Mostrando postagens com marcador Stalin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Stalin. Mostrar todas as postagens

10 outubro 2021

Os motivos de Stalin para o pacto Ribbentrop-Molotov (28/10/2020)

 Por Fábio Blanco


O diplomata soviético Vyacheslav Molotov se encontra com Hitler. WIKIMEDIA COMMONS / QUAPAN

O diplomata soviético Vyacheslav Molotov se encontra com Hitler.

 WIKIMEDIA COMMONS / QUAPAN



O pacto Ribbentrop-Molotov deixou os comunistas perplexos. Após mais de uma década de luta anti-fascista, de repente, seu líder máximo, Stalin, firmara um acordo com Hitler, no sentido de ambos países absterem-se de atacarem-se mutuamente.

O acordo, chamado de não-agressão, na verdade, representava um acerto de agressão conjunta à Europa. Além de dividirem a Polônia (país que fica entre as duas potências) ao meio, a Alemanha ficava livre para atacar a parte ocidental e a Rússia os países da parte oriental. Significou, portanto, uma combinação entre duas ditaduras que, inclusive, passaram, a partir dali, a bajular-se mutuamente.

Diante da notícia do pacto, comunistas do mundo inteiro, em um primeiro momento, ficaram perdidos. Eles não sabiam como conciliar tudo aquilo que pregavam com essa nova demonstração de amizade entre dois ferrenhos inimigos. No entanto, logo as explicações começaram a surgir. Delas, nasceram algumas teorias que tentavam explicar quais foram os motivos para uma aliança tão inusitada.

A primeira delas é a mais romântica. Por ela, Stalin, refletindo os ideais comunistas, teria agido em favor da paz. Como os comunistas sempre tiveram um discurso contra as guerras, inclusive tendo abandonado a primeira Guerra Mundial, seu líder, ao firmar um pacto de não-agressão com a Alemanha, estaria apenas colocando em prática aquilo que sua ideologia pregava. No entanto, isso seria crível, não fosse o pacto secreto de divisão da Europa que fora feito junto ao acordo principal, além dos expurgos e toda a violência praticada por Stalin, inclusive contra os próprios membros de seu partido e de seu exército. Um homem com a índole de Stalin jamais trabalharia pela paz, a não ser que a paz lhe trouxesse algum benefício.

Uma segunda versão é mais realista. Por ela, o objetivo de Stalin era manter Hitler ocupado em uma guerra com as democracias ocidentais. Ele sabia que, ao invadir a Polônia, Inglaterra e França viriam em defesa do país do presidente Ignacy Mościcki e isso deflagraria uma guerra entre eles. No entanto, não é certo que Stálin tivesse tanta convicção disso, afinal, Inglaterra e França já haviam falhado na defesa da Áustria e da Espanha e, praticamente, entregaram a Tchecoslováquia para a Alemanha. O próprio Hitler estava convicto de que britânicos, conduzidos por Chamberlain, e franceses, liderados por Daladier – ambos que já haviam dado sinais claros de fraqueza – vacilariam mais uma vez. Stalin não poderia apostar tão alto em algo tão incerto.

De qualquer forma, se aceitarmos que Stalin queria colocar as potências ocidentais em conflito, devemos nos perguntar por qual motivo ele faria isso. Uns dizem que seria para atacá-las depois, outros falam que seu objetivo era esperar que a guerra criasse uma convulsão social nesses países, o que possibilitaria a promoção neles de processos revolucionários em favor do comunismo. Ambas possibilidades são aceitáveis, afinal, o primeiro caso cabia bem à personalidade de Stalin, o segundo aos objetivos declarados do movimento comunista.

Pode ser que a versão mais corrente, que é aquela que atribui o pacto ao gênio político de Stálin, afirmando que ele sabia que a URSS não estava pronta para uma guerra que era inevitável e, portanto, teria firmado o acordo, a fim de adiá-la por algum tempo tenha algum sentido. O único porém é que, quando da Operação Barbarossa, pela qual a Alemanha invadiu o território russo, tudo leva a crer que Stalin fora pego de surpresa. Portanto, as duas versões não se conciliam. Se ele fez o pacto para ganhar tempo, não poderia ser pego de surpresa. Se ele fora pego de surpresa, então o pacto representaria uma verdadeira confiança nas intenções de Hitler, o que denotaria uma grande inocência de sua parte, o que é, apesar de tudo, bastante difícil de acreditar.

Ainda assim, é possível especular sobre os motivos de Stalin não parecer preparado. A confiança na amizade de Hitler não faz sentido. O que pode ter, na verdade, acontecido, é que Stalin apenas tenha calculado mal o tempo. Historiadores afirmam que a URSS, na verdade, estava se preparando para empreender um ataque à Alemanha, porém, esperava fazer isso apenas em 1942. Stálin não acreditava, na verdade, que Hitler o atacaria antes de derrotar a Grã-Bretanha e, por isso, não teria se preparado corretamente para a invasão alemã ocorrida em 1941.

