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27 outubro 2024

Adolf Hitler: um Guia Fascinante da Vida do Führer da Alemanha Nazista

 


Sinopse

Adolf Hitler: um Guia Fascinante da Vida do Führer da Alemanha Nazista Adolf Hitler foi um dos personagens mais marcantes do século XX e é, até hoje, um dos nomes que despertam os sentimentos mais fortes nas pessoas — repulsa, ressentimento e até fanatismo. Principal responsável pela Segunda Guerra Mundial e pelos horrores do Holocausto, o führer foi, afinal, uma consequência natural da história alemã ou uma aberração, como questionou o historiador Ian Kershaw? De que forma e quando ele foi capaz de ludibriar uma nação inteira? Neste livro, o leitor vai conhecer as origens do líder nazista, sua trajetória de ascensão e seu colapso.

03 dezembro 2023

O riso do riso - Roberto Damatta



28 Janeiro 2015 | 02h 06


O mito de origem do riso conta o seguinte: No começo do mundo, os homens não sabiam rir. Mas o Diabo enviou o riso para o mundo e apareceu aos homens com a máscara da alegria. Eles o acolheram com agrado, rindo e gargalhando, é claro. Não passou muito tempo e o riso tirou a sua máscara alegre e começou a refletir sobre o mundo e os homens. Surgiu então a crueldade da sátira, intolerável para os poderosos.


*

Hitler e Goering, fundador da Gestapo, comandante da força aérea, viciado em morfina e ladrão de obras de arte, estão no topo de uma torre de rádio em Berlim onde avistam toda a cidade. Hitler diz que ele gostaria de fazer alguma coisa para colocar um riso nos tristes rostos dos berlinenses. Goering reflete por um instante e sugere: Por que você não pula?


Nota diabólica: essa anedota foi ouvida e quem a contou foi investigado, perseguido e detido por membros da SS. Acabou num campo de concentração. Todos riram, mas quem foi identificado como originador ou criador da piada morreu.

*
Seria interessante, conforme lembra meu aluno e amigo Alberto Junqueira, inventar uma piada capaz de matar de rir, como fez o grupo Monty Python, num esquete em 1969. No decorrer da chamada 2.ª Guerra (1939-1945), um humorista inglês inventou "a piada mais engraçada do mundo". Era uma anedota tão boa que, depois de ler sua criação, ela o matou de rir. A esposa, vendo-o imóvel com um papel na mão, leu a piada e sucumbiu. Abriu-se uma investigação e a Scotland Yard confirmou a letalidade do chiste. Mesmo tentando neutralizar a letalidade da anedota, todos os policiais que a leram, morreram de rir. Em guerra, o caso foi levado ao Departamento de Inteligência Militar (que Groucho Marx dizia ser uma contradição em termos) e matou muitos oficiais. Logo, a piada foi usada no campo de batalha. Os combatentes liam em voz alta a piada traduzida cientificamente para o alemão e eles riam até morrer. Nem Hitler e seus nazistas tentaram criar uma contrapiada igualmente mortal, mas produziram anedotas pífias. Quando, num interrogatório, um oficial inglês contou a piada, tanto o agente da Gestapo quanto o seu superior da SS morreram de rir. O serviço secreto alemão, cuja inteligência era - conforme afirmava um dos meus professores - inigualável, já que só quem era muito, mas muito inteligente falava essa língua de gênios musicais e filósofos, fez a sua piada. Transmitida, ela não fez ninguém rir. Com a explosão da paz, a piada letal foi finalmente enterrada num túmulo oficial como a "piada desconhecida". Era demasiadamente perigosa e, mesmo no futuro, poderia continuar matando as pessoas de rir.


Talvez seja o momento de revivê-la para que ela possa ser lida pelos que não acreditam que falam uma língua singular e têm hábitos e crenças surpreendentemente naturais para si, mas absurdas para outros. Sem a existência de língua, cultura e valores, ninguém morre de rir. Ou melhor, não há riso.

