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22 outubro 2017

O Islamismo se Levanta a Partir do Secularismo da Europa

Giulio Meotti
Em outubro de 2000, na ensolarada cidade francesa de Nice, a Convenção Europeia com 105 membros esboçou a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.


Elaborada pela comissão do ex-presidente francês Valéry Giscard d'Estaing, o documento se referia apenas ao "patrimônio cultural, religioso e humanista da Europa". O Parlamento Europeu rejeitou uma proposta de Membros Democratas Cristãos do Parlamento Europeu e do Papa João Paulo II de incluir no texto as "raízes judaico-cristãs" da Europa.
Na Carta de 75.000 palavras não há sequer uma menção ao cristianismo. Desde então, uma onda de secularismo agressivo tem permeado todas as políticas da UE. Por exemplo, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos pediu a retirada dos crucifixos das salas de aula: eles eram hipoteticamente uma ameaça à democracia.
A cidade de Nice — onde há exatamente 16 anos os governantes da Europa decidiram eliminar as raízes judaico-cristãs da Constituição da UE (nunca aprovada) — acabou de testemunhar a sangrenta manifestação de outra religião: o Islã radical. "A natureza abomina o vácuo": esta é a verdade que nossas elites não querem ouvir; o islamismo se levanta a partir do que William McGurn, autor de discursos de George W. Bush, chamava de "secularismo irresponsável da Europa".
Isto é possível ver não só nas igrejas da Europa, três quartos delas vazias, e no crescimento vertiginoso da conversão dos europeus ao Islã, mas também no que está acontecendo nas escolas da Europa. Essas tendências não dão suporte à visão de Viktor Orbán de uma Europa cristã.
Há alguns dias, a Bélgica que recentemente foi alvo de ataques terroristas, decidiu que as aulas de religião nas escolas de língua francesa de ensino fundamental e médio serão cortadas pela metade a partir de outubro de 2016 e substituídas por uma hora de "aulas de cidadania": lições de secularismo. Em Bruxelas, 50% das crianças em escolas públicas já optaram por frequentar aulas sobre o Islã.
Na França, o governo socialista impôs uma "carta de secularismo" em todas as escolas banindo o cristianismo do sistema educacional. A carta é o manifesto da "révolution douce" ("revolução adocicada"), melhor dizendo: secularismo extremo da França. É uma tentativa de eliminar qualquer asserção de identidade. A quipá judaica, a cruz cristã e o véu islâmico são tratados da mesma maneira. O secularismo é o que tem sido corretamente definido como "o ponto cego da esquerda em relação ao Islã".
Além de tudo é um secularismo que endoidou. A título de exemplo a escola de ensino fundamental Yves Codou, que fica no vilarejo de La Môle, comemorou o "Dia dos Cuidadores" em vez do Dia das Mães, a fim de não causar dissabores aos casais gays. Certos municípios já mudaram o formulário de inscrição para crianças em idade escolar, eliminando as palavras "pai" e "mãe", substituindo-as por "gestor legal 1" e "gestor legal 2". É a "Novilíngua" de George Orwell.
Após dois ataques terroristas de grandes proporções em 2015, a França, em vez de promover uma "jihad" cultural baseada em valores ocidentais, respondeu ao fundamentalismo islâmico com um ridículo "Dia do Secularismo" a ser comemorado todo dia 9 de dezembro.
Não é que o secularismo "exacerbou" essas tensões culturais como afirmam muitos liberais. É que este secularismo afastou a cultura francesa dos ideais que criaram o Ocidente. O afastamento fez com que esta cultura ficasse cega em relação à incompatibilidade do islamismo com os valores seculares. Após o massacre na redação da revista satírica Charlie Hebdo, a professora francesa Isabelle Rey ressaltou que
"muitos dos nossos estudantes não compartilham da nossa consternação em relação aos acontecimentos. Podemos fingir que há consenso, mas a realidade é que uma parcela significativa da população acredita que os jornalistas mereceram o fim que tiveram ou que os irmãos Kouachi (os assassinos) morreram como heróis".
Esse secularismo tacanho também impediu a França de apoiar abertamente os cristãos orientais oprimidos pelos islamistas. O conjunto musical "The Priests" planejava anunciar a próxima apresentação em Paris com uma faixa no poster dizendo que haverá arranjos em apoio à causa dos cristãos perseguidos no Iraque e na Síria — mas a empresa que opera o sistema metroviário em Parisinicialmente proibiu o anúncio, alegando que considerava a faixa uma violação ao secularismo.
Suécia, um dos países europeus onde há mais infiltração do islamismo radical, é considerada a nação "menos religiosa" do Ocidente. De acordo com a agência Statistics Sweden, apenas 5% dos suecos são religiosos praticantes e um em cada três casais se casam somente no civil. Como é que a Suécia chegou a esse ponto? Há muitos anos o governo sueco proibiu qualquer atividade religiosa nas escolas, exceto aquelas diretamente relacionadas às aulas de religião.
Como se isso não fosse o bastante, o secularismo também não tem respostas para a questão de como lidar com o terrorismo; além disso o secularismo deixa os europeus inseguros sobre o que vale a pena lutar, matar e morrer. Se você acredita, como os secularistas acreditam, que os nossos valores são meros acidentes da história e que o bem maior é o conforto, então você não irá dar a mínima pelo futuro da civilização.
O símbolo deste 'euro-secularismo' é a igreja Oude Kerk, uma das igrejas mais famosas de Amsterdã, datada do século XIII. A igreja, ora vazia, é usada para exposições e pode ser alugada para jantares de gala. Do outro lado da rua fica o "Sexyland", apresentando "shows de sexo ao vivo", uma "coffee shop" para venda de drogas e um supermercado "erótico" para a venda de vibradores. Por sete euros é também possível visitar a igreja.
Tradução: Joseph Skilnik Original em inglês: Islamism Rises from Europe's Secularism
Divulgação: www.juliosevero.com

09 maio 2016

Rápida islamização da Europa, com ajuda cristã

Julio Severo
Um muçulmano esquerdista que apoia o “casamento” homossexual foi eleito o primeiro prefeito islâmico de Londres, a capital da Inglaterra e uma das cidades mais importantes do Ocidente.
Sadiq Khan, primeiro prefeito islâmico de Londres


