ENTREVISTA: CLAUDE LÉVI-STRAUSS
ESTA É A ÚNICA FÓRMULA QUE RESTA
PARA O SER HUMANO,
QUE SE DESTRÓI DESDE O SEU PRINCÍPIO
Para o “The Times” londrino, ele é o “pai do estruturalismo”. Para seus
antigos alunos na Universidade de São Paulo, é o grande pesquisador das
culturas indígenas da bacia amazônica que elaborou, em sua permanência no
Brasil, há mais de trinta anos, o importante “Tristes Tropiques”, que anunciava
o crepúsculo irremediável das tribos aborígines, exterminadas pelo progresso ou
pela cobiça da civilização branca. Claude Lévi-Strauss, aos 63 anos de idade,
acaba de publicar em Paris o quarto e último volume de sua série intitulada
“Mytologique”: “L´Homme Nu”. É um livro fascinante, que aparenta a etnologia
com a música e vê no mito dos deuses em ruínas uma alegoria da nossa própria
civilização. Os fatores de excesso de população, o extermínio das sociedades
primitivas, o racismo e a intolerância que não decrescem no decurso da história
do homem – só a tecnologia evolui, a história moral do homem é imutável na sua
injustiça: “Nossa civilização se caracteriza por dispensar, como nenhuma outra,
modificações importantes”. Para o belga Lévi-Strauss, o estruturalismo é “uma
forma de reintegrar o homem na natureza”, através do estudo dos mitos e da
confluência de culturas: o ocidente aprendendo a respeitar a vida alheia e as
civilizações exóticas como o budismo do extremo ocidente. Sem amigos, sem levar
uma vida social, em seu refúgio em Lignerolles, na França, Lévi-Strauss é um
pessimista que diagnostica o fim do homem se ele não souber modificar suas
formas suicidas de convívio com o seu próximo.
“NÃO TENHO MEDO DE
CONFESSAR QUE
SOU PESSIMISTA”
Veja – Sr. Lévi-Strauss, corre a seu
respeito que o senhor encontrou refúgio, com suas pesquisas sobre povos
primitivos, num mundo sadio e que o senhor prevê, para as sociedades modernas,
uma espécie de crepúsculo dos deuses. O sr. é pessimista com relação ao futuro
do homem e da sua cultura?
Lévi-Strauss – Não tenho medo de confessar,
logo de princípio, que sou muito pessimista. Se me dediquei ao estudo de
sociedades exóticas, que se diferenciam ao máximo da nossa, foi porque não
sinto a mínima atração pelo século em que nasci. De fato, não estou muito
otimista com relação ao futuro de uma humanidade que se reproduz tão
rapidamente, que constitui uma ameaça para sua própria sobrevivência, antes
mesmo que lhe comecem a faltar os elementos mais essenciais como o ar, a água e
o espaço.
Veja – Alguns filósofos contemporâneos criticam a sua afirmação de que as
estruturas sociais modernas são menos humanas do que as primitivas.
Lévi-Strauss – Bem, eu não sou nenhum
filósofo. O fato é que, seja como for, acidentes da minha carreira fizeram de
mim e de outros etnólogos testemunhas de um estilo de vida extremamente diverso
do nosso e que por isso foi em grande parte liquidado por nós. Senti-me moralmente
comprometido a dar meu testemunho: o de defender esse tipo de sociedades, que
permitiram à humanidade viver e desenvolver-se e que agora devem desaparecer só
porque nós assim decretamos.
Veja – Mas o senhor compara sociedades primitivas que estudou com sociedades
modernas.
Lévi-Strauss – Essas estruturas sociais
realmente não podem mais ser comparadas entre si, porque é absolutamente
inimaginável que possamos voltar a uma condição de vida ou possamos revivê-la
quando se torna impossível, atualmente, a sobrevivência dessas sociedades
“exóticas”.
AS VÁRIAS DESCOBERTAS,
AINDA ATUAIS,
DAS ANTIGAS SOCIEDADES
Veja – Então não se pode dizer que as sociedades primitivas eram mais humanas
e talvez até mais “progressistas” do que as atuais?
