Mostrando postagens com marcador feminino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feminino. Mostrar todas as postagens

03 setembro 2024

Peludas e Peladas - Walter Galvão





Peludas e Peladas

Walter Galvão
Jornalista
Publicado no Jornal Correio da Paraíba,
Caderno Opinião, em sexta-feira, 23/08/2013


A história, que é cheia de tragédias, também é um mosaico das conquistas que dão felicidade às pessoas em esferas coletivas e privadas, o que inclui aparentes futilidades. Além disso, funciona como lente de aumento sobre detalhes. Esse movimento de olhar para o detalhe é uma tentativa de perceber o que acontece num espaço que o pensador Karl Marx definia como os poros da sociedade. Um detalhe revelador do que pensamos e queremos nesses nossos dias de vaidades à flor da pele e fixação na beleza do corpo é essa discussão sobre a fisionomia da vagina despertada pelas fotos da nudez da atriz Nanda Costa.
O debate é sobre se é mais bonita, sedutora e elegante a vagina recoberta de pelos ou desprovida dos cachos que transformaram Claudia Ohana num ícone da abundância capilar.
E o interesse social, público, coletivo, que esse dilema desperta é justificado por uma agenda psicossocial que envolve pesquisadores, cientistas e até filósofos. Na perspectiva da filosofia, estaríamos no campo da interferência do poder social nas formas dos usos do corpo, para os prazeres, deveres e controles tão bem estudados na obra de Michel Foucault. Se pensarmos na sociologia da vagina esteticamente percebida, teríamos a discussão sobre o corpo modelado, transformado, artisticamente apropriado, esteticamente modulado, tatuado e penetrado por piercings e objetos similares que é feita na obra de David Le Breton.
No debate sobre a melhor cara para a vagina contemporânea brasileira, que se submete inclusive à vaginoplastia para ter suas proporções, reentrâncias e colorações alteradas, estaríamos pensando e falando sobre a fisiologia simbólica do corpo da mulher, sobre anatomia íntima e imaginário social, sexualidade, beleza, prazer, poder e espetáculo.
Na minha opinião, a vagina peluda e a pelada são bonitas. Se na simbologia do corpo a vagina representa também o mistério, a retirada dos pelos requer do observador a percepção de um mergulho no misterioso sem qualquer advertência. A presença dos pelos adverte para características do corpo como a natureza de sua textura, e da personalidade como o nível de exposição da imagem que se acha adequado. Para mim, os pelos simbolizam a lã e o ninho. E a nudez sem os pelos é um indiscreto sorriso de flor.

NOTA DO TIO CELO:

Walter Galvão escreve muito bem e nos leva a pensar, como diz um jovem amigo meu, para além da caixa, para além da Matrix.
Eu levanto duas lebres aqui: a primeira, que a vagina raspada me parece uma concorrência. O homem tem o pênis, um grande falo, em sânscrito भाल  (bhala, "esplendor"), o símbolo da sua autoridade, do seu poder... A vagina é discreta, é a bainha onde se coloca a espada, o que há nela que chame a atenção? É preciso desnudá-la, mostrá-la, expô-la. A segunda lebre diz respeito ao desejo, cada vez maior, pela exposição da vagina infantil, uma espécie de pedofilia que o superego de muita gente não percebeu. Uma vagina raspada é uma vagina de criança, de menina. Aos poucos, a erotização das pequenas, época a época... antes, dançando na Boquinha da Garra, hoje mulheres infantilizadas...
Como o Walter Galvão, sou homem, macho, naturalmente aprecio vaginas quer peludas quer peladas.

E ainda temos, ora veja! um médico dizendo que depilação vaginal não é sinônimo de limpeza. (clique em riba do texto e leia)


















FONTE: Atlas Fotográfico de Anatomia

27 julho 2023

O feminismo como a grande causa revolucionária

Fonte: http://www.sweetjuniperinspiration.com/2013/05/my-favorite-dads-from-anti-suffrage.html


Por Mário Chainho
(11/09/2016)

O feminismo não começa na inveja, ao contrário do que muitos pensam. A inveja existe “desde sempre”, ao passo que o feminismo é um fenómeno relativamente recente na História.

Na realidade, como quase todos os fenómenos sociais, o feminismo teve as suas origens nas classes mais invejadas, ou seja, em certas elites que no final do séc. XIX começaram a defender algumas “causas”, como a das sufragistas. No fundo, era uma resposta à sufocante mentalidade burguesa embora vinda também, em grande parte, dos próprios burgueses enfadados com a vida e que facilmente encontravam emoção nas ideias revolucionárias.