Sadiq Khan, o novo prefeito muçulmano de Londres, disse: “Esta eleição não foi sem polêmica e estou muito orgulhoso que os londrinos tenham hoje escolhido a esperança acima do medo e a unidade acima da divisão.”
Um muçulmano ensinando “unidade” para uma nação com um passado e maioria cristã?
A vitória eleitoral dele foi celebrada numa cerimônia multi-denominacional numa catedral anglicana acompanhada de líderes protestantes, católicos e judeus.
G.M. Davis, que é doutor em filosofia pela Universidade Stanford e autor do livro “House of War: Islam’s Jihad Against the World” (Casa da Guerra: a Jihad do Islamismo contra o Mundo), chamou a vitória de Khan histórica numa reportagem do WND (WorldNetDaily). E ele avisou acerca das opiniões supostamente esquerdistas de Khan:
“Embora Khan se anuncie como esquerdista e evite posturas islâmicas ortodoxas tais como a lei xariá, apesar disso ele representa o primeiro passo na crescente presença política do islamismo na Europa tanto dentro quanto fora dos canais políticos convencionais. Um candidato muçulmano esquerdista com o tempo abrirá o caminho para candidatos mais ortodoxos que defendem o islamismo e tudo o que ele representa: poligamia, brutalidade contra mulheres e homossexuais, repressão de grupos religiosos não muçulmanos e todas as marcas registradas da xariá que desfiguraram a história do islamismo durante os séculos.”
O recenseamento de 2011 registrou que em cada oito residentes de Londres um é muçulmano e mais de um terço da população da cidade era de imigrantes.
Esses números não incluem os que nasceram para imigrantes não-brancos ou muçulmanos. Para explicar esse caso especial, entrevistei o professor Rodney Atkinson, um líder conservador britânico que tem dado palestras em universidades e reuniões públicas na Inglaterra e em toda a Europa. Ele escreveu vários livros e ocasionalmente dá assessoria para ministros e parlamentares, desde 1981. Atkinson, cujo irmão é o ator Rowan Atkinson (o famoso “Mr. Bean”), dirige o site conservador britânico Free Nations (Nações Livres): http://freenations.net/
Ele disse:
A principal razão por que Khan ganhou em Londres foi demografia. Londres não é mais uma cidade britânica. Os “britânicos” não brancos compõem cerca de 53% da população de Londres. Khan (representando o Partido Trabalhista que vem comprando os votos dos imigrantes obrigando o resto dos cidadãos a pagar por sua imigração em massa) obteve 57% dos votos.
Primeiro, perdemos Londres demograficamente. Agora a perdemos politicamente. Em seguida, a perderemos culturalmente. Então por língua.
Só os muçulmanos perfazem 6% da população (oficialmente) [da Inglaterra. Mas] as gangues muçulmanas têm estuprado e cometido agressões sexuais contra milhares de crianças britânicas brancas em Rotherham, Oxford e outros lugares por pelo menos 2 décadas. Como um estuprador paquistanês de crianças disse para a mãe de umas meninas estupradas: “Elas são lixo branco. É só para isso que elas servem.” (Programa BBC Radio 4 Today de 19 de setembro de 2014.)
E Jack Straw, ministro do Interior do Partido Trabalhista, disse que as gangues muçulmanas veem as crianças como “fontes fáceis de prazer.”
O governo de Tony Blair e as autoridades locais do Partido Trabalhista nessas localidades acobertaram deliberadamente os estupros.
Em 2001 uma pesquisadora do Ministério do Interior em Rotherham foi enviada para ministrar um curso de “conscientização sobre etnia e diversidade,” sob a orientação de que ela “jamais, nunca” deveria revelar suas pesquisas de que estupros de crianças em escala em massa estavam sendo cometidos na cidade e os culpados eram principalmente gangues de homens muçulmanos.
Obviamente dava para escrever um livro sobre esse mal. Mas nunca na história do mundo um país— e um partido político, principalmente o Partido Trabalhista — presidiu a destruição cultural e demográfica de sua própria capital.
G. M. Davis disse que os políticos ocidentais podem continuar a ignorar a questão de imigrantes, mas tais mudanças demográficas radicais revolucionarão a política em todo o continente europeu.
A vitória de Khan ocorre num momento em que seu Partido Trabalhista está sendo assolado por uma crise de antissemitismo. Vários de seus membros foram suspensos por postagens antissemitas nas mídias sociais. O ex-prefeito de Londres Kevin Livingstone, um membro irascível do Partido Trabalhista apelidado de “Ken Vermelho,” foi recentemente suspenso depois que ele alegou que Adolf Hitler apoiou o sionismo antes do Holocausto.
“O próprio islamismo é profundamente anti-judeu,” acusou Davis.
Enquanto Khan está celebrando sua vitória islâmica em Londres, na Arábia Saudita os cristãos não têm nenhuma razão para celebrar. Um prefeito cristão de Meca numa cerimônia em sua maior mesquita? Isso está totalmente fora de cogitação. Cristãos e judeus não têm permissão de viver na Arábia Saudita.
Por que escolher então como prefeito de Londres o representante de uma ideologia religiosa que é campeã de perseguição e assassinato mundial de cristãos e judeus?
O candidato conservador Zac Goldsmith disse que Khan e seu Partido Trabalhista (de orientação socialista) consideraram terroristas muçulmanos como seus amigos e isso prejudicaria os esforços da polícia para impedir outro ataque em Londres, 11 anos depois que 52 londrinos morreram em explosões suicidas em três vagões de metrô e num ônibus cometidas por muçulmanos. O apelo de Goldsmith, acompanhado de uma foto do ônibus destruído, foi ignorado.
Michael Fallon, ministro da Defesa da Inglaterra, disse que Khan colocaria a segurança de Londres em risco. Seu aviso foi também ignorado e até desprezado pelos meios de comunicação de massa.
Até mesmo o primeiro-ministro David Cameron, um conservador com posturas esquerdistas, condenou as ligações de Khan com extremistas islâmicos no plenário do Parlamento britânico. Seus avisos foram ignorados.
A insanidade politicamente correta está tão generalizada na cultura inglesa que até mesmo o Partido Conservador não é tão conservador e muito menos cristão. Importantes ativistas muçulmanos nesse partido expressaram indignação com o conservador Goldsmith, dizendo que seus ataques contra Khan eram “racistas” e “intolerantes.”
Sadiq Khan, que defendeu legalmente um terrorista muçulmano que teve parte no ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 e era membro da al-Qaeda, se torna como prefeito de Londres um dos muçulmanos mais poderosos do mundo.
Então escolher um muçulmano é escolher “a unidade acima da divisão,” uma vitória contra o “racismo” e “intolerância”?
Essa união, que não existe em nações islâmicas, vem sendo defendida pelo Papa Francisco, que aceitou o prestigioso Prêmio Internacional Charlemagne (Carlos Magno) por promover a unidade europeia com invasores imigrantes muçulmanos.
Ecoando o famoso discurso “Eu tenho um sonho” de Martin Luther King, Francisco ofereceu sua visão de uma Europa que acolhe os imigrantes muçulmanos.
A chanceler alemã Angela Merkel louvou Francisco por enviar “mensagens muito claras.”
O papa disse que a Igreja Católica Romana pode desempenhar um papel no “renascimento de uma Europa” com maior presença muçulmana.
Antes da cerimônia, Francisco teve uma reunião privada com Merkel, assim como com Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu e recebedor do Prêmio Charlemagne anterior;  Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão da União Europeia; e Donald Tusk, presidente do Conselho da União Europeia.
Juncker louvou o papa por acolher refugiados muçulmanos em Roma consigo no final de sua recente visita à Grécia, deixando claro que o papa deu o exemplo para a Europa seguir.
O Prêmio Charlemagne, que consiste de uma medalha e menção honrosa, é concedido anualmente a personalidades que contribuíram para a unidade europeia. Ganhadores anteriores incluem o ex-presidente americano Bill Clinton, um notório ativista pró-aborto, e o Papa João Paulo II, um famoso ativista pró-vida.
Em seu livro “And Into The Fire: Fascist Elements in Post War Europe and the Development of the EU” (Entrando no Fogo: Elementos Fascistas na Europa Pós-Guerra e o Desenvolvimento da União Europeia), Rodney Atkinson diz que o Prêmio Charlemagne tem conexões originais com os nazistas e seus esforços para unificar a Europa. Os nazistas, que eram unidos com muçulmanos antissemitas, eram também antissemitas. Uma Europa unificada com uma população muçulmana maior será uma Europa muito mais antissemita, um sonho nazista se realizando.
Charlemagne, ou Carlos Magno (742-814 A.D.), foi um imperador europeu que para manter a Europa unida fez muitas guerras, inclusive contra muçulmanos. Se o papa e os londrinos estivessem seguindo sua unidade europeia, estariam combatendo, não apoiando, invasores muçulmanos.
Uma verdadeira defesa e unidade da Europa talvez pudesse ser realizada pela OTAN, mas essa organização está ocupada demais combatendo a fantasia de uma União Soviética que não mais existe, enquanto multidões de muçulmanos invadem a Europa, ganham o coração do papa, são eleitos como prefeito de uma das capitais mais importantes da Europa e mudam seu panorama cultural e religioso.
Esse é o preço de um papa, Europa e OTAN indo atrás de fantasias.
Com a bênção do papa, a Europa está sob islamização. A Europa não sabe mais o que é e o que será. Mas os invasores islâmicos sabem sua missão, independente se os europeus se importam ou não.
Com informações do WorldNetDaily, DailyMail, Associated Press e Middle East Forum.



