro, Nilton Bonder, contra (http://folha.com/no1362320) a prática.
Fonte: Folha de São Paulo, via Facebook
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