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11 fevereiro 2025

Mulheres têm sempre razão?





 5.jun.2022

Reação ao julgamento Depp x Heard expõe problemas do discurso feminista



A novela Johnny Depp versus Amber Heard chegou ao fim. O ator processou a ex-namorada por difamação —segundo Deep, Heard mentiu ao dizer que havia sido abusada por ele— e venceu. Vendo o julgamento, fica claro que a relação era conturbada, ambos são problemáticos (egocentrismo, narcisismo) e que Heard mentiu.

Porém, feministas reclamaram: Depp só venceu porque é homem e o Judiciário é machista, o júri é machista, o mundo é machista. Parece que Heard deveria estar certa apenas pelo fato de ser mulher. O problema é que mulheres mentem. Mentem, agridem, traem como os homens. Afinal, também somos Homo sapiens. Considerar que mulheres têm sempre razão a priori é um desserviço, porque a defesa das mulheres que realmente são vítimas de violência pode ser prejudicada, tachada como mero radicalismo feminista.

Além disso, sexo é o ponto de interseção entre natureza e cultura, e parte do feminismo simplifica a questão ao tratá-lo apenas como uma questão do segundo tipo. Espécie de feminismo rousseauniano: o sexo é bom, a sociedade que o corrompe.

Não. A natureza é cruel e impiedosa. O sexo e as relações afetivas que o adornam não são apolíneos, e sim dionisíacos. A cultura diversifica o lado dionisíaco em uma série de gradações que vão desde o sadomasoquismo até comentários passivo-agressivos no café da manhã. O pêndulo poder-submissão está sempre lá, deve-se aprender a administrá-lo e, principalmente, considerar que o prazer erótico advém também dele.

Excluir o poder do sexo é ignorá-lo. Não podemos ser ingênuas a esse ponto se quisermos criar mulheres fortes que se responsabilizem por suas escolhas e que sejam capazes de se defender. O poder nem sempre é ameaça, pode ser potência. Mas, se o discurso sobre sexo é sempre ameaçador, traumatizante, qualquer coisa associada a ele, por mais inócua que seja (uma piada, uma propaganda de TV, uma cantada), causará medo. E qualquer ditador sabe: não há ferramenta de dominação mais eficaz do que o medo.


O Homem Racional (Rollo Tomassi)

O Profano Feminino (Nessahan Alita)

Men on Strike / Homens em Greve (Helen Smith)

Estado — O marido e pai das mulheres

O Divórcio foi o tiro fatal do feminismo

Self-Made Man | Feito Homem (Norah Vincent)

O previsível lamento da mulher promíscua

O terror misândrico que assola o país

O feminismo como a grande causa revolucionária

Mulheres no governo

Em matéria de misandria, política evangélica e feminista é a mesma coisa

Por que Bolsonaro aprova lei anti-família?

MULHERES MANDONAS

Conheça uma das leis mais feministas já aprovadas no Brasil



23 outubro 2024

Sobre o aborto (Augustus Nicodemus)



 FONTE

O ensino bíblico

O assunto é particularmente agudo para os cristãos comprometidos com a Palavra de Deus. É verdade que não há um preceito legal na Bíblia proibindo diretamente o aborto, como "Não abortarás". Mas a razão é clara. Era tão inconcebível que uma mulher israelita desejasse um aborto que não havia necessidade de proibi-lo explicitamente na lei de Moisés. Crianças era consideradas como um presente ou herança de Deus (Gn 33.5; Sl 113.9; 127.3). Era Deus quem abria a madre e permitia a gravidez (Gn 29.33; 30.22; 1 Sm. 1.19-20). Não ter filhos era considerado uma maldição, já que o nome de família do marido não poderia ser perpetuado (Dt 25.6; Rt 4.5). O aborto era algo tão contrário à mentalidade israelita que bastava um mandamento genérico, "Não matarás" (Êx 20.13).

Mas os tempos mudaram. A sociedade ocidental moderna vê filhos como empecilho à concretização do sonho de realização pessoal do casal, da mulher em especial, de ter uma boa posição financeira, de aproveitar a vida, de ter lazer, e de trabalhar. A Igreja, entretanto, deve guiar-se pela Palavra de Deus, e não pela ética da sociedade onde está inserida.