17 junho 2015

Sobre lobos e cordeiros

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ESCRITO POR THIAGO CORTÊS | 30 JUNHO 2014 

Não conheço outro evangélico que tenha tido a coragem e a persistência de Julio Severo para enfrentar, de um lado, a perseguição estatal e, de outro, as ameaças dos fascistas “do bem”. Se isso é ser radical, graças a Deus pelo radicalismo.





Friederich Nietzsche foi o último grande crítico do cristianismo. Depois dele, os intelectuais seculares não tiveram escolha senão a de refazer com outras palavras os questionamentos e críticas do filósofo alemão.

Nietzsche falava da perspectiva de um ateu sem o otimismo infantil que nos assola. Ele sabia que, se Deus não existe, não há salvação possível para o homem. Todas as ideologias, utopias e filosofias são meras ilusões e funcionam como válvulas de escape.

O que sobrou da crítica ao cristianismo no ano de 2014? Sobraram apenas papagaios de Richard Dawkins nas redes sociais e adolescentes fascinados com o Discovery Channel perturbando seus parentes em almoços familiares, brandindo dados equivocados da arqueologia.

Sinto falta dos ateus clássicos, pessimistas, que não faziam concessões ao otimismo sem escrúpulos ou às ilusões medíocres dos que pretendem brincar de Deus. Infelizmente, muita gente que acredita em Deus adere a esse tipo de otimismo inescrupuloso.

São crentes que acreditam que somos capazes de construir o Paraíso terrestre e mais: nos dizem que quem pensa o contrário é reacionário, fundamentalista, direitista, etc. Ora, temos aqui um seqüestro da fé para fins ideológicos. Deus existe só pra permitir que façamos do mundo o que quisermos.

Nossas “referências”

Há muitos tipos de babelianos – progressistas que querem tomar o lugar de Deus para “corrigir” os homens – entre nós. E o pior: eles têm notável influência na mídia dita gospel.

Em recente matéria de capa, a revista “Cristianismo Hoje” apresentou como formador de opinião no meio evangélico um sujeito que até então não havia merecido minha atenção, que edita um site gospel que é uma espécie de versão (mais vulgar e intelectualmente empobrecida) do antigo Pasquim.

Salta aos olhos o seu palavreado chulo e suas simplificações. Não por acaso, ele se comunica por meio de montagens, fotos-legenda e outros recursos disponíveis às crianças no Photoshop. Pensei que Caio Fábio era o fundo do poço. Fui otimista. Há um mundo novo, lá embaixo, depois de Caio.

Ele ganhou da revista um destaque positivo. Saiu-se bem como paladino da ortodoxia ao reclamar da disseminação das heresias nas redes sociais. Uma consulta ao seu site, contudo, revela um universo rico em heresias para todos os gostos – desde que você seja um herege chique, entenda-me, nada de bizarrices neopentecostais: isso é démodé.

Por outro lado, “Cristianismo Hoje” fala da “mensagem radical” de Julio Severo. “Ninguém conhece seu verdadeiro nome, como se sustenta e como vive sua fé. A pregação furiosa contra o homossexualismo já lhe rendeu diversos problemas”.

Uma breve pausa para vomitar.

Voltamos aos trabalhos. A mensagem da Cruz é radical. Nas entrelinhas, o autor da matéria de capa da CH dá a entender “radical” é algo pejorativo. Christopher Hitchens explica, em “Cartas a um jovem contestador” que o termo radical refere-se ao que esta voltado à raiz, ou seja, alguém ou uma ideia que se alicerça na sua origem.

Nota mental: comprar um dicionário e enviar aos editores de Cristianismo Hoje.

Em seguida, a revista convoca o editor da versão intelectualmente empobrecida do Pasquim para dizer que Severo não existe – em outras palavras, claro. “Ninguém sabe, ninguém viu”, conta o sujeito. Julio Severo é conhecido de muita gente em Brasília e em São Paulo. E no resto do Brasil.

Já o tal “formador de opinião” da CH é um ilustre desconhecido. Tomei um Engov e fui pesquisar nosso formador de opinião no Google. O sujeito é uma espécie de calvinista de esquerda. Detalhe: já se reportou ao “radical” Julio Severo com palavrões que fariam corar os leitores de Pasquim.

Julio Severo já foi atacado duramente pelo “calvinista de esquerda” que não economiza nos xingamentos e obscenidades em seus surtos de vulgaridade disfarçada de crítica. Duas hipóteses: os editores da CH sabiam disso e por isso o chamaram para a entrevista ou não sabiam e precisam pesquisar mais seus entrevistados.

Li alguns dos textos do sujeito. O palavreado chulo e os xingamentos me remeteram aos tempos de colégio, quando testemunhava um festival de brutalidades na hora do recreio.

Se Julio é “fundamentalista”, os seus detratores protestantes são moleques ginasiais que passaram dos 40 anos sem, contudo, adquirir o bom senso que se espera de adultos.

Não conheço outro evangélico que tenha tido a coragem e a persistência de Julio Severo para enfrentar, de um lado, a perseguição estatal e, de outro, as ameaças dos fascistas “do bem”. Se isso é ser radical, graças a Deus pelo radicalismo.

Quando os cordeiros são confundidos com lobos, por força da lógica, os lobos são confundidos com cordeiros. São duas confusões distintas: no primeiro caso, pensamos que os verdadeiros cordeiros são impostores; no segundo, que os lobos impostores são os verdadeiros cordeiros.

Mais do que nunca, precisamos saber a diferença.

Publicado no Gospel Mais.

Thiago Cortês é formado em sociologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP) de São Paulo, trabalha como jornalista há mais de dez anos e atualmente trabalha como assessor. Escreve periodicamente no blog 'Sou descortês'.




07 dezembro 2014

150 milhões de cristãos perseguidos pelo islamismo

O sofrimento dos cristãos nas mãos de muçulmanos é de proporções bíbicas, de acordo com a ONG Portas Abertas

Giulio Meotti
"O número de cristãos perseguidos no mundo é de 150 milhões." Há muitas outras estatísticas, terríveis e dramáticas, nas páginas do "livro negro da situação dos cristãos no mundo", uma iniciativa única de estudiosos franceses e coordenada pelo jornalista Samuel Lieven. Instantâneos de uma guerra global e amorfa.

