Mostrando postagens com marcador Grécia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grécia. Mostrar todas as postagens

01 junho 2022

Pederastia




Carlos Nougué
Estamos, em nosso Curso de História da Filosofia “Do Impulso Grego ao Abismo Moderno”, na altura de Sócrates, o grego que abriu a estrada real da filosofia. E, entre as muitas inverdades que se dizem a respeito desse gigante do pensamento, está a de que partilhava o gosto e a prática do chamado “amor dório”, ou seja, o homossexual masculino, que partindo de Esparta acabou por conquistar boa parte da Hélade. Não conquistou toda a Hélade (haja vista, por exemplo, a rejeição ao homossexualismo na Jônia); nem todas as mentes (haja vista, por exemplo, Platão, que nas Leis o diz antinatural ou contra naturam; ou o historiador Xenofonte, que em seu Banquete tece um veemente elogio do amor conjugal, masculino-feminino; ou Aristóteles, que na Política afirma que devia ser expurgado da melhor pólis); nem perdurou de modo majoritário por muito tempo, declinando ainda em vida de Platão. Mas arraigou-se profundamente ali, e em especial em Atenas, e para disso nos certificarmos basta ler, no Banquete platônico, o discurso de Fedro, o de Pausânias, o de Aristófanes, etc., nos quais não só se defende ardorosamente o amor dório, como se lançam farpas agudas contra o amor masculino-feminino, cujos praticantes seriam ou covardes, ou adúlteros, etc.

Mais, porém, que o amor dório em geral, deitou raízes nefastas no solo grego ― e particularmente em Atenas ― uma de suas manifestações, a pederastia (do grego paiderastía,as, “prática sexual de um homem maduro com um efebo ou rapazinho entre a puberdade e a adolescência”). Em outras palavras: o que hoje pode perfeitamente chamar-se “pedofilia homossexual masculina”. Pois é disto mesmo que dizem ter sido Sócrates aficionado, o que se confirmaria por sua relação com o belo efebo Alcibíades, e por sua confessa mestria na “Arte do Amor”, exercida justamente com jovenzinhos. Como teremos oportunidade de dizer em nosso Curso, nem aquela relação nem o exercício desta Arte alicerçam tal suposição, o que, por sua vez, é plenamente confirmado por ninguém menos que o mesmo Alcibíades, que no Banquete platônico narra sua própria tentativa infrutífera de fazer Sócrates ceder a suas investidas amorosas. O que era tal Arte para Sócrates, vê-lo-emos, como dito, no Curso; o que porém agora temos de dizer é que o mundo de hoje que quer ver em Sócrates um homossexual com todo o direito à pederastia é o mesmíssimo mundo que, em contrapartida, não dá semelhante “direito” aos sacerdotes da Igreja.

Nos dias que transcorrem diante de nossos pobres olhos, a virulência com que são atacados os sacerdotes acusados de pedofilia (insista-se: de pedofilia homossexual masculina) é inversamente proporcional ao gozo e gáudio com que se louva a pederastia na Grécia antiga. Mas pergunte-se a esses campeões da autocontradição: Não são vocês a favor da liberdade para todas as “orientações sexuais”? Não são vocês radicalmente contra a censura aos meios de comunicação e às artes? Não são vocês incisivamente a favor de passeatas gays e de amores livres diante dos olhos de quem quer que seja, incluídos os efebos? E não são vocês contra o celibato sacerdotal? Então por que o escândalo com os casos de pedofilia sacerdotal apontados, raivosamente, por vocês mesmos (vários deles, aliás, apenas presumidos, não comprovados)?

É, pois, patente que grande parte dos que saem em defesa da Igreja ante aquelas acusações aduz verdades em sua argumentação; e entre essas verdades está a de que muitos dos que acusam as autoridades eclesiásticas de conivência com os pedófilos são, em verdade, ateus militantes e adversários coléricos de Cristo, de sua Igreja, da lei natural, da moral evangélica; e está também a de que não se pode punir antes de averiguar e julgar canonicamente. Outros dados apresentados em defesa da Igreja, como a acusação de que grupos homossexuais planejaram e praticam uma infiltração metódica nos seminários, são possíveis, dir-se-ia em alguns casos prováveis, mas ainda não indubitavelmente certos.

