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14 dezembro 2017

A ciência do cocô

Suas fezes dão indícios de como andam sua saúde e mente. Mas análises de cocô já nos levaram ainda mais longe: aos nossos antepassados.


Estudar as fezes não é coisa de maluco. Pode servir para entender melhor a nossa saúde, a nossa mente e até mesmo o passado de toda a humanidade. Seja bem-vindo ao mundo da coprologia, a ciência que estuda o conteúdo da sua privada.
O que é isso na minha privada?
Cerca de 3/4 das fezes é água pura. Mas a proporção pode variar de acordo com a consistência. Quanto menos água tiver, mais duras elas serão. O resto é sobra de alimento, bactérias mortas e um pouco de muco do intestino grosso para facilitar a passagem.

Pequeno manual do cocô
Uma peça saudável é marrom graças à estercobilina, um pigmento escuro formado na digestão da bile – aquele fluido produzido pelo fígado que facilita a ação das enzimas que digerem as gorduras. Alterações na cor podem vir da ingestão de certos alimentos ou corantes, mas também podem indicar doenças. As principais “cores erradas” são:

Branco ou cinza
Sem a estercobilina, o cocô fica com cara de argila. Isso pode acontecer por algum problema no fígado, pâncreas ou vesícula biliar que esteja bloqueando a passagem da bile. Pode ser uma simples pedra na vesícula ou um tenebroso câncer de pâncreas.

Vermelho
Alguns alimentos, como a beterraba, dão essa cor. Mas se ela persistir pode ser sinal de que você está sangrando em algum lugar do tubo digestivo. Se for vermelho vivo, o problema é na parte final – falando reto: um sangramento anal, as famosas hemorroidas.

Preto
Cocô preto indica sangramento na parte inicial da digestão – talvez na garganta ou estômago. Nesse caso, o sangue é digerido junto e chega preto à privada. O cheiro é importante: dizem que a coisa é tão feia que quem conhece não esquece.

Amarelo
Pode indicar gordura, o que não é bom, já que o corpo deveria absorvê-la. Assim, pode haver algo errado com o seu sistema digestivo (ou a sua dieta). E a cor é a parte menos nojenta: o cocô “gordo” cheira muito pior do que o normal e flutua (o normal é afundar).

Verde
Uma dieta com muito ferro (ou suplementos) pode deixar seu cocô com essa cor. Mas pode ser também uma infecção, como a doença de Crohn (doença em que células imuno-lógicas atacam os tecidos digestivos e provocam dor, diarreia e muco nas fezes. Écati).

Formato cilíndrico
Esse é o formato ideal. Com uma ponta para facilitar a saída. Mas não é regra: cada pessoa tem um padrão de cor, forma e frequência. Nesse item, a variação é enorme: segundo o livro O que Seu Cocô Está Dizendo a Você, de Anish Sheth, pessoas do sul da Ásia evacuam até três vezes mais do que ocidentais. Isso acontece por causa das fibras da dieta indiana. Ou seja, cuidado com o curry.
Tipo cabrito
Típico de quem sofre de prisão de ventre (até 15% das pessoas), a forma indica que o cocô demorou para chegar ao reto e está sem água. Pode sinalizar pouca fibra na comida ou o costume de “segurar”. Sim, segurar resseca – e pode machucar na saída.

Tipo poça
O cocô na forma líquida (como na diarreia) pode ser causado por bactérias. Mas também pode ser uma irritação do intestino por causa de alimentos exóticos, a que o corpo não está acostumado. Isso agride a mucosa intestinal, e impede a absorção da água.

Tipo tripinha
Fezes finas são provavelmente apenas um sinal de que você está forçando demais e contraindo o esfíncter (a válvula que controla o abre e fecha do ânus). Mas, se isso persistir, pode ser indício de que algo está obstruindo o caminho. Vale dar uma olhada.

































































Arqueologia fecal

O cocô não revela informações apenas sobre quem somos hoje. Coprólitos, fezes fossilizadas, dizem muito sobre a vida dos homens do passado – de hábitos alimentares a doenças. E, por causa disso, são considerados um tesouro para arqueólogos. Os fósseis só se formam em duas condições: debaixo d´água, se a matéria orgânica do cocô for substituída por minerais, ou quando o material resseca em ambientes áridos. “Por isso, fezes de ancestrais são muito raras”, explica Eske Willerslev, biólogo evolucionista da Universidade de Copenhague. Foi graças à análise de coprólitos humanos encontrados no Oregon, nos EUA, que Willerslev fez uma descoberta importante: o homem chegou à América mil anos antes do que se imaginava. Até pouco tempo, a teoria mais aceita era a de que uma leva de migrantes saiu da Ásia, cruzou o Estreito de Bering e chegou ao Alasca há cerca de 13 mil. A partir daí, eles teriam se espalhado pelo continente. Mas a análise dos coprólitos comprovou que o material tem mais de 14 mil anos de idade – mil a mais do que as pontas de lanças mais antigas encontradas. O estudo do DNA mitocondrial das fezes fossilizadas também revelou que eles pertencem a pessoas de um genoma vindo de outra parte da Ásia, que poderiam ser os antecessores da população indígena americana atual.

