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02 dezembro 2024

Folias clericais (crônica) - Reinaldo Moraes

 



TEXTO ESCRITO ENTRE 2011 E 2014 NA REVISTA STATUS


O jornalista italiano Carmelo Abbate é especializado em produzir matérias investigativas sobre temas de relevância social, tais como trabalho clandestino, as agruras da imigração, os descalabros no sistema de saúde, o comércio do sexo e outras ciladas e sinucas que afetam os pobres, desvalidos e incautos em seu país. Muitas vezes Abbate se disfarça de objeto de seu estudo, virando imigrante marroquino, paciente da rede pública, trabalhador clandestino, ator pornô, e por aí vai, para melhor escarafunchar os dramas que pretende revelar ao público. Seu último trabalho, o livro-reportagem Sex and the Vatican — viaggio segreto nel regno dei casti (O sexo e o Vaticano — viagem secreta ao reino dos castos), que tem provocado não pouco buchicho nos meios católicos, traz revelações desconfortáveis sobre o comportamento sexual dos servos da Igreja num país ainda muito carola e conservador, pelo menos de fachada, como a Itália.

Abbate se infiltrou no mundo íntimo do Vaticano através de um amigo homossexual que tinha lhe contado uma história curiosa iniciada numa sauna gay, em Roma. Ali, o amigo trepou com um francês radicado na Itália que, logo a seguir, se revelaria padre, e não qualquer padreco, e sim um dos sacerdotes que rezavam missa de manhã na Basílica de São Pedro, templo magno do catolicismo no Ocidente. E quando esse amigo gay do Abbate contou-lhe que planejava ir a uma festinha de embalo no apê do tal padre francês, o jornalista não teve dúvida: pediu pra ir junto, posando de namorado liberal do amigo. Foi e levou a fatídica câmera oculta com a qual, sabe-se lá como, gravou uma bela suruba clerical. Ele só não conta o seu grau de participação na suruba, se ajoelhou e rezou, etc. e tal. O que interessa é que “lá estavam muitos prelados”, em suas palavras. Prelados e de mão no bolso, eu diria, no meu irrefreável trocadilhismo. Ali tinha início uma investigação sobre a vida sexual dos supostos castos da Igreja católica, que iria durar um ano inteiro.

E o que apurou, no geral, a bisbilhotice jornalística do Abbate, que deixou mais de um prelado em palpos de aranha pelado dentro da batina? Nada de muito novo ou original, ao meu ver. Basicamente que tem um monte de padre que faz sexo à vontade, gays e héteros, dentro e fora dos muros do Vaticano, sendo que muitos levam vida dupla, mantendo mulher e filhos em alguma quebrada mais ou menos discreta. Há relatos de surubas rotineiras também, como aquela da qual o autor participou. E não é raro, diz Abbate, que os servos de Cristo, ao gerarem rebentos indesejados em seus relacionamentos com mulheres, acabem batendo às portas dos aborteiros pra se livrar do estorvo, não raro por insistência do bispo ao qual devem obediência. E, claro, não faltam sacerdotes que se atolam no crime hediondo da pedofilia, como lemos a toda hora nos jornais. Ou seja, a turma da batina tende a agir segundo seus desejos carnais, da mesma forma que nós outros, integrantes do rebanho laico e por vezes ateu do Senhor.

Uma das fontes secundárias de Abbate é um estudo do psiquiatra Richard Sipe, ex-monge beneditino, apontando que 25% dos padres americanos tiveram relações com mulheres e outros 20% praticaram o amor que não ousa dizer seu nome. Quer dizer, tirando uns 5% de bissexuais, que estão cá e lá nas estatísticas, concluímos que pelo menos uns 40% do clero americano já botou a genitália e a anália pra rockar e rollar fora da batina.

Na Alemanha, outro pesquisador do assunto, ex-padre excomungado, aponta que, dos dezoito mil servidores da Igreja atuantes no país, um terço vive com uma mulher. Difícil resistir ao impulso de deduzir que pelo menos outro terço ande às voltas com homens na cama. Já no Brasil, como informa a matéria que eu li no UOL, o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) apontou que 41% dos clérigos confessaram já ter tido relações não canônicas com membros e membranas dos incautos fiéis que se aproximaram demais da conta deles.

A espada moralista do Abbate pende, enfim, sobre uma instituição que prega a castidade como virtude cristã para todos e valor absoluto para os servos de Deus, e que sempre condenou o homossexualismo, o sexo fora do casamento e o aborto. As revelações sobre a vida privada dos castos, já se vê, não combinam muito com tal ideário. Castos um cazzo! E se necessário fosse dar mais uma voltinha no parafuso, o autor poderia acrescentar, numa próxima edição do seu livro, um dado curioso que em tudo combina com as revelações bombásticas que estão lá. É que o Instituto do Vinho da Califórnia acaba de publicar uma pesquisa apontando o país com maior consumo per capita de vinho do mundo.

Qual você acha que é? A França? Não, essa vem em quinto lugar. Também não é a Itália nem Portugal, e sim o Vaticano, cidade-estado situada dentro de Roma. Os oitocentos castos que ali vivem consomem nada menos que setenta e quatro litros de vinho por pessoa ao ano, o que dá uma média de cento e cinco garrafas de 750 ml. A Itália vem apenas em nono lugar, com 37,6 litros per capita, a metade do vinho consumido no Vaticano. De fato, nada como um vinhozinho pra acompanhar uma boa sacanagem. O velho Baco já sabia disso alguns séculos antes de Cristo.

A questão, em todo caso, é antiga. Gilberto Freyre, em seu Casa-Grande & Senzala, cravou: “O ambiente em que começou a vida brasileira foi de quase intoxicação sexual. O europeu saltava em terra escorregando em índia nua; os próprios padres da Companhia precisavam descer com cuidado, senão atolavam o pé em carne.”

