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26 setembro 2024
Café e a Má Circulação
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22 maio 2024
24 fevereiro 2023
Palestra com o Psiquiatra Maurício Kunz - Suicídio
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26 março 2017
The Noite (30/04/14) - Dr. Rey fala sobre o "ponto G" da mulher
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30 novembro 2015
Estas são as posturas erradas que causam doenças
Uma boa
postura não está somente relacionada à aparência, mas, principalmente, à saúde.
Há
pessoas que passam o dia todo sentadas de forma curvada ou carregam peso
por muito tempo – o que é péssimo para o corpo, já que tende a ficar dolorido
com a pressão.
Por falar
em dor, quando ela atinge o pescoço e o trapézio, é porque se colocou muito
apoio nas últimas vértebras cervicais ou passou muito tempo olhando para a
frente.
Sem falar
que atividades praticadas de forma inadequada causam mau jeito e dores.
É no
trabalho, geralmente, que fazemos as piores “barbeiragens” em termos de
postura.
A postura
que deixa a barriga saliente, como mostra a imagem abaixo (lado esquerdo), é,
sem dúvida, uma das posições mais erradas, além de ser esteticamente péssima.
Essa e
tantas outras escolhas levam a gravíssimas lesões.
Procure
deixar a coluna sempre reta – lembrando que exercícios físicos são excelentes
para disciplinar nosso corpo.
Veja nossas
dicas para adotar uma postura correta:
1. Sentado:
se você está sentado, a melhor postura é manter a coluna reta, ombros para trás
e para baixo.
2. Em pé:
se você estiver em pé, mantenha o abdome contraído e o peito estufado. Isso estabiliza
o corpo.
3. Caminhando:
se estiver caminhando, mantenha a cabeça erguida e o pescoço reto, evitando olhar
para baixo.
14 agosto 2013
O calvário de Badan Palhares
Acusado de fraudar o laudo
da morte de PC Farias e enrolado com a CPI do Narcotráfico, o legista é
hostilizado nas ruas e perde clientes no seu laboratório
Cesar
Guerrero e Gustavo Maia, de Campinas (SP)
Reportagem de 1999
Reportagem de 1999
As
hostilidades tornaram-se rotineiras na vida de Badan Palhares. Foram muitas,
desde a primeira acusação de que teria fraudado o laudo da morte de Paulo César
Farias, o tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor. Na esteira
desse caso, seu nome também foi citado na CPI do Narcotráfico e alguns
deputados que investigam o crime organizado em Alagoas pretendem, neste mês,
pedir o indiciamento de Badan. “A quebra do sigilo bancário mostra que, um ano
após a morte de PC, ele aumentou em mais de dez vezes seus recursos pessoais”,
afirma o deputado Robson Tuma (PFL-SP).
Passaram-se
exatos quatro anos do crime e a vida de Badan virou do avesso. Certa vez,
caminhava pela praia, em Santos, litoral de São Paulo, quando uma senhora o
desancou em público e pediu sua prisão. Diante da condenação, tentou se
defender: “A senhora ainda vai me pedir desculpas um dia”, respondeu. Em Natal,
no Rio Grande do Norte, um taxista mais exaltado bradou que ele deveria estar
se defendendo em vez de aproveitar as férias. Quando é reconhecido em locais
públicos de Campinas, onde mora, os comentários ao pé do ouvido são
constrangedores. “Nunca imaginei que minha vida mudaria tanto”, diz.
Aos
56 anos, Badan Palhares não é nem sombra daquele legista que atuou em casos de
repercussão internacional, como os massacres do Carandiru, em 1992, e Eldorado
de Carajás, em 1996. Foi dele também a reconstituição facial da ossada do
carrasco nazista Joseph Mengele, em 1985. Hoje, perdeu prestígio e
credibilidade. O Departamento de Medicina Legal da Universidade de Campinas,
que ajudou a criar, foi extinto. O movimento em seu laboratório de análises,
que faz necrópsias e biópsias, despencou. Badan continua recebendo R$ 2,3 mil
como professor da Unicamp, o mesmo valor que ganha como legista do IML de
Campinas. Somando todas as fontes de renda, estima-se que seus vencimentos
fiquem em torno de R$ 12 mil. “É menos do que já ganhei, mas o suficiente para
manter o padrão de vida de minha família”, afirma.
