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14 março 2025

Clash of Titans / Fúria de Titãs – 1981 – (Tetra Áudio/Dublado) – Bluray 1080p






Adaptação do mito grego de Perseu, o filho de Zeus, o deus dos deuses do Olimpo, com uma mulher mortal. Já crescido, ele vive uma grande aventura para poder desposar a Princesa Andrômeda, que será sacrificada ao monstruoso Kraken em 30 dias para aplacar a fúria dos deuses. Na sua jornada para impedir o sacrifício, Perseu precisa lutar contra a terrível Medusa, auxiliado pela coruja mecânica Bubo e pelo cavalo alado Pégaso.



Hesíodo – Teogonia






12 março 2025

China restringe liberdade religiosa (14/06/1981)

 


Gerardo Mello Mourão,

de Pequim


Folha de S. Paulo, 14/06/1981



No momento em que o mundo democrático começa a abrir um crédito de confiança às balbuciantes aberturas de Pequim no sentido de melhorar o teor de liberdade do regime, o governo chinês volta, inopinadamente, aos insuportáveis tipos de intolerância religiosa dos tempos da Revolução Cultural, que os povos civilizados e os próprios chineses julgavam sepultada e revogada. É tão grosseira, tão insólita e tão irrazoável a nota data a público sexta-feira pela agência oficial "Xinhua", atribuída a um bispo da chamada "Associação Patriótica Católica Chinesa", contra a Santa Sé, que a melhor coisa que se pode fazer para não deixar mal o governo chinês, é supor que não lhe cabe responsabilidade por essa inepta e estapafúrdia declaração, que recoloca o problema da liberdade religiosa e da própria coexistência da China com os países civilizados no mesmo nível do terrível e vergonhoso período de trevas dos tempos de Lin Piao e do "Bando dos Quatro".


Há algumas semanas noticiou-se, como um acontecimento auspicioso para a própria respeitabilidade política da China, que o governo de Pequim autorizara a viagem de um venerando bispo chinês, monsenhor Dominique Deng, a Hong Kong, para tratamento de saúde. O bispo é um velho príncipe da Igreja, aureolado pelo martírio na defesa da fé e da liberdade religiosa. Era titular ordinário da Arquidiocese católica de Cantão, quando foi preso, nos anos cinquenta, por acusações semelhantes às que pesam contra outro eminente prelado da Igreja, o santo bispo de Xangai, monsenhor Gon Pin Mei, um octogenário, que apodrece no cárcere há cerca de trinta anos, em regime de incomunicabilidade, que foi torturado, publicamente humilhado, exposto à multidão em trajes menores, e condenado. Tudo isso sob o pretexto de que aconselhava os jovens de sua diocese a não se alistarem como voluntários na Guerra da Coreia, "contra os imperialistas norte-americanos". Apesar de tudo isso haver ocorrido nos dias do antigo regime, nos tempos compreensivelmente atribulados dos primeiros anos da Revolução quando os ânimos eram mais exacerbados e as coisas não haviam amadurecido, o martírio do prelado continua. Hoje a República Popular é aliada dos "bem-amados amigos americanos", e o bispo de Xangai devia mesmo ser considerado um precursor desse novo tipo de convivência com os imperialistas de ontem. Mas isto é outra história.


NA PRISÃO


A libertação do bispo de Cantão, dom Dominique Deng, em junho do ano passado, depois de 22 anos de cárcere, trouxe alguma esperança com vistas à restauração da liberdade religiosa, pelo menos no mesmo ritmo lento e gradual com que começa a ser permitido o exercício de outros direitos humanos na China, em modestas rações de permissividade. Vinte e dois anos de prisão num cárcere chinês, para um jovem, deve ser um teste espantoso de resistência física e psicológica. Era – supõe-se  uma prisão modelo. Nas celas de dois metros por dois metros e meio estão alojadas doze pessoas, e a cama é um estrado comum, sobre o qual durante a noite se estendem umas estreitas faixas de algodão "matelassé", de quarenta, talvez de trinta centímetros. Sobre cada uma delas é que dorme um prisioneiro, supondo-se que todas as celas tenham o conforto das que me foram exibidas como padrão. Durante o dia, os presos fazem o trabalho forçado em diversas oficinas, sob regime de rigoroso silêncio. Quando indaguei do diretor porque os presos não conversam entre si, referindo-me à repulsa de todos os mestres da moderna ciência penitenciária a esse tipo de condenação ao silêncio, o atencioso camarada me respondeu que eles não falam porque não querem, e porque estão conscientizados de seus deveres, sabendo que a conversa pode atrapalhar a eficiência do trabalho. E assim, Deus nos ajude. Mas isto é outra história.