Na mesma época, o século XVI, Pietro Aretino (1492-1556), poeta (Sonetos luxuriosos), puxa-saco de papas e reis, chantagista da nobreza e libertino em tempo integral, escreveu os Raggionamenti (Tertúlias), traduzido no Brasil como Pornólogos, por J.M. Bortolote (Editora De Gustar), livrinho difícil de achar, mas uma iguaria para os amantes da boa sacanagem erudita. Nele, a narradora, a Nanna, conta sua vida como freira, esposa e puta, nessa ordem. Embora obra de ficção, é difícil supor que um homem esperto e observador como Aretino não tivesse se inspirado nas práticas correntes nas famílias abastadas e nos monastérios da Renascença italiana para compor suas historietas safadas.

Nanna conta como, ainda bela e fresca donzela, foi encaminhada pela família a um convento para se entregar aos braços de Deus. Depois de acolhida num lauto banquete de boas-vindas, com padres e freiras mandando ver nas finas viandas e no generoso vinho, Nanna ganha seu kit de noviça, do qual consta um consolo de vidro oco, feito em Murano, dentro do qual se injetam líquidos quentes, como a própria urina da usuária. É com esse cazzo artificial morninho que ela mesma se desvirgina enquanto espia um animado frade “cravar a vara pelos fundos da padaria” da abadessa do convento. Logo em seguida, já livre do incômodo da virgindade, Nanna é abordada por um piedoso vigário “que me fez três vezes, modéstia à parte, duas à antiga e uma à moderna”, sendo que essa modalidade moderna do fazer sexual é a mesma que Nanna viu a abadessa experimentar pelos fundos de sua “padaria”. Aliás, o tempo todo na história de Nanna os ardorosos membros do clero e demais serviçais do convento, uma vez “satisfeitos com o primeiro bocado da cabra, queriam ainda o cabrito”. Tá certo. Um cabritinho, de vez em quando, sempre cai bem.

A Renascença italiana era mesmo pródiga em putarias clericais e os exemplos históricos abundam (e abucetam e acaralham). Há não muito tempo, uma editora brasileira lançou uma (porno)graphic novel desenhada pelo italiano Milo Manara, com texto do chileno Alejandro Fodorowsky — ops, Jodorowsky —, relatando as façanhas políticas e sexuais de Rodrigo Bórgia (1431-1503), que virou Alexandre VI, tido como o papa mais devasso da história. O papa-papão papava de coroinhas a cardeais, de princesas a criadinhas, com fé inabalável em seu santo taco. Teve pelo menos sete filhos conhecidos. Um deles era a bela e igualmente devassa Lucrécia Bórgia, que deixaria qualquer Paris Hilton no chinelo. Dizem que dava umas comparecidas até debaixo do baldaquim do leito papal. Ou seja, mandava bala com o próprio papi papa, com quem teve um baby — ao mesmo tempo filho e neto do sumo pontífice. Não havia ainda paparazzi em Roma naqueles tempos, mas os satiristas de plantão, um certo Filofila à frente, não lhe davam trégua. Filofila chegou a escrever que “a filha do papa adora copular. Pode ser com irmão, pai, poeta, cachorro, bode e até macaco”. E, ao que consta nos anais (e também nos vaginais) da história, nada disso era nenhum grande exagero ou novidade.

Não foi à toa, pois, que Petrarca (1304-1374), o criador da forma soneto, chamava o Vaticano de “Babilônia infernal, cárcere indecente onde nada é sagrado. Habitação de gente de peitos de feno, ânimo de pedra e vísceras de fogo”. Que as coisas não se passem de forma muito diferente por lá, hoje em dia, não deveria espantar muita gente, a julgar pelo livro do Abbate. Os “castos” do Vaticano, já se vê, além das aspas, pedem igualmente uma profilática camisinha benta. Quanto ao Carmelo Abbate, que se declara católico e gostaria de ver a Igreja modernizada e moralizada, deve ter sido uma experiência catártica tripudiar sobre a proverbial hipocrisia dos servos de Deus, que praticam o nobre e laico esporte na vida privada e vomitam virtudes e ameaças aos pecadores do púlpito. Me senti eu mesmo o meu tanto vingado com o trabalho do Abbate. De família católica, com uma ala feminina carola composta por mãe, avó e tias que não perdiam missa aos domingos e dias santos, vivi na infância e primeira adolescência sob o manto de uma vigilante repressão sexual defumada em incenso de igreja. Entre o “catecismo” do Carlos Zéfiro e o sem aspas da Santa Madre Igreja meu pau balançava. Saltei fora dessa masmorra mental aos dezesseis anos, quando mandei a turma da batina às favas e passei a acreditar piamente em sexo — e ele em mim, nos melhores dias. Como Aretino, dei uma grossa banana “a todos os hipócritas, pois não tenho mais paciência para as suas mesquinhas censuras, para o seu sujo costume de dizer aos olhos que eles não podem ver o que mais os deleita”.

Ecco! Delei temo-nos, pois, seguindo o pio exemplo dos catsos, ops, castos do Vaticano.

 

O Cheirinho do Amor (crônicas safadas) – Reinaldo Moraes




03 setembro 2024

Peludas e Peladas - Walter Galvão





Peludas e Peladas

Walter Galvão
Jornalista
Publicado no Jornal Correio da Paraíba,
Caderno Opinião, em sexta-feira, 23/08/2013


A história, que é cheia de tragédias, também é um mosaico das conquistas que dão felicidade às pessoas em esferas coletivas e privadas, o que inclui aparentes futilidades. Além disso, funciona como lente de aumento sobre detalhes. Esse movimento de olhar para o detalhe é uma tentativa de perceber o que acontece num espaço que o pensador Karl Marx definia como os poros da sociedade. Um detalhe revelador do que pensamos e queremos nesses nossos dias de vaidades à flor da pele e fixação na beleza do corpo é essa discussão sobre a fisionomia da vagina despertada pelas fotos da nudez da atriz Nanda Costa.
O debate é sobre se é mais bonita, sedutora e elegante a vagina recoberta de pelos ou desprovida dos cachos que transformaram Claudia Ohana num ícone da abundância capilar.
E o interesse social, público, coletivo, que esse dilema desperta é justificado por uma agenda psicossocial que envolve pesquisadores, cientistas e até filósofos. Na perspectiva da filosofia, estaríamos no campo da interferência do poder social nas formas dos usos do corpo, para os prazeres, deveres e controles tão bem estudados na obra de Michel Foucault. Se pensarmos na sociologia da vagina esteticamente percebida, teríamos a discussão sobre o corpo modelado, transformado, artisticamente apropriado, esteticamente modulado, tatuado e penetrado por piercings e objetos similares que é feita na obra de David Le Breton.
No debate sobre a melhor cara para a vagina contemporânea brasileira, que se submete inclusive à vaginoplastia para ter suas proporções, reentrâncias e colorações alteradas, estaríamos pensando e falando sobre a fisiologia simbólica do corpo da mulher, sobre anatomia íntima e imaginário social, sexualidade, beleza, prazer, poder e espetáculo.
Na minha opinião, a vagina peluda e a pelada são bonitas. Se na simbologia do corpo a vagina representa também o mistério, a retirada dos pelos requer do observador a percepção de um mergulho no misterioso sem qualquer advertência. A presença dos pelos adverte para características do corpo como a natureza de sua textura, e da personalidade como o nível de exposição da imagem que se acha adequado. Para mim, os pelos simbolizam a lã e o ninho. E a nudez sem os pelos é um indiscreto sorriso de flor.

