Mostrando postagens com marcador saúde pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde pública. Mostrar todas as postagens
07 novembro 2013
26 julho 2013
Médicos em greve?
“Enquanto isto, na enfermaria, todos os doentes estão cantando sucessos populares.”
Sim, eu sei que não é só o salário, não é só dinheiro, médicos
precisam de material para trabalhar, uma equipe boa, condições mínimas...
Ocorre que não as há. Uma pressão é importante, mas não há condições, doutores.
O que não se pode é apertar a tecla FUCK e cruzar os braços, pois o cidadão
será severamente punido com isso, ainda mais.
Eu sei que o tema não é simples, mas, ó gente, façam outra coisa.
Que tal pegarem em armas? Esqueçam, foi um devaneio meu.
STF suspende decisão que autorizou greve de médicos em Salvador
Mais de 1.500 médicos vão paralisar na Paraíba
Marcadores:
greve,
ironia,
Legião Urbana,
luta,
luta armada,
medicina,
médicos,
saúde,
saúde pública
Gripe ou Resfriado?
Marcadores:
Blog do Professor Robson Costa,
gripe,
resfriado,
saúde,
saúde pública,
vida
12 abril 2013
DILEMA DE UMA ESTUDANTE
Por Christiane Sayuri Igarashi
Estudante de
Medicina da UERJ
Hoje,
mais um dia, sentada na cadeira de um auditório, ouvindo meus colegas falando
sobre pacientes, me deparei com meus pensamentos... “Será que realmente estou
me tornando uma médica de verdade ou, como disse Patch Adams, a faculdade está
me transformando numa médica que eu não queria ser?” Onde está todo o
humanismo, o carinho com os pacientes, que me fizeram ficar quatro anos tentando
entrar para uma boa faculdade? Atualmente só tenho me deparado com preocupações
com provas, notas, uma atrás da outra. Meu dia se resume às aulas, discussões,
xérox e livros. Passo dia e noite enfurnada nos livros. Cadê o tempo de estar
com os pacientes?
Outro dia um professor me pediu para
examinar um paciente. Então fui, conversei um pouco com o senhor (era um senhor
muito simpático), colhi um pouco da história e comecei o exame. Ao final, ele
começou a falar e chorar, dizendo que infelizmente ele não descobrira a doença antes
e agora iria morrer. Comovida, fiquei ali conversando com ele. O professor
chamou para me mostrar uma radiografia e fazer perguntas absurdas. “E o
paciente?”, eu pensei. Deixo ele chorando e vou para a aula, afinal o que
importa são as notas, não é? CLARO que não! Devo ficar com o paciente pelo
menos até ele se sentir melhor! Que decisão mais difícil!...
Meu dia-a-dia na faculdade está
sempre cheio destes dilemas:
— Chego mais cedo e vejo um
paciente, ou descanso um pouco mais para conseguir estudar à noite?
— Saio da aula e vejo um paciente,
ou almoço e descanso cinco minutos para mais uma aula fatigante?
Diariamente me questiono! É de se
esperar que esteja desesperada e desiludida com a faculdade! Quando ficava ano
após ano tentando vestibular para medicina o que me estimulava era o fato de
que eu estava pronta para ajudas as pessoas.
Quando finalmente entrei e todos me
perguntavam por que eu queria fazer medicina, eu respondia sem sombra de
dúvidas: eu sempre quis fazer medicina, quero ajudar as pessoas.
E assim passei o primeiro e o
segundo anos feliz com o pouco que aprendia e que já me servia para dar
pequenos conselhos a quem me procurava. No terceiro ano, fui jogada dentro de
um hospital. Esperava ser o ano mais feliz e legal. Afinal, estaria com
pacientes. Que nada! Mal entrei e já tinha tantas síndromes, tantas doenças
para saber... Qual não foi minha surpresa quando me vi desesperada, tentando
entender todas as doenças ao mesmo tempo, que sinal há numa e qual noutra. Que remédio
dar para uma e para outra. Totalmente perdida eu estava. Os pacientes? Em segundo
plano, pois afinal eu tinha tanta coisa para saber que deixava até mesmo de ir
à faculdade por uma semana, para estar para as provas.
Quarto ano. Que bom, agora já sei
examinar, fazer anamnese, compreendo algumas doenças. Tudo vai ser melhor. Que nada!
Praticamente aposentei meu esteto. Aula teórica, prova, e a prática, que
prática? “Examine rapidamente o paciente e vamos discutir”. Discutir, discutir,
é só o que fazemos.
E então, após analisar tudo isso,
penso: será que é isso que eu realmente quero? Vejo pacientes morrendo e
médicos dizendo: “depois vamos pedir a necropsia”, aterrorizando a família para
ter a autorização. O que é isso? Isso é medicina? E pergunto outra vez: onde
está a humanidade que nos fez entrar nesta faculdade tão difícil?
Fonte: VASCONCELOS, Eymard Mourão et
alii (Org.) Perplexidade na Universidade: Vivências nos cursos de saúde. Editora
Hucitec/Edições Mandacaru, São Paulo: 2006. Págs. 51-52.
Marcadores:
curso superior,
estudantes,
medicina,
Paraíba,
saúde,
saúde pública
Assinar:
Postagens (Atom)