A sociedade burguesa criou inúmeras contradições e esta foi apenas mais uma. A sociedade tinha um nível de riqueza nunca visto antes e, por isso, foi dado às mulheres o privilégio de não terem de trabalhar. Mas num mundo de aparências, um privilégio não aproveitado é visto como uma afronta, e rapidamente se constituiu numa espécie de obrigação. Por outro lado, o privilégio dos homens serem os únicos votantes enfrentava dois empecilhos na sociedade burguesa: por um lado, o homem já não cumpria mais a função de chefe e defensor da família, sendo essas funções cada vez mais desempenhadas pelo Estado; por outro lado, isso contrariava a ideologia da “igualdade”, que deixava de ser uma “igualdade perante Deus” para ir se transformando numa fantasia de igualitarismo social. Assim, é natural que que o alargamento do direito de voto às mulheres tenha sido a principal bandeira do início do feminismo, porque era a solução mais lógica para as contradições existentes. Na realidade, há quem nem chame esta primeira fase de feminismo, por parecer uma coisa tão diferente e muito mais decente que o feminismo tardio, mas há uma factor comum, que é a confusão inocente e propositada de alguns factores, como a assinalada confusão entre privilégio e obrigação.

O feminismo na primeira metade do século XX não tinha condições para ampliar o seu espectro de reivindicações e de se espalhar pela população. É fácil de perceber porquê, dado que nas duas guerras mundiais foram os homens que tiveram o “privilégio” de ir morrer em massa nos conflitos. Apenas depois da Segunda Guerra Mundial e de se ter espalhado a ideia de uma paz perpétua kantiana foi possível começar a reivindicar para as mulheres os mesmos direitos que os homens tinham. Podemos questionar se a Guerra Fria não podia ter colocado um freio nisto mas, se olharmos com atenção, vemos que não. Depois de se ter percebido os efeitos das armas atómicas e nucleares, ficou patente que as armas tinham um poder tão grande que o os seres humanos tinham um papel irrelevante, quer fossem homens ou mulheres. Isto na realidade não era bem assim, mas de certa forma criou a ideia de que as armas modernas tinham igualado as mulheres aos homens.

O feminismo do pós-guerra (ou segunda onda do feminismo, como por vezes é chamado) já não tem apenas uma certa dose de contradição embutida, o que é quase inevitável em qualquer proposta real, mas é essencialmente uma fraude. É até incompreensível que tão pouca gente tenha se dado conta de que a suposta libertação das mulheres era na realidade uma escravidão de facto, onde havia uma pequena dose de liberdade para alguns caprichos. Primeiro, o direito das mulheres trabalharem em todo o tipo de postos era, como é óbvio, o fim de um privilégio, mesmo que este possa ser sentido com incómodo. Em segundo lugar, a mulher era libertada da “escravidão da natureza”, e já não era mais obrigada a ser mãe e podia ser “o que ela quisesse”. Mas isto era feito com o auxílio da ciência, o que criava uma situação peculiar e que ainda hoje pouca gente quer perceber.

A ciência moderna possibilitou que existisse uma coisa chamada “planeamento familiar”, que hoje é um considerado quase que universalmente como um bem inegável. Mas o planeamento familiar quer dizer, primeiro que tudo, que os filhos já não são uma dádiva de Deus (ou da natureza) mas são fruto de uma escolha deliberada dos pais. Parecia uma milagrosa libertação do ser humano dos ciclos impostos pela natureza, e agora cumpria-se a proposta humanista da soberania do “eu”. De início, o planeamento familiar foi usado sobretudo para limitar o número de filhos, ou seja, ao invés dos casais terem 7, 8 ou mais filhos, passavam a ter apenas 2 ou 3. Mas, vendo bem, para quê ter 2 ou 3 filhos quando se pode ter apenas um? As famílias libertavam-se supostamente da natureza, mas tinham agora de viver numa sociedade estruturada cada vez mais pelas ciências, em que praticamente “tudo o que não era proibido se tornava obrigatório”. Os bens de consumo irrelevantes criados pela ciência e pela tecnologia obrigavam também que as pessoas adiassem cada vez mais a paternidade e se dedicassem a períodos cada vez mais extensos de futilidade. Assim, as mulheres que na idade média começavam a ter filhos pelos 14 anos, no pós-guerra já começavam a ser mães pelos 24, e mais recentemente serão mães (quando o são) mais por volta dos 34 anos. Por essa altura as mulheres já devem ter perdido as ilusões de que iriam ser todas administradoras de grandes empresas e percebem que andaram a desperdiçar os seus melhores anos a fazer coisas que apenas lhes criam uma sensação de vazio.