*

Corremos o risco de morrer de rir. Aliás, todas as vezes que rimos, morremos mais um pouco. Agora, rir de um delegado de polícia, de um general, de um governador, de um prefeitinho de merda, de um professor ou de qualquer pessoa importante, é um risco.

Quantas vezes, você leitor ou leitora, riu do seu pai? Aposto que você ri com mais facilidade da senhora sua mãe e da gostosa da sua irmã do que do seu pai e do seu irmão idiota, cujo sonho é ser campeão mundial de surfe. Da empregada, rimos a todo momento. Algumas são pagas para fazer parte das comédias do nosso cotidiano nacional pós-escravocrata e definitivamente anti-igualitário. Quando o Lula inventou um ministério quase do tamanho de uma pequena cidade, ele criou sem saber uma bela piada. Mas em vez de nos matar de rir, ela nos mata de vergonha.

*

Uma faceta importante da hipocrisia é não rir do pai, do padre, do rabino, do professor e dos medalhões em geral, mesmo quando eles dizem a coisa mais gozada do mundo ou produzem algo incompatível com seus papéis.


- Obrigado, meu filho, por você não ter rido de mim quando soltei aquele pum sem querer...

- Esquece pai. Ainda bem que só eu sei e eu lhe prometo guardar o segredo - papai peidou - para o resto da minha vida. Forever, repetiu sério em inglês - aquela língua que naquele tempo ainda dava alguma seriedade ao mundo.


- Brigado filho.


Não havia passado cinco minutos e o filho respeitoso já havia falado do episódio para todo mundo, acrescentando ao pum paternal detalhes e minúcias de gargalhar.

*

- Você topa jantar comigo hoje à noite? Perguntou Fabio pela quinta vez, torcendo as mãos suadas.


Marilena que estava lendo um jornal, focada na chamada crise hídrica, a mais nova do nosso amado Brasil, que caminha a passos de Pantagruel para Crise Perfeita, jogou-o no banco. Em seguida, olhou para a cara assustada de Fabio e disse sorrindo, com o pensamento na declaração do ministro de Minas e Energia:

- Suas chances são iguais às do racionamento de eletricidade: 17%!

- Maravilha! Respondeu um exultante Fabio que, como todos os ministros e governadores, sabia que o melhor era transformar os 17 em 100%.

FONTE: Estadão

10 outubro 2021

Os motivos de Stalin para o pacto Ribbentrop-Molotov (28/10/2020)

 Por Fábio Blanco


O diplomata soviético Vyacheslav Molotov se encontra com Hitler. WIKIMEDIA COMMONS / QUAPAN

O diplomata soviético Vyacheslav Molotov se encontra com Hitler.

 WIKIMEDIA COMMONS / QUAPAN



O pacto Ribbentrop-Molotov deixou os comunistas perplexos. Após mais de uma década de luta anti-fascista, de repente, seu líder máximo, Stalin, firmara um acordo com Hitler, no sentido de ambos países absterem-se de atacarem-se mutuamente.

O acordo, chamado de não-agressão, na verdade, representava um acerto de agressão conjunta à Europa. Além de dividirem a Polônia (país que fica entre as duas potências) ao meio, a Alemanha ficava livre para atacar a parte ocidental e a Rússia os países da parte oriental. Significou, portanto, uma combinação entre duas ditaduras que, inclusive, passaram, a partir dali, a bajular-se mutuamente.

Diante da notícia do pacto, comunistas do mundo inteiro, em um primeiro momento, ficaram perdidos. Eles não sabiam como conciliar tudo aquilo que pregavam com essa nova demonstração de amizade entre dois ferrenhos inimigos. No entanto, logo as explicações começaram a surgir. Delas, nasceram algumas teorias que tentavam explicar quais foram os motivos para uma aliança tão inusitada.