Lévi-Strauss – Que eram sociedades
progressistas me parece fora de dúvida. Afinal, foram elas que descobriram uma
série de formas artísticas civilizadoras sobre as quais nós mesmos ainda nos
baseamos. No fim das contas, a utilização do fogo, a cerâmica, a tecelagem, a
domesticação dos animais pelo homem surgiram numa época que é comparável à das
sociedades “exóticas” ainda hoje existentes.
Veja – Trata-se de uma evolução técnica, porém. Mas a discussão filosófica
entre o senhor e alguns marxistas parte do fato de o senhor ter comparado
sociedades primitivas e modernas sob o ponto de vista do papel que nelas
desempenham o humanitarismo e a consciência histórica. Criticam a sua maneira
conservadora de julgá-las ou, mais exatamente, sua afirmativa de que não existe
progresso humanitário na história da humanidade.
Lévi-Strauss – São muitas questões
apresentadas todas ao mesmo tempo. Tomemos a última, a questão do progresso. É
tão óbvia a existência de um progresso tecnológico, que não precisamos nem
abordar esse aspecto. Mas também me parece igualmente certo que esse progresso
tecnológico levou ao abandono de uma série de valores aos quais as sociedades
“exóticas” ainda aderem.
Veja – Sartre e outros marxistas o acusam, dizendo que o estruturalismo é um
desvio ao humanismo. É uma acusação que o senhor já conhece.
Lévi-Strauss – Eu sou da opinião que a
acusação parte de um duplo mal-entendido: de um teórico e de um prático. O
mal-entendido teórico consiste no fato de eu nunca ter discutido sequer o
direito de quem quer que seja de estudar o ser humano da perspectiva que bem entender.
O que eu discuto é a afirmação digamos monopolística segundo a qual o ser
humano só pode ser definido e estudado sob um único ângulo.
O
HUMANISMO, QUE LEVOU
ÀS
GUERRAS, AOS
CAMPOS
DE CONCENTRAÇÃO
Veja – Mas a escolha de um determinado ângulo, por si, já constitui a
pré-escolha do resultado de uma análise.
Lévi-Strauss – Se olharmos para uma gota de
água a olho nu não veremos absolutamente nada. Mas, se a colocarmos debaixo de
um microscópio que a aumente trezentas vezes e em seguida debaixo de um
microscópio eletrônico, que é capaz de aumentá-la 50 000 vezes, aí veremos
coisas completamente diferentes. O mesmo acontece quando se estuda o ser
humano. Os humanistas examinam o ser humano sob o mesmo ângulo no qual se
tornam visíveis, na gota de água pouco aumentada, animaizinhos que existem como
indivíduos e como tais se combatem e se amam. Mas nós sabemos que a ciência deve
a sua existência ao fato de termos compreendido que uma série de fenômenos não pode
ser observada apenas de um ponto de vista único. Aumentando-se o ângulo de
visão, constatamos que esses seres vivos desaparecem por completo, só permanecem
visíveis as moléculas. Aumentando-se mais ainda, distinguimos, por detrás das
moléculas, os átomos. O estruturalismo tenta demonstrar que, mesmo para
analisarmos fenômenos humanos, não basta um só nível de investigação, mas que,
ao contrário, existem muitos. Nós nos colocamos num dado ângulo de fenômenos
inconscientes ou semiconscientes no qual os problemas tradicionais da
humanidade desaparecem. Com isso não quero dizer que os problemas não existam. É
perfeitamente justificado estudá-los. Mas é insuportável que nos proíbam outras
pesquisas baseando-se na suposição de que o homem só pode ser definido sob um
único ponto de vista.
Veja – Isso significa que o estruturalismo é somente um método de análise e de
pesquisa sem teoria própria?