A humanidade do feto

dois pontos cruciais em torno dos quais gira as questões éticas e morais relacionadas com o aborto provocado. O primeiro é quanto à humanidade do feto. Esse ponto tem a ver com a resposta à pergunta: quando é que, no processo de concepção, gestação e nascimento, o embrião se torna um ser humano, uma pessoa, adquirindo assim o direito à vida?

Muitos que são a favor do aborto argumentam que o embrião (e depois o feto), só se torna um ser humano após determinado período de gestação, antes do qual abortar não seria assassinato. Por exemplo, o aborto é permitido na Inglaterra até 7 meses de gestação. Outros são mais radicais. Em 1973 a Suprema Corte dos Estados Unidos passou uma lei permitindo o aborto, argumentando que uma criança não nascida não é uma pessoa no sentido pleno do termo e, portanto, não tem direito constitucional à vida, liberdade e propriedades.

Entretanto, muitos biólogos, geneticistas e médicos concordam que a vida biológica inicia-se desde a concepção. As Escrituras confirmam este conceito ensinando que Deus considera sagrada vida de crianças não nascidas. Veja, por exemplo, Êx 4.11; 21.21-25; Jó 10.8-12; Sl 139.13-16; Jr 1.5; Mt 1.18 e Lc 1.39-44. Apesar de algumas dessas passagens terem pontos de difícil interpretação, não é difícil de ver que a Bíblia ensina que o corpo, a vida e as faculdades morais do homem se originam simultaneamente na concepção.

Os Pais da Igreja, que vieram logo após os apóstolos, reconheceram esta verdade, como aparece claramente nos escritos de Tertuliano[1], Jerônimo[2], Agostinho[3], Clemente de Alexandria[4] e outros. No Império Romano pagão, o aborto era praticado livremente, mas os cristãos se posicionaram contra a prática. Em 314 o concílio de Ancira[5] (moderna Ankara) decretou que deveriam ser excluídos da ceia do Senhor durante 10 anos todos os que procurassem provocar o aborto ou fizesse drogas para provocá-lo.

Anteriormente, o sínodo de Elvira (305-306)[6] havia excluído até a morte os que praticassem tais coisas. Assim, a evidência biológica e bíblica é que crianças não nascidas são seres humanos, são pessoas, e que matá-las é assassinato.

A santidade da vida

O segundo ponto tem a ver com a santidade da vida. Ainda que as crianças fossem reconhecidas como seres humanos, como pessoas, antes de nascer, ainda assim suas vidas estariam ameaçadas pelo aborto. Vivemos em uma sociedade que perdeu o conceito da santidade da vida.

O conceito bíblico de que o homem é uma criatura especial, feito à imagem de Deus, diferente de todas as demais formas de vida, e que possui uma alma imortal, tem sido substituído pelo conceito humanista do evolucionismo, que vê o homem simplesmente como uma espécie a mais, o Homo sapiens, sem nada que realmente o faça distinto das demais espécies. A vida humana perdeu seu valor. O direito a continuar existindo não é mais determinado pelo alto valor que se dava ao homem por ser feito à imagem de Deus, mas por fatores financeiros, sociológicos e de conveniência pessoal, geralmente utilitaristas e egoístas.

Em São Paulo, por exemplo, um médico declarou "Faço aborto com o mesmo respeito com que faço uma cesárea. É um procedimento tão ético como uma cauterização". E perguntado se faria aborto em sua filha, respondeu: "Faria, se ela considerasse a gravidez inoportuna por algum motivo. Eu mesmo já fiz sete abortos de namoradas minhas que não podiam sustentar a gravidez" (A Folha de São Paulo, 29 de agosto de 1997).

 Conclusão

Esses pontos devem ser encarados por todos os cristãos. Evidentemente, existem situações complexas e difíceis, como no caso da gravidez de risco e do estupro.

Meu ponto é que as soluções sempre devem ser a favor da vida. C. Everett Koop, ex-cirurgião geral dos Estados Unidos, escreveu: “Nos meus 36 anos de cirurgia pediátrica, nunca vi um caso em que o aborto fosse a única saída para que a mãe sobrevivesse”. Sua prática nestes casos raros era provocar o nascimento prematuro da criança e dar todas as condições para sua sobrevivência.