Terapia de privada
A crença de que o intestino preso pode interferir na personalidade vem da Idade Média (e se propagou depois. É só pensar em alguém “enfezado” = cheio de fezes). Mas a ciência comprovou agora que existe, sim, uma relação direta entre o nosso estado psicológico e o funcionamento intestinal. Um estudo feito na University College Cork, na Irlanda, mostrou que bactérias intestinais benéficas – os famosos lactobacilos vivos – podem influênciar o nível de estresse em ratos. Para o experimento, 16 ratos saudáveis foram alimentados com o Lactobacillus rhamnosus, encontrado em iogurtes. Outros 20 receberam um caldo sem bactérias. Resultado: o primeiro grupo ficou mais aventureiro e explorou duas vezes mais seus labirintos, sugerindo menos ansiedade. Além disso, quando foram forçados a nadar, eles também lutaram mais para não afogar. E houve diferenças na química cerebral: depois do mergulho, os ratos alimentados com as bactérias tinham metade do corticosterona (hormônio relacionado ao estresse) no sangue do que os outros. Agora só falta saber se isso também funciona com humanos. Outros trabalhos já mostraram que probióticos podem melhorar a saúde mental de pessoas com síndrome da fadiga crônica – além de melhorar a memória em humanos saudáveis.

4 cocoriosidades
Troca-troca
O transplante de cocô existe. E pode salvar vidas em caso de infecções de superbactérias, como a Clostridium difficile. Os antibióticos usados contra ela, além de serem ineficientes, matam toda a flora intestinal. Aí a estratégia é repovoar o intestino com as bactérias naturais e fazer com que elas lutem contra a Clostridium. Para isso, é só pegar 30 g de cocô de um doador, misturar com água salgada e inserir por um tubo que entra pelo nariz (ugh) e vai até o estômago do paciente.

Que sensação
É possível chegar a um estado de euforia e êxtase quando se vai ao banheiro – semelhante ao orgasmo. “A passagem das fezes no reto ativa o nervo vago, que sai do crânio e leva impulsos nervosos ao estômago e intestino delgado. Isso pode pro-vocar a diminuição dos batimentos cardíacos e do fluxo de sangue para o cérebro”, explica Anish Sheth em O que Seu Cocô Está Dizendo a Você. A sensação é de relaxamento, arrepios, tontura – e até de perda de consciência.

Pum nosso
Só 10% dos gases vêm da fermentação do alimento. A maior parte vem da boca, quando engolimos ar sem querer ou em bebidas com gás. Os gases produzidos pelas bactérias do intestino não têm cheiro. Os alimentos é que têm. Feijão, ervilha e repolho, por exemplo, contêm rafinose, um açúcar que não digerimos e que produz muitos gases. Mas as maiores responsáveis pelo futum são as proteínas, cuja fermentação gera enxofre (!). Comer carne, meu amigo, é garantia de cheiro ruim.

Vai encarar?
O cientista Mitsuyuki Ikeda, do Centro de Avaliação Ambiental de Okayama, no Japão, resolveu melhorar a vida de quem não come carne e se preocupa com o ambiente. Ele criou uma carne feita de excremento humano. Sim, cocô. E vindo do esgoto. Funciona assim: ele coleta lodo do esgoto, rico em fezes humanas, retira proteínas e lipídios, e os aquece para matar as bactérias. Depois, adiciona um pouco de proteína de soja e molho de carne de verdade para dar gosto.


08 julho 2017

Por que os homens gostam tanto de seios grandes?



Não adianta querer controlar, é só passar uma turbinada na rua, seja ela natural ou cientificamente melhorada por meio do silicone, lá estão os homens quebrando seus pescoços. O pior de tudo é que, na maioria das vezes, eles seguem os seios grandes sem pensar no assunto, de forma instintiva e até inocente.

Mas, afinal, por que será que os homens gostam tanto de seios grandes? Essa é uma pergunta que atormenta a Ciência há muito tempo e, a bem da verdade, a resposta ainda é controversa.
De acordo com estudos publicados, recentemente, pelos neurologistas Larry Young e Brian Alexander, essa predileção masculinas por seios grandes pode ter explicação lá na primeira infância, logo ao nascer.

Conforme eles, a oxitocina, um hormônio liberado durante a amamentação seria o grande responsável por essa espécie de “tara”, se é que podemos definir assim. Isso porque os bebês são estimulados a sentir prazer nesses momentos, o que reforça a ligação da criança com a mãe e, claro, com seus seios.
Mas, de acordo com o estudo desses neurologistas, esse estímulo da oxitocina não terminaria juntamente com a amamentação. O vínculo de seios grandes e cheios seria mantido por toda a vida.
A explicação até pode parecer boa, mas há correntes de pensamento que não concordam muito com essa versão. Outros estudos dizem que a preferência dos homens por seios grandes vem de muito antes, durante a evolução da espécie, quando os seres humanos passaram a andar de forma ereta e os seios femininos ficaram em destaque.