Lévi-Strauss – De modo algum. No fundo,
trata-se apenas de uma determinada tomada de posição científica. Nisso se
resume o mal-entendido teórico. Mas há ainda o segundo aspecto, o aspecto
prático. Já é hora de finalmente levarmos em conta que a atitude absolutista e
humanista, que predomina entre nós desde a Renascença e que se originou
provavelmente das grandes religiões do mundo ocidental acarretou consequências
extremamente catastróficas. Alguns séculos de humanismo nos levaram às grandes
guerras, aos massacres, aos campos de concentração e à destruição de todos os
tipos de seres vivos. E empobrecemos a natureza.
Veja – E como seria então uma atitude humanista que o senhor considerasse
aceitável?
Lévi-Strauss – Um humanismo na verdadeira
acepção do termo deveria, paradoxalmente, estimular a humanidade a moderar seu
humanismo e aprender com as grandes religiões do extremo oriente – com o
budismo, por exemplo – que o ser humano, em última análise, é apenas um ser
vivo entre outros seres vivos e que só poderá sobreviver se souber respeitar a
vida dos demais.
Veja – O senhor se interessou muito por Marx. Na sua opinião, o marxismo é um
humanismo ou um método de análise?
Lévi-Strauss – Quando eu tinha uns
dezessete anos, o marxismo teve um papel importante na minha evolução. É um
fato que Marx constitui minha primeira leitura filosófica e ao ler Marx fui
adiante, passando dele para Hegel e para Kant. Foi pela leitura de Marx que
assimilei a primeira lição fundamental dos estudos humanísticos: a de que o
homem não pode ser analisado sob seu mero aspecto exterior, aparente, porque as
aparências enganam.
Veja – É verdade que existem várias interpretações ao marxismo. O senhor tende
para qual interpretação?
Lévi-Strauss – Prefiro não responder a essa
pergunta, porque até certo ponto eu pouco me interesso pelos marxistas.
Veja – De qualquer modo, Marx estudou as infraestruturas, como o senhor.
Lévi-Strauss – Eu tento fazer o que Marx talvez
tenha considerado necessário, mas não tenha tido talvez ou tenha querido fazer
pessoalmente, ou seja: comparar a superestrutura em sua coesão com a
infraestrutura. Para isso limito-me a coisas bem elementares. Meu catecismo
marxista reduz-se a duas ou três regras, o que não me capacita, de forma
alguma, a emitir um juízo sobre a obra de Marx.
“NA
FRANÇA, ONDE AS
PESSOAS
BRINCAM
COM IDEIAS...”
Veja – Então o estruturalismo é um mito inventado pelos seus adversários?
Lévi-Strauss – Às vezes até pelos meus
próprios amigos.
Veja – As conclusões que se tiraram de suas pesquisas, no entanto, não são tão
insignificantes assim. Como filósofo o senhor teve muito mais influência de que
como etnólogo.
Lévi-Strauss – Na França, onde pessoas
brincam com as ideias, muita gente acredita que o estruturalismo é a filosofia
do mundo moderno. Mas isso foi uma moda que passou depois de maio de 1968 ([1]).
Assim que se descobriu que os jovens que protestavam em maio de 1968 não eram
de forma alguma estruturalistas, mas meros adeptos do velho existencialismo de
guerra, segundo a moda vigente em 1944, 1945, todos perderam o interesse pela
questão, o que é ótimo, aliás.
Veja – Alguns de seus discípulos aplicam o método do estruturalismo ao estudo
sociológico de sociedades modernas – o senhor vê algum sentido nisso?
Lévi-Strauss – O estruturalismo pretende
insistir apenas numa constatação já feita muito antes de nós pelos físicos e
pelos estudiosos de ciências naturais: a de que só apreendemos a realidade
simplificando-a ([2]).
Dentro da multiplicidade de fenômenos devemos isolar pequenas áreas nas quais
por sua vez é possível pesquisarmos um pequeno número de variáveis. Primeiro
isso se deu no território claramente delimitável da linguística. Em seguida eu
me propus a ampliar esses mesmos métodos de estudo a outros campos. Mas, se se
tentar aplicar o método estruturalista às estruturas sociais contemporâneas, então
me cabe perguntar de que forma se fará a análise dessas concentrações
complexíssimas com um número já quase infinito de variáveis incluídas. Creio que
não existe a possibilidade de se aplicar o estruturalismo a sistemas
intelectuais ou a sistemas sociais de grande porte.