NOTA DO TIO CELO:

Walter Galvão escreve muito bem e nos leva a pensar, como diz um jovem amigo meu, para além da caixa, para além da Matrix.
Eu levanto duas lebres aqui: a primeira, que a vagina raspada me parece uma concorrência. O homem tem o pênis, um grande falo, em sânscrito भाल  (bhala, "esplendor"), o símbolo da sua autoridade, do seu poder... A vagina é discreta, é a bainha onde se coloca a espada, o que há nela que chame a atenção? É preciso desnudá-la, mostrá-la, expô-la. A segunda lebre diz respeito ao desejo, cada vez maior, pela exposição da vagina infantil, uma espécie de pedofilia que o superego de muita gente não percebeu. Uma vagina raspada é uma vagina de criança, de menina. Aos poucos, a erotização das pequenas, época a época... antes, dançando na Boquinha da Garra, hoje mulheres infantilizadas...
Como o Walter Galvão, sou homem, macho, naturalmente aprecio vaginas quer peludas quer peladas.

E ainda temos, ora veja! um médico dizendo que depilação vaginal não é sinônimo de limpeza. (clique em riba do texto e leia)


















FONTE: Atlas Fotográfico de Anatomia

21 agosto 2024

Islâmicos defendem casamento de adultos com crianças

Maomé consumou seu casamento
 com Aisha quando ela tinha 9 anos


O CII (Conselho da Ideologia Islâmica) do Paquistão defendeu o casamento de adultos com crianças ao decidir que as leis civis do país que proíbem esse tipo de união não são islâmicas. 



Ao final de uma reunião na semana passada, o CII comunicou que, de acordo com o Islã, não há idade mínima para o casamento. 


Acrescentou, contudo, que o rukhsati (a consumação do casamento, ou seja, o primeiro relacionamento sexual do casal) só é permitido quando marido e mulher atingirem a puberdade.

O CII é uma entidade constitucional que assessora o Legislativo, mas não tem prerrogativa de aprovar leis.

Pela legislação paquistanesa, a idade mínima para o casamento é de 18 anos para homens e de 16 para mulheres.

A manifestação do Conselho da Ideologia teve como base a vida conjugal de Maomé. O profeta teve 12 mulheres, e a sua preferida era Aisha, com quem se casou quando ela estava seis ou sete anos. O rukhsati ocorreu quando Aisha tinha 9 anos e ele, 50.

O Paquistão é uma república parlamentarista islâmica. Tem mais de 170 milhões de habitantes — mais de 95% deles são islâmicos.

Maulana Mohammad Khan Sheerani, presidente do CII, afirmou que a governo precisa mudar a lei do casamento para torná-la mais compatível com os fundamentos do islamismo, permitindo, inclusive, que o homem possa se casar com mais de uma mulher.
Paraíso islâmico



Fonte: Paulo Lopes

TROCA de SEXO 18/04/13 Conexão Repórter












10 maio 2024

Café Filosófico: Desejo sexual masculino e feminino









Ao longo da vida, conforme passam por diferentes experiências, homens e mulheres vão construindo um repertório sexual próprio, e a forma como o seu desejo se manifesta em cada fase vai mudando. A ideia de que o desejo não funciona da mesma forma para homens e mulheres parece já aceita, mas ainda há desafios na busca por uma vida sexual satisfatória tanto para elas quanto para eles. Neste Café Filosófico, a médica psiquiatra Carmita Abdo e o médico urologista João Afif Abdo falam sobre as nuances do desejo sexual masculino e feminino e as dificuldades mais comuns que homens e mulheres enfrentam. Gravado nos dias 21 e 28 de junho de 2013.


29 abril 2024

Palestra sobre sexo anal - Por Anete Guimarães









Hoje eu vou falar de sexo anal, o que vai responder muitas outras perguntas.

Sexo anal é normal, é biologicamente viável? Todo mundo deveria experimentar? É natural para todo mundo? É bastante prazeroso se você fizer direito? Você vai ver isso escrito em todas as revistas. Fiz uma pesquisa em uma banca e você vê isso em todas as revistas. Todas diziam a mesma coisa: prática norma, bastante satisfatória, todo mundo deveria experimentar, tem uma forma correta de fazer, tudo isso.

Todos os sites pornográficos têm. Contos pornográficos de que essa é uma experiência extraordinária, que as mulheres gostam muito. Têm medo de fazer, mas se experimentarem fazer vão adorar e que os homens vão achar o máximo.

Tudo isso está escrito, se vocês forem para uma banca de jornal e comprar uma revista vão encontrar isso.

Eu, como disse para vocês, eu trabalhei durante algum tempo em uma enfermaria com pacientes terminais do vírus da AIDS. Era o hospital Gaffrée e Guinle, o hospital que atendeu o Cazuza, e a enfermaria era a 10ª enfermaria do Gaffreé e Guinle, que fui justamente aquela patrocinada por ele.

