A intelectualidade brasileira se iludiu durante décadas com a ideia de que uma pessoa pobre não poderia — e nem deveria — ter valores de direita.

A intelectualidade brasileira se iludiu durante décadas com a ideia de que uma pessoa pobre não poderia — e nem deveria — ter valores de direita.

Fonte: O Estado de S. Paulo - quarta-feira, 15/01/2003, Folha A6
Presidente responde ao serviço de segurança, que tenta, em vão, afastá-lo do assédio popular
LEONÊNCIO NOSSA e GILSE GUEDES
Acredito na redenção. Acredito que até criminosos são capazes de se arrependerem. Por experiência própria, acredito na conversão. Mas ao ver duas falas recentes de Lula sobre o aborto, duas falas desse ser abjeto, esse canalha, esse monstro que só a muito custo chamo de “humano”, percebo quão débil ainda é a minha crença na redenção, no arrependimento e na conversão.
Numa entrevista recente, o degenerado que preside o Brasil disse, primeiro, que os bebês que nascem de estupros são monstros. Depois, ao se referir ao autor do PL 1.904, que trata o aborto de uma bebê de 22 semanas pelo que ele é, assassinato, Lula sugeriu que, se a filha do deputado Sóstenes Cavalcante fosse estuprada, ele seria a favor do procedimento homicida.
A canalhice retórica é evidente, mas se fosse apenas isso não seria nenhuma novidade. Lula é e sempre foi um vertedouro de asneiras. A diferença, neste caso, é que a asneira denuncia uma visão de mundo que vai muito além do esquerdismo, do marxismo, do progressismo ou de qualquer outra caixinha em que você queira incluir Lula e sua legião. Desta vez Lula mostra que, por inspiração do tinhoso, odeia a Criação e rejeita qualquer noção de amor que vá além daquilo que lhe ensinaram os súcubos consequencialistas.
Não, Lula. Não, lulistas que me leem e que em breve correrão para a caixa de comentários deste texto, usando pseudônimos ridículos porque, afinal, faz parte da cartilha diabólica abdicar da sua identidade única e divina e se manifestar por meio de imposturas. Não: bebês que nascem de estupros não são monstros. São bebês. São vida. São bem. São amor em potencial. “Onde não há amor, coloca amor e encontrarás amor”, diz São João da Cruz. Muito mais do que uma frase de agenda de adolescente, essa é uma verdade incrustrada em nosso coração. Isto é, para quem ainda tem um.
Lixo. Um homem que acumula dentro de si tudo o que as ideologias macabras têm de pior e que, graças a essa capacidade de absorver o que há de pior no ser humano, preside o Brasil pela terceira vez. Um lixo que acredita que o homem é meramente o lobo do homem. Um lixo que acredita, veja só!, um bilionário qualquer pretende colonizar Marte para ficar longe dos trabalhadores. Um lixo que se chama um bebê recém-saído do ventre materno de “monstro”. Que tipo de mente corrompida é capaz de dizer uma coisa dessas, meu Deus? - pergunto para o apartamento vazio e logo respondo: Lula. Lula que chafurda nos excrementos ideológicos do chiqueiro palaciano em que vive. Será que se dá conta, o pobre-diabo?
Mais do que isso, será que se dá conta de que, a despeito da maldade que nos rodeia e que se manifesta por meio de gritos histéricos de jornalistas-aborteiras que chegam até a chorar – a chorar! – pela vontade de matar um bebê, ainda há no mundo quem pratique o amor, o sacrifício, a abnegação de ou criar uma criança que seja fruto de uma violência ou então entregar essa vida, esse bem, esse amor em potencial a uma família que dele há de cuidar da melhor maneira possível? Que pergunta estúpida, a minha. Claro que não!
Lula e sua legião aborteira só querem saber de festa & prazer, de alegria, de dinheiro, de cosquinha nos genitais, de soluções fáceis para problemas complexos, de trocas de favores, de perversidades justificadas com o carimbo do Ministério da Saúde. Correndo o risco de soar repetitivo, repito: para essa laia, a ideia de uma vida de sacrifício está fora de cogitação. A Cruz, aquela que a gente aprende que tem que carregar, é tratada por essa gente com escárnio. Afinal, o diabo lhes promete mais: vida mansa, poder e até imortalidade – tudo sem o peso da madeira sobre os ombros.
Para finalizar, digo que não é à toa que Lula “Lixo” da Silva tenha sido feito líder de 200 milhões de brasileiros, num processo que teve a influência nefasta de outra lixarada, desde os tecnocratas e burocratas embriagados com a própria “astúcia” até milhões de anônimos que consagram suas vidas à ideia idiótica de prazer. Nisso, aliás, Lula tem razão quando disse recentemente que “não acaba” porque representa as aspirações de parte do povo brasileiro. A pior parte: aquela que não hesita em se perder e em destruir a si mesmo em troca da ilusão demoníaca de estar conquistando o mundo inteiro.
FONTE: LEIA ISSO e GAZETA DO POVO
J.R. GUZZO 05 MARÇO 2024 | 3min de leitura
O Brasil teve cerca de 80.781 estupros em 2023 – um dos números mais vergonhosos que o Estado, o ente sagrado de Lula e do PT, para mostrar o seu fracasso na tarefa essencial de assegurar a segurança da mulher brasileira. “As mulheres”, na propaganda do governo, foram uma das maiores descobertas do presidente – só ele mesmo, com o seu gênio fora do comum, poderia ter revelado ao mundo que as mulheres existem e tinham de ser salvas do massacre que vinham sofrendo no governo anterior.
Whatsapp: entre no grupo e receba as colunas de J.R.Guzzo
A cifra é 15% pior que a de 2022, quando as mulheres, segundo a esquerda, estavam sendo exterminas no Brasil. Na verdade, todos os tipos de crime ficaram piores neste último ano, como resultado da opção permanente da esquerda nacional em favor dos criminosos.