O feminismo parecia ser uma coisa em extinção no início dos anos 90. Por um lado, a parte mais folclórica do feminismo – mulheres queimando soutiens e não fazendo depilação – era ridicularizada. Por outro lado, o modo de vida moderno, anti-família e cheio de 'stress', tornava-se cada vez mais desconfortável. Havia uma certa vontade de “voltar atrás” e foram tempos em que papa João Paulo II tinha algum impacto na sociedade apelando a um modo de vida mais “conservador”.

Contudo, a causa feminista tinha um potencial revolucionário enorme e não foi descartada assim facilmente. A clássica “luta de classes” marxista cria uma certa fractura social, que na verdade já existe em alguma medida, mas tem um alcance limitado, porque estas classes já vivem mesmo largamente separadas. Mas o feminismo divide literalmente a humanidade ao meio e coloca um parte contra a outra em permanência. Assim, o feminismo foi renovado e tornado ainda mais radical. Podemos questionar como foi possível renovar um movimento que tinha caído num descrédito tão grande. Isso acontece porque novas gerações entram em acção na sociedade e, por regra, ignoram quase tudo o que veio antes delas. Desta forma, estas gerações são facilmente manipuladas pelos velhos revolucionários, que na verdade são dos poucos que compreendem como funcionam as transformações sociais.

O feminismo de terceira vaga não se limita a pedir igualdade de direitos, o que já era algo com uma grande dose de falsidade, mas exige uma reparação histórica pelas injustiças cometidas às mulheres. É impressionante como o argumento podia ser rebatido em grande parte ou mesmo até invertido, bastando lembrar como as mulheres foram largamente poupadas ao esforço da guerra ao longo dos milénios. Mas foi possível implementar a fraude porque a industria da comunicação social, as universidades, o mundo do espectáculo, as editoras e demais instâncias culturais passaram a responder a umas poucas vozes. Assim, em pouco tempo cria-se a ilusão de que está ocorrendo uma grande transformação social, o que depois se transforma numa profecia auto-realizada, dado o estado atomístico em que as pessoas se encontram, tendo pouco mais liberdade do que colocar em prática o desejo mimético.

Os efeitos desta terceira vaga de feminismo têm sido catastróficos. Hoje, muitos homens morrem de medo das mulheres e acham que nunca poderão fazer o suficiente para aliviar uma data de culpas históricas que receberam à nascença. Isto quer dizer que temos já uma ou duas gerações que praticamente já não conhecem o sexo oposto a não ser de forma esquemática e enviesada. De certa forma, o preservativo é o símbolo perfeito para ilustrar estas gerações, que necessitam de uma protecção para se aproximar do outro sexo, tal o perigo que ele encerra. Ao mesmo tempo, as mulheres talvez estejam mais vulneráveis aos predadores sexuais do que em qualquer outra altura, porque estes não se preocupam com as convenções sociais e os outros homens não imaginam que têm a função de proteger as mulheres.

Mas o pior deu-se ao nível da alteração da percepção do valor da vida. A contradição de certa forma estava embutida na proposta humanista, que foi em muito ajudada pelo liberalismo tornado ideologia política, que é o eterno capacho dos socialistas. O ser humano que se torna no critério último, na prática vai impor-se sobre o outro. Assim, a mulher que não é mais obrigada a conceber, caso venha a ser mãe é porque já está a fazer uma concessão ao filho. Neste contexto incontestado, o aborto tornar-se-ia, mais tarde ou mais cedo, num direito libertador. Aquelas pessoas que são contra o aborto porque este significa a morte de um ser humano não percebem que este argumento tem pouca ou nenhuma eficácia em sociedades em que o feminismo se implantou quase como se fosse senso comum. Depois de se espalhar a ideia de planeamento familiar, cada vida humana é fruto da liberdade do casal, caso contrário é considerada uma irresponsabilidade. Assim, a liberdade de escolha antecede e, aparentemente, afigura-se como superior à própria vida humana.

Mas isto não é auto-contraditório? Sim, porque o valor da liberdade humana deriva da própria existência humana, pois só quem é vivo pode decidir. Contudo, o ser humano tem a capacidade de se abstrair da experiência real e apenas considerar uma parcela, podendo depois tomá-la como absoluta. E a abstraccão não tem que ficar por aqui e, por isso, o aborto está longe de ser o limite. O império da liberdade humana exigirá, pela sua própria natureza demente, que o infanticídio e a pedofilia façam parte dos direitos humanos.