Ao mesmo tempo, é preciso que a Igreja se compadeça e auxilie os cristãos que se veem diante deste terrível dilema. Condenação não irá substituir orientação, apoio e acompanhamento. A dor, a revolta e o sofrimento de quem foi estuprada não se resolverá matando o ser humano concebido em seu ventre.

Por outro lado, a Igreja não pode simplesmente abandonar à sua sorte as estupradas grávidas que resolvem ter a criança. É preciso apoio, acompanhamento e orientação.



[1] Em nosso caso, para os cristãos, a morte foi de uma vez por todas proibida. Não podemos nem mesmo destruir o feto no útero, porque, mesmo então, o ser humano retira sangue de outras partes de seu corpo para sua subsistência. Impedir um nascimento é simplesmente uma forma mais rápida de matar um homem, não importando se mata a vida de quem já nasceu, ou põe fim a de quem está para nascer. Esse é um homem que está se formando, pois tendes o fruto já em sua semente. (Tertuliano, Apologia 4.8). Veja, também: https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20090711_aborto-procurato_po.html

[3] Por vezes esta crueldade libidinosa, ou esta libidinagem cruel vão até ao ponto de arranjarem venenos que tornam as pessoas estéreis. E se o resultado desejado não é alcançado desse modo, a mãe extingue a vida e expele o feto que estava nas suas entranhas; de tal maneira que o filho morre antes de ter vivido; de sorte que, se o filho já vivia no seio materno, ele é matado antes de nascer. (Fonte: http://www.documentacatholicaomnia.eu/03d/0354-0430,_Augustinus,_De_Nuptiis_Et_Concupiscentia_[Schaff],_EN.pdf

[5] Concílio de Ancira, cânon 21: “As mulheres que conceberam como consequência de seu adultério e logo abortaram, e se dedicam a preparar venenos que induzem ao aborto, segundo uma regra prévia se os proíbe comungar dos Santos Mistérios até a morte – e esta decisão se cumpre até agora nas igrejas. Não obstante buscando uma alternativa mais condescendente, temos decidido que passem dez anos em arrependimento, segundo as etapas estabelecidas.

Fonte: http://averdadeiraeunicaigrejadecristo.blogspot.com/2011/12/canones-do-concilio-de-ancira.html

[6] Concílio de Elvira, cânon 63: “Se uma mulher concebe em adultério e depois tem um aborto, ela não pode comungar de novo, mesmo quando a morte se aproxima, porque ela pecou duas vezes.”


CONCÍLIO DE ELVIRA - Os 81 Cânones


21 agosto 2024

Artigos falsos em revistas científicas expõem militância da universidade

Ato do Black Lives Matter em Washington

(foto: Tasos Katopodis/Getty Images/AFP)

RAMIRO BATISTA

02/11/2021


Entenda o escândalo que provou como é possível publicar qualquer bobagem identitária na área de Ciências Sociais desde que inclua seus chavões e sua literatura


Em meados de 2018, uma das publicações científicas americanas líderes da geografia feminista, a Gender, Place & Culture, publicou com alta badalação e destaque entre os 12 melhores de sua edição comemorativa de 25 anos o artigo "Parques Caninos".

Uma defesa do adestramento de homens como cães como forma de combate à cultura do estupro, a partir da observação de que parques caninos são espaços de apologia ao estupro. Assentava-se em vasta literatura de estudos de raça, gênero e identidade e um título prolixo típico desse universo: "Reações Humanas à Cultura do Estupro e à Performatividade Queer em Parques Urbanos para Cães em Portland, Oregon."

Tinha passado pelos trâmites longos e rigorosos de aceitação de artigos científicos, com exame e refutação de pares da academia, e colhido pareceres empolgados como o de que significava "contribuição importante à geografia animal feminista". Ou:

“Este é um artigo maravilhoso, incrivelmente inovador, rico em análise e extremamente bem escrito e bem organizado, dados os conjuntos de literatura incrivelmente diversos e questões teóricas postas em questão. O desenvolvimento que a autora faz do foco e das contribuições do artigo é particularmente impressionante. O campo de trabalho desenvolvido contribui imensamente à contribuição do artigo como um trabalho acadêmico inovador e valioso, que atrairá os leitores de uma ampla gama de disciplinas e formações teóricas.”