Isso leva-nos a uma outra versão, que aquela trazida por Suvorov, em seu livro, “O grande culpado”. Nela, o autor afirma que realmente Stalin fez o pacto para adiar o confronto com os nazistas, porém, seu intuito seria surpreender Hitler em um ataque à Alemanha em território polonês. Isso só não teria acontecido porque Hitler, informado por seu serviço secreto, fora mais rápido e acabara atacando primeiro. No entanto, segundo Suvorov, há fartos documentos que mostram que a URSS já estava pronta para o seu próprio ataque. Isso deixaria claro que o acordo entre as potências seria uma forma, na verdade, de Stalin enganar Hitler, o que faria dele o grande responsável pela Segunda Guerra Mundial, o que os comunistas e simpatizantes, os grandes divulgadores da história, jamais aceitariam.

O fato é que, com exceção da primeira, todas essas versões possuem algum sentido. Se perguntarem para mim, o que eu acho, diria que não acredito na inocência de Stalin. Acredito, sim, que ele queria colocar os países do Ocidente em guerra, seja para depois atacá-los quando já em frangalhos, seja para promover neles suas revoluções. Também não descarto a possibilidade de Stálin ter feito o acordo para surpreender todos com um ataque surpresa soviético. A única versão que descarto totalmente é a que diz que Stalin trabalhava pela paz. Isso já é demais!



Duas semanas depois que a Alemanha invadiu a Polônia em 1º de setembro de 1939, a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste, com Adolf Hitler e o ditador soviético Josef Stalin dividindo a Polônia e os Estados Bálticos com base em um protocolo secreto no pacto Molotov-Ribbentrop assinado em 23 de agosto de 1939.



23 setembro 2015

Passeata de isopor para impressionar o Ocidente


Passeata de isopor para impressionar o Ocidente
Passeata de isopor para impressionar o Ocidente



No dia 3 de setembro, a China se autocomemorou com uma impressionante encenação militar em Pequim. A coreografia, ensaiada e executada milimetricamente, foi pensada de modo cuidadoso em função do consumo ocidental.

Mas após o ballet veio a crítica, e no balanço a potência comunista não se saiu tão bem.

A festa devia glorificar o fim da II Guerra Mundial, durante a qual o governo chinês – antes da instalação do comunismo – lutou ao lado dos EUA e desempenhou importante papel.

De fato, nesse conflito, o enfrentamento Japão-China teve uma parte de enorme proporção, sendo conhecido como Segunda Guerra Sino-japonesa.

Essa guerra (1937–1945) começou antes do ataque japonês a Pearl Harbor, e só a partir de 1941 passou a ser um capítulo relevante da II Guerra Mundial.

Na verdade, o Partido Comunista chinês agiu nesse episódio do modo mais antipatriótico, e o atual festejo foi pelo menos hipócrita.

O PC estava então reduzido a uma facção rebelde sustentada pela URSS e explorou a guerra sino-japonesa para minar as bases do governo nacional chinês e expandir ativamente o território sob a sua influência.

O militarismo chinês cresce sob o olhar aprazido de seu sinistro fundador.
O militarismo chinês cresce sob o olhar aprazido de seu sinistro fundador.
O exército nacional chinês engajou 1,7 milhões de soldados, enquanto as milícias comunistas mobilizaram 70.000 homens com a estratégia de não combater e de se preparar para o day after. Só uma batalha foi travada por unidades comunistas.

Em relatório endereçado ao ditador soviético Joseph Stalin, o líder comunista Chu en-lai informou que o exército nacional sofreu um milhão de baixas contra os japoneses, entre mortos e feridos, mas que só 3% do total foram comunistas.

O patriarca do comunismo chinês, Mao Tsé Tung, chegou a agradecer “a ajuda da invasão japonesa, que tornou possível a vitória comunista”.

No fim da guerra, o governo nacional estava debilitado pelo enorme esforço de oito anos de conflito bélico e os comunistas haviam poupado seus homens com vistas a apoderar-se do país.

Nessa perspectiva, o comunismo chinês agiu mais como um usufruidor do conflito do que como um partícipe dele.

Mas agora se exibe como o grande vencedor. E não só isso. Imitando a desfaçatez de Putin na Rússia, ele se atribuiu o lindo papel de principal vitorioso, concedendo aos EUA o papel de simples acólito.

Para garantir a “festa popular patriótica”, o regime ordenou patrulhar “cada rua, cada beco”, para evitar “azares de segurança” ou que elementos hostis ao regime pudessem se reunir e/ou manifestar.

