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08 setembro 2023

Moisés faz sair água do rochedo

 



Versão usada:  O LIVRO (PT)


(Êx 17.1-7)

NÚMEROS

20 O povo de Israel chegou ao deserto de Zim no primeiro mês do ano e acampou em Cades. E aconteceu que Miriam morreu e foi ali sepultada.

Ora não havia água bastante para beberem naquele lugar, por isso o povo novamente se rebelou contra Moisés e Aarão, juntando-se em protesto. “Teria valido muito mais que tivéssemos perecido com os nossos irmãos castigados pelo Senhor!”, gritaram eles para Moisés. “Trouxeram-nos deliberadamente para este deserto para se verem livres de nós e do nosso gado. Por que razão nos tiraram do Egito e fizeram vir para este sítio horrível? Onde está essa tal terra tão fértil, de frutos maravilhosos, com aqueles figos, vinhas e romãs de que nos falaram? Aqui nem sequer há água bastante para matarmos a sede!”

Moisés e Aarão afastaram-se e foram até à entrada da tenda do encontro, onde se inclinaram até ao chão. A glória do Senhor apareceu-lhes, e disse a Moisés: “Vai buscar a vara. Convoquem os dois o povo e à vista deles falem à rocha que ali está e digam-lhe para deixar jorrar água. Eles beberão água dessa rocha que será suficiente para os saciar a eles e ao gado!”

Moisés obedeceu. Foi buscar a vara ao lugar, onde estava guardada na presença do Senhor10 Depois convocaram o povo e juntaram-no perto da rocha, dizendo: “Ouçam, vocês, rebeldes! Iremos tirar água desta rocha?”

11 Moisés levantou depois a vara e bateu duas vezes na rocha, tendo a água imediatamente jorrado. O povo e o gado puderam beber à vontade.

12 Mas o Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Visto que não creram em mim e não me santificaram aos olhos do povo de Israel, não serão vocês a introduzi-los na terra que lhes prometi!”

13 Este lugar passou a chamar-se Meribá (contenda), porque o povo de Israel contendeu com o Senhor que lhes mostrou ser santo.


01 junho 2022

Água doce, recurso escasso? (Luis Dufaur)

Este é o primeiro mapa-múndi das águas subterrâneas.


Água doce, recurso escasso? Suas reservas subterrâneas poderiam sepultar a superfície terrestre


Certa feita, visitando a catedral católica de uma cidade do oeste do Paraná, chamou-me a atenção o esmero com o qual duas senhoras tentavam arrumar uma montagem com papéis coloridos no fundo do templo. 

Quando cheguei perto, fiquei pasmo. O tema era a Campanha da Fraternidade falando que a água doce é um recurso cada vez mais raro, escasso e caro. 

Não preciso dizer quanto chove no Paraná. Nem toda a água doce do rio do mesmo nome. Nem tampouco toda a água do Iguaçu que cai na foz desse rio, tão visitado por pessoas do mundo inteiro pela sua grandiosidade.


O disparate era tamanho que custei a reagir. Também percebi que essas boas senhoras, pertencentes a algum movimento de sacristia, nada entendiam do que estavam fazendo. Apenas o pároco e o bispo mandaram-nas fazer. 

E elas montavam com boa fé um painel segundo o que entendiam do tema na sua fantasia. E manifestamente nada entendiam da proposta dessa Campanha da CNBB.

Tempos depois, em São Paulo, um velho amigo me contou ter ouvido do ex-frei Leonardo Boff que a luta do futuro seria pela água doce. Achei um perfeito disparate, mas aqueles meses eram de seca e a Cantareira batia recordes negativos...

Lembrei-me dessas boas pessoas logradas quando recebi um artigo do site Inovação Tecnológica com o título “Um mapa-múndi das águas subterrâneas”. 

Já tive ocasião de difundir neste blog algumas valiosas informações sobre os imensos lagos subterrâneos de água doce existentes em todo o planeta.


