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20 março 2025

Sófocles - As Traquínias

 



GREGO

INGLÊS

PORTUGUÊS


Os Cantos de Sófocles: Tradução e análise de gênero e metro das passagenslíricas d’As Traquínias, Ájax e Antígona.


Mitologia Grega em 3 volumes


A Tragédia das Traquínias (As Traquínias ou Traquínias), de Sófocles, trata do sofrimento de Deyanira, esposa de Héracles (Hércules), e dos eventos que levam à morte trágica do herói.

Resumo da trama:

A peça começa com Deyanira aflita pela longa ausência de Héracles. Ela teme que ele tenha se apaixonado por outra mulher. De fato, um mensageiro chega trazendo a notícia de que Héracles conquistou a cidade de Écalia e trouxe consigo Íole, uma princesa por quem ele se apaixonou.

Tomada pelo ciúme e pelo desespero de perder o amor do marido, Deyanira decide usar um suposto filtro de amor que lhe foi dado anos antes pelo centauro Nesso. Este centauro havia sido morto por Héracles após tentar sequestrar Deyanira, mas antes de morrer, convenceu a mulher de que seu sangue funcionaria como um encantamento para manter o amor do marido. Sem saber que, na verdade, era veneno, ela embebe uma túnica com o sangue e a envia para Héracles.

Quando Héracles veste a túnica, a substância começa a queimá-lo terrivelmente, aderindo à sua pele e causando uma dor insuportável. Ao descobrir que causou involuntariamente a morte do marido, Deyanira se suicida.

No final, Héracles, agonizando, ordena que seu filho Hilo o leve ao monte Eta para que seja queimado em uma pira funerária, encerrando assim sua vida mortal e ascendendo ao status divino.

Temas principais:

  • O destino e a tragédia familiar: Como em outras tragédias gregas, os personagens sofrem devido a profecias e ações que acreditam ser corretas, mas que acabam levando à ruína.
  • O poder do amor e do ciúme: Deyanira age por amor e insegurança, mas sua tentativa de preservar o casamento resulta na destruição de sua família.
  • A ironia trágica: Deyanira acredita estar ajudando Héracles, mas, na verdade, está cumprindo uma profecia e causando sua morte.

15 julho 2024

Filoctetes (Sófocles)

 



LEIA O LIVRO

PARTIDA DOS GREGOS. ABANDONO DE FILOCTETES.

 

         Naquele mesmo dia, içou a frota dos gregos as velas e, com um vento assaz favorável, fez-se ao mar. Após rápida travessia ancoraram os gregos na ilhota de Crisa, a fim de fazerem provisão de água. Ali Filoctetes (Φιλοκτήτης), filho do rei Peante de Melibeia na Tessália, herói de mil aventuras, companheiro de armas de Hércules e herdeiro da invencível seta deste, descobriu um altar arruinado que na sua época, durante a famosa viagem, Jasão, o argonauta dedicara à deusa Palas Ateneia, protetora da ilha. O piedoso herói, contentíssimo com a descoberta, desejou sacrificar no santuário abandonado à deusa protetora dos gregos, mas uma serpente venenosa, das que costumavam guardar os lugares sagrados atacou o intruso e o mordeu num dos pés. Levaram-no ao barco, e a frota continuou o caminho. Mas a ferida, cada vez mais aberta, produzia dores insuportáveis ao filho de Peante. Os companheiros não podiam suportar o pútrido cheiro da chaga nem os gritos incessantes do enfermo. Era impossível fazer, em paz, oferendas e sacrifícios. O sinistro queixume a tudo estorvava.

Finalmente, consultaram os filhos de Atreu ao astuto Ulisses. Mas o descontentamento dos companheiros do herói começou a alastrar-se por todo o exército. Temia-se que a ferida de Filoctetes contaminasse o acampamento e que suas contínuas queixas desmoralizassem os gregos. Por conseguinte, tomaram os chefes a cruel resolução, ao passarem diante das costas desertas e inóspitas da ilha de Lemnos, de ali abandonar o desgraçado herói, sem lembrar-se de que, com o valente guerreiro, perdiam também um arco invencível. Ulisses foi incumbido de cometer a vileza. Pegando Filoctetes, enquanto este dormia, levou-o à praia num bote e o deixou numa gruta vizinha, pondo-lhe ao lado vestes e alimentos bastantes para alguns dias. O navio deteve-se apenas o tempo necessário para desembarcar o desventurado. Mal Ulisses regressou, içaram-se as velas, e pouco depois estava de novo o barco reunido à frota.

(Gustav Schwab: Legendas Épicas da Grécia e de Roma, Vol. 1, 1965)


A primeira referência ao nome Filoctetes na obra é no verso 55.


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