Canção popular do século xiv mostra o
sentimento popular em relação a todos os tipos de sacerdotes católicos
I see
the pope his sacred trust betray
For while the rich his grace can gain alway,
His favours from the poor are ye
withholden.
He
strives to gather wealth as best he may,
Foreing
Christ’s people blindy to obey,
So that he may repose in garments golden…
No
better is each honoured cardinal.
From
early morning’s dawn to evening’s fall
Their
time is passed in eagerly coutriving
To drive some bargain foul with each and
all…
Our
bishops, too, are plunged in similar sin,
For
pictisessly they flay the very skin
From all their priests who chance to
have fat livings.
For
gold their seal official you can win.
To
any writ, no matter what’s therein.
Sure God alone can make them stop their
thievings…
Then
as for all the priests and minor clerks,
There
are, God knows, too many of them whose works
And daily
life belie their teaching…
For,
learned or ignorant, they’re ever bent
To
make a traffic of each sacrament
The mass’s holy sacrifice included…
Tis
true lhe monks and friars make ample show
Of
rules austere which they all undergo,
But this vainest is of all pretences.
In
sooth, they full twice as wel we know,
As e’er
they did at hoje, desquite their vow
And all their mock parade of abstinences…
(Leo Huberman, História da Riqueza do Homem, pp. 72-73, LTC: Rio
de Janeiro, 1986, 21ª edição. Tradução de Waltensir Dutra – citando J. H.
Robinson)
Vejo o papa seu sagrado compromisso trair
/ pois enquanto os ricos sua graça ganham sempre / seus favores aos pobres são negados.
/ Procura reunir a maior riqueza possível / obrigando os cristãos a obedecer cegamente,
/ para que ele possa deitar-se entre roupas de ouro... / Nem são melhores os
honrados cardeais, / que desde a manhã cedo até a noite fechada / passam o
tempo empenhados em imaginar / um modo de enganar a toda gente... / Nossos bispos
também estão mergulhados em pecado semelhante, pois impiedosamente arrancam a
própria pele / de todos os padres que por acaso vivam bem. / Por ouro podemos
conseguir seu selo ficial / a qualquer ordem, não importa o que diga. / Sem dúvida
somente Deus pode pôr fim a suas roubalheiras... / Também entre todos os padres
e clérigos menores / há, sabe Deus, grande número cujas obras e vida diária /
contrariam os ensinamentos que pregam quotidianamente... / Pois, cultos ou
ignorantes, estão sempre dispostos / a fazer comércio de todo sacramento, /
inclusive da própria missa sagrada... / É certo que monges e frades exibem com
estardalhaço / as regras austeras a que estão sujeitos. / Esse, porém, é o mais
vão de todos os fingimentos. / Na verdade, vivem duas vezes melhor do que
sabemos, / como fazem sempre em casa, apesar do voto / e de toda a sua falsa
exibição de abstinência...