Em particular, há uma estatística desconcertante: "80 por cento dos atos de perseguição religiosa no mundo são contra cristãos". Quantas vítimas? O Centro para o Estudo do Cristianismo Global traz a média de cem mil cristãos mortos a cada ano por sua fé ao longo da última década. Uma média de cinco cristãos a cada minuto.
Ontem, no Paquistão, dois cristãos, incluindo uma mulher grávida, foram queimados vivos no forno de tijolos, onde trabalhavam. Foi um massacre, com a participação de quatrocentos muçulmanos.
Haim Korsia, rabino-chefe da França, grita sua reação em face da disseminação do ódio contra os cristãos, e estabelece uma comparação com a destruição do judaísmo sefardita oriental:
"Onde estão as comunidades judaicas, uma vez tão ricas de Aleppo, Beirute, Alexandria, Cairo ou Trípoli? Onde estão as escolas de Nehardea e Pumbedita no Iraque? E onde está o florescimento do judaísmo em Esfahan e Teerã? Em nossa memória. Expulsos, mortos, dizimados, perseguidos e exilados, os cristãos do Oriente estão experimentando pessoalmente a mesma situação como os judeus com quem eles viveram por tanto tempo e ter visto deixando esses lugares ".
A ONG Portas Abertas declarou que a perseguição no Iraque atingiu "proporções bíblicas". Terça-feira, em Roma, também foi apresentado o relatório anual de Ajuda à Igreja que Sofre. Ele disse que dos 20 países do mundo onde a liberdade religiosa é praticamente ausente, 14 são muçulmanos, e as ditaduras militares ou os outros comunistas, como a Coréia do Norte. Estamos enfrentando o que Habib Malik, da Universidade de Stanford chama de "a última fase do declínio regional dos cristãos".
Hoje a cidade de Mosul parece ter sido engolida, como Jonas esteve no ventre da baleia.
"Entre 2003 e 2009, cerca de 800 cristãos foram executados [lá] a sangue frio, sem contar os cinqüenta mártires da catedral católica síria em Bagdá, incluindo dois padres, mortos em 31 de outubro de 2010. Até o momento, o número de cristãos mortos ultrapassa mil, incluindo um bispo e cinco padres. Mais de sessenta igrejas foram destruídas ".
No livro, um jihadista do Estado Islâmico fala ao telefone com o seu líder terrorista: "Eu tenho uma família de cristãos que não quer se converter, o que vamos fazer?" Uma frase que me fez lembrar dos pastores Tutso Adventistas do Sétimo Dia que, durante o genocídio em Ruanda, recorreram ao seu pastor com uma carta: "Gostaríamos de informar que amanhã seremos mortos com nossas famílias."
Há os cristãos de Ma'aloula na Síria, como Taalab Antoun e seus dois primos, que receberam o ''aman ", a garantia islâmica de serem poupados. Desarmados e confiando na palavra dos rebeldes, foram mortos e depois decapitados.
Quinhentos mil cristãos já deixaram a Síria.
E antes deles, havia a história de Jean-Pierre Schumacher, o último monge de Tibhirine, na Argélia, onde os islâmicos masacraram os maravilhosos monges trapistas que compartilhavam refeições com os muçulmanos. Ele foi salvo porque os jihadistas contaram errado. Mais tarde, no funeral dos monges, o irmão Jean-Pierre pediu para abrir o caixão para prestar suas últimas homenagens a seus companheiros. Ele descobriu que as caixas não continham corpos, mas apenas sete cabeças.
Esse massacre foi o sinal verde para futuros massacres.
Traduzido por Josué Bueno do artigo de National Israel News (Notícias Nacionais de Israel): 150 million Christians persecuted by Islam
Outro artigo de Giulio Meotti:
Artigos sobre perseguição aos cristãos:

FONTE: JULIO SEVERO

01 outubro 2014

Julio Severo: Entrevista com Don Hank - interpretando o que está acontecendo com os EUA, Europa e Rússia hoje