Escrevo porém este brevíssimo artigo, sobretudo, para dizer outra coisa: para dizer precisamente que, apesar de quanto se disse acima, o fato é que não podemos, uma vez mais, enfiar a cabeça na terra qual avestruz ou tentar tapar o sol com a peneira. A que me refiro? Ao fato evidente, que transcorre à luz do dia diante de nossos pobres olhos, de que em boa parte do mundo é imensa e abjeta a corrupção moral do clero. Sem dúvida alguma, a Igreja já padeceu em outras épocas graves crises morais, como o chamado nicolaísmo ou concubinato dos padres (com mulheres, é claro), no século IX ― crise a que, porém, se seguiu a tão vigorosa reação católica do século X ao XIII. Mas a Igreja padeceu aquelas crises pelas fraquezas dos homens, ainda os da Hierarquia, diante da guerra que sempre lhe moveram e movem seus inimigos: o mundo, a carne e o demônio. Hoje, todavia, padece-a não só por isso, mas por algo muito mais sério: por um câncer. Por uma degeneração interna, e não propriamente por uma invasão. E esse câncer, esse processo degenerativo tem nome: o humanismo católico (de que são manifestações o liberalismo católico, o modernismo, a Nova Teologia, etc.); e sua metástase partiu de um órgão preciso: o Concílio Vaticano II.

O processo de putrefação é patente: desolação doutrinal (incluída a iníqua, conquanto sutil, alteração da hierarquia dos fins do matrimônio) > por um lado, afrouxamento moral > por outro, renúncia ao caráter monárquico da Igreja e consequente perda de autoridade efetiva pelo papado. Por que toda e qualquer pessoa, sem o socorro da Graça, sem a doutrina perene e imutável dada pelo Mestre dos mestres, sem a submissão mais estrita ao Rei dos reis e seus sacerdotes, é capaz de incorrer nos mais graves pecados e cometer as mais terríveis abjeções, e estaria isenta disto a Hierarquia eclesiástica?

A crise é mais que grave, e a Igreja vive a sua Sexta-feira da Paixão. Hoje não podemos senão fazer, como já dito em outro lugar, o nosso aprendizado de solidão e rogar a Deus que nos dê virtudes heróicas, sem ceder em nem um iota quanto à doutrina ― ainda que o ouropel oferecido brilhe mais que o sol que nos ofusca.

Em tempo: Como católicos que somos, não podemos senão nos solidarizar com o Papa ante os ataques virulentos e medonhos dos inimigos de Cristo e de sua Esposa, e ante as abjeções internas de que com razão tanto se envergonha. Mas precisamente porque somos católicos e amamos a Igreja e o Vigário de Cristo é que insistimos: não terá força o Papa para combater não só os inimigos externos, mas as abjeções internas, enquanto a Hierarquia for caudatária da doutrina deletéria do Concílio Vaticano II, e enquanto não se restaurar a estrutura monárquica da Igreja e, pois, a mesma e efetiva autoridade papal. 

Fonte: Contra Impugnantes

---------------------------------------------------------------------------------------------------------



Código Penal Militar:

Pederastia ou outro ato de libidinagem
         Art. 235. Praticar, ou permitir o militar que com ele se pratique ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito a administração militar:

        Pena - detenção, de seis meses a um ano.


----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------



Na minha obra "Catálogo de Vícios", ainda não publicada, pude selecionar o que segue:


1.      EFEMINADOS à μαλακός [malakós]. Um adjetivo significando mole, macio, fraco, delicado à vestes macias, luxuosas, delicadas (Mt 11.8; Lc 7.25). O malakós é um indivíduo fraco como mulher, moleirão à sentido figurativo para efeminado. Μαλακία (Mt 4.23 – “fraqueza”).  Malaka (Mt 11.8); malakaios (Mt 11.8; Lc 7.25); malakoi (1 Co 6.9). República 3.387c; 3.398e (harmonias lassas); 3.410d (quem se dedica só à música torna-se mais mole do que desejaria a decência); 3.410e; 3.411a; 7.524a(3x); 8.556c (Platão); Medeia 1404 (Eurípides); Odisséia 19.234: “tão delicado era o todo, assim como do Sol o alto brilho.”(Homero); Os Cavaleiros 785 (Aristófanes). Na Vulgata, molles. Retórica 1.10.15 [1368b] (Aristóteles) = “Os motivos pelos quais premeditadamente se causa dano e procede mal em violação da lei são a maldade e a intemperança; pois, se algumas pessoas têm um ou mais vícios, naquilo em que são viciosas são também injustas; por exemplo, o avarento em relação ao dinheiro, o licencioso em relação aos prazeres do corpo, o efeminado em relação à indolência, o covarde em relação aos perigos...”. A Versão Reina-Valera (em espanhol) traz afeminados. “Devassos” (ARC, IBB, ACF, TEB), “impudicos” (BJ). A versão francesa Louis Segond traz efféminés.  Em Retórica 3.16.1 [1416b] (Aristóteles) está escrito: “E, contudo, isto é como aquela do padeiro que perguntava se deveria fazer a massa de consistência dura ou macia...” A palavra “macia” aqui é μαλακηv (malaken). Em Retórica 3.7.1 [1408b] (Aristóteles) está escrito: “Por conseguinte, se disserem palavras suaves com dureza e palavras duras com suavidade, o discurso não se torna persuasivo.” Uso da palavra suaves [μαλακα] e a palavra suavidade [μαλακός]. Em Retórica 2.17.1 [1391a] (Aristóteles) está escrito: “... assim, os seus atos são moderados, uma vez que a dignidade é uma gravidade polida e distinta”. Para moderados, temos [malakh]. Em Retórica 2.22.1 [1396b] (Aristóteles) está escrito: “... quer os seus silogismos sejam mais rigorosos ou mais brandos”. Para brandos, temos [malakw/].