Auge de despersonalização de homens governados como bonecos.
Auge de despersonalização de homens usados como bonecos.
A fórmula já foi aplicada em outros momentos de grande movimentação, como nas Olimpíadas de 2008.

O método é próprio das ditaduras que não sentem o terreno sólido debaixo dos pés.

“Parada de Comemoração do 70º Aniversário da Vitória da Resistência Popular Chinesa contra a Agressão Japonesa e a Guerra Mundial Antifascista”: tal foi o pomposo e enviesado nome do evento.

Pequim fez desfilar 12.000 soldados e 200 aviões de guerra, exibiu mísseis atômicos intercontinentais que garante serem capazes de atingir os EUA. Esses engenhos bélicos foram apresentados como visando à paz. A paz comunista, é claro, erigida sobre os cadáveres dos outros.

O treino dos soldados pareceu mais com o de atores e atrizes de um teatro ou de um ballet. Feito num ritmo e com uma duração esgotadora, como se nunca antes tivessem tido preparação militar à altura.

O desenvolvimento comercial chinês cresce junto com o desejo de conquistar o mundo pela força assim que possível.
O desenvolvimento comercial chinês cresce junto com
o desejo de conquistar o mundo pela força assim que possível.
O povo não podia assistir aos treinos nem permanecer nos locais por onde passariam as tropas; não podia ver os armamentos e nem sequer ir à capital quem nela não morava.

Uma maciça interdição foi aplicada nas estradas, nas estações de trem, nas ruas onde se concentra o comércio.

Ficou proibido até mesmo reservar um quarto de hotel e foram cancelados os eventos artísticos.

De que valem armamentos que o regime teme que sejam vistos de perto pelos populares?

Como o regime comunista precisava de um belo céu azul no dia da parada, algo de inusitado ocorreu na hiper-poluída Pequim: mandou fechar 10.000 fábricas!

Também o trânsito foi severamente restringido, não só em Pequim, mas também nos seis Estados que rodeiam a capital!

Ninguém podia tirar fotos dos treinos ou filmá-los, e, pior ainda, postar as imagens em serviços online. Grandes redes de Internet pararam de funcionar naquele dia.

Todo e qualquer e-mail ou post relativo ao desfile devia ser previamente analisado pela censura até dois dias depois da passeata.

O governo instruiu os provedores de Internet a estimular “que todos os sites promovessem positivamente comentários luminosos”. Sofreria sérias medidas quem não agisse assim.

Qual é o apoio popular a uma ditadura que se diz ‘vitoriosa’ e que no dia de sua festa máxima precisa recorrer a medidas como essas?

O exibicionismo teve ares de efeito especial ou de videojogo mas evidenciou o agressivo expansionismo socialista.
O exibicionismo teve ares de efeito especial ou de videojogo
mas evidenciou o agressivo expansionismo socialista.
Modelos foram contratadas para aparecerem nas fotos como soldados. Os “veteranos” da vitória comemorada foram pouquíssimos, não só pela idade, mas pelo fato de os comunistas pouco terem feito pelo ‘extraordinário triunfo patriótico’.

Os soldados chineses exibiram uma inigualada despersonalização. Vendo os batalhões desfilar com a perfeição de bonequinhos, dir-se-ia assistir a cenas de efeito especial, ou a lances de videogame.

Os equipamentos bélicos apareceram pintados como brinquedos para crianças, tipicamente chineses.

A encenação visou intimidar Ocidente. E a grande questão não é saber se esses foguetes e armamentos contrafacionados podem emular os originais americanos ou japoneses equivalentes.

O que se deve temer é que o Ocidente caia nesse tipo de enganação de um gigante militar com muito plástico e isopor, é verdade, mas com uma vontade ideológica imensa de destruir os adversários e apoderar-se do mundo.