Julio Severo
Como um evangélico conservador americano que fala e lê russo e várias línguas europeias e asiáticas, Don Hank está numa posição singular para explicar os grandes desafios e perigos para os EUA, Europa e Rússia.
Nesta entrevista, ele ajudará os leitores internacionais, especialmente brasileiros, a compreenderem o que está acontecendo com essas culturas que têm tradições cristãs.
Don tem uma preocupação especial por cristãos que estão sendo perseguidos, estuprados e massacrados como consequência de equivocadas e malévolas políticas geopolíticas das potências ocidentais. Ele tem escrito vários artigos em apoio desses cristãos perseguidos.
Ele tem tido uma conexão especial com dois de seus amigos brasileiros. Quando o PayPal, sob pressão de uma campanha de uma grande organização homossexual dos EUA, encerrou minha conta, Don denunciou esse abuso num artigo que foi manchete no WND, intitulado “PayPal coloca escritor cristão na lista negra.”
Outro brasileiro ajudado por Don foi o filósofo Olavo de Carvalho. A primeira vez que algum artigo do Olavo apareceu no WND foi por meio da tradução do Don.
Aliás, vim a conhecer o Don Hank por meio do Olavo. Ambos foram muito especiais e apoiadores em meus momentos de perseguição vinda dos ativistas homossexuais.
A guerra épica envolvendo colossais forças homossexuais e islâmicas está atingindo os EUA, a Europa e a Rússia de forma extraordinária. Portanto, convidei Don para nos falar o que ele sabe, pois ele tem muito conhecimento dessas três culturas.
JULIO SEVERO: Em vista do fato de que a maior ameaça ao mundo e principalmente aos cristãos é o islamismo, por que os EUA e a Rússia, ambas nações cristãs, estão brigando uma com a outra, em vez de lutarem contra o islamismo?
DON HANK: A resposta vai a essa pergunta tão longe de nossa zona de conforto e nossa barreira mental do que é aceitável que muitos ocidentais recusarão crer. Mas está aqui para os que têm disposição de considerar minha interpretação:
Os EUA não são cristãos no mesmo sentido que a Rússia. Nos EUA, a Esquerda tem travado uma guerra contra o Cristianismo que deixou os cristãos americanos debilitados e incapazes de resistir. Um exemplo saliente é o modo como nosso povo, inclusive muitos cristãos, foram subjugados à doutrina politicamente correta de que proibições bíblicas contra a conduta homossexual são antiquadas e “homofóbicas.” Essa doutrina politicamente correta é quase impossível de resistir, pois geralmente os americanos a aceitam ou têm medo de fazer-lhe resistência, e muitos outros estão dispostos a insultar ou desprezar qualquer um que expressar o ponto-de-vista contrário. Há também uma tendência oficial de sancionar e cumprir leis que punem cristãos e outros que se opõem ao conceito de “casamento homossexual.” Muitas igrejas aceitam essa doutrina antibíblica e algumas têm pastores que são abertamente homossexuais. Na Rússia, não existe nenhuma repressão legal ou social contra os que aceitam ou expressam o ponto-de-vista da Bíblia e bom senso de que a homossexualidade é anormal. Quase todas as igrejas russas aceitam a visão bíblica acerca da homossexualidade.
Portanto, em resumo, tanto o governo quanto o povo da Rússia são mais próximos em suas opiniões quanto ao Cristianismo como é ensinado na Bíblia. O Cristianismo na forma pura não é uma ideologia. Eu defino ideologia essencialmente como aquilo que se distancia do bom senso, e os russos, graças a Deus, ainda se permitem guiar pelo bom senso. A propósito, Putin, numa entrevista recente, disse que não tem uma ideologia. Ele se descreve como um conservador e pragmático, mas insistiu que o conservadorismo e o pragmatismo não são ideologias. Em outras palavras, em linguagem simples, a Rússia é, ironicamente, um país cristão de verdade enquanto os EUA são um país cristão de nome. Ou mais precisamente, os EUA estão rapidamente se tornando um país não cristão guiado por uma ideologia que dá para se chamar, em termos gerais, ocidentalismo, ou liberalismo ocidental.
Essa ideologia tem muitas facetas, tais como uma forma venenosa de secularismo que é realmente anticristã enquanto finge ser neutra; russofobia (um tipo de racismo, semelhante ao antissemitismo de Hitler, ensinando, por exemplo, que a Rússia é moralmente inferior ao Ocidente, um ensinamento que atrai seu apoio de sentimentos que ainda restam da Guerra Fria em muitos americanos que obtêm a maior parte de suas informações da mídia de massa); a doutrina da excepcionalidade americana, que dá às forças armadas dos EUA o privilégio de invadir qualquer país que se opõe aos EUA, e os conceitos agora sem sentido de “liberdade” e “democracia”; que em termos reais significam apenas o oposto do que sugerem; e um conceito de Nova Ordem Mundial de um mundo dividido em várias regiões facilmente controláveis, uma das quais seria muçulmana e seria dominada pela xaria, a lei islâmica.
Esse regionalismo criaria hierarquias que as oligarquias ocidentais que o criaram esperam controlar. Eles dão pouca consideração às consequências inesperadas de tal sistema, que poderia ser desastroso para eles. Essa faceta regionalista da política dos EUA é a mais perigosa de longe e estamos só agora começando a ver a ameaça que ela representa para todos os povos ocidentais por causa da situação do Oriente Médio. É difícil crer, mas, embora os oligarcas ocidentais possuam formidáveis meios militares, eles são ideologicamente impotentes para se opor ao islamismo.
Por essas razões, a Rússia naturalmente apoia os cristãos, tais como os cristãos sérvios e sírios, ao passo que as políticas dos EUA podem no final causar a morte e destruição desses cristãos se nenhuma força contrária intervir. Os oligarcas dos EUA (diferente do povo americano) são ideologicamente incapazes de se aliar à Rússia contra o islamismo. Aliás, já escrevi um artigo intitulado “Capital dos EUA é a sede do califado islâmico,” que explica a razão disso ser assim.
JULIO SEVERO: Don, você disse: “Os EUA não são cristãos no mesmo sentido que a Rússia” e “a Rússia é, ironicamente, um país cristão de verdade enquanto os EUA são um país cristão de nome.” Concordo com você que a Igreja Ortodoxa Russa, que sabe preservar suas tradições, está se saindo melhor do que as principais denominações dos EUA como a Igreja Presbiteriana, a Igreja Luterana e outras igrejas protestantes tradicionais. A missão básica de uma igreja tradicional é preservar suas tradições cristãs. E o Cristianismo não tem nenhuma tradição de apoiar a matança de bebês em gestação e outros inocentes e da mesma forma nenhuma tradição de apoiar o “casamento” gay e outros aspectos da agenda gay.
Por que um número elevado de igrejas protestantes tradicionais nos EUA aceita essas aberrações e a Igreja Ortodoxa na Rússia não? Nesse sentido, o Cristianismo tradicional na Rússia está se saindo melhor do que o Cristianismo tradicional nos EUA. Mas sou da linha carismática/pentecostal, e na minha opinião muitos americanos dessa linha estão se saindo muito melhor, até onde sei, do que os russos. Por exemplo, a Rússia não tem nenhum David Wilkerson ou Jack Deere. Aliás, o americano mais importante que participou de um recente evento pró-vida em Moscou é membro da Assembleia de Deus. Vamos fazer outra pergunta:
William Murray disse que a Arábia Saudita é o maior financiador do terrorismo islâmico mundial. Além disso, a Arábia Saudita mata escancaradamente homossexuais, proíbe o Cristianismo e persegue e tortura cristãos. Por que os EUA, que é o mais importante aliado da Arábia Saudita e um promotor ativo de direitos gays mundiais, nunca os condenam por executarem homossexuais, mas condenam a Rússia por causa de uma mera lei que proíbe propaganda homossexual para menores de idade?