2.      SODOMITAS à a)rsenokoi&thj [arsenokoítes]. Na literatura grega, só encontrado em 1 Co 6.9 e 1 Tm 1.10. “Abusadores de homens”. São os que se deitam com homens, homossexuais. Para “sodomitas”, ver Gn 13.13; 19.5; Jd 7. Na Lei, temos Lv 18.22; 20.13. A palavra é formada por ἄῤῥην [árren], αρσην [arsen] = (macho) + koi&th [koíte] = cama; conceber; lugar de coabitação, de relacionamento sexual (Rm 13.13 à desonestidades-ARC, impudicícias-ARA, imoralidades-NTHL, orgias-CNBB; Lc 11.7 à cama; Rm 9.10 à concebeu; Hb 13.4 à leito). Ver κοιτών [koitón] em At 12.20 (camareiro). A palavra poderia ser traduzida também por “homossexual” ou “pederasta” (dado que o arsen pode ser um menino).

------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Platão, no Simpósio (em português, O Banquete), escreveu:

[181ξ] τε οὔσης πολὺ  τῆς ἑτέραςκαὶ μετεχούσης ἐν τῇ γενέσει καὶ θήλεος καὶἄρρενος δὲ τῆς Οὐρανίας πρῶτον μὲν οὐ μετεχούσης θήλεος ἀλλ᾽ ἄρρενοςμόνονκαὶ ἔστιν οὗτος  τῶν παίδων ἔρωςἔπειτα πρεσβυτέραςὕβρεωςἀμοίρουὅθεν δὴ ἐπὶ τὸ ἄρρεν τρέπονται οἱ ἐκ τούτου τοῦ ἔρωτος ἔπιπνοιτὸφύσει ἐρρωμενέστερον καὶ νοῦν μᾶλλον ἔχον ἀγαπῶντεςκαί τις ἂν γνοίη καὶἐν αὐτῇ τῇ παιδεραστίᾳ τοὺς εἰλικρινῶς.

[181c] for this Love proceeds from the goddess who is far the younger of the two, and who in her origin partakes of both female and male. But the other Love springs from the Heavenly goddess who, firstly, partakes not of the female but only of the male; and secondly, is the elder, untinged with wantonness: wherefore those who are inspired by this Love betake them to the male, in fondness for what has the robuster nature and a larger share of mind. Even in the passion for boys you may note the way of those who are under the single incitement of this Love:

[181c] Trata-se com efeito do amor proveniente da deusa que é mais jovem que a outra e que em sua geração participa da fêmea e do macho. O outro porém é o da Urânia, que primeiramente não participa da fêmea mas só do macho - e é este o amor aos jovens - e depois é a mais velha, isenta de violência; daí então é que se voltam ao que é másculo os inspirados deste amor, afeiçoando-se ao que é de natureza mais forte e que tem mais inteligência. E ainda, no próprio amor aos jovens poder-se-iam reconhecer os que estão movidos exclusivamente por esse tipo de amor;

Pegue O Banquete (Symposium) AQUI (em português) ou AQUI (em grego) ou ainda AQUI (em inglês). Se quiser em divisão por versos, procure o site Perseus (clique na palavra).

29 julho 2013

William Blake - A Europa apoiada pelos Africanos, Americanos e Asiáticos



William Blake - Europe Supported By Africa and America 1796

Mircea Cantor - Europe Supported by Africa and Asia after William Blake (2009)