Por essa mesma época, a não menos respeitável Sexuality & Culture, publicou outro em defesa da tese de que  o uso de consolos por homens pode ajudar a combater a transfobia e reforçar valores feministas. Título: "Entrando pela Porta dos Fundos: Desafiando a Homohisteria e a Transfobia de Homens Heterossexuais através do Uso de Brinquedos Eróticos Penetrantes". Tão fundamentado, analisado e aprovado quanto:

"Este artigo é uma contribuição incrivelmente rica e empolgante ao estudo da sexualidade e da cultura, e particularmente da intersecção entre a masculinidade e a analidade. … Essa contribuição, por certo, é importante, vem em boa hora e é digna de publicação."

A Sex Roles publicou sob os mesmos trâmites outro sobre objetificação sexual a partir da análise de homens que frequentam restaurantes de garçonetes de peito semi exposto, os "peitaurantes", como sintoma de herança patriarcal e desejo de dar ordens a mulheres atraentes: "Uma Etnografia da Masculinidade de Peitaurante: Temas de Objetificação, Conquista Sexual, Controle Masculino, e Firmeza Masculina num Restaurante Sexualmente Objetificador"

E a também honorável Fat Studies publicou sob o mesmo rigor a tese de que "o corpo gordo é um gordo legitimamente cultivado" e que a obesidade mórbida é um estilo de vida saudável, distorcido pelas "normas culturais que fazem a sociedade considerar o cultivo de músculos em vez de gordura como algo admirável". Título: "Quem São Eles Para Julgar?: Superando a Antropometria, e um Arcabouço para o Fisiculturismo Gordo".

Entre os elogios dos pareceristas, uma restrição risível, reveladora das obsessões dessa tribo:

"[O] uso do termo ‘fronteira final’ é problemático ao menos de duas formas. Primeira — o termo ‘fronteira’ sugere a expansão colonial e a posse hostil, e o apagamento genocida dos povos indígenas. Encontre outro termo.”

Três outras grandes publicações analisavam empolgadas, pela ordem, 

- um artigo sobre a masturbação masculina como indício de violência sexual contra a mulher, mesmo que ela não consinta ou saiba, 

- um outro sobre o risco de a inteligência artificial se transformar numa construção masculinista e 

- um terceiro, uma versão feminina de Mein Kampf de Hitler ("Minha Luta é Nossa Luta").

Até saberem que, como os quatro primeiros, se tratavam de um embuste, uma fraude monumental, produzidos com metodologias questionáveis, estatísticas implausíveis, alegações não sustentadas pelos dados e análises qualitativas motivadas puramente por ideologia.

Foram perpetrados sob pseudônimo por um professor de filosofia, um doutor em matemática e uma pesquisadora de textos medievais escrito por e sobre mulheres. Dispostos a provar, como provaram, que é possível publicar qualquer bobagem da moda na política em publicações científicas respeitáveis de estudos de gênero, desde que cheia de clichês ideológicos e envernizada por citações da literatura da área.

— Conforme progredíamos, começamos a perceber que mais ou menos qualquer coisa poderia funcionar, contanto que ficasse dentro da ortodoxia moral da área e demonstrasse um entendimento da literatura existente — escreveram na síntese do trabalho a que chamaram "Estudos de Ressentimento", neste site, traduzida pelo biólogo geneticista Eli Vieira. 

Peter Boghossian, Helen Pluckrose e James A. Lindsay produziram em um ano 20 artigos totalmente fraudulentos, mas dentro dos cânones exigidos pelo meio acadêmico, com ampla fundamentação da literatura da área e submissão ao escrutínio de seus pares, além dos clichês e do título rebuscado, claro.

Conseguiram publicar sete, um índice altíssimo em tão pouco tempo no meio, e andavam com outros sete em correção, na iminência de publicação, quando foram denunciados por um curioso de rede social (Real Peer Review) e expuseram em longa entrevista ao Wall Street Journal o propósito da empreitada.

Foram perpetrados sob pseudônimo por um professor de filosofia, um doutor em matemática e uma pesquisadora de textos medievais escrito por e sobre mulheres. Dispostos a provar, como provaram, que é possível publicar qualquer bobagem da moda na política em publicações científicas respeitáveis de estudos de gênero, desde que cheia de clichês ideológicos e envernizada por citações da literatura da área.