A primeira delas é a mais romântica. Por ela, Stalin, refletindo os ideais comunistas, teria agido em favor da paz. Como os comunistas sempre tiveram um discurso contra as guerras, inclusive tendo abandonado a primeira Guerra Mundial, seu líder, ao firmar um pacto de não-agressão com a Alemanha, estaria apenas colocando em prática aquilo que sua ideologia pregava. No entanto, isso seria crível, não fosse o pacto secreto de divisão da Europa que fora feito junto ao acordo principal, além dos expurgos e toda a violência praticada por Stalin, inclusive contra os próprios membros de seu partido e de seu exército. Um homem com a índole de Stalin jamais trabalharia pela paz, a não ser que a paz lhe trouxesse algum benefício.

Uma segunda versão é mais realista. Por ela, o objetivo de Stalin era manter Hitler ocupado em uma guerra com as democracias ocidentais. Ele sabia que, ao invadir a Polônia, Inglaterra e França viriam em defesa do país do presidente Ignacy Mościcki e isso deflagraria uma guerra entre eles. No entanto, não é certo que Stálin tivesse tanta convicção disso, afinal, Inglaterra e França já haviam falhado na defesa da Áustria e da Espanha e, praticamente, entregaram a Tchecoslováquia para a Alemanha. O próprio Hitler estava convicto de que britânicos, conduzidos por Chamberlain, e franceses, liderados por Daladier – ambos que já haviam dado sinais claros de fraqueza – vacilariam mais uma vez. Stalin não poderia apostar tão alto em algo tão incerto.

De qualquer forma, se aceitarmos que Stalin queria colocar as potências ocidentais em conflito, devemos nos perguntar por qual motivo ele faria isso. Uns dizem que seria para atacá-las depois, outros falam que seu objetivo era esperar que a guerra criasse uma convulsão social nesses países, o que possibilitaria a promoção neles de processos revolucionários em favor do comunismo. Ambas possibilidades são aceitáveis, afinal, o primeiro caso cabia bem à personalidade de Stalin, o segundo aos objetivos declarados do movimento comunista.

Pode ser que a versão mais corrente, que é aquela que atribui o pacto ao gênio político de Stálin, afirmando que ele sabia que a URSS não estava pronta para uma guerra que era inevitável e, portanto, teria firmado o acordo, a fim de adiá-la por algum tempo tenha algum sentido. O único porém é que, quando da Operação Barbarossa, pela qual a Alemanha invadiu o território russo, tudo leva a crer que Stalin fora pego de surpresa. Portanto, as duas versões não se conciliam. Se ele fez o pacto para ganhar tempo, não poderia ser pego de surpresa. Se ele fora pego de surpresa, então o pacto representaria uma verdadeira confiança nas intenções de Hitler, o que denotaria uma grande inocência de sua parte, o que é, apesar de tudo, bastante difícil de acreditar.

Ainda assim, é possível especular sobre os motivos de Stalin não parecer preparado. A confiança na amizade de Hitler não faz sentido. O que pode ter, na verdade, acontecido, é que Stalin apenas tenha calculado mal o tempo. Historiadores afirmam que a URSS, na verdade, estava se preparando para empreender um ataque à Alemanha, porém, esperava fazer isso apenas em 1942. Stálin não acreditava, na verdade, que Hitler o atacaria antes de derrotar a Grã-Bretanha e, por isso, não teria se preparado corretamente para a invasão alemã ocorrida em 1941.

Isso leva-nos a uma outra versão, que aquela trazida por Suvorov, em seu livro, “O grande culpado”. Nela, o autor afirma que realmente Stalin fez o pacto para adiar o confronto com os nazistas, porém, seu intuito seria surpreender Hitler em um ataque à Alemanha em território polonês. Isso só não teria acontecido porque Hitler, informado por seu serviço secreto, fora mais rápido e acabara atacando primeiro. No entanto, segundo Suvorov, há fartos documentos que mostram que a URSS já estava pronta para o seu próprio ataque. Isso deixaria claro que o acordo entre as potências seria uma forma, na verdade, de Stalin enganar Hitler, o que faria dele o grande responsável pela Segunda Guerra Mundial, o que os comunistas e simpatizantes, os grandes divulgadores da história, jamais aceitariam.