Veja – Sr. Lévi-Strauss, em seu livro “Tristes Trópicos” ([3])
o senhor fez uma menção – espantosa – a Richard Wagner. O senhor se interessa
por ele sobretudo sob o aspecto do “crepúsculo dos deuses”?
Lévi-Strauss – Muitas vezes passo uma
semana inteira ouvindo as transmissões diretas das óperas de Wagner levadas em
Bayreuth. No quarto e último volume da minha coleção intitulada “Mitológica”,
que foi publicado recentemente sob o título de “O Homem Nu”, eu falo mais a
esse respeito. Nele afirmo que, no momento do desmoronamento da mitologia como
estilo literário predominante, as estruturas do pensamento mítico foram
absorvidas pela música. A mensagem do mito passou para o romance, mas a música
se apoderou de sua forma.
Veja – E quando se deu isso?
Lévi-Strauss – É um fenômeno que começa com
Bach, desenvolveu-se com seus sucessores e atinge com Wagner sua forma
consciente. Foi Wagner quem compreendeu que o mito e a música, se posso me
exprimir assim, caminharam um ao encontro do outro e estavam destinados a se
fundirem. Wagner expressou essa espécie de aliança de forma extraordinária.
Veja – Do que se deduz que Wagner é um compositor estruturalista?
Lévi-Strauss – Toda a teoria do Leitmotiv é
por si mesma estruturalista. O estruturalismo em si originou-se na Alemanha.
UM INTELECTUAL
E UM
PORTEIRO:
ATÉ
ONDE
SÃO DIFERENTES?
Veja – O senhor pode especificar melhor?
Lévi-Strauss – Sempre me disseram que na
Alemanha havia uma grande repulsa pelo estruturalismo. Mas, se investigarmos o
estruturalismo até a sua origem, onde é que ele começa no mundo moderno? Na
Europa, com Dürer. Com seus “Quatro Livros sobre a Proporção Humana” e a ideia
de que se pode passar de uma forma de rosto a outra por meio da transformação
geométrica, inicia-se o estruturalismo. Em seguida com Goethe e a sua
morfologia das plantas: o conceito de que a folha e o botão mutuamente se
transformam é estruturalista. Portanto não é nada surpreendente que Wagner faça
parte dessa genealogia.
Veja – Achamos surpreendente que nessa genealogia o senhor inclua tantos
grandes artistas e ao mesmo tempo negue que o estruturalismo seguido
conscientemente possa trazer quaisquer consequências para a situação
intelectual da nossa sociedade.
Lévi-Strauss – Não gosto de profecias. Imaginaram
que o estruturalismo fosse portador de uma mensagem e que os estruturalistas
fossem os grandes sábios da época moderna. Lamento dizê-lo, mas isso está
errado. É pura imaginação, forjada nos salões entre 1958 e 1968.
Veja – Sr. Lévi-Strauss, talvez sua recusa em discutir as consequências
filosóficas da sua obra seja o motivo pelo qual o senhor às vezes é chamado de “o
filósofo do status quo”. O senhor é o primeiro a reconhecer que o
estruturalismo não é capaz de alterar os dados históricos. Então, que
explicação o senhor dá para o fascínio que o estruturalismo desperta nas
pessoas?
Lévi-Strauss – Isso se deve ao fato de que
em nossa sociedade a ciência está completamente separada da arte, separada
portanto daquilo que para nós está associado com a sensibilidade. O estruturalismo
não separa esses dois pólos. Ao estudar fenômenos muito concretos, que tocam a
sensibilidade, ele põe em prática o que eu chamo de “teoria do pensamento
selvagem”. Essa “teoria do pensamento selvagem” pode exercer certa fascinação
sobre os homens contemporâneos, que se sentem dilacerados entre a ciência e a
sensibilidade.
Veja – Gostaríamos de voltar a falar do seu pessimismo. Na França constitui
uma velha tradição o fato de os intelectuais serem “engajados”, para usar uma
definição de Sartre. O senhor dá alguma importância ao protesto intelectual?
