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14 fevereiro 2016

Viagem no Tempo


Nós, que abrimos a década de 1970 com nosso choro, ainda somos jovens, mas velhos o bastante para sabermos que o prazer não é apenas sexual, mas há outros tipos: dormir numa rede (se a coluna deixar), comer (até algo bem próprio como banana com coca-cola ou papa de cremogema com café quente e doce), ler algum livro velho de novo...

Os coroas de antigamente (dizem que hoje os coroas são os que ultrapassaram os 60 anos) éramos nós, os quarentões. Hoje, as jovens dizem que gostam dos “tios”, dos quarentões – mas nós, meninas, ainda adoramos fazer sexo, mas perdemos o “desespero” da adolescência. Sim, porque se aos 15 anos alguém me perguntasse que profissão eu quereria ter ao crescer, eu responderia que qualquer uma desde que eu pudesse fazer sexo.

Nós, dos 70, não acreditamos em máquina do tempo e viagens ao passado, mas para que isso? Nós temos o cinema – basta rever Férias Frustradas (1983), Um Tira da Pesada (1984), De Volta para o Futuro (1985), Rambo I (1982) ou Super-Homem (1978) que viajamos na boa. Percebemos, antes não, os carros, por exemplo. Vemos Beverly D’Angelo no auge em Férias Frustradas I – na época éramos tão jovens que nem notávamos o quanto ela era sexy – o mesmo para Margot Kidder em Super-Homem  que eu achava feia, na época. Esta é uma segura viagem no tempo.

E quanto a músicas? Bom, os anos 80 e 90 nos representam. Thriller, do Michael Jackson, Like a Virgin, com a Madonna, Every Breath You Love, do The Police, músicas dos anos 1980, internacional. Do Brasil, tínhamos Menina Veneno, do Ritchie, Que País É Este, da Legião Urbana, Olhar 43, do RPM, Dona, do Roupa Nova, entre tantas. Isto, sim, é uma viagem no tempo.

Fica a dica, então. Viaje no tempo você também.
 
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