Naquela época, naquela enfermaria, haviam 20 pacientes, todos era homossexuais e, quando a gente termina a clínica médica, a gente tem que fazer uma monografia para conclusão do curso. Como todos os pacientes tinham Aids, nós escolhemos a Aids para escrever “quais as doenças oportunistas que acontecem com o vírus da AIDS”. Naquela época não havia o coquetel, o número de doenças oportunistas era muito maior do que é hoje.

Então nós pegamos os prontuários de todos os vinte pacientes e pegamos também 100 prontuários de pacientes anteriores e fizemos a listagem estatística das doenças.
Em primeiro lugar estava a “Endocardite Bacteriana”. Todos os 120 pacientes que nós selecionamos eram portadores de endocardite bacteriana. Era a colonização das válvulas cardíacas por bactérias. Então nós colocamos na monografia, primeiro da lista, “Endocardite Bacteriana”. Em segundo lugar, daí tinha pneumociscarine, tuberculose, e a gente foi contando.

Quando a gente foi apresentar para o professor, ele disse: “espera lá, está errado”. Aí ele riscou o material. Aí eu perguntei: “mas por que? Todos tinham”, eu fui à outra enfermaria e todos eles tinha endocardite bacteriana. Poxa, todo aidético tem endocardite bacteriana. É uma doença que vem com a Aids. Então eu voltei lá: “todo paciente imunodeprimido produz, inicialmente, endocardite bacteriana”. Mas ele, o professor, disse não.

Mas todos os nossos pacientes têm. Ele mandou a gente ir em outra enfermaria com pacientes terminais de câncer e doenças degenerativas. Nenhum deles tinha endocardite bacteriana, todos estavam imunodeprimidos.

Eu fui à área imunológica e nenhum paciente imunodeprimido tinha endocardite bacteriana. Endocardite bacteriana não é uma complicação daqueles imunodeprimidos. Por que?

Daí esse professor me explicou os fatos da vida, mas não de maneira tão agradável como eu vou fazer para vocês.

Então ele me explicou que isso não era decorrente da Aids, mas era decorrente do sexo anal. Como assim? Em não entendi e ele teve que me explicar e não foi muito agradável.

Essa aqui é a vagina feminina, o útero e o ovário, aqui é o aparelho digestório. Boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e esfíncter. A única coisa que eles têm em comum é eles serem cavidades. Então a cavidade vaginal faz parte da função sexual, é um órgão sexual, ele foi criado para que? Para o ato sexual. Ele foi projetado para isso.

O intestino faz parte do aparelho digestório, foi projetado para o fim de absorção de alimentos. Ele não foi projetado com o objetivo sexual.

Então no orifício vagínico, se eu fizer o aumento, o que você encontra? 16 camadas celulares, 7 camadas musculares, células caliceformes que produzem muco aquoso.

Vamos fazer a mesma coisa no aparelho digestório: microscópio, vamos aumentar. Vocês que estão na escola estudando os aparelhos do corpo humano, quantas camadas celulares eu tenho no tubo digestivo? Uma. Célular colunares, uma camada com células ciliares no topo, tecido conjuntivo embaixo e o plexo esplênico, que é aquele conjunto de veias que leva tudo para a veia-cava, distribui para o coração.

Eu tenho células caliciformes também, que produzem muco, mas não produzem muco aquoso, mas produzem muco seroso.

O muco seroso tem como função, proteger o intestino dos ácidos estomacais. Quando você faz autópsia, você tem que usar todo um aparato para você não sofrer queimaduras graves com os ácidos estomacais. Se você enfiar o seu braço no estômago de um cadáver recente, você vai perdê-lo, as queimaduras serão muito intensas. Lembra o que acontece com o bife mastigado, no estômago? Vira líquido, ácido, e bife é carne. Um pedaço de bife do seu braço dentro daquele ácido vai virar líquido. Então os ácidos estomacais são altamente corrosivos. Por que que não corrói seu estômago? Porque você tem uma camada brilhante que protege o estômago dos ácidos, um muco seroso.

O muco seroso, além de proteger o estômago dos ácidos, ele aumenta o atrito, porque se o alimento passar muito depressa, o que acontece? Diarreia e você morre. Então o alimento precisa passar devagar para que você possa absorver os nutrientes: absorve os açúcares, as proteínas, as substâncias, as vitaminas... Então o muco seroso aumenta o atrito, enquanto o muco aquoso diminui o atrito.

No aparelho reprodutivo temos 16 camadas celulares, e no aparelho digestório, apenas uma. Aqui em volta, no aparelho digestivo eu tenho apenas uma camada de músculo, que dá a volta, que é a que faz os movimentos peristálticos. Só uma, precisa de mais? Não. É apenas uma camada que empurra o bolo alimentar ao longo do tubo digestivo. E no final você tem o esfíncter que serve para reter as fezes e só para isso, não tem outra função. Você relaxa e ele libera.

Então, quando você compara os dois, há comparação possível? Não.

Quando você atrita no aparelho reprodutor, não tem nenhum problema, mas quando você atrita no digestivo o que acontece? O que acontece no ato sexual? Atrito e intenso.

Se você for fazer uma cirurgia e correr o risco de abrir o intestino, qual a preparação pré-operatória? Vocês já não são criancinhas, vocês já têm uma noção, pode até procurar na Internet.

Você vai tomar um comprimido laxante para eliminar o máximo de fezes, você vai tomar antibióticos para matar as bactérias, você vai fazer uma lavagem intestinal até a água sair limpa e a última lavagem é com antibiótico, porque se cortar e essas bactérias entrarem, como é interno, você vai morrer de septicemia, então eles vão ter que limpar tudo.

Durante o sexo anal, faz lavagem intestinal antes? Não. Então é um ambiente altamente contaminado. Quando você for fazer atrito, só tem uma camada celular, vai romper e vai sangrar. Com a ruptura e sangramento, o que você vai jogar na corrente sangüínea? As bactérias presentes nessa região, que são Escherichia coli, se você tiver sorte e outras mais patogênicas se você não tiver.

Em volta, nós temos linfonodos, que são aqueles famosos da AIDS. Esses linfonodos quando veem essa bactéria, eles aumentam de tamanho, daí você começa a ter uma granulação. Por isso a incidência maior das pessoas que têm hemorróidas. Inchaço em algumas veias dessa região e dificuldades na musculatura dessa região.