Lévi-Strauss – Já tomei partido algumas
vezes anteriormente. O “engajamento” do intelectual é um mal-entendido que
considero insuportável, pois minha assinatura só em valor graças aos trabalhos
que publiquei. Se eu tomar atitudes com relação a fatos que desconheço, ponho
em risco então o crédito que minha obra possa me ter granjeado.
Veja – Mas nem sempre é indispensável apresentar estudos exaustivos para se
saber o que é justo e o que é injusto.
Lévi-Strauss – Mas é indispensável conhecer
o assunto de que se fala.
Veja – E que reações lhe provoca a guerra do Vietnam?
Lévi-Strauss – Reações de profunda repulsa,
mas baseadas na mesma base de conhecimentos do meu porteiro, da minha faxineira
ou do quitandeiro da esquina. Não acho que neste ano meu veredicto valha mais
do que o deles.
Veja – Com isso o senhor não estará julgando de maneira severa demais todos os
intelectuais engajados?
Lévi-Strauss – De forma alguma.
Veja – Então o senhor não acha que um intelectual tão famoso quanto o senhor
tem no plano político mais responsabilidade do que um porteiro de edifício?
Lévi-Strauss – Um intelectual famoso é
responsável pela especialidade que lhe trouxe renome. Se ele for examinar um por
um todos os assuntos a respeito dos quais é chamado a se pronunciar, terá que
perder um tempo imenso para poder tomar partido com conhecimento de causa. Consequentemente,
não se dedicaria mais à pesquisa e não mereceria mais o renome conquistado.
A BRIGA
COM SARTRE,
O
RACISMO
E AS
INTOLERÂNCIAS
Veja – O senhor diria que Sartre assinou manifestos demais?
Lévi-Strauss – De forma alguma. Absolutamente
não me comparei com Sartre. Sartre expressou-se pelos meios mais diversos –
romance, teatro, filosofia, política. É uma capacidade que eu não tenho. Nem briguei
com Sartre, ao contrário do que afirma o antropólogo inglês Edmund Leach, ao “trabalhar
estreitamente com Sartre na elaboração do trabalho sobre o ‘pensamento selvagem’”.
Na realidade eu só me encontrei com Sartre umas quatro vezes na minha vida.
Veja – Numa conferência que proferiu recentemente na Unesco, o senhor tirou
conclusões políticas de suas concepções ao afirmar: “Não se pode admitir que os
preconceitos raciais tenham diminuído”.
Lévi-Strauss – É uma conclusão que não transcende
certos limites e que me parece suficientemente clara.
Veja – O senhor também afirmou que não basta, para diminuir a intolerância,
mudar as ideias. Seria necessário alterar também as condições naturais nas
relações entre o homem contemporâneo e a natureza.
Lévi-Strauss – Eu não disse que elas deviam
ser alteradas. Eu disse que elas deviam se alterar, o que não é a mesma coisa. E
isso não quer dizer que eu ache que elas iriam se alterar. Como já foi dito: o
estruturalismo trata de temas que não têm aplicação prática alguma. O que se
define como racismo ou intolerância sempre existiu nas sociedades humanas.
Veja – E como o senhor encara o futuro das esparsas sociedades primitivas
ainda remanescentes?
Lévi-Strauss – Estão todas condenadas a
desaparecer, o que me entristece profundamente.
FIM
([1])
Talvez uma referência ao dia 03/05/1968 (sexta-feira), quando o Reitor chama a
polícia e fecha a Universidade Sorbonne. No dia 06/05/1968 (segunda-feira),
houve manifestações de estudantes e professores da Sorbonne pedindo a abertura
da Universidade. Em 23/05/1968 (quinta-feira), estudantes ocupam a Universidade
de Nanterre (França). Veja mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maio_de_1968
(Acesso em 30/12/2014, 14:13).
([2])
Seria uma referência à Navalha de Occam? Veja mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Occam
(Acesso em 30/12/2014, 14:26).