O caso é que o bispo de Cantão foi solto, talvez para não morrer na cadeia. Estava com a saúde extremamente abalada. Ele mesmo diria a meu amigo Billy Sixton, correspondente do "Newsday", quando este perguntava por seus 22 anos de cárcere: "22 anos, 4 meses e 22 dias. Faço questão até desses dias, porque cada hora ali foi terrivelmente dura".


VISITA A ROMA


Uma vez libertado, dom Dominique Deng foi acolhido pelos sacerdotes e pelos fieis de sua antiga diocese, e restaurado por eles, embora arregimentados na chamada Associação Patriótica Católica Chinesa, em seu antigo sólio cantonês. As autoridades chinesas não criaram dificuldades, imaginando que o bispo se dobrara à nova situação, e se integrara, docilmente, na Igreja cismática criada pelo Estado. Foi até concedida uma licença especial a dom Dominique Deng para ir tratar-se em Hong Kong, onde os recursos hospitalares são mais efetivos do que na China. De Hong Kong, o bispo de Cantão, atendendo aos seus deveres canônicos, e ao convite pessoal do santo Padre, viajou a Roma, para a visita "ad vincula", a que são obrigados todos os ordinários diocesanos. No Vaticano, João Paulo segundo o recebeu com a emoção fraterna que se devia a um mártir da fé, e todos os jornais do mundo estamparam a fotografia histórica e comovedora da cena em que o bispo de Roma desceu do sólio para beijar a face do bispo de Cantão, marcada pela dor. As lágrimas do Papa molharam o rosto de seu irmão chinês, e o episódio histórico deste reencontro na Santa Sé reacendeu as esperanças do mundo na volta da liberdade religiosa à República Popular da China, até como um reflexo da humanização e democratização do sistema político, sob a direção de um dos estadistas mais lúcidos de nosso tempo, o sr. Deng Xiaoping. 


China ignora acordo com Vaticano e nomeia bispo alinhado ao Partido Comunista





27 setembro 2024

Roadgames | Jogos de Estrada (1981)


 


Um caminhoneiro americano no Sul da Austrália começa a suspeitar que um homem que dirige uma caminhonete verde, mata jovens mulheres ao longo de sua rota, e passa a jogar um jogo de gato e rato para pegá-lo em flagrante.






20 fevereiro 2023

Os Herculoides (1967 e 1981)




 1967


Episódio 03 - As estranhas criaturas (The pod creatures)
Episódio 04 - Os Robôs de Mekkor (Mekkor)




FONTE


08 outubro 2022

Começam a chegar as novas vacinas (09/06/1981)

Imagem meramente ilustrativa


 Folha de S. Paulo, terça-feira, 9 de junho de 1981, página 15.


Dez milhões de doses vieram da Bélgica


Rio (Sucursal) – Chegaram ontem à Fundação Osvaldo Cruz, no Rio, os primeiros 10 milhões de doses de vacinas contra poliomielite compradas de um laboratório particular da Bélgica, em substituição à encomenda de 70 milhões de doses que seriam fornecidas pela Iugoslávia, que apresentaram contaminação.

As vacinas belgas, produzidas pelo laboratório Rit (Shith e Kline), serão submetidas a testes de controle de qualidade no Rio, que morarão três semanas, sendo depois enviadas a Brasília, para distribuição nacional. A primeira dose da campanha de vacinação Sabin será aplicada em agosto, e a segunda, em outubro, com um atraso de dois meses, devido ao problema encontrado nas vacinas iugoslavas.

Da Bélgica ainda virão outros 60 milhões de doses necessárias ao cumprimento do programa, que prevê a aplicação de 25 milhões de doses em agosto e quantia igual em outubro, reservando-se 20 milhões de doses para reforço e atendimento de possíveis aumentos na demanda. 

O chefe do Departamento de Virologia da Fiocruz, Herman Schatzwayr, explicou que os testes de controle de qualidade compreendem várias análises, incluindo a aplicação da vacina em macacos.

Os primeiros 10 milhões de doses, segundo ele, custarão 16 milhões de dólares, mas o Brasil não chegou a ter prejuízo com o laboratório Torlak, da Iugoslávia, porque não pagou nada. "O pagamento é feito mediante a entrega da encomenda e como nós a recusamos por causa da contaminação, a compra não chegou a se efetivar".

"Esta foi a primeira vez que ocorreu contaminação de vacina antipólio comprada no Exterior", disse ele, "e nós só não encomendamos nova partida ao laboratório iugoslavo porque este não teria tempo para nos atender até agosto. Para o próximo ano, pode ser que as vacinas sejam fornecidas pela Torlak. Para isso, basta que vença a concorrência que o Brasil vai abrir, como já aconteceu este ano".

Segundo Herman Schatzwayr, que esteve na Iugoslávia para comunicar oficialmente a decisão brasileira, as vacinas foram contaminadas pelo fungo "Penicilium SP", não prejudicial ao homem.




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