DON HANK: Os EUA estão agora nas mãos de um pequeno grupo de oligarcas que são anticristãos. Para eles a lei da Rússia que proíbe a propaganda homossexual não é uma “mera” lei, é uma declaração de guerra ao ocidentalismo, que, embora seja uma ideologia, está realmente se tornando uma religião aos olhos desses oligarcas famintos de poder, que irracionalmente odeiam todos os que se opõem a eles… não diferente dos fascistas. A homossexualidade é uma das colunas dessa religião, uma de suas doutrinas sagradas. A ironia das políticas dos EUA é, conforme você mostra, Julio, que elas apoiam dois ensinos mutuamente exclusivos: a agenda homossexual e o islamismo. Para eles, isso não é problema, pois o fim justifica os meios. O segredo que só alguns observadores articularam é que tanto o islamismo quanto a agenda homossexual são anticristãos. O que é incrível então é que o ocidentalismo adotou esses dois ensinos apenas com o objetivo de destruir o Cristianismo. A Rússia, é claro, se opõe a ambos, e por esse motivo, a Rússia é hoje a única potência em condições de defender os cristãos e o Cristianismo.
JULIO SEVERO: Por que os EUA são tão delicados com a Arábia Saudita, que mata homossexuais, e tão duros com a Rússia que não os mata?
DON HANK: Olha, se o governo dos EUA estivesse realmente preocupado com homossexuais, não promoveria a islamização do jeito que vem fazendo. De forma semelhante, se realmente se preocupasse sobre apoiar o islamismo, não promoveria a agenda homossexual. A única explicação que resta para essa conduta incoerente — a explicação espontânea — é que os EUA estão interessados principalmente em destruir a cultura cristã, e por essa razão apoia a ideia de um califado. A Arábia Saudita apoia a fundação de um califado, que é parte do conceito de Nova Ordem Mundial de um mundo dividido em regiões que são facilmente controláveis pelos oligarcas ocidentais. Os oligarcas enxergam a Rússia como rebelde, pois não obedece ao Ocidente, principalmente aos EUA, que os oligarcas veem como lei para si mesmos, não obedecendo nem as leis de Deus nem as do homem. Os EUA fazem suas próprias leis para sua própria conveniência. Ironicamente, a Rússia tem mostrado que age de acordo com o direito internacional enquanto os EUA zombam do direito internacional. Isso é evidente numa entrevista televisada com o ministro de relações externas da Rússia Lavrov que traduzi para o inglês.
JULIO SEVERO: Não há dúvida alguma de que a agenda gay e a agenda islâmica são ideologias de tirania. Como os EUA e a Rússia reagem domesticamente a essas ameaças?
DON HANK: Um especialista em política russa, que era um analista profissional aposentado no governo russo, certa vez disse num email privado a um grupo em que eu estava incluído, que Putin, logo depois de sua eleição, lidou com os rebeldes muçulmanos chechenos enviando um de seus generais à Chechênia com uma força militar imensa. O general disse ao chefe islâmico de cada cidade que eles deveriam se entregar. Ele disse que se eles se entregassem pacificamente, eles seriam poupados. Se não, a cidade seria destruída. Ele manteve sua promessa. Putin é cruelmente criticado pelo Ocidente por essa política, exatamente como Assad é criticado por ser duro com os terroristas. Contudo, pela inação de líderes ocidentais, estamos testemunhando violência diária no Oriente Médio e até uma crescente guerra santa no Ocidente. Precisamos compreender que a inação é mais devastadora a longa prazo do que lidar duramente com assassinos.
Quanto à agenda homossexual, o governo de Putin deu um jeito de sancionar e cumprir leis que proíbem a propaganda gay. A Rússia prendeu um grupo de mulheres, o Pussy Riot, que entrou ilegalmente e profanou uma igreja. A razão para o sucesso de Putin é que, apesar das acusações ocidentais de que ele é um tirano, seu governo é muito mais democrático do que o governo dos EUA no sentido de que o povo russo não quer ter políticas e propaganda pró-homossexualismo impostas sobre eles, e as políticas dele respeitam a vontade do povo. Em contraste, os oligarcas dos EUA no governo e nas ONGs têm de vencer a vontade do povo a fim de impor o “casamento” gay em nós. Tudo está ao contrário. A Rússia, que no passado era esquerdista, agora é a potência mundial mais social e economicamente conservadora, enquanto os EUA, outrora conservadores, são hoje muito radicais e esquerdistas.
JULIO SEVERO: Como é que os EUA vieram a ter um presidente que é simultaneamente pró-islamismo e pró-sodomia?
DON HANK: Em minha opinião, Julio, Obama não é realmente tanto pró-islamismo ou pró-sodomia quanto ele é pró-liberalismo ocidental, que é essencialmente a mesma coisa que neoconservadorismo. Ele só está usando o islamismo e a agenda homossexual para impor a vontade do Ocidente no resto do mundo. E ele não está agindo só. Ele está simplesmente acompanhando a ideologia secular ocidentalista central.
JULIO SEVERO: Com sucesso, Ronald Reagan criou a Política da Cidade do México, que proibiu, na época dele, o governo dos EUA de financiar o aborto em outros países. Mas ele não teve êxito em derrotar Roe versus Wade, a lei aprovada em 1973 que permite em todo o território americano o aborto desde o primeiro até o último mês de gravidez. De modo semelhante, o atual governo mais conservador da Rússia tem tido êxito em liderar a luta contra o aborto no sistema da ONU, mas domesticamente só o tem restringido e proibido sua propaganda. O que você acha desses paralelos conservadores?
DON HANK: Penso que Putin é conservador em seu coração, mas como Reagan, ele é um pragmático que conhece os limites de seu poder. Putin já está fazendo grandes mudanças no índice de aborto e, diferente de Reagan, ele tem uma razão moral e econômica para se opor ao aborto. O índice de natalidade é baixo demais para ser sustentável. Se existe algum país que vai chegar ao ponto de proibir o aborto, acho que será a Rússia.
JULIO SEVERO: Numa escala maior, velhas igrejas cristãs na Europa estão se transformando em mesquitas. Numa escala menor, a mesma coisa está acontecendo nos EUA. Em contraste, a Rússia está reconstruindo igrejas cristãs e proibindo a construção de mesquitas em Moscou. Será que o caso europeu e americano é um exemplo de “democracia” ou suicídio? Será que os russos estão tentando impedir a enorme “invasão” islâmica que está transformando o cenário cultural e religioso da Europa e dos EUA?
DON HANK: A Europa e os EUA estão ambos se rendendo gradualmente ao islamismo e há pouca evidência de que os líderes dessas regiões pararão até que tenham sido completamente islamizados. Os únicos sinais de um despertamento para os perigos são os partidos políticos que estão crescendo rapidamente na Inglaterra, Holanda e França, os quais estão dando grandes passos para educar o público acerca da ameaça muçulmana. Os EUA não tiveram experiência direta suficiente com o islamismo para se opor a ele com força, e evidentemente o governo de Obama realmente tem muçulmanos em cargos governamentais elevados. Crê-se amplamente que John Brennan, o diretor da CIA, é muçulmano. Isso é um sinal muito sinistro. Portanto, a resposta à sua pergunta se somos uma democracia ou suicídio, eu teria de dizer que estamos rumando para o suicídio, ironicamente, como consequência de nossa obsessão com a democracia, embora com a advertência de que nossa “democracia” não representa a vontade do povo. Um estudo entre as Universidades de Northwestern e Princeton mostrou inequivocamente que os EUA são mais oligarquia do que democracia.
Quanto à Rússia, embora o governo central esteja tomando cuidado para evitar confrontos com o islamismo, áreas locais e cidades têm, como você mencionou, adotado medidas sérias para deter o avanço do islamismo, inclusive leis que proíbem a construção de mesquitas em várias cidades e em Moscou, recusando dar permissão para passeatas contra a “islamofobia.”
JULIO SEVERO: Muitas pessoas falam sobre a Rússia sem compreender sua língua, cultura e tradições. É esse o seu caso? O que você sabe sobre a Rússia?