02 outubro 2021

O Agamênon e as Mulheres


Depois do assassinato (1882), de John Collier (1850-1934), exposto na Guildhall Art Gallery de Londres.

O livro Agamênon, que faz parte da Oréstia (três livros, a saber: Agamênon, Coéforas e Eumênides), do escritor grego Ésquilo, foi escrito em 458 a.C., época em que Artaxerxes I da Pérsia, após receber notícias da sua derrota para os atenienses no Egito, envia Megabasus (Megabizo) a Esparta, com uma oferta em dinheiro para que eles ataquem Atenas. Os espartanos recusam o suborno. Em Israel, foi o ano do retorno de Esdras (Ed 7.6,7).
No Agamênon, a história é a seguinte: Agamênon, rei dos Atridas, retorna da Guerra de Troia. Ao voltar, traz consigo Cassandra, filha de Príamo, rei de Troia, profetisa sem credibilidade.
Sua esposa, Clitemnestra, irmã de Helena (a mesma a quem se atribui culpa pela Guerra de Troia), tem um caso com o primo de Agamênon, Egisto (a quem Zeus trata como mau exemplo de piedade). Egisto colaborou com a morte de Agamênon, pela mão da própria esposa Clitemnestra, mas o filho do morto, Orestes, vinga-se matando o casal.
Bem, há muito o que se dizer desta obra, podemos especular sobre justiça, traição, culpa, vingança, adultério... Por ora, provavelmente por falta de capacidade minha de uma análise rica, quero abrir os seus olhos sobre a figura da “mulher” nesta obra.
Vamos começar (a propósito, a obra é uma peça de teatro, não um romance)[1]:

1.                 Já no verso 11, temos a fala da Sentinela (um soldado que do alto do palácio dos Atridas, por ordem de Clitemnestra, espera o rei Agamênon), que ao referir-se a Clitemnestra, sua rainha, diz que está ali por “ordens da mulher de ânimo viril”. Ânimo viril? Está aí o primeiro ponto. Uma mulher que tem ânimo, vontade forte, tem decisão, tem ânimo viril. Ora, viril é uma palavra originária do latim uir (vir), macho, homem. O soldado disse que ela possuía ânimo de homem (em grego,  ἀνδρόβουλος).
2.                 Clitemnestra diz ao Corifeu (que era o chefe do coro, idoso – v. 1619) que os gregos capturaram Troia (v. 269 - Τροίαν χαιν οσαν:  τορς λέγω;). Ela já está se irritando porque o Corifeu não lhe dá crédito, por ser ela mulher, evidentemente. Por isso lhe diz: “Os gregos capturaram Troia! Ouviste agora?” O Corifeu continua duvidando: Tens provas? Não terias sonhado? Ouviste algum rumor? Clitemnestra, irritada, responde: “Igualas o meu pensamento ao das crianças?” (v. 277 - παιδς νέας ς κάρτ μωμήσω φρένας.)
A dúvida do Corifeu se deve, não só por tratar-se de uma mulher, mas por ela ter uma notícia tão importante, e de forma tão privilegiada. Clitemnestra diz que foi Hefesto, o deus do fogo, pois com a inteligência de determinar que nos altos se acendesse uma fogueira, desde o mar até onde eles estavam, assim que se avistasse o navio do rei, as fogueiras informariam da sua chegada, estando a rainha avisada antecipadamente.
A reclamação de Clitemnestra permanece: afinal, a palavra de uma mulher vale tanto quanto de uma criança pequena? (παιδς νέας)
3.                 Ainda conversando com o Corifeu, Clitemnestra, no v. 348, diz “Ouviste simples pensamentos de mulher” (τοιαῦτά τοι γυναικὸς ἐξ ἐμοῦ κλύεις:). Talvez ao falar assim, Clitemnestra esteja falsamente se rebaixando, esteja usando de ironia. O Corifeu desmerece sua palavra por ser mulher, e ainda se esquece de que está falando com a Rainha, mas Egisto, lá na frente, não perdoará o desrespeito (v.
4.                 No v. 351, o Corifeu considera as palavras de Clitemnestra e julga que ela fala corretamente, com sabedoria, por isso diz: “Mulher, falas tão sabiamente como um homem prudente”. (γύναι, κατ᾽ ἄνδρα σώφρον᾽ εὐφρόνως λέγεις. )
5.                 O Corifeu está discutindo com Egisto. Este diz que ele não reconhece seu lugar inferior e fala com desrespeito aos poderosos, e apesar de velho deveria aprender mais. O Corifeu, irado, responde-lhe nestes termos (v. 1625, 1626): “Mulher! Tu és mulher, tu, que permaneceste refestelado em casa, apenas esperando” (γύναι, σὺ τοὺς ἥκοντας ἐκ μάχης μένων /οἰκουρὸς εὐνὴν ἀνδρὸς αἰσχύνων ἅμα). Egisto acha por bem se explicar que se escondeu por ser inimigo do Rei e isto levantaria suspeitas sobre si. Evidentemente, não se explica só para responder a contento, mas para tirar de si a pecha de ser tratado como uma mulherzinha medrosa.
É assim que, sem apresentar juízo de valor, considerando a época em que foi escrito, apresento a mulher em Ésquilo. Ainda falaremos sobre isso.