A solução que o governo Lula quer dar para essa calamidade é precisamente a mesma que você pode estar imaginando: matem os bebês.
O pior, porém, não está exatamente no número escandaloso dos estupros. Como sempre acontece, o governo Lula não consegue reagir a uma tragédia sem propor duas tragédias, e foi isso que houve mais uma vez – nunca erram o alvo quando se esforçam para atirar nos feridos. Não há números exatos, mas a estimativa mais usada é de que até 5% dos estupros resultam em gravidez no Brasil – o que daria 3.500 bebês não desejados.
A solução que o governo Lula quer dar para essa calamidade é precisamente a mesma que você pode estar imaginando: matem os bebês. Não foi o presidente da República quem teve essa ideia, e nem houve uma decisão oficial a respeito; aliás, não poderia mesmo haver, do ponto de vista legal, embora essas coisas, hoje em dia, possam ser resolvidas em certos tribunais de Brasília. Mas é pior: os autores da decisão, uma “nota técnica” do Ministério da Saúde, são dois gatos gordos da equipe da ministra Nísia Trindade, que tentaram emplacar a sua ideia por baixo pano. É a desordem se juntado à infâmia.
A “nota” foi logo suspensa ao se ver o horror que tinham proposto: pelas suas instruções, os serviços médicos oficiais seriam autorizados a praticar aborto contra fetos já com nove meses de vida. O entendimento atual prevê um prazo máximo de 21 semanas para o aborto legal – uma regra já perturbadora, quando se leva em conta que a criança, a essa altura, tem todos os seus órgãos funcionando. Mas os operadores atuais do governo na saúde acham que isso não é suficiente; querem aborto até o último dia da gravidez. Aí é puro e simples assassinato. Pior que isso, só autorizando a eliminação do feto depois do nascimento.
O mais sinistro em toda essa trama é que o Ministério da Saúde e a sua titular não suspenderam a decisão por acharem que ela está errada. Foi porque não contavam fazer isso agora; acham, possivelmente, que dariam armas para a “extrema direita”. A mídia amiga fez ainda pior. Tratou o episódio como uma mera “trapalhada”, ou um “equívoco”, e não como uma proposta de crime. Para o presidente Lula, então, foi uma beleza.
Há meses ele se especializou em denunciar, a cada cinco minutos, o “genocídio de crianças” na operação militar de Israel na faixa de Gaza. Seu governo, enquanto isso, prega o infanticídio explícito para até 3.500 seres vivos.
Uma das maiores piadas deste novo governo que ameaça o país, todos os dias, com uma crescente coleção de medidas que não vai tomar, é a sua intenção de “incluir os pobres no orçamento”. É o mais recente achado da caixa de promessas que o presidente Lula mantém sempre aberta, como os paxás que vão jogando moedas para o povão durante os seus passeios pela rua. Incluir os pobres - sério? Os pobres, se Lula perguntasse alguma coisa para eles, diriam não doutor, muito obrigado; a gente preferia ser excluído do orçamento brasileiro. Nós já estamos lá, desde sempre, mas como a turma que paga imposto - e, nisso aí, o governo não vai aliviar ninguém em nada, a começar pelos pobres. Lula prometeu durante a campanha eleitoral que ia fazer exatamente isso: isentar do Imposto de Renda os que ganham até 5.000 reais por mês. A promessa era falsa. O governo já avisou que não vai haver isenção nenhuma.
Se Lula está mesmo interessado em encontrar pobres para receber os seus donativos, por que não começa por aí, entre os que ganham até 5.000 reais por mês? É um jeito infalível para encontrar gente que tem pouco ou nada no bolso. Mas os pobres de Lula só existem no mundo de suas fantasias. Na vida real, eles são esses que estão pagando imposto de renda – e que não vão pagar nem um tostão a menos no “governo popular” que está aí. Lula, o PT e a esquerda plantada em torno deles vão continuar a fazer, muito simplesmente, o que sempre fizeram: concentração de renda em favor das castas superiores do Estado brasileiro e em favor, é claro, dos seus próprios bolsos. Fazem isso transferindo riqueza da população para a máquina pública, através da cobrança de imposto - 3 trilhões de reais arrecadados em 2022, para os cofres da União, dos Estados e dos municípios. Na verdade, acham que essa montanha de dinheiro é pouco; querem mais.
Lula prometeu durante a campanha eleitoral que ia fazer exatamente isso: isentar do Imposto de Renda os que ganham até 5.000 reais por mês. A promessa era falsa. O governo já avisou que não vai haver isenção nenhuma
Os brasileiros que são pobres de verdade, e não os do palavrório da esquerda, têm anos de deserto pela frente. Não há o mais remoto vestígio de alguma medida, uma única que seja, que possa resultar em algum benefício prático, real e compreensível para qualquer um deles. Até agora, de fato, tudo o que Lula e o seu Sistema estão fazendo e prometem fazer na área econômica, ou em qualquer área, tem possiblidade nula de melhorar alguma coisa na vida de alguém. O que poderiam ter feito no mundo das realidades, e segundo a sua promessa, era parar um pouco de tirar dinheiro do bolso do pobre, com o IR. Nada disso. Lula foi dizer na Argentina, mais uma vez, que quer criar uma moeda “latino-americana” e o seu ministro da Fazenda fala em boicotar produtos de empresas politicamente incorretas”; o resto é daí para baixo. Quantos reais a mais no bolso o cidadão vai ter com isso tudo, ou com as promessas de censurar as redes sociais, as implicâncias para com os militares ou o uso do “todes” e “todes” nas comunicações oficiais? Três vezes zero.