DON HANK: Tenho mestrado em língua e literatura russa e estudei na Universidade de Leningrado (agora Petersburgo). Leio a língua russa sempre que posso. É quase impossível compreender o que realmente está acontecendo na Rússia sem olhar para o ponto-de-vista russo. Meus amigos russófobos insistem em que quase tudo o que os russos dizem é mera propaganda. Contudo, deve-se apontar que a Rússia não é mais um governo monolítico. Creio que você, Julio, mostrou num recente comentário que o jornal Moscow Times tem opiniões contra o governo russo. Portanto, ninguém pode com honestidade dizer que toda notícia da Rússia é propaganda.
Há também uma razão muito importante por que vejo a Rússia de forma diferente de muitos outros americanos, inclusive cristãos conservadores. Tenho tido contato considerável com a literatura russa e reconheço nas palavras e ações de Putin a influência clara do pensamento cristão russo. Autores cristãos que eu tenho lido em russo incluem Dostoyevsky e Tolstoy, cujos pensamentos cristãos são expressos e ilustrados nas palavras e ações de Putin. De modo semelhante, Putin teve relações amistosas com Alexander Solzhenitsyn, um homem cujos escritos refletiam o pensamento religioso numa época em que tal era estritamente proibido pelos comunistas (mas sem necessariamente se declarar cristão). É muito difícil para os ocidentais com pouco ou nenhum contato com a literatura russa avaliar de forma correta Vladimir Putin.
JULIO SEVERO: Ultranacionalistas americanos como Cliff Kincaid acreditam que Putin está sendo influenciado por uma ideologia chamada “eurasianismo,” que foi introduzida pelo filósofo Alexander Dugin. Aliás, Kincaid disse que Dugin é um conselheiro de Putin. Qual é sua opinião sobre isso?
DON HANK: Russofobia é agora uma indústria nos EUA e picaretas que trabalham nela são pagos para dar palestras e escrever livros que essencialmente mantêm quente a guerra fria. Nenhum dos que conheço, inclusive Kincaid, têm um conhecimento amplo da cultura, literatura ou língua russa e eles não leem a imprensa de língua russa. É impossível ser uma autoridade sobre questões da Rússia sem ter esse conhecimento.
Julio, sei que muitas pessoas aqui no mundo ocidental ouvem dos críticos anti-russos que Alexander Dugin é um “mentor” de Putin. Isso não é verdade. Dugin é um homem muito esperto que quer poder para si e tem feito tentativas desesperadas de ganhar a aprovação de Putin. Dugin jamais chegou a entender Putin. Depois que Dugin fez aquele discurso louco numa entrevista televisada exortando “matem, matem, matem” (os ucranianos), muitos russos exigiram que Dugin fosse demitido de seu cargo de professor. Aliás, ele foi demitido, e o que é significativo é que Putin não objetou a isso.
Na verdade, Putin disse várias vezes em entrevistas que os russos e os ucranianos são irmãos. Ele quer reconciliação e quer que os russos respeitem outros povos. Dugin foi estúpido ao dizer o que disse. Dugin mais tarde culpou, de forma tola, Putin por não socorrê-lo. Obviamente, esse homem é um egoísta que não tem nenhuma influência em Putin, e duvido que ele já teve no passado. Putin recentemente foi entrevistado pela mídia russa e lhe perguntaram qual era sua ideologia. Putin disse que ele não tinha ideologia e que ele era um conservador e pragmático. Esse foi um sinal forte para o público de que ele não estava de forma alguma ligado a Dugin e não seria influenciado pela ideologia dele.
JULIO SEVERO: Obrigado, Don. Se a Rússia seguisse o modelo de livre expressão dos EUA, Dugin nunca seria demitido, pois milhares de professores americanos proclamam besteiras e até assassinatos (principalmente de bebês em gestação) e não são demitidos. Aliás, a moda hoje nos EUA é demitir apenas professores que se expressam contra o aborto e a homossexualidade. Portanto, é muito interessante que no modelo russo, Dugin foi demitido. Agora, outra pergunta:
Alguns dias atrás, o Kremlin realizou um fórum internacional sobre famílias grandes e o futuro da humanidade. Originalmente, o Congresso Mundial de Famílias estava programado para realizar seu grande evento pró-família no Kremlin. Mas organizações esquerdistas e homossexuais conseguiram pressionar o governo dos EUA a proibir grupos cristãos e conservadores de participarem. Então, o Congresso Mundial de Famílias teve de se submeter sob essa enorme pressão negativa. Qual é o poder hoje das organizações gays e esquerdistas dos EUA para deter a liberdade de grupos cristãos e conservadores? Por que outros grandes grupos conservadores dos EUA não denunciaram isso? Pelo contrário, os ativistas gays dos EUA trataram como lixo o evento de Moscou. A organização esquerdista PFAW (sigla de Pessoas em favor do Jeito Americano), que me atacou semanas atrás, também tratou o evento como lixo. Aliás, ultranacionalistas americanos como Cliff Kincaid o trataram como lixo também. Até o jornal russo secular The Moscow Times, seguindo a mídia secular americana, tratou o evento como lixo, usando basicamente as mesmas palavras de Kincaid, dizendo que os palestrantes russos eram “corruptos” e acusando os participantes americanos e internacionais de serem “neocons.” Essa foi a primeira vez na minha vida que fui acusado de ser neocon. Como você interpreta essa estranha “aliança” contra o evento pró-família em Moscou?
DON HANK: Primeiramente, Julio, quero com todo coração congratular você por ter podido estar nessa conferência. Creio que Deus estava com você ao abrir o coração de seus leitores para doarem de forma tão generosa ao lhe dar condições de fazer essa viagem. É incrível que o governo de uma nação “cristã” poderia se deixar pressionar para proibir a ida de alguém ao Kremlin. Que visita maravilhosa e historicamente educativa que teria sido! Não posso lhe dizer exatamente a razão por que grupos conservadores não se queixaram sobre essa proibição absurda, mas tenho uma teoria. Desde que sites começaram a publicar meus artigos sobre Putin e a Rússia, venho recebendo e-mails de grupos que chamo de “russófobos profissionais,” ativistas que apoiam a visão neocon acerca da Rússia e são pagos para dar palestras e escrever livros que denigrem a Rússia. Isso é pouco mais do que prostituir seus talentos.
Russofobia é racismo, exatamente como o antissemitismo. Ambos implicam um medo e/ou ódio de um grupo étnico, que eles consideram moralmente, intelectualmente ou em outros aspectos inferior, enquanto consideram a si mesmos superiores. Jesus avisou contra esse sentimento de superioridade moral em sua parábola do fariseu e o cobrador de impostos orando no Templo. Infelizmente, muitos cristãos ocidentais são também russófobos, e esse é um sinal de cegueira espiritual — o mesmo tipo de cegueira espiritual que impede os cristãos de defenderem com eficácia sua fé contra a islamização e os abusos da agenda homossexual. Só uma pessoa espiritualmente cega não conseguiria ver como a Rússia está hoje defendendo o Cristianismo contra o islamismo e contra a agenda homossexual.
O jornal Moscow Times é anti-Putin. Acusar você de ser neocon é prá lá de absurdo. Essa gente não tem ideia do que é um neocon. Os neocons de hoje são anti-russos. Há um movimento anti-Putin muito forte na Rússia e consiste principalmente do que chamam de ocidentalizadores, que se alinham com o Ocidente. Essa dicotomia entre eslavófilos e ocidentalizadores data do século XVIII na Rússia. Dá para compreender a diferença entre esses movimentos lendo a novela “Nest of Noblefolk” de Turgenev (acessível como filme online. Eu muito o recomendo para aficionados de filmes clássicos). É difícil de acreditar, mas os ocidentalizadores estão ainda ativos hoje e querem que a Rússia fique mais próxima da ideologia da Europa e EUA.
JULIO SEVERO: Alguns líderes pró-família americanos foram muito corajosos e foram ao evento conservador de Moscou. Agora a Campanha pelos Direitos Humanos, a maior organização homossexual dos EUA, quer que o Departamento de Estado dos EUA os investigue. Existe uma Gaystapo (uma opressiva máquina de monitoração gay com assistência estatal) nos EUA? Por que os ativistas homossexuais da Rússia não têm a mesma “liberdade” e aparato para ser uma Gaystapo contra os cristãos?
