Por Daryush
Valizadeh
Pesquisas científicas convincentes revelaram que os insectos e os mamíferos do
sexo feminino são capazes de absorver ADN estranho através das células dos seus
corpos. Nos seres humanos já foi demonstrado de forma convincente que este
fenómeno ocorre durante a gravidez quando material genético do bebé em
crescimento funde-se com áreas do cérebro da mulher, afectando as suas chances de
desenvolver a doença de Alzheimer.
As evidências
sugerem agora que os animais do sexo feminino podem incorporar dentro de si ADN
do esperma dos parceiros sexuais anteriores. Este ADN estranho acaba
depois por fazer parte dos filhos futuros após a mulher ser bem sucedida em
engravidar de um homem totalmente diferente. No nosso mundo isto significa que
os filhos que o homem vier a ter com uma mulher promiscua podem ter genes de
parceiros sexuais anteriores que ele nunca viu ou chegou a conhecer.
Existem também estudos sociológicos que revelam que quando a mulher teve mais
do que dois parceiros sexuais, os casamentos são mais susceptíveis de acabar (1, 2, 3, 4), mas agora apoio adicional para o
dantes suspeito campo da telegonia está a revelar que existem também motivos
genéticos para não iniciar um casamento com uma mulher promiscua: as crianças
que vieres a ter com ela podem ter o "pool" genético poluído pelos
seus encontros aleatórios anteriores e pelos encontros casuais.
A telegonia é uma ideia avançada inicialmente por Aristóteles e ela alega que
os filhos podem herdar genes dos parceiros sexuais anteriores. Esta ideia não
tinha suporte científico até que as evidências se amontoaram em favor do
microquimerismo - o fenómeno do ADN estranho a incorporar-se no genoma dum
indivíduo. Reparou-se que isto acontece no caso das transfusões de sangue. Se por acaso tu recebes
sangue enquanto te encontras num estado traumático, o ADN do doador pode-se
incorporar no teu genoma. Surpreendentemente, poucas pesquisas foram feitas
entretanto, mas todas as evidências indicam que este é um fenómeno genético
comum por todo o reino animal.
Um estudo importante em torno das moscas
mostrou como as fêmeas incorporavam o ADN dos parceiros sexuais anteriores, e
como, mais tarde, os traços desse ADN masculino se manifestava na prole que
elas vinham a ter com machos totalmente distintos.
Cientistas da
Universidade de New South Wales [Austrália] descobriram que, pelo menos nas
moscas da fruta, o tamanho da descendência era determinado pelo tamanho do
primeiro macho com quem a fêmea acasalou, e não com o segundo macho com quem
ela gerou descendência. (...)
"As nossas pesquisas levam as coisas para um nível superior - mostrando
que o macho também pode transmitir algumas das suas características adquiridas
à prole gerada por outros machos" disse ela. "Mas ainda não sabemos
se isto se aplica a outras espécies. (...)
O Dr Stuart Wigby, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford,
acrescentou: "O princípio da telegonia é, teoricamente, possível para
qualquer animal internamente fertilizado, mas historicamente não tem havido
muitas evidências em favor disso.
Os pesquisadores sugeriram que o efeito deve-se às moléculas que se encontram
dentro do fluído seminal do primeiro macho e destes serem absorvidos pelos ovos
femininos que ainda não estão amadurecidos, e influenciando posteriormente o
crescimento da descendência dos machos subsequentes.
Já foi observado que o corpo humano feminino age como uma esponja em relação ao ADN
estranha que é depositado dentro dele:
É possível que o Mc
[microquimerismo] no cérebro seja capaz de distinguir os vários fenótipos
amadurecidos, ou atravesse por uma fusão com as células pré-existentes, e
adquira um novo fenótipo, tal como sugerido por estudos feitos em murinos ou em
humanos onde células derivadas da medúla óssea circulavam até ao cérebro e
geravam células neuronais por diferenciação, ou por fusão com neurónios
pré-existentes. (....)
Embora a relação entre o Mc do cérebro e a saúde versus a
doença necessite de mais estudos, os nossos achados sugerem que o Mc com origem
fetal pode impactar a saúde maternal e, potencialmente, pode ter um significado
evolutivo [sic].
O estudo citado em cima tem duas implicações sísmicas: o primeiro é que a
mulher pode absorver ADN suficiente durante a sua vida que venha a causar a que
ela mude o seu fenótipo (isto é, a sua aparência e o seu estado de saúde
geral). Pode haver alguma verdade na frase "cara de vadia", onde uma
mulher altamente promíscua sofre alterações na sua aparência física devido aos
variados tipos de esperma de homens distintos que foram depositados dentro
dela.