mito das três raças trata-se de uma noção desenvolvida tanto no senso comum quanto em obras de autores como Darcy Ribeiro que afirma que a cultura e sociedade brasileiras foram constituídas através de influências culturais de três raças: a européia (i.e. portuguesa), a africana e a indígena.
Isto é considerado um "mito" por críticos a esse tipo de pensamento por diversos fatores, entre eles:
  1. esta idéia de certa maneira minimiza a violência da dominação colonialista exercida pelos portugueses nos povos ameríndios e africanos, colocando a situação de colonização como um relativo equilíbrio de três forças, quando de fato há um desequilíbrio claro e extremo.
  2. há um ataque à idéia de raça enquanto fator definidor de cultura. Há quem diga que raça não existe, aliás.
  3. mesmo falar de "três culturas" - e mesmo de "três culturas em desequilíbrio" - seria problemático por que é incorreto considerar os indígenas brasileiros e os povos africanos escravizados como uma coisa só: o que é homogeneizado na visão européia na realidade são milhares de grupos diferentes cada um com seus costumes etc.
Várias obras literárias reforçam a ideia do mito das três raças. Entre elas podemos citar Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre (relação entre negros e brancos) e O Guarani, de José de Alencar (relação entre índios e brancos). O documentário O Povo Brasileiro, dirigido por Darcy Ribeiro, é um exemplo de registro da ideia desse mito.
Apesar do mito das três raças tentar caracterizar a formação da sociedade brasileira, muitos de seus partidários não deixam de considerar que, embora haja no Brasil uma grande miscigenação, as diferentes raças brasileiras, no dia a dia, ainda convivem com uma realidade de preconceito. Chico Buarque, um dos colaboradores do documentário O Povo Brasileiro, fez a música A mão da limpeza, juntamente com Gilberto Gil para mostrar ao seu público que o racismo não tem sentido de ser utilizado.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O mito das cinco raças

O mito das cinco raças esta presente na obra "Os trabalhos e os dias" do poeta Hesíodo, considerado o maior poeta grego, atrás apenas do grande Homero. Este mito fala da decadencia da humanidade, dividindo-a em cinco idades, cada qual sempre pior que sua antecessora.

Hesiodo denominou inicialmente apenas quatro raças que viveram em quatro periodos distintos. Cada raça representando um metal. Elas vão do metal mais nobre ate o menos valioso, sendo assim as quatro raças são:

Raça do ouro
I 
Raça de prata
I 
Raça de bronze
I  
Raça de ferro

A primeira raça, a do ouro, viveu no tempo em que o titã Cronos reinava. Naquela epoca a humanidade não conhecia dor, sofrimento ou velhice, quando chegava a hora de um mortal morrer sua partida era serena e calma. Estes homens não precisavam trabalham pois a terra sozinha ja lhes dava tudo que precisavam para seu sustento. Os tempos de ouro porem chegaram ao fim, os homens desta raça se tornaram daemons (demonios) embora a palavra tivesse um sentido bem diferente da qual conhecemos atualmente. Eles eram seres benevolos, espiritos que intercediam pelo bem da humanidade. 

Apos o desaparecimento da raça do ouro se deu inicio a raça de prata, estes viviam por cém anos ate alcançar a flor da idade, mas depois disso pouco viviam e logo desciam ao reino de Hades. Eram justos entre si mas não faziam sacrificios aos deuses, não os construiam templos, nem os honraram e por isso esta raça também chegou ao seu fim.

A terceira raça era composta pelos homens de bronze, fortes e musculosos, viviam para as guerras, eram violentos e incontrolaveis. No fim acabaram destruindo a si mesmos, matando-se uns aos outros em suas crueis guerras.

A quarta raça era a de ferro, a nossa raça. Nela tanto o bem quanto o mal se mesclam, não a respeito entre as pessoas e a corrrupção e maldade andam de mãos dados com a caridade e o amor. Nesta raça os deuses não mais andam entre os homens, e assim Hesíodo explica o porque dos deuses não mais estarem presentes entre os homens na grecia antiga.

Ao terminar de classificar a humanidade nestas quatro raças o poeta percebeu que os hérois não se encaixavam em nenhuma delas e por isso criou uma quanta, a raça dos hérois. Localizada entre a idade do bronze e a do ferro. Era nesta gloriosa epoca em que os deuses se relacionavam com mortais gerando os semi-deuses, foi nela em que Hercules, Perseu, Teseu e tantos outros viveram. A raça dos hérois teve seu fim na guerra de Troia, sendo Aquiles e Odysseu os ultimos hérois.
Sendo assim a nova divisão das raças ficou:

Raça do ouro
I 
Raça de prata
I 
Raça de bronze
I 
Raça dos hérois 
I  
Raça de ferro


O mito das cindo idades como ja dito mostra a decadencia da raça humana, esta que se iniciou a partir do momento em que Pandora abriu a caixa que prendia todos os espiritos maleficos que se espalharam pelo mundo e estão a atormentar a humanidade ate os dias atuais. Juntamente com estes espiritos a esperança também foi libertada, mas nem mesmo ela pode impedir nosso declinio ate a idade de ferro.

Fontes:
Mitologia grega Vol I - Junito de Souza Brandão
Os trabalhos e os dias - Hesíodo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...