Essa ruptura constante faz com que as bactérias vençam a ação dos linfonodos e caiam na corrente sanguínea. O que que a gente tem logo atrás do intestino? O intestino absorve os  nutrientes, certo? E depois você tem que espalhar eles pelo corpo. Então o plexo esplênico cai onde? Na veia cava. E a veia cava vai para onde? Direto para o coração
Então essas bactérias das fezes caem no coração e colonizam as válvulas do coração, provocando endocardite bacteriana.

Então não é a AIDS que provoca a endocardite bacteriana, mas é a prática do sexo anal.


Com a AIDS a endocardite evoluía para uma periocardite e nós tínhamos que fazer punções, para retirar o líquido inflamatório do coração, porque senão eles morreriam por asfixia, por contrição cardíaca.

Além disso é muito mais comum a insuficiência cardíaca em homossexuais mais idosos, em que a incidência chega a 68%, diferente da população não homossexual que é de 8%.

Além disso, essa lesão constante, provoca a alteração da morfologia dessas células, provocando displasia. Displasia rima com neoplasia. A incidência de câncer retal na população é de 3% a 4%, entre os homossexuais chega a 32%. Então, há uma relação direta entre a prática de sexo anal e a incidência de câncer retal.

A mulher não tem terminais nervosos de sensibilidade na área do tubo digestivo, então ela nãos ente absolutamente nada com a prática do sexo anal a não ser o sofrimento, a dor. Isso, a não ser que ela compre anestésicos, que são medicações inibitórias da sensibilidade para a prática do sexo anal e compre lubrificantes artificiais para neutralizar o muco seroso e permitir que esse acesso se faça com mínimas lesões. Então, sem lubrificantes artificiais, sem anestésicos para neutralizar a dor, é uma prática dolorosa, humilhante e violadora, sendo que ela tem um órgão próprio para isso.

Por que o homem teria que submetê-la a isso se não fosse por sadismo? É o prazer em infligir dor. Porque ele aprendeu nos contos pornográficos, se você a tratar com a brutalidade necessária, você conseguirá que ela sinta prazer.

Para o homossexual, pelo menos há uma desculpa. Encostado no reto, nós temos a próstata, tanto que o exame de próstata é retal.

Na frente nós temos o pênis e atrás a próstata. A próstata, a parte da frente que dá para os corpos cavernosos, ela tem uma camada córnea. O que é uma camada córnea? Espessa. Com tecido cartilaginoso. Com que objetivo? No ato sexual não há impacto? Então se no ato sexual há impacto, para proteger a próstata que produz o líquido seminal que vai nutrir os espermatozoides e permitir a reprodução, essa camada protege do impacto frontal. Então não há nenhum problema, para a próstata, o ato sexual.

Se você impactar por trás, o ato sexual homossexual tem que ser necessariamente violento. Você tem que bater com força para atingir a próstata. Então temos o sexo anal e ele tem que ser violento. A não ser que você conversasse pessoalmente com alguém que pratica, ninguém iria te contar.

Se você bater com força suficiente e traumatizar a próstata, ela sangra, porque a parte de trás não possui camada córnea. Não se esperava na natureza nenhum impacto posterior.

Está protegido pela espinha e pelo intestino. Quando a próstata sangra, ela produz células inflamatórias, ela incha. Se ela inchar e você bater com força suficiente, você vai atingir o feixe nervoso que está ligado aos corpos cavernosos e você pode provocar uma ereção. Se você continuar batendo com força suficiente e conseguir inchá-la o suficiente, pode sensibilizar os corpos cavernosos e lá pela quarta ou quinta experiência, você pode ter uma ejaculação. Mas você só vai conseguir essa ejaculação se após essas múltiplas experiências você conseguir uma hiperplasia de próstata, se sua próstata estiver inchada.

Com o passar do tempo, essas múltiplos traumatismos da próstata, ela começa a produzir células displásicas também. Displasia rima com neoplasia.

O índice de câncer de próstata na população é grande, até porque não se faz os exames correspondentes e existem outras motivações. Está alto e tem chegado a 18%, 20%. Entre os homossexuais o índice é de 68%. Porque a prática sexual que eles utilizam pressupõe o câncer de próstata.

Nem vou falar dos problemas urinários e renais decorrentes dessa prática.

Tudo isso que eu falei, procurem em um livro de fisiologia médica. Ou cheguem para algum médico e perguntem: “tem algum erro nisso?”. Alguma dessas estruturas anatômicas está errada, ou equivocada, ou transtornada?

Diante do que ele aprendeu na faculdade de medicina pergunte: se fizer isso, é isso que vai acontecer?

Então, o sexo anal é natural, é biologicamente muito bom, extremamente agradável, saudável, produtivo, uma prática natural, que todo mundo deveria experimentar um dia? Mas é o que está escrito na literatura. Baseado em que eles dizem essas coisas? Baseado nos contos pornográficos. Baseado nos objetivos de que com esse tipo de prática você tem alguém obtendo prazer com o sofrimento de outro ser humano.

Você pode até se submeter e muitas se submetem.

Inclusive nós trabalhamos no IML por algum tempo. Nosso professor era diretor do IML e naquela época não havia o divórcio. Você, para conseguir a separação judicial, você precisava de uma medida cautelar. Se você conseguisse provar maus tratos, você conseguiria isso, facilmente.

Muitas mulheres chegavam falando sobre o abuso. Muitas delas iam preferir o sexo anal, porque nessa situação, como ele queria que ela fizesse isso e já era um sofrimento, ele era menos brutal. No sexo normal, eles brutalizavam tanto que elas preferiam esse que já dói pelo próprio ato, então eles batiam menos.

Então, diante disso aqui, o que as pessoas dizem ser natural, pensem um pouquinho a respeito do que vocês leem, do que vocês escutam, do que dizem na Malhação, nas novelas.

E o engraçado é que ainda tem ginecologista falando que essa prática é normal. Eu gostaria de pegar um debate. Eu ainda não tive a chance de pegar alguém que dissesse isso do ponto de vista da anatomia e perguntar isso. Eu queria saber como é que ele ia responder.