A segunda implicação emana do facto de que é cientificamente conclusivo que as
mães solteiras têm ADN dos seus filhos bastardos a viver permanentemente dentro
dos seus corpos. Qualquer homem que se reproduza com uma mãe solteira, irá ter
filhos que têm dentro de si ADN dos seus filhos bastardos, o que, obviamente,
inclui ADN dos seus pais ausentes.
Isto implica que os homens podem ser geneticamente traídos [inglês: "cuckholded"]
sem terem sido traídos da maneira normal, e que ter filhos com uma mãe solteira
é, e termos prácticos, dar ao pai do seu primeiro filho um prémio adicional no
jogo da evolução.
O microquimerismo foi também observado nos cães, onde os mais velhos passam os seus genes aos irmãos
mais novos, sugerindo que os primeiros filhos têm o grau mais elevado de pureza
genética - uma suspeição muito provavelmente notada pela nobreza do passado.
Não só isso, mas as cadelas incorporam o material genético associado ao
cromossoma Y proveniente da sua descendência masculina. Essencialmente, a cadela
fica mais masculina ao ter descendência masculina.
Os pesquisadores
encontraram células com cromossomas Y na mãe depois destes nascimentos, o que
significa que a mãe tinha células masculinas no seu corpo. Os pesquisadores
encontraram células masculinas geneticamente semelhantes na descendência
feminina da mesma mãe nas ninhadas posteriores. Estas cadelinhas eram
recém-nascidas e nunca tinham estado grávidas, o que sugere fortemente que elas
haviam adquirido as células que haviam ficado para trás, deixadas pelos seus
irmãos mais velhos enquanto estes se encontravam no útero.
Se as mulheres absorvem genes associados ao cromossoma Y através do sexo
casual, então isso pode explicar o porquê das mulheres com um passado
sexualmente promíscuo exibirem mais traços masculinos, algo que qualquer
playboy internacional pode confirmar. A mulher promiscua torna-se mais
masculina devido ao facto de vários genes masculinos estarem a ser inseridos no
seu genoma, e estarem a afectar o seu fenótipo.
Algumas ideias mais antigas relativas à telegonia, datando de há mais de um
século, não parecem agora estar longe da verdade:
No seu livro “Individual
Evolution, Heredity and Neo-Darwinists” (1899), o biólogo e filósofo
Francês Felix Le Dantec menciona vários factos que demonstram
a telegonia, mas as evidências eram bastante pseudo-científicas até mesmo para
essa altura.
O autor menciona dois exemplos com animais e um com seres humanos. Le Dantec
escreveu que um agricultor lhe havia dito que, a dada latura, uma das suas
porcas copulou com um javali, e, na sua cor, a descendência parecia-se
totalmente com o pai. Mas quando a mesma porca copulou com outro javali, alguns
porquinhos da segunda ninhada continuavam a ter semelhanças cromáticas com o
javali com quem a porca havia copulado em primeiro lugar.
Ele escreveu também da forma como Lord Morton cruzou uma égua com uma zebra e
obteve o híbrido dum cavalo com uma zebra. Quando ele voltou a cruzar a mesma
égua com um cavalo, esta segunda copulação gerau um potro que tinha mesmo assim
linhas semelhantes às de uma zebra.
O microquimerismo encontra-se na vanguarda das pesquisas genéticas que têm,
ultimamente, incluído a epigenética que é o ligar e o
desligar de certos genes devido a estímulos ambientais. A epigenética tem
levantado questões contra a teoria da evolução porque ela demonstra
que a adaptação pode ocorrer dentro dos indivíduos sem a acção da selecção
natural. Pesquisas recentes estão a revelar o pouco que sabemos em relação à
forma como o genoma humano funciona, sugerindo uma imagem mais complexa do que
aquela que havíamos imaginado.
As pesquisas
sociológicas foram as primeiras a revelar que casar com uma mulher com um
passado sexual robusto aumentava as probabilidades do casamento falhar.
Agora, as pesquisas
genéticas disponibilizam mais evidências de que tais mulheres irão dar à luz
filhos que - segundo princípios que ainda não entendemos - não são totalmente
do pai. Devido ao facto deste campo de pesquisa ser politicamente incorrecto
(ao pintar consequências fortemente negativas para as mulheres que levam uma
vida promiscua "forte e independente") é pouco provável que as
universidades esquerdistas aprovem mais pesquisas neste área.
Durante milhares de anos, a pureza feminina foi estimada acima de qualquer
coisa no momento em que se pensava em formar uma família. Hoje, a comunidade científica
está a confirmar a validade dessa práctica. Até que a ciência fique
estabelecida neste ponto, os homens que insistam em casar com uma mulher
promiscua devem pelo menos exigir uma entrevista com os seus parceiros sexuais
anteriores para que fiquem mais familiarizados com os homens cujos genes podem
vir a ser transmitidos para os seus futuros filhos.