A começar pelos aquíferos do Brasil: o Guarani (o maior em extensão de água) e o Alter do Chão (o maior em volume de água) nas bacias dos rios Prata e do Amazonas, para só falar deles e deixar de lado gigantes como o Cabeças, o Urucuia-Areado ou Furnas.

Mas também o colossal lago Vostok, na Antártica, ou aquele que permitiria irrigar boa parte do Saara e atender às necessidades de grande parte da população que vive em seu entorno, além das áreas futuramente irrigáveis.

Nunca, porém, vi uma visão de conjunto dessas águas doces que Deus colocou em quantidades desmesuradamente grandes debaixo de nossos pés.

O referido artigo pôs-me diante de um panorama de cair de costas. 

Ele informa que, pela primeira vez desde que um cálculo do volume mundial das águas subterrâneas foi tentado, na década de 1970, um grupo internacional de hidrólogos produziu a primeira estimativa das reservas totais de águas subterrâneas da Terra.

O estudo fornece dados importantes para os gestores de recursos hídricos e desenvolvedores de políticas, bem como para pesquisas de campo na hidrologia, ciência atmosférica, geoquímica e oceanografia.

Para a nova medição, a equipe, liderada por Tom Gleeson, da Universidade de Vitória, no Canadá, usou vários conjuntos de informações (incluindo dados de perto de um milhão de bacias hidrográficas) e mais de 40.000 modelos de águas subterrâneas para compor o mapa-múndi das águas subterrâneas.

Os cálculos estimam um volume total de cerca de 23 milhões de quilômetros cúbicos de água subterrânea, algo muito próximo da estimativa feita há 40 anos. (Um quilômetro cúbico de água = 1.000.000.000.000 de litros (um trilhão) ).

Grandes aquíferos conhecidos no mundo, segundo a NASA.

Para efeito de comparação, se fosse possível retirar essa água e depositá-la sobre a parte seca da Terra, ela poderia produzir um dilúvio que cobriria todos os continentes com uma profundidade de 180 metros. Talvez nem Noé visse tanta água!

Ou poderia elevar os níveis do mar em 52 metros, caso fosse espalhada sobre o globo inteiro.

Do total das águas subterrâneas da Terra, apenas cerca de 0,35 milhão de quilômetros cúbicos de “água jovem” é inferior a 50 anos de idade.

Essa fração de “água jovem” recarrega-se através das chuvas e dos cursos d'água em uma escala temporal de algumas décadas, representando assim a parte potencialmente renovável das águas subterrâneas. 

Segundo Gleeson, as águas mais profundas são demasiadamente salgadas, isoladas e estagnadas, e deveriam ser vistas como recursos não renováveis.

O volume da "água jovem" subterrânea doce supera todos os outros componentes do ciclo hidrológico ativo e é um recurso renovável. 

Lembrei-me das sacrificadas senhoras católicas enganadas daquela catedral do oeste do Paraná, bem como do bom amigo que caíra no papo do ex-frei agora Teólogo da Libertação da Terra.

E pensei: vermelhos ou verdes, eles são sempre os mesmos! Eles obedecem à risca o péssimo conselho de Voltaire: “Menti, menti, algo sempre ficará!” 




