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02 setembro 2024

Arrependimento (Repentance)

c. 1669 
óleo sobre tela, 262 x 205 cm


Os conselhos de João calaram poderosamente no ânimo forte e resoluto do sertanejo, cuja confiança no compadre era ilimitada.
(Adolfo Caminha in “A Normalista”)

Arrepender-se é do homem.  É comum ouvirmos artistas de TV, no apagar-das-luzes da vida, dizendo: “Eu não me arrependo de nada que fiz até a data de hoje.” Ó, amigos, estão errados!
É mister arrepender-se. Voltar atrás. Reconhecer seu erro, seu pecado, sua falha moral... Reconhecer. Para a salvação, há um caminho, o iter salvationis, que é:
1.      Reconhecimento do erro, do pecado, através do conhecimento dEle;
2.      Confissão desse pecado a Deus;
3.      Pedido de perdão a Deus, feito em nome de Jesus (que é o garante);
4.      Aceitação do perdão.
É verdade que quem anda olhando para o retrovisor não avança, acaba dando com os burros n’água. Mas não esqueça: há pontos soltos, há pedido de perdão a alguém a quem você magoou, primeiramente a Deus, e você NECESSITA de reconciliação.
Portanto, não tenha medo de dizer peccavi (pequei), siga em frente e confesse, a plenos pulmões: “Fui perdoado (que significa “tive minhas dívidas pagas, apagadas) pelo Senhor Jesus Cristo. Estou livre.”

A vós, estando mortos pelos vossos delitos e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, tendo-nos perdoado todos os nossos delitos;
tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz;
e tendo despojado os principados e potestades, os exibiu abertamente, triunfando deles na mesma cruz.

Vamos, confesse. Está arrependido? Ainda há uma esperança. Que tal tirar esse fardo pesado das suas costas?

 

Por que insiste em dizer que estou falando de religião? Filho meu, ouça o meu conselho e viverá.






18 fevereiro 2022

O riso


“O canto da coruja traz a morte, mas quando canta
Demófilo, é a própria coruja quem morre.”[1]

Como é interessante que o bom humor exista desde sempre. O rir é saudável, faz bem ao coração... desperta em nós a alegria de viver. Mas há uma tênue linha que diferencia o rir alegre, a brincadeira do bem e para o bem, do rir sarcástico, escarnecedor.
            Quantos dos meus amigos de escola receberam apelidos os mais diversos, muitos dos quais até depreciativos, se vistos de outro ângulo, a exemplo de macaxeira, para aquele que era muito branco, boi para o irmão de macaxeira, por causa do porte avantajado, bicudo para um amigo meu um tanto-quanto dentuço, gata magra para um dos nossos colegas que era bem magrinho, chinês para um que tinha os olhos puxados, entre outros.

Diz a Escritura:
Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira. (Provérbios 26.18,19)

Brincar é bom, mas há que se ter cuidado com os excessos e com o fato de que o outro pode não estar gostando da brincadeira.
Hoje em dia se fala muito em bullying, uma espécie de violência física e até psicológica para com os fracos e muitos de nós já sofremos de alguma forma desse abuso.

Diz a Escritura:




Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. (Salmo 1.1)




[1] Nicarco, escritor do período Grego-Romano (146 a.C. – 330 d.C.). O texto em grego (Nicarco, XI: 186) pode ser encontrado no Perseus (clique aqui).
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