[1] Quando não houver outra tradução em português, usarei a de Mário da Gama Kury.

04 janeiro 2017

Biquíni fio dental, bonito ou vulgar?


Não adianta. Na praia, os olhos da gurizada desenvolvem a função mais desejada por qualquer chefe de empresa. Trabalhar ininterruptamente, sem descanso e nem reclamação. E é isso que eles fazem, não param nenhum segundo. Observam todas as formas femininas, sem deixar escapar uma sequer. E não é trabalho ruim de se fazer, segundo eles.

As meninas estão sabendo disso e - ainda mais no Brasil, onde nossas curvas latinas são admiradas por qualquer gringo que ponha os pés e os olhos por aqui - se vestem (ou não) para matar. A escolha do que usar vai de cada uma. Umas preferem manter seu corpo mais escondido, já outras, preferem mostrar mais. Cada uma possui sua arma.




Dentre todos esses modos distintos de cobrir o corpo existe um que gera polêmica para uns e outros: o biquíni fio dental. Suas dimensões são levemente menores que as tradicionais e está tomando conta dos locais onde usar pouca roupa é lei.

O Kzuka deu uma conversada com o pessoal pra saber o que a galera acha sobre essa tendência brasileira. Ananda Delevatti, 20 anos, estudante de jornalismo, diz: “Já li muitas opiniões de estilistas sobre o biquíni fio dental e concordo com eles. Acho que a mulher para ficar sexy e bonita não precisa mostrar tudo, bem pelo contrário, muitas vezes o fio dental deixa as mulheres vulgares enquanto outro tipo de biquíni poderia valorizar muito mais o corpo sem precisar mostra tudo”.




Já a galera do sexo masculino brinca, valorizando esse modo de se vestir. Solano Ramos, 21, estudante de Publicidade e Propaganda é resumido ao opinar: tão pequeno e tão chamativo, esse é o legítimo exemplo em que “menos é mais”(risos). 




Daniel Neubüser, formado em Odontologia afirma que no dia em que uma das sete maravilhas do mundo desaparecer, as mulheres que usam fio dental ocuparão o seu lugar.



Com certeza tem meninas que também são a favor do fio dental, e é o exemplo de Lais Prestes Bozzeto de 20 anos. “Eu acho que muita gente ainda tem receio de usar por talvez achar indiscreto demais.




 Na minha visão é super bonito se a pessoa se sente bem em usar. Aqui no Brasil é uma forte tendência, já que o bumbum é a preferência nacional”. Opinião similar a de Bruno Garrido, 24 anos, ex-militar, que diz achar super bonito, pois realça mais o corpo da mulher, e quem tem o corpo bonito tem que usar mesmo. Para quem não tem existe o maiô e outros acessórios.

A última opinião é a da estudante de Desing de Moda e Tecnologia, Gabriela Vargas de 20 anos. “Biquíni é uma coisa muito complicada de julgar. Ainda mais no nosso país em que a modelagem do biquíni é menor e ao mesmo tempo bonita e confortável. 




Mas na minha opinião pessoal, eu não usaria fio dental, acho que uma menina não precisa usar um biquíni enfiado pra chamar atenção, acho legal rolar uma curiosidade. Enfim, a escolha é de cada um, a pessoa deve se olhar de todos os ângulos pra ver se tá tudo direitinho. 



Existem modelagens disponíveis pra cada tipo de corpo no mercado. O bom é sempre lembrar da regrinha fundamental: procurar modelagens que se ajustem bem ao seu tipo de corpo”.



FONTE: Globo Mais

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...