26 julho 2017

A mulher do poço de Jacó


Evangelho de João
Capítulo 4
1 Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João
2 (se bem que Jesus mesmo não batizasse, mas sim seus discípulos),
3 deixou a Judeia e voltou para a Galileia.
4 Precisava atravessar a Samaria.
5 Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto das terras que Jacó deu a seu filho José;
6 era ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, estava Jesus assim sentado ao pé da fonte; era cerca da hora sexta.
7 Uma mulher da Samaria veio tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.
8 Pois seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos.
9 Disse-lhe, então, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?
10 Os judeus não se comunicam com os samaritanos.
Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido, e ele te haveria dado água viva.
11 Ela lhe respondeu: Senhor, não tens com que a tirar, e o poço é fundo; donde, pois, tens essa água viva?
12 És tu, porventura, maior que nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele bebeu, e seus filhos e os seus gados?
13 Replicou-lhe Jesus: Todo o que bebe desta água, tornará a ter sede;
14 mas quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede; pelo contrário a água que eu lhe der, virá a ser nele uma fonte de água que mana para a vida eterna.
15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem venha aqui tirá-la.
16 Disse-lhe ele: Vai, chama teu marido e vem cá.
17 Respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Disseste bem que não tens marido;
18 porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens, não é teu marido; isto disseste com verdade.
19 Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta.
20 Nossos pais adoraram neste monte; e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22 Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus.
23 Mas a hora vem e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.
24 Deus é espírito; e é necessário que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade.
25 Eu sei, respondeu a mulher, que vem o Messias (que se chama Cristo); quando ele vier, anunciar-nos-á todas as coisas.
26 Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.
27 Nisto chegaram os seus discípulos, e maravilhavam-se de que estivesse falando com uma mulher. Ninguém, todavia, lhe perguntou: Que procuras, ou que falas com ela?
28 A mulher deixou o cântaro, foi à cidade e disse ao povo:
29 Vinde ver um homem que me contou tudo o que fiz. Será este, porventura, o Cristo?
30 Saíram da cidade e vieram ter com ele.
31 Entretanto os discípulos lhe rogavam, dizendo: Mestre, come.
32 Mas ele lhes respondeu: Eu para comer tenho um manjar que vós não conheceis.
33 Os discípulos, pois, diziam uns aos outros: Porventura alguém lhe trouxe de comer?
34 Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer eu a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra.
35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até a ceifa? eu, porém, vos digo: Erguei os vossos olhos e contemplai essas searas[1], que estão brancas para a ceifa.
36 Quem ceifa, já está recebendo recompensa[2] e ajuntando fruto para a vida eterna, a fim de que o que semeia e o que ceifa, juntamente se regozijem.
37 Pois nisto é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro o que ceifa.
38 Eu vos enviei a colher aquilo em que não tendes trabalhado, outros trabalharam, e vós tendes entrado no seu labor[3].
39 Muitos samaritanos daquela cidade creram nele por causa das palavras da mulher, que testificara: Ele disse-me tudo o que fiz.
40 Quando, pois, estes samaritanos vieram ter com Jesus, pediram-lhe que ficasse com eles; e passou ali dois dias.
41 Muitos mais creram por causa das palavras de Jesus,
42 e diziam à mulher: Não é mais pelas tuas palavras que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.
43 Depois destes dois dias partiu dali para a Galileia.





[1] Seara. (Gr. θερισμός). Há 13 ocorrências no NT: Mt 9.37,38(2x); 13.30(2x),39; Mc 4.29; Lc 10.2(3x); Jo 4.35(2x); Ap 14.15.
[2] Recompensa. (Gr. μισθός). Recompensa, retribuição, galardão. Há 29 ocorrências no NT: Mt 5.12,46; 6.1,2,5,16; 10.41(2x),42; 20.8; Mc 9.41; Lc 6.23,35; 10.7; Jo 4.36; At 1.18; Rm 4.4; 1 Co 3.8,14; 9.17,18; 1 Tm 5.18; Tg 5.4; 2 Pe 2.13,15; 2 Jo 8; Jd 11; Ap 11.18; 22.12. Veja nota sobre Lc 3.14 (ὀψώνιον). Aristóteles: Retórica 3.2.14 (1405b) – recompensa.
[3] Labor. (Gr. κόπος). Labor, fadiga, trabalho, aborrecimento, ato de bater no peito com aflição. Há 17 ocorrências no NT: Mt 26.10; Mc 14.6; Lc 11.7; 18.5; Jo 4.38; 1 Co 3.8; 15.58; 2 Co 6.5; 10.15; 11.23,27; Gl 6.17; 1 Ts 1.3; 2.9; 3.5,8; Ap 2.2. Platão in A República, Livro VII, 537b (κόποι γρ καὶ ὕπνοι μαθήμασι πολέμιοι – é que a fadiga e o sono são os inimigos do estudo).
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