FONTE: Pesadelo Chinês

18 setembro 2013

Esquema simplório - Olavo de Carvalho



Por Olavo de Carvalho
17/09/2013


Conheço bem a obra da Profa. Marilena Chauí, tendo mesmo sido, segundo creio, o único ser humano que, excetuada a autora, leu de cabo a rabo o volumoso “A Nervura do Real, tese de doutorado estufada quarenta anos depois à força de generosos subsídios estatais e privados.
No entanto, não vejo a menor possibilidade de escrever algo sobre o conjunto dessa obra. Só o que posso é tentar esclarecer, aqui e ali, algum trecho mais significativo, como fiz em “Lógica da mistificação ou o chicote da Tiazinha” (http://www.olavodecarvalho.org/textos/tiazinha.htm).
O motivo disso é bem claro. Há tempos já escrevi que o privilégio constitutivo da mentira é ser mais breve que a sua refutação. A experiência não cessa de confirmar isso, mas nem sempre com a clareza exemplar da Profa. Chauí: um só parágrafo que venha da sua boca ou do seu teclado contém tantas mentiras compactadas que para analisá-las e desmontá-las seria preciso muitas páginas. Sua técnica expressiva é a do fingimento elíptico, uma espécie de entimema perverso, em que as premissas do raciocínio permanecem ocultas, não por exigência de brevidade como no entimema comum, e sim porque, se reveladas, desmascarariam no ato a farsa hedionda que essa mulher encena sob as aparências de opinião intelectualmente respeitável.
Tomem, entre outros inumeráveis exemplos, este trecho da sua recente entrevista à revista “Cult”:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-diferenca-entre-violencia-revolucionaria-e-fascismo. Não é preciso transcrevê-lo; o leitor terá a gentileza de abrir o link.
Descontados os vaivéns da expressão oral, o que aí se diz é que a “violência revolucionária” é racional e justa, porque visa a derrubar uma classe e colocar outra em seu lugar, ao passo que a “violência fascista” é irracional e injusta porque nasce do puro ódio ao “outro” pelo fato de ser “o outro”, o diferente, o estranho.
O “revolucionário” e o “fascista” aí definidos são meros “tipos ideais”, fictícios, que ela tenta vender como personagens históricos. No mundo real, nunca existiram.
O mais breve exame da propaganda nazista, por exemplo, mostrará que o partido de Hitler não odiava os judeus por serem “o outro”, “o diferente”, mas porque via neles a encarnação do capital espoliador, do dinheirista sem pátria nem honra, do sanguessuga explorador de  órfãos e viúvas. Dona Marilena faz de conta que não sabe, mas essa visão dos judeus coincide ipsis litteris com aquela que Marx apresenta deles em “A Questão Judaica”.
Tornando as coisas ainda mais claras, hoje sabe-se que o grosso do financiamento do Partido Nazista, que o folclore comunista desenha como o partido do “grande capital”, vinha das contribuições da classe trabalhadora, que enxergava em Hitler o Messias ungido enviado para libertá-la da opressão e da pobreza. A elevação do padrão de vida popular nos primeiros anos do regime nazista pareceu confirmar a missão profética do salvador e a identidade do inimigo odiado, garantindo logo em seguida o apoio ao menos passivo da massa ao extermínio dos judeus.
Nesse contexto, a luta de raças aparecia como expressão da luta de classes – uma idéia que não ocorrera somente a Hitler, mas também a Stálin, que a espalhou como palavra-de-ordem a todos os partidos comunistas do Terceiro Mundo desde o início dos anos 30.
A diferença específica da atitude nazista é que, exumando velhas idéias de um filósofo menor – Houston Stewart Chamberlain --, teve a astuciosa idéia de aplicar aos judeus os estereótipos de uma biologia racista que Darwin e seu devoto admirador Karl Marx reservavam mais especialmente aos africanos e outros “povos inferiores” condenados, segundo eles, a ser esmagados, seja pela evolução biológica, seja pelo rolo compressor da “revolução proletária”.
Na Alemanha dos anos 30, os judeus não eram de maneira alguma “o outro”, o diferente, o estranho. Estavam tão profundamente integrados na cultura nacional e haviam apoiado com tamanho entusiasmo a onda de patriotismo guerreiro em 1914, que identidade judaica e identidade alemã já se fundiam numa mescla indissolúvel, documentada, por exemplo, nas memórias do grande romancista Jacob Wassermann, “Meu Caminho como Judeu e como Alemão”.
Uma campanha contra os judeus baseada na pura impressão de alteridade soaria tão deslocada quanto uma campanha desse teor contra os negros na Bahia. A única maneira de torná-los odiosos era identificá-los aos exploradores capitalistas e, por tabela, ao inimigo estrangeiro que estava esfolando a classe trabalhadora alemã com as exigências escorchantes do Tratado de Versalhes. Mas os judeus eram figuras tão familiares que para fazer com que parecessem estrangeiros foi preciso cavar artificialmente entre eles e o resto dos alemães um fosso biológico por meio de teorias racistas que, no fundo, nem o próprio Hitler levava muito a sério, antes servindo-se delas com o cinismo dos psicopatas. Por ironia, a direita francesa, na mesma época, via os judeus essencialmente como agentes da Alemanha: as primeiras e mais dramáticas advertências contra a ascensão do poder militar nazista vieram de intelectuais franceses que eram, ao mesmo tempo, notórios anti-semitas. A história não é o esquema simplório concebido pela Profa. Marilena para seduzir os meninos semiletrados da “Cult”.
Tenho aliás a certeza de que, se amanhã ou depois, cansado de desmantelar truques da autoria da Profa. Chauí, eu resumir tudo com a palavra  “charlatanismo”, mensagens em penca circularão pela internet afirmando que só sei xingar, jamais argumentar.

Publicado no Diário do Comércio.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...