— Conforme progredíamos, começamos a perceber que mais ou menos qualquer coisa poderia funcionar, contanto que ficasse dentro da ortodoxia moral da área e demonstrasse um entendimento da literatura existente — escreveram na síntese do trabalho a que chamaram "Estudos de Ressentimento", neste site, traduzida pelo biólogo geneticista Eli Vieira. 

Peter Boghossian, Helen Pluckrose e James A. Lindsay produziram em um ano 20 artigos totalmente fraudulentos, mas dentro dos cânones exigidos pelo meio acadêmico, com ampla fundamentação da literatura da área e submissão ao escrutínio de seus pares, além dos clichês e do título rebuscado, claro.

Conseguiram publicar sete, um índice altíssimo em tão pouco tempo no meio, e andavam com outros sete em correção, na iminência de publicação, quando foram denunciados por um curioso de rede social (Real Peer Review) e expuseram em longa entrevista ao Wall Street Journal o propósito da empreitada.

Foram perpetrados sob pseudônimo por um professor de filosofia, um doutor em matemática e uma pesquisadora de textos medievais escrito por e sobre mulheres. Dispostos a provar, como provaram, que é possível publicar qualquer bobagem da moda na política em publicações científicas respeitáveis de estudos de gênero, desde que cheia de clichês ideológicos e envernizada por citações da literatura da área.

— Conforme progredíamos, começamos a perceber que mais ou menos qualquer coisa poderia funcionar, contanto que ficasse dentro da ortodoxia moral da área e demonstrasse um entendimento da literatura existente — escreveram na síntese do trabalho a que chamaram "Estudos de Ressentimento", neste site, traduzida pelo biólogo geneticista Eli Vieira. 

Peter Boghossian, Helen Pluckrose e James A. Lindsay produziram em um ano 20 artigos totalmente fraudulentos, mas dentro dos cânones exigidos pelo meio acadêmico, com ampla fundamentação da literatura da área e submissão ao escrutínio de seus pares, além dos clichês e do título rebuscado, claro.

Conseguiram publicar sete, um índice altíssimo em tão pouco tempo no meio, e andavam com outros sete em correção, na iminência de publicação, quando foram denunciados por um curioso de rede social (Real Peer Review) e expuseram em longa entrevista ao Wall Street Journal o propósito da empreitada.

Opinião sem dados é preconceito, disse numa entrevista em que exemplificou: se você diz que a polícia americana para ou mata mais negros que brancos, é preciso ir lá e medir para ver se é verdade e encarar verdades inconvenientes. 

Não teorizar a priori que é racismo estrutural ou resquício de dominação ancestral branca, acrescento. Se a polícia tem uma larga faixa de negros e certamente por isso negros também matam negros, como no Brasil, como fica a teoria?


Foi agredido de diferente formas quando tentou explicar o que acreditam as pessoas que defendem fechamento de fronteiras, que há diferenças físicas entre homens e mulheres e o problema do islamismo radical. Um aluno o acusou de racista e se retirou da sala quando ele tentou explicar o básico de que Islã não é raça, é religião, e que raça não se escolhe.

Num primeiro momento, ele começou a acreditar que a contaminação ideológica e a intimidação de estudantes, administradores e outros departamentos atingiam “um número razoável de pessoas”, mas “em um pequeno número de faculdades”. 

Mais tarde, quando testou sua hipótese num artigo em uma revista de baixo prestígio que o pênis era um "conceito construído socialmente”, que chegam a “muita gente em um pequeno número de faculdades”. Até concluir, depois do estândalo, que eram comuns a “quase todas as pessoas nas universidades”.

Até o ponto em que foi demitido — ao invés de promovido — da Portland, no rastro da polêmica, depois de ouvir do reitor o disparate de que a função da universidade era fazer justiça racial. Não produzir conhecimento independente, como deve ser.

E tomar consciência de que o sistema todo estava infectado, como disse em entrevista recente à Gazeta do Povo, de Curitiba, onde previu que a doença que chegou ao estado atual de cancelamento e lacração, para não ouvir o outro lado, vai piorar ainda muito antes de melhorar.

— A cultura woke está piorando porque as universidades continuam a formar gente com essa bobagem, nesse sistema de crenças doentio e perigoso.

Vai melhorar um dia porque, segundo ele, "criamos uma cultura em que as pessoas fingem acreditar no que de fato não acreditam. Isto não é sustentável. Ninguém aguenta viver assim".