DON HANK: Julio, gosto de sua palavra “Gaystapo” porque descreve perfeitamente muitos ativistas gays e o aparato estatal que os protege enquanto persegue os cristãos que ousam dizer que a conduta homossexual é pecado. Já frequentei uma igreja em que o pastor ensinava a visão bíblica acerca da homossexualidade. Uma vez enquanto o pastor estava pregando sobre a homossexualidade, um rapaz pulou de seu banco e correu para fora, seguido pelo filho do pastor. Foi um quadro bizarro, mas suspeitei o que estava por trás daquilo.
Algumas semanas mais tarde, depois que esse pastor havia de novo pregado a visão bíblica acerca da homossexualidade, a casa do pastor foi totalmente incendiada. Os investigadores da polícia descobriram que o incêndio havia sido consequência de ação criminosa, mas ninguém conseguiu localizar os criminosos. Suficiente dizer que os ativistas gays que se retratam como vítimas são tudo, menos vítimas.
JULIO SEVERO: Scott Lively, que é a maior autoridade cristã hoje sobre a agenda gay, disse que possivelmente o governo de Obama pode ter usado a crise ucraniana para atacar a postura russa contra a agenda gay. Antes dessa crise, todos os meios de comunicação dos EUA estavam de modo sistemático e crescente atacando a Rússia por causa de sua lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças. Em contraste, na matéria de capa da revista evangélica Decision, Franklin Graham louvou o governo russo por essa lei e por posturas mais favoráveis aos cristãos. Você acredita que o governo de Obama e os neocons, que provocaram a crise ucraniana, a usaram para desviar a atenção das medidas conservadoras russas?
DON HANK: O ocidentalismo, ou liberalismo ocidental, é uma religião. A partir do que tenho observado, seus seguidores são fanáticos absolutos que não se deterão por nada para impor suas metas. Julio, creio pois que você está certo e que a crise ucraniana foi na verdade usada para esse propósito, mas também para executar a doutrina Wolfowitz, que exige que a Rússia seja contida e isolada das ex-repúblicas soviéticas. Esse isolamento é absolutamente injusto em si, mas o acordo de associação entre a Ucrânia e a UE é uma provocação direta à Rússia. Esse acordo torna ilegal que a Ucrânia faça comércio bilateral com a Rússia sem a permissão da UE, e de acordo com os russos, essa proibição custará uma perda de bilhões de dólares à Rússia.
A UE (União Europeia) é um pseudo-estado fracassado que está trazendo apenas miséria para seus membros. A maioria dos membros do Norte da Europa já não querem mais ser parte da UE, mas seus líderes os estão traindo negando-lhes um referendo que lhes daria condições de recuperar sua soberania. Creio que a UE acabará caindo, e com ela, os EUA também. Ambas entidades não são nada mais que ditaduras e perderam toda legitimidade. Entristece-me dizer isso, pois sou americano. Mas parece que os EUA em que nasci não são os EUA em que morrerei. Se não fosse pela minha fé em Deus, não sei se eu conseguiria suportar o sofrimento de ver meu país cair tão longe da graça. Mas minha fidelidade é a Deus Todo-poderoso e a Jesus Cristo Seu Filho, não a algum país. Certa vez Ronald Reagan disse: “Eu não abandonei o Partido Democrático. Ele me abandonou.” De forma semelhante, digo que não abandonei meu país. Ele me abandonou.
JULIO SEVERO: Quem são os neoconservadores, ou neocons? Eles são úteis ou não para o movimento conservador cristão? Qual é o poder dos neocons?
DON HANK: O termo neocon descreve na realidade um grupo de políticos poderosos e seus facilitadores que simplesmente fingem ser conservadores, mas são promotores esquerdistas de uma Nova Ordem Mundial, ou um governo socialista mundial que, se vier à existência, será uma plataforma para os oligarcas dos EUA e suas elites no sistema bancário e geopolítico para governar o mundo de acordo com a doutrina do liberalismo ocidental. Obviamente, essa gente não é de forma alguma útil para os cristãos. Embora finjam apoiar a justiça, a democracia e a “liberdade,” uma de suas principais metas é a destruição da civilização ocidental. Eles querem eliminar as fronteiras em torno dos EUA exatamente como a UE eliminou as fronteiras em torno de seus países membros que, como consequência, estão agora transbordando de muçulmanos hostis que os ameaçam com guerra santa. É uma situação desesperada que, de acordo com meus amigos europeus, um dia certamente levará à guerra.
O poder dos neocons na geopolítica é quase ilimitado, ou mais precisamente, é limitado quase que exclusivamente pela Rússia na esfera internacional e por um número pequeno de conservadores corajosos na esfera nacional. Pessoas como você, Julio, que não têm medo de dizer a verdade e desmascará-los
O motivo por que eles são tão poderosos é que suas políticas e sua ideologia impregnam os dois maiores partidos dos EUA e também se estendem à OTAN e à UE. Essencialmente, os neocons apareceram pela primeira vez no Partido Republicano, mas suas ideias de política externa se estenderam ao Partido Democrático também. Um exemplo perfeito disso é Victoria Nuland, vice-secretária de Estado para assuntos europeus e eurasianos. O marido de Nuland é o historiador Robert Kagan, membro do Conselho de Relações Estrangeiras (CRE), e co-fundador da instituição “Project for the New American Century” (Projeto para o Novo Século Americano). O CRE é um portador da ideia de que as fronteiras precisam ser eliminadas a fim de preparar o caminho para um governo mundial único. O fato de que Kagan foi assessor tanto de membros do Partido Democrático quanto do Partido Republicano exemplifica claramente como os neocons apoiam ambos os partidos nos EUA. É por isso que parece sem sentido que muitos americanos votem num candidato democrático ou republicano, pois ambos os partidos aceitam as políticas dos neocos que invariavelmente levam à destruição de comunidades cristãs.
JULIO SEVERO: Como é que os EUA, a Europa e a Rússia, com suas tradições cristãs, estão se rendendo às ideologias islâmicas e homossexuais?
DON HANK: As elites da Europa e EUA abandonaram o Cristianismo. As tradições cristãs não significam nada para elas. A Rússia é a única potência do mundo que adota o Cristianismo e isso não é apenas um truque político. Reflete plenamente o pensamento cristão russo conforme a literatura do século XIX expressa. A UE e os EUA estão falindo. As economias dessas duas entidades não são mais sustentáveis a longo prazo, já que operam na base de dívida, não em princípios empresariais e bancários saudáveis. Ambas estão em sua fase final de existência, uma fase em que a única estratégia que lhes sobrou é imprimir dinheiro de papel. Mas imprimir dinheiro de papel para pagar dívidas é como acrescentar água à sopa quando chegam novos convidados. Quando chegarem convidados demais, a sopa não mais é sopa. É apenas água com algumas verduras boiando nela. O Zimbábue e a República de Weimar na Alemanha, por exemplo, faliram como consequência dessa política.
Para piorar a situação para os EUA principalmente, os russos e seus parceiros BRICS, inclusive o Brasil, estão começando a parar de usar o dólar nas transações comerciais internacionais, usando como base o rublo ou o yuan, por exemplo. Quando essa estratégia tiver avançado até certo nível, o dólar terá perdido tanto de seu valor que será quase imprestável.
JULIO SEVERO: Como é que os EUA, a Europa e a Rússia, com suas tradições cristãs, poderiam trabalhar juntos para derrotar a ideologia islâmica e homossexual?
DON HANK: Em algum momento, por causa das políticas fracassadas, os EUA dependerão da Rússia e da China quase que completamente, e nesse ponto, os neocons perderão seu poder. Os russos poderão exigir que os EUA e até a Europa os ajudem a combater a islamização e, se eles escolherem ajudar, aceitarão as políticas russas com relação à homossexualidade.
Mas nada disso pode acontecer sem a intervenção de Deus. Tudo o que precisamos fazer é aguardar para ver… e orar.
Julio, muito obrigado por esta oportunidade. Desejo a você e a seus leitores tudo do melhor e oro para que Deus continue a abençoar vocês todos ricamente.
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