O fato é que, com exceção da primeira, todas essas versões possuem algum sentido. Se perguntarem para mim, o que eu acho, diria que não acredito na inocência de Stalin. Acredito, sim, que ele queria colocar os países do Ocidente em guerra, seja para depois atacá-los quando já em frangalhos, seja para promover neles suas revoluções. Também não descarto a possibilidade de Stálin ter feito o acordo para surpreender todos com um ataque surpresa soviético. A única versão que descarto totalmente é a que diz que Stalin trabalhava pela paz. Isso já é demais!



Duas semanas depois que a Alemanha invadiu a Polônia em 1º de setembro de 1939, a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste, com Adolf Hitler e o ditador soviético Josef Stalin dividindo a Polônia e os Estados Bálticos com base em um protocolo secreto no pacto Molotov-Ribbentrop assinado em 23 de agosto de 1939.



30 maio 2017

O Duelo: Churchill x Hitler – John Lukacs

PORTUGUÊS

AQUI


Descrição do livro

“Senhores, a ofensiva contra as potências ocidentais começou.” Estas foram as palavras de Adolf Hitler a seus subordinados no dia 10 de maio de 1940. Seu plano era, invadindo os Países Baixos, chegar à França e, então, à Inglaterra. No mesmo dia, Churchill assumia o cargo de primeiro-ministro da Grã-Bretanha. Este é um relato fiel dos 80 dias do duelo travado em 1940 entre Adolf Hitler – na iminência de uma vitória absoluta – e Winston Churchill – ameaçado de ver a Inglaterra invadida e a guerra perdida. Durante esses 80 dias, apenas Churchill se colocou no caminho de Hitler para impedir que ele ganhasse a guerra. Desse duelo dependeram a Segunda Guerra Mundial e o destino do mundo.