Então, faça uma pesquisa para ver se essa anatomia que eu passei está correta, esse análise comparativa para ver se tem razão, façam essa análise e me digam se é uma prática saudável.

Pensem um pouco sobre as consequências, pensem no futuro, pensem no que vocês precisam realmente para ser feliz.

Palestra proferida por Anete Guimarães.

Fontes: 
1. Canal de Eduarda Neves no Youtube
2. Blog Professores de Direita

05 abril 2024

A Minha Nova Diarista – Marjory Lincoln


SINOPSE


Lara no momento é diarista, mas se engana quem acha que é a coitadinha "da história". Nada disso. Têm suas dificuldades, seus medos, suas lutas, mas é uma garota que apesar de "pobre", é rica em alegria, auto-estima, força de vontade e bondade.
Já Vicente é um engenheiro químico super talentoso que não mede esforços para cuidar de sua filha, Allana, de dez anos. Perdeu sua esposa há alguns anos para o câncer e ainda sofre demais com o luto, o que o fez um cara completamente amargo e grosseiro com qualquer mulher que ousa a se aproximar com outras intenções.
Tia, a velha mãezona que o ajuda dia sim, e dia não, entra de férias, e "o deixa na mão". Para cobri-la indica a filha de uma amiga que precisa muito do trabalho e que além de tudo tem uma mão ótima para cozinhar.
A vida de Vicente permanece seguindo seu curso até que para bruscamente quando chega em casa mais cedo, e presencia uma cena no mínimo incomum e tentadora: uma garota linda e naturalmente sexy, literalmente de quatro no meio de sua sala.
Ele precisava encurtar imediatamente as férias de Tia, ou com certeza ia enlouquecer. Ela jamais reclamaria de ter um chefe com os olhos mais expressivos que já havia visto... e aquele sorriso incrível? Barba grossa, peito largo no terno impecável...
Um engenheiro, paizão, todo coração, e educado, mas fechado para o amor, e uma diarista linda, alegre, batalhadora, e cheia de sonhos com o coração completamente livre e quase implorando para amar. Um conto quente ao mesmo tempo leve, emocionante, e surpreendente.

01 agosto 2023

Efeito Coolidge

 


O efeito Coolidge, também conhecido como "Efeito Novidade", é um termo da psicologia e da economia comportamental que descreve o aumento do desejo sexual ou do interesse por um estímulo sexual novo ou diferente, após a exposição repetida a um estímulo já conhecido ou desgastado.

A história que deu origem ao nome "Efeito Coolidge" remonta ao 30º presidente dos Estados Unidos, Calvin Coolidge, que ocupou o cargo de 1923 a 1929. Segundo a história, o presidente Coolidge e sua esposa visitaram uma fazenda experimental durante seu mandato. Durante a visita, a primeira-dama, Grace Coolidge, estava observando a criação de galinhas e notou que um galo estava cruzando várias vezes ao dia com as galinhas.

Grace Coolidge perguntou ao fazendeiro se isso era comum, e o fazendeiro respondeu que sim, era normal para os galos. Ela então perguntou ao fazendeiro se ele podia informar isso ao presidente. O fazendeiro prontamente informou a Calvin Coolidge sobre o comportamento do galo, ao qual o presidente perguntou se o galo cruzava sempre com a mesma galinha.

O fazendeiro respondeu que não, que o galo sempre escolhia uma galinha diferente a cada vez. Ao ouvir isso, Calvin Coolidge respondeu com humor: "Diga isso à senhora Coolidge." Essa resposta foi considerada um exemplo do efeito Coolidge, referindo-se ao interesse renovado ou maior interesse sexual que um estímulo novo ou diferente pode despertar, em comparação com um estímulo já conhecido ou rotineiro.

É importante notar que a história em torno do efeito Coolidge envolvendo o presidente Calvin Coolidge é considerada anedótica e não há evidências concretas de que esse evento realmente tenha ocorrido. No entanto, a história ganhou notoriedade e o termo "Efeito Coolidge" foi adotado para descrever o fenômeno psicológico mais amplo relacionado ao interesse renovado por estímulos novos em comparação com estímulos familiares.




Manual da Psicologia Evolucionista

Evolução, Cultura e Comportamento Humano




27 junho 2023

Agenda Satânica de Hollywood: Filme “Demônio de Neon” revela a Face Verdadeira da Elite Oculta


Demônio de Neon”  é um filme sobre a indústria da moda e sua obsessão com a juventude e beleza. No entanto, através de sua história e simbolismo, o filme revela a mentalidade perturbadora do mundo da moda e da elite oculta por trás dele. 
Atenção: Este artigo aborda assuntos perturbadores e, além disso,spoilers!
“Demônio de Neon” é doloroso de assistir. O filme não é apenas cheio de longas sequências hipnóticas que enfatizam a importância superficial do mundo da moda, mas deliberadamente se debruça sobre algumas das práticas humanas mais perturbadoras possíveis, incluindo pedofilia, necrofilia, canibalismo e assassinatos ritualísticos. Todos esses horrores são apresentados de uma forma esteticamente agradável e colocados em um contexto elegante, numa aparente tentativa de normalizá-los.
Como na maioria do conteúdo exposto no KIP, esse filme deixa um sentimento desagradável, como se a própria alma fosse violada pelo que foi testemunhado. Claro, esse tipo de resultado é de se esperar de um “filme de terror psicológico”, mas a parte mais perturbadora desse filme não é a ficção: são as  verdades obscuras do “mundo real” que o filme parece comemorar. Na verdade, quando se sabe sobre o lado negro da indústria do entretenimento – e a elite oculta que a possui – o filme se torna um manifesto perturbador, uma celebração indulgente de pessoas que se deleitam com a escuridão. Em suma, ele revela o que a indústria realmente é, como ela realmente funciona, e quem está realmente por trás dela.
Através da história de uma jovem inocente que se muda para Los Angeles com grande sonho de ser uma supermodelo internacional, “Demônio de Neon” revela a verdadeira face da indústria do entretenimento.
Vamos analisar “Demônio de Neon”.
Cultura da Morte
Submeter-se a esse tipo de filme significa estar exposto à mentalidade distorcida daqueles por trás disso. E desde o início, “Demônio de Neon” nos dá todas as dicas sobre o que o mundo da moda é: uma ​​celebração da cultura de morte, enquanto se alimenta da juventude e inocência.
Na primeira cena do filme, Jesse posa em um ensaio onde ela aparece morta depois de ter a garganta cortada.