10 abril 2024

O Divórcio foi o tiro fatal do feminismo

 

“Quando um divórcio passa a ser apenas questão de tempo é sinal de que a sociedade está gravemente doente.”

Sim, o divórcio é a escravidão de nosso ego e nossos vícios se travestindo de liberdade!

Zé do Posto22/08/2021
10 min


Texto original escrito em 19/09/2017, revisado e atualizado em 22/08/2021:




Este texto não é uma verdade absoluta, apenas tem a finalidade momentânea de questionar a mutação social gradual e o uso do Deus Mercado para fins progressistas, o que mostra que o Capitalismo é apenas um sistema econômico e não uma bandeira política, tanto que até o mais vermelho dos esquerdistas (como Xi Jinping) parou de combatê-lo de fato.


Antes de discutirmos "divórcio", temos que discutir o que é Casamento. A instituição do casamento formal remonta do Direito Romano, do conceito de Pater Familias, onde cada família se regia com poderes de autoridade política e se estendiam para além dos laços sanguíneos daquele clã. Através da instituição do casamento os nomes e propriedades das famílias eram perpetuados e, na antiguidade, o poder familiar era muito grande sendo o casamento a oportunidade de firmar alianças entre clãs, buscando pouco a pouco uma hegemonia de poder.


Vamos nos ater ao "casamento cristão", já que a nossa civilização é essencialmente Cristã, mesmo pessoas que não são religiosas ou cristãs vivem sob o padrão civilizacional do Cristianismo.


Sob essa perspectiva, o casamento é um sacramento, uma união espiritual entre filhos de Deus para constituir família à luz do evangelho. Na Idade Média, a Igreja institucionalizou o matrimônio, inseriu Cristo na família e lhe deu a bênção nupcial, valorizando também a condição feminina - o que podemos ver na etimologia de "Matrimônio" (que vem de mãe, matriarcado).


"A constituição de uma família - da idade média à pré-modernidade - era o principal objetivo dos indivíduos, por diversos motivos, desde a manutenção de patrimônio e poder até a realização do amor romântico.”



Até meados da década de 70 era muito comum que as famílias se organizassem, impreterivelmente, com a mulher em casa cuidando do lar e da prole e o homem trabalhando para prover materialmente a família, tarefas delineadas rigorosamente e com o amor e a parceria como amálgama.


À mulher cabe a diplomacia e a serenidade para administrar os conflitos do cotidiano e manter a família sob seu julgo moral, sob sua supervisão e autoridade, em decorrência disso o poder da “mãe” é tão influente, inclusive em querelas judiciais pela guarda dos filhos. Ao homem cabe a proteção e a segurança exercendo, portanto, o papel de autoridade máxima da unidade familiar, o papel do "pai". Um homem alijado de sua masculinidade - seja desprestigiado pela esposa, destituído de poder material ou desonrado perante a sociedade - é uma autoridade fraca e aquela família estará em iminente ameaça.


A família em harmonia é aquela onde ambos se completam e sua presença constante garante à instituição familiar um sólido alicerce contra quaisquer ataques subversivos ou influências perniciosas do ambiente externo. Por isso há a necessidade de que os pensamentos e objetivos dos nubentes sejam os mesmos, algo muito complicado de se conseguir num presente onde o individualismo é tão exaltado.


A partir do final da década de 80 e início da década de 90, quando o divórcio – até então tratado como um tabu – passou a ser introduzido pouco a pouco na vida cotidiana, este papel firmemente delineado passou a se distorcer até ruir por completo.


"O divórcio é o resultado de conflitos que surgem quando o casal toma rumos individuais de pensamento e objetivos e passam a medir forças entre si, muito em razão da cultura onde estão imersos."


Pouco a pouco deixou de ser um tabu se tornando banal e, por conseguinte, banalizando a instituição do casamento em seu âmago. Ora, casar-se, até então, era uma decisão delicada que implicava em assumir um compromisso sério para o resto da vida, as pessoas costumavam ser bastante cautelosas em relação a isso. Os matrimônios eram precedidos de longos anos de namoro e noivado e, ainda assim, nada era garantia de sucesso.