Há também pesquisas que apostam em uma explicação mais cultural. Isso porque, há alguns séculos, os homens escolhiam suas esposas pelo tamanho de seus seios. Isso porque as que tinham seios grandes, culturalmente, não teriam dificuldades de amamentar a prole.
Bom, como dissemos no início, as teorias são variadas e, muitas vezes, até entram em conflito umas com as outras, mas todas tenta explicar essa preferência internacional masculina pelos seios grandes. Aliás, deve ser por isso que o silicone se tornou tão popular em nossa sociedade, não é mesmo?

22 junho 2016

10 Coisas que sua mãe nunca contou para você

Ser mãe é uma das coisas mais incríveis na vida de uma mulher. Muitas delas têm esse sonho e passam anos planejando a chegada de uma pequena vida e preparando todos os detalhes. Mas quem disse que ser mãe é fácil? Talvez seja uma das tarefas mais difíceis de realizar, porém a mais gratificante e maravilhosa.
Sua mãe já passou por muitas coisas para te ver feliz, e talvez você nunca tenha parado para pensar nisso. Aqui estão 10 coisas que sua mãe nunca te disse sobre a convivência de vocês!

1. Ela chorou por sua causa… e não foi pouco

Sua mãe chorou muitas vezes por você. Ela chorou quando descobriu que estava grávida, quando você nasceu, no seu primeiro aniversário, no dia em que você falou pela primeira vez. Ela chorou de medo, de felicidade e de preocupação. E com certeza chorou também quando você demorou para chegar em casa e não deu notícias. E ela certamente nunca falou isso, mas é a realidade.


2. Ela queria o último pedaço de bolo

Sua mãe queria o último pedaço do bolo, aquele bem bonito que estava olhando para vocês. Mas, quando ela viu seus olhos saltando sobre ele, ela desistiu de comer. Ela sabia que você iria ficar feliz se comesse, e a sua felicidade é a dela também!

3. Doeu

Além da dor do parto, que é uma das piores dores que uma mulher pode sentir, sua mãe sentiu muitas outras dores. Quando você a mordeu enquanto bebia leite, quando você puxou o cabelo dela, quando você chutou seu ventre; sentiu dor também quando vocês brigaram e ela sentiu aquele aperto no coração.

4. Ela estava sempre com medo

A partir do momento em que ficou grávida, ela fez de tudo para proteger você. E sempre teve medo de não fazer isso corretamente, e também estava com medo dos desafios da maternidade. Ela teve medo quando você adoeceu e quando foi para a escola pela primeira vez; ela teve medo de você não se adaptar. E sempre terá medo se você sair à noite e demorar para dar notícias.

5. Ela sabe que não é perfeita

Sua mãe não é perfeita e sabe disso. Ela conhece todos os seus próprios defeitos e, às vezes, se odeia por eles. Ela queria mesmo era ser uma mãe perfeita e não errar nunca, mas é humana e erra como todos nós. Se pudesse voltar no tempo, ela faria diferente, mas é impossível. Portanto, seja mais compreensivo com os erros da sua mãe.

6. Ela observava enquanto você dormia

Ela queria que você dormisse bem e foi ao seu quarto várias vezes durante a madrugada para ver se estava tudo bem contigo. Ela estava com sono mas teve que aguentar firme acordada até você adormecer. Ela mal conseguia manter os olhos abertos enquanto cantava para você dormir, mas quando você dormia ela se sentia melhor.

7. Ela carregou você muito mais do que nove meses

Sua mãe não carregou você apenas durante a gravidez. Durante seus primeiros anos de vida ela segurou você quando ela tinha que fazer compras, enquanto ela comia e até enquanto ela dormia. As mães fazem mil coisas ao mesmo tempo, e muitas delas, ela teve que fazer carregando você junto, porque não tinha outra alternativa. Mas a verdade é que ela sempre gostou de ficar pertinho de você e não se importava em levá-lo para todos os lugares.

8. Seu choro partia o coração dela

O seu sofrimento também é o sofrimento de sua mãe. Não havia som mais triste do que seus gritos ou visão tão horrível quanto as lágrimas escorrendo do seu rosto quando você se machucava ou quando alguém te magoava. Sua mãe fez tudo o que podia para não te ver chorar, e quando ela não conseguiu evitar isso, seu coração quebrou em mil pedacinhos.

9. Ela colocou você em primeiro lugar

Muitas vezes ela deixou de fazer as coisas por ela para fazer por você. Muitas vezes não teve tempo para ela porque estava cuidando de você, e teve que fazer isso o dia todo. Mas no dia seguinte, ela acordou e quis fazer tudo de novo, porque você é a pessoa que ela mais ama nesse mundo.

10. Ela faria tudo novamente

Ser mãe é um dos trabalhos mais difíceis de uma mulher, mas ela faria tudo novamente. Apesar de todas as dores, das dificuldades, da pressão psicológica, dos gastos e das preocupações, ela ama tudo isso e faria novamente qualquer coisa para te ver sorrir e viver bem.


Fonte: The Huffington Post via Tudo Interessante


 
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