Se você já leu edições passadas de Imagens Simbólicas, você já está ciente dessa tendência acontecendo em ensaios de moda reais. Aqui está um exemplo de um ensaio real onde a modelo é basicamente um “cadáver da moda”.

Caçando a Juventude
A modelo no ensaio sangrento é Jesse, uma menina de 16 anos que é “nova na cidade”. Ela conhece Ruby, uma artista de maquiagem que de forma indiferente lhe faz perguntas muito específicas.
Visto que Jesse revela que ela é uma jovem e vulnerável modelo aspirante, Ruby dá seus intensos olhares como se dizendo: “Eu quero consumir você”… literalmente.
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– Você acabou de chegar a L.A., Jesse? 

– Como você sabia? 


– Você tem esse olhar. Não se preocupe querida. Essa coisa de “estar assustada” é exatamente o que eles querem. 
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Essa coisa de “estar assustada” significa juventude e inocência. “Eles”, presas, se alimentam disso… literalmente.
Depois de aprender sobre a situação vulnerável de Jesse, Ruby a convida para uma festa. É assim que os recém-chegados são introduzidos à claustrofóbica bolha social que é o mundo da moda.
No show, Jesse é apresentada a duas outras modelos, Gigi e Sarah, que também rapidamente interrogam Jesse. 
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Ruby menciona que as cores de batom tendem a vender mais quando têm o nome de alimento ou sexo. Ela então pergunta a Jesse:
 – Você é comida ou você é sexo? 
Esta pergunta estranha se tornará extremamente relevante no final do filme. De fato, há duas maneiras de sua energia vital ser “consumida”.
As meninas então assistem a um show bizarro que apresenta uma modelo amarrada. No clímax do show, ela é levantada no ar e colocada em posição que carrega importante significado simbólico.
Enquanto a música está tocando e as luzes piscando, a modelo amarrada flutua no ar.
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A posição da modelo lembra fortemente o Arco da Histeria de Louise Bourgeois.
Louise Bourgeois “O Arco da Histeria”.
Essa peça de arte e essa posição particular mostrou-se importante para a elite oculta. O serial killer Jeffrey Dahmer colocou uma de suas vítimas decapitadas nessa posição específica (você pode ver a imagem perturbadora aqui se achar mesmo necessário).
Dahmer era um canibal. “Demônio de Neon” também trata do canibalismo e, ainda mais, como abusar de menores.
Keanu Reeves faz o papel de um proprietário de uma pousada que aluga quartos para aspirantes a modelo. Ele é uma pessoa horrível.
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Em um ponto, o proprietário da pousada diz ao amigo de Jesse para dar uma olhada numa menina em sua pousada.
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“Dê uma olhada no quarto 214 se você tiver uma chance. Fugitiva. Treze anos de idade. Lolita verdadeira. Quarto 214. Você tem quer ver.”


 

Mais tarde no filme, o dono do motel entra na sala de Jesse para inserir uma faca na garganta. É uma referência  perturbadora ao abuso violento de modelos jovens.
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Através dessas várias cenas, nós compreendemos que Jesse entrou em um mundo perigoso que está procurando consumi-la.
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Entrando na Indústria
Jesse é logo recrutada por uma agência de moda que promete trabalhar com “todos os grandes designers”, o que a levará ao “sucesso internacional”. Quando Jesse admite que ela tem apenas 16 anos de idade e que ela não se formou na escola, ela é dita para dizer às pessoas tem 19 anos.
Ninguém se importa se ela é uma menor. De fato, sua juventude lhe dá esse “algo” que a indústria desesperadamente se aproveita. Juventude não é apenas usada para vender cópias de revistas, é explorada em um nível mais profundo. As civilizações primitivas costumavam sacrificar jovens virgens aos deuses porque se acreditava que elas tinham maior “potência mágica”. Esse conceito ainda está vivo hoje. Pessoas com grande riqueza, poder e influência acreditam nesses conceitos ocultos que a maioria pensa que não existem mais. “Demônio de Neon”  aborda essas coisas de uma maneira explícita.
Quando Jesse vai para sua primeira sessão de fotos com um “grande” fotógrafo, as coisas ficam estranhas.
No ensaio, Jesse tem uma adesivo brilhante colado em seu rosto. Seu formato lembra a cabeça de Baphomet, com chifres e a tocha de iluminação. Embora isso possa ser uma coincidência, o contexto oculto do filme diria o contrário.
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Quando o fotógrafo vê Jesse com suas etiquetas douradas, ele parece tomado por ela. Ele diz a todos presentes para sair da sala. Ele então ordena a Jesse que tire todas as suas roupas. Ela ainda tem 16 anos.

Depois, em uma cena estranha, o fotógrafo passa sobre o corpo nu dJesse uma tinta dourada, focando em sua garganta. Esta cena pode simultaneamente referir-se a eles cortando sua  garganta ou a ela sendo “a garota de ouro” da indústria.
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Transformação
Jesse é levada a estrelar em um desfile de moda. Esse desfile começa normalmente, mas logo se transforma em um longo e hipnótico ritual oculto que parece transformar profundamente Jesse.
Enquanto Jesse caminha pela pista, uma cena alternativa ocorre simultaneamente em uma dimensão “superior”. O desfile de moda é a iniciação de Jesse para a indústria, onde ela descobre seu novo alter-persona.

Jesse encontra-se sob uma pirâmide iluminada – símbolo da elite oculta.
Vemos o nascimento de uma nova Jesse que não consegue parar de se beijar.
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Após o desfile, uma nova, sexy e não inocente Jesse nasce.
Uma nova Jesse é “revelada”. Ela não é mais uma menina boazinha. Ela quer fazer parte do mundo glamoroso e superficial da moda.
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Sob o Olho Que Tudo Vê
À medida que Jesse avança para o mundo da moda, somos sutilmente introduzidos ao mundo oculto que o governa. Também somos fortemente introduzidos ao símbolo que o representa: o onipresente olho que tudo vê (claro). No filme, o olho que tudo vê, ou o olho no céu, está associado com a lua.
Sob a lua cheia, Jesse fala sobre como ela não tem talento discernível exceto por ser bonita… e sobre  como ela costumava falar com a lua.
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“Quando eu era criança, eu saía no telhado à noite. Eu achava que a lua parecia um grande olho redondo. E eu olhava para cima e dizia: Você me vê?”