E foi superestimando essa incerteza que as nossas queridas feminazistas conseguiram emplacar o divórcio e pulverizar o matrimônio, sempre com um discurso eivado de desfaçatez e sofisma, prometendo mundos e fundos mas entregando também uma dívida salgada.

Os direitos da mulher em um processo de separação são bastante generosos, justiça seja feita, pela sua primazia na guarda dos filhos. Ocorre que o homem não pode trabalhar para simplesmente dar todo o seu salário em pensão alimentícia, isso iria ferir de morte o princípio da razoabilidade, pois ele renunciaria o fruto de seu trabalho em prol de terceiros, razão pela qual o legislador estabeleceu um teto para a quantia a ser paga, normalmente 1/3 dos vencimentos.

Agora, sejamos sinceros: qual a possibilidade de uma pessoa sustentar uma casa com 1/3 do valor que outrora recebia integralmente? Nenhuma, isto é óbvio! E qual foi a solução? O Mercado de Trabalho, é claro!

Até então a inserção da mulher no mercado de trabalho era muito mais tímida e restrita às áreas estereotipadas como escolas primárias, serviço social e algumas poucas áreas profissionais liberais, e normalmente abandonavam a carreira quando se casavam para dedicarem-se ao outrora nobre papel de esposa, poucas continuavam trabalhando, normalmente quando eram muito pobres e tinham que ajudar a manter a casa.

Quando o nicho que lhes ofertava trabalho ficou saturado, elas se viram obrigadas a buscar qualificação e competir com homens em outras áreas, e é ai que vem a parte mais espinhosa deste texto: ESTA FOI A PIOR COISA QUE PODERIA TER ACONTECIDO.





Calma, feminazis e manginas! Antes de me chamarem de misógino, maxxxista, faxxxista e taxxxista, tenham a decência de ler todo o texto e pensarem com o pouco de massa encefálica que vos resta. Lembrem-se de que se prosseguiram até aqui foi porque leram a nota que escrevi no início do texto.


Vamos explicar porque o ingresso artificial da mulher no mercado de trabalho foi uma coisa péssima, sem passionalidade, apenas com racionalidade.

1. Aumento absurdo e abrupto na oferta de mão de obra


Lembro-me que teci uma crítica bem forte à Reforma Trabalhista do Vampirão Temer, especialmente por conta da nova lei de imigração.Havia dito que flexibilizar as relações de trabalho com uma iminente oferta de mão de obra oriunda de países miseráveis – pessoas que aceitariam quaisquer cláusulas absurdas em um contrato de trabalho pois estavam fugindo de uma situação de miséria – era uma receita certa para a desgraça.


Em uma escala parecida isso aconteceu quando os divórcios se multiplicaram e só não resultou em uma explosão de desemprego porque o Brasil estava com a economia em ascensão pela abertura do mercado e a estabilização da hiperinflação. Ainda assim o número de postulantes ao mercado é infinitamente superior ao número de vagas, o que implica num poder de barganha descomunal do empregador e na redução média de salários, agravadas por um ônus que originalmente não era das mulheres: o de prover a família.


Em países ricos isso não foi um problema porque a economia acompanhou esse crescimento. Muitas pessoas enxergaram uma oportunidade de abrir seus negócios e, ao invés da economia implodir, ela cresceu de maneira formidável.

2. Dupla jornada


Toda mulher reclama disso, sejam as conservadoras ou até mesmo as feminazis. O que foi conquistado não é uma mera “ocupação do espaço masculino” e sim um acúmulo desse ônus com as atribuições de uma mãe de família. O homem executivo continua sendo o que era antes, já a mulher executiva não deixou de ser a mãe das crianças para se dedicar exclusivamente à carreira, chega em casa e precisa dar atenção aos filhos no pouco tempo que tem, atenção esta que é exigida pelos filhos e quase que exclusivamente à mãe, justamente por sua condição de mãe.


No que isso tudo implica? Desde uma maior oneração da Previdência Social - uma vez que as mulheres tendem a se afastarem muito mais do que os homens, especialmente por gravidez e doenças com os filhos nos primeiros anos de vida – até na procrastinação e, em alguns casos mais extremos, desistência de ter filhos, sendo estes preteridos pela carreira.