Os
dissabores profissionais também nocautearam a saúde de Badan Palhares. Em 30 de
março de 1999, sofreu um enfarte. Depois de submeter-se a um exame de
cateterismo, não quis tomar conhecimento da área atingida pelo ataque. Como
prevenção, o legista caminha de cinco a oito quilômetros diariamente e toma
várias medicações para controlar a função cardíaca, além de calmantes para
dormir. Em novembro, durante os trabalhos da CPI do narcotráfico, em Campinas,
foi internado por conta de uma crise renal. “Disseram até que era fingimento”,
relembra. A família também sentiu o baque. A mulher Elisabeth, 50 anos, teve
crises nervosas e foi constantemente medicada com calmantes. Os filhos
Rhodrigo, 24 anos, e Carolina, 22, hibernaram no silêncio. Evitam o assunto. A
única manifestação aconteceu através da imprensa. Escreveram dois artigos em
jornais de Campinas para defender o pai, com os seguintes títulos: A luta
deveria ser de todos e O que dá Ibope não se publica. “Nossa família ficou
muito mais unida depois das acusações”, constata o legista.
“FUI OMISSO” Hoje,
Badan Palhares procura juntar o que sobrou para retomar sua rotina. Ele leciona
medicina legal na Unicamp de segunda a quinta-feira e, aos finais de semana,
cumpre plantões no IML de Campinas. O restante do tempo é dedicado ao
laboratório. Em meio à agenda atribulada, a família ganhou um espaço cativo.
Aos domingos, o churrasco tornou-se um evento sagrado. O legista recebe os
parentes mais próximos e os amigos que restaram em seu sítio em Santo Antônio
de Posse, na região de Campinas. A propriedade pertenceu a seu pai. “Acho que
fui omisso na convivência com os filhos, por causa do meu trabalho. Não os vi
crescer. Procuro recuperar esse tempo perdido nessas confraternizações”,
explica.
Distante
das reuniões dominicais em torno de uma carne assada, Badan tem uma outra
missão: ele tenta convencer a opinião pública de que seu laudo sobre a morte de
PC Farias é correto. Quando é convidado, faz palestras justificando sua versão.
No sábado 27, falou para uma platéia de 200 pessoas no auditório de um hotel em
Águas de São Pedro, no interior de São Paulo. Apresentou fotografias e, depois
de uma hora de explicações, recebeu aplausos. “Eu tenho a necessidade de
mostrar para as pessoas tudo o que fiz em Maceió”, diz. “Não devo nada para
ninguém. Vou até o fim para provar a verdade.”
SALTO NA RENDA Mas
há outros problemas nessa trajetória. O relatório da CPI do Narcotráfico, que
fica pronto este mês, aponta discrepâncias nas declarações de imposto de renda
de Badan. O sub-relator da Comissão, Robson Tuma, acredita que Badan será
indiciado. De acordo com o deputado, as informações da Receita Federal dão
conta de que esses recursos saltaram de R$ 12 mil, no ano de 1995, para R$ 158
mil em 1996. Em sua cruzada para provar inocência, o legista entregou à Justiça
um documento de 189 páginas, reafirmando a tese de que Suzana Marcolino cometeu
suicídio, depois de matar PC Farias. O documento é assinado pelos dez peritos
que participaram da investigação, logo após o crime cometido em 23 de junho de
1996. “Seria muito mais cômodo se o meu trabalho apontasse um duplo homicídio.
Mas eu sou um perito, minha função é analisar os fatos”, afirma.
O
laudo produzido pela equipe de Badan foi contestado em um inquérito da polícia
alagoana. Os oito seguranças de PC, que estavam na casa de Guaxuma na noite do
crime, foram indiciados. Se a Justiça considerá-los culpados, estará
reconhecendo que houve falhas no laudo da equipe de Badan Palhares. Só então
ele poderá ser processado por falsa perícia. Um de seus maiores opositores é o
professor de medicina legal da Universidade Federal de Alagoas, George
Sanguinetti. “Ele dirigiu o laudo para provar a sua falsa tese”, acusa
Sanguinetti. “Não tenho dúvidas de que foi um duplo homicídio”, completa.
Apesar
da concentração de denúncias contra Badan Palhares, havia mais nove peritos trabalhando
no caso. “Todos tinham a mesma responsabilidade”, garante o perito criminal
Carlos Alberto Zerbetto, que integrou o grupo que assinou o laudo. O legista
Gerson Odilon, outro integrante da junta, vai ainda mais longe. “É uma
injustiça o que fazem contra ele. Eu trocaria de lugar com Badan porque também
coloquei meu nome naquele documento”, afirma. Apesar de todos os contratempos,
Badan afirma que não se arrepende de nada. “Faria tudo novamente e da mesma
forma”, garante.
Colaborou Cláudia Carneiro, de Brasília
FONTE: IstoÉ Online
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