FONTE: Lê Livros

ENGLISH

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18 setembro 2013

Esquema simplório - Olavo de Carvalho



Por Olavo de Carvalho
17/09/2013


Conheço bem a obra da Profa. Marilena Chauí, tendo mesmo sido, segundo creio, o único ser humano que, excetuada a autora, leu de cabo a rabo o volumoso “A Nervura do Real, tese de doutorado estufada quarenta anos depois à força de generosos subsídios estatais e privados.
No entanto, não vejo a menor possibilidade de escrever algo sobre o conjunto dessa obra. Só o que posso é tentar esclarecer, aqui e ali, algum trecho mais significativo, como fiz em “Lógica da mistificação ou o chicote da Tiazinha” (http://www.olavodecarvalho.org/textos/tiazinha.htm).
O motivo disso é bem claro. Há tempos já escrevi que o privilégio constitutivo da mentira é ser mais breve que a sua refutação. A experiência não cessa de confirmar isso, mas nem sempre com a clareza exemplar da Profa. Chauí: um só parágrafo que venha da sua boca ou do seu teclado contém tantas mentiras compactadas que para analisá-las e desmontá-las seria preciso muitas páginas. Sua técnica expressiva é a do fingimento elíptico, uma espécie de entimema perverso, em que as premissas do raciocínio permanecem ocultas, não por exigência de brevidade como no entimema comum, e sim porque, se reveladas, desmascarariam no ato a farsa hedionda que essa mulher encena sob as aparências de opinião intelectualmente respeitável.
Tomem, entre outros inumeráveis exemplos, este trecho da sua recente entrevista à revista “Cult”:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-diferenca-entre-violencia-revolucionaria-e-fascismo. Não é preciso transcrevê-lo; o leitor terá a gentileza de abrir o link.
Descontados os vaivéns da expressão oral, o que aí se diz é que a “violência revolucionária” é racional e justa, porque visa a derrubar uma classe e colocar outra em seu lugar, ao passo que a “violência fascista” é irracional e injusta porque nasce do puro ódio ao “outro” pelo fato de ser “o outro”, o diferente, o estranho.
O “revolucionário” e o “fascista” aí definidos são meros “tipos ideais”, fictícios, que ela tenta vender como personagens históricos. No mundo real, nunca existiram.
O mais breve exame da propaganda nazista, por exemplo, mostrará que o partido de Hitler não odiava os judeus por serem “o outro”, “o diferente”, mas porque via neles a encarnação do capital espoliador, do dinheirista sem pátria nem honra, do sanguessuga explorador de  órfãos e viúvas. Dona Marilena faz de conta que não sabe, mas essa visão dos judeus coincide ipsis litteris com aquela que Marx apresenta deles em “A Questão Judaica”.
Tornando as coisas ainda mais claras, hoje sabe-se que o grosso do financiamento do Partido Nazista, que o folclore comunista desenha como o partido do “grande capital”, vinha das contribuições da classe trabalhadora, que enxergava em Hitler o Messias ungido enviado para libertá-la da opressão e da pobreza. A elevação do padrão de vida popular nos primeiros anos do regime nazista pareceu confirmar a missão profética do salvador e a identidade do inimigo odiado, garantindo logo em seguida o apoio ao menos passivo da massa ao extermínio dos judeus.
Nesse contexto, a luta de raças aparecia como expressão da luta de classes – uma idéia que não ocorrera somente a Hitler, mas também a Stálin, que a espalhou como palavra-de-ordem a todos os partidos comunistas do Terceiro Mundo desde o início dos anos 30.
A diferença específica da atitude nazista é que, exumando velhas idéias de um filósofo menor – Houston Stewart Chamberlain --, teve a astuciosa idéia de aplicar aos judeus os estereótipos de uma biologia racista que Darwin e seu devoto admirador Karl Marx reservavam mais especialmente aos africanos e outros “povos inferiores” condenados, segundo eles, a ser esmagados, seja pela evolução biológica, seja pelo rolo compressor da “revolução proletária”.
Na Alemanha dos anos 30, os judeus não eram de maneira alguma “o outro”, o diferente, o estranho. Estavam tão profundamente integrados na cultura nacional e haviam apoiado com tamanho entusiasmo a onda de patriotismo guerreiro em 1914, que identidade judaica e identidade alemã já se fundiam numa mescla indissolúvel, documentada, por exemplo, nas memórias do grande romancista Jacob Wassermann, “Meu Caminho como Judeu e como Alemão”.
Uma campanha contra os judeus baseada na pura impressão de alteridade soaria tão deslocada quanto uma campanha desse teor contra os negros na Bahia. A única maneira de torná-los odiosos era identificá-los aos exploradores capitalistas e, por tabela, ao inimigo estrangeiro que estava esfolando a classe trabalhadora alemã com as exigências escorchantes do Tratado de Versalhes. Mas os judeus eram figuras tão familiares que para fazer com que parecessem estrangeiros foi preciso cavar artificialmente entre eles e o resto dos alemães um fosso biológico por meio de teorias racistas que, no fundo, nem o próprio Hitler levava muito a sério, antes servindo-se delas com o cinismo dos psicopatas. Por ironia, a direita francesa, na mesma época, via os judeus essencialmente como agentes da Alemanha: as primeiras e mais dramáticas advertências contra a ascensão do poder militar nazista vieram de intelectuais franceses que eram, ao mesmo tempo, notórios anti-semitas. A história não é o esquema simplório concebido pela Profa. Marilena para seduzir os meninos semiletrados da “Cult”.
Tenho aliás a certeza de que, se amanhã ou depois, cansado de desmantelar truques da autoria da Profa. Chauí, eu resumir tudo com a palavra  “charlatanismo”, mensagens em penca circularão pela internet afirmando que só sei xingar, jamais argumentar.

Publicado no Diário do Comércio.



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