O resultado disso vemos em duas partes do globo: no Brasil a Previdência incha e – aliados aos inúmeros calotes de grandes empresas e roubos do governo – quebra, dando a desculpa perfeita para uma reforma que manterá o mesmo esquema de pirâmide e forçará as pessoas a trabalharem mais ainda. Já na Europa, a população nativa diminui vertiginosamente, cumprindo assim a agenda do Clube de Roma para reduzir a população do planeta.

3 . Amplificação da Hipergamia


Embora o fato da mulher assumir uma posição carreirista não ser o principal insumo da hipergamia – esse posto ainda pertence às Redes Sociais – o fato da mulher estar em um ambiente de competição com homens inibe a essência colaborativa da mulher em suas funções tradicionais e é muito comum que essa competição seja levada também ao lar, passando ela a enfrentar o marido por não ter mais a mesma admiração de outrora por ele, tudo isso graças a inflação dos padrões de “alfa” e “beta” dela, que passa a ter nota de corte superior, já que ela tem contato com homens de maior projeção social e elas mesmas podem obter esse poder (quem conhece a natureza da mulher sabe que isso é uma conta que não fecha).

4. Terceirização do pátrio poder


Eis que finalmente chegamos no ponto mais diabólico das consequências desse novo arranjo familiar: a terceirização do papel de pai e mãe.


Aqui foi dado o tiro de misericórdia na família cristã, uma vez que com os pais preocupados demais em trabalhar para ganhar dinheiro tendem a transferir o mister de educar os filhos para as escolas e outros agentes sociais. E o Estado se molda de maneira a permitir esse avanço inexoravelmente, haja vista que as escolas de tempo integral são metas do Plano Nacional de Educação além de todos os acadêmicos da pedagogia corroborarem com pensamento daquele velho asqueroso chamado Paulo Fezes, que outorga ao professor um papel muito maior daquilo que lhe é cabido.


Por mais que os docentes sejam doutrinados a doutrinar, é recorrente a reclamação de alguns que, em poucos minutos de lucidez, bradam pela omissão das famílias e do acúmulo de obrigações, apenas um dos muitos problemas da educação brasileira. O cerne é: quando os pais deixam de ser referência, alguém será: um professor, um YouTuber, um funkeiro ou qualquer um que lhe capture a atenção.


E tudo começou com a simples e inocente inserção do tema divórcio numa trama paralela de um personagem pequeno na novela da Rede Goebbels, que logo tornou a ser abordado em outra novela com um personagem maior, depois foi tema de programas jornalísticos e, em meio ao preconceito superestimado, o politicamente correto se encarregou de incutir na mente das pessoas que aquilo era “fruto da modernidade”, taxando de “troglodita” todos aqueles que a ele se opusessem.





Assim também foi com a promiscuidade, a gravidez na adolescência e hoje se repete com essa repulsiva propaganda homossexual divulgada na mídia, tudo acontecendo de forma lenta e gradual, rumo a um caminho sem volta, tal qual Gramsci apregoava em seus cadernos do cárcere.


E por que é impossível reverter tudo isso? Aqui temos um casamento indissociável entre o politicamente correto e o liberalismo: mesmo que uma mulher deseje abandonar a carreira para se tornar uma dona de casa ela somente conseguiria se fosse rica o bastante para continuar terceirizando o pátrio poder (por meio de babás, brinquedos caros etc), uma vez que é impossível manter o caro padrão de vida atual quando abdica de suas atividades remuneradas e, ainda que renuncie também a este alto padrão, seria trucidada pelas opiniões estigmatizadas e depreciativas em relação às donas de casa.


Algumas correntes apontam isso como uma espécie de “Feminismo de 5ª Onda”, onde o empoderamento é o de capturar a vida de dona de casa com o luxo de uma princesa e a proteção que o Estado lhe deu por meio de leis e de narrativas pró-mulher.


Sem contar a supersexualização da sociedade, o que dispensa a necessidade de compromisso para que pessoas tenham relações sexuais de maneira promíscua. O trágico resultado disso é que os relacionamentos se tornaram extremamente voláteis e materialistas, as decisões sobre casamento hoje estão bem inconsequentes e a essência dessa instituição está cada vez mais falida.


Tudo isso é apenas a metástase do câncer que se alastra nas relações interpessoais há décadas! Acho praticamente impossível reverter a situação deste ponto em que chegou, o feminismo venceu a guerra dos sexos.



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