Jesse queria ser notada pela indústria do entretenimento. Ela queria que o “grande olho redondo” a visse. Bem, ele a viu. Ela foi iniciada na indústria.
Quando as coisas ficam perigosas em sua pousada, Jesse é convidada a ficar na casa de Ruby… e as coisas ficam ainda mais estranhas. Ela está agora presa dentro de uma casa de elite, e os predadores estão circulando lá dentro.
No início, Ruby tenta forçar Jesse, que admite ser virgem, a se relacionar com ela.
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Quando Jesse a empurra, Ruby fica nervosa. Se Jesse não pode ser sexo, ela será comida (você se lembra dessa frase acima?). Mas primeiro, Ruby tem que fazer algo rápido.
Na próxima cena, vemos Ruby em seu segundo emprego em um necrotério, onde ela faz maquiagem em cadáveres. Quando ela recebe o corpo de uma jovem mulher, Ruby fica excitada.
Ruby beija e acaricia um corpo morto (sim, filme chega a esse nível) por muito tempo.
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Enquanto essa cena perturbadora está acontecendo, outra cena se justapõe a ela.
Enquanto Ruby se entrega a uma necrofilia, Jesse se toca sensualmente.
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Essa cena irritante se arrasta por muito tempo. Quando Ruby fica excitada e gemendo, os sons se intensificam e percebemos que os cineastas estão realmente tentando fazer essa cena excitante para os telespectadores. É como se eles estivessem realmente interessados ​​nessas coisas e que eles também gostassem.
Depois dessa cena desnecessária, Jesse se veste sem nenhuma razão aparente. Ela se torna o cordeiro sacrificial.
Jesse se veste em um vestido branco, parecendo uma jovem prestes a ser sacrificada aos deuses.
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Quando Jesse vai para fora, Ruby e suas duas amigas modelos vão atrás dela e a matam.
Sacrifício de sangue. Os cineastas fizeram essa cena de morte o mais elegante possível.
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Ruby e suas amigas não apenas matam Jesse… elas a consomem. Literalmente.
Ruby está literalmente se banhando com o sangue de Jesse. As duas outras modelos também estão encharcadas de sangue no chuveiro.
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Após essa cena nauseante, vemos Ruby participando de um ritual estranho sob a lua cheia – o “olho redondo grande”. Ela está demonstrando servidão ao Olho que tudo vê.
Ruby se deita no chão, num banho de lua.

 Como se para enfatizar a cultura da morte, Ruby é então vista deitada sobre onde os restos mortais de Jesse foram enterrados.
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Enquanto isso, as outras duas modelos que consumiram Jesse são destaque em um ensaio de alto nível. Aparentemente, o fato de terem comido Jesse lhes conferiu o fator determinante que as torna desejáveis ​​pela indústria novamente. No entanto, durante o ensaio, uma das modelos se sente enjoada.
A modelo não consegue aguentar Jesse dentro dela. Ela se esfaqueia no estômago e vomita o globo ocular de Jesse.
A outro modelo pega o globo ocular não digerido.
O que ela faz com o globo ocular? Adivinhe.
Ela come inteirinho!
Então, com um olhar completamente vago em seu rosto, a modelo retorna para o seu ensaio.
Entăo, que diabos aconteceu? Qual é a moral da história?
Bem, “moral” não é realmente uma palavra que se aplica aqui. “Moral” significa “preocupação com os princípios do comportamento correto e errado e com a bondade ou a maldade do caráter humano”. Não há “moral” aqui, apenas uma exposição sobre o que é o mundo da moda.
“Demônio de Neon” descreve como a indústria se alimenta de meninas jovens (de preferência muito jovens), prendendo-as em um mundo que não podem escapar. Ele retrata como as pessoas na indústria estão profundamente envolvidas em práticas doentias motivadas por rituais obscuros.
Jesse, uma menina simples de uma cidade pequena, estava cheia da beleza natural e vitalidade que os vampiros de Hollywood sem alma desejam tão desesperadamente. Depois de anos dentro da fossa que é a indústria da moda, toda a humanidade tem sido sugada por eles, deixando-os com anseio de mais sangue jovem.
Almas inocentes ainda não contaminadas pela indústria são atraídas para o “círculo íntimo” para então serem exploradas. Quando elas não podem mais ser usadas, são descartadas. Aqueles que chegam lá na indústria são aqueles que lucram com a exploração – aqueles que “absorvem” a força vital dos outros. Aqueles que chegam lá são aqueles que venderam completamente sua alma e estão dispostos a engolir o globo ocular oculto da elite para continuar.
“Demônio de Neon” é sobre celebrar tudo isso. Literalmente.
A festa da estreia de “Demônio de Neon” apresentou as estrelas comendo  globos oculares. Atrás delas havia uma pirâmide sem o globo ocular no topo.
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Conclusão
Depois de se assistir a “Demônio de Neon”, não é surpreendente saber que o filme fracassou na bilheteria. É uma peça promocional indulgente e exagerada, feita pela indústria e para a indústria.
E o filme não tem como objetivo “expor” ou “revelar” nada. Ele apenas tenta fazer tudo parecer legal, moderno e na moda. O que torna esse filme mais perturbador é o fato de que há uma verdade por trás da ficção. As pessoas nos níveis mais altos dessa indústria estão, de fato, mergulhadas em abuso sistemático, exploração e todo tipo de outras práticas repugnantes. Elas são tão protegidas pelo sistema que elas podem fazer filmes sobre essa porcaria e ninguém interrompe sua diversão.
Por que eles estão tão interessados ​​nisso? Bem, uma vez que você engole o globo ocular oculto da elite, ou você fica infectado para sempre… ou você morre.

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