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02 fevereiro 2022
11 junho 2021
Elba Ramalho - O Xote das Meninas
Mandacaru quando fulôra na seca
É o sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjoa da boneca
É sinal que o amor já chegou no coração
Meia comprida, não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado não quer mais vestir timão
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
De manhã cedo, já tá pintada
Só vive suspirando, sonhando acordada
O pai leva ao doutô
A filha adoentada
Não come, não estuda, não dorme, não quer nada
Mas o doutô nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina:
O mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio em toda a medicina
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24 abril 2018
O futuro do sexo
Chega de falar sobre guerra, imigrantes e elites psicopáticas cheias de ódio e destruição, vamos falar de temas menos deprimentes, vamos falar sobre sexo!
Não sou muito fã de videogames mas no outro dia joguei um videojogo japonês e achei interessante a historinha. Enquanto o jogo em si é dos mais nerds possíveis (luta entre mini-robôs construídos por cada usuário), intercalada com cada nível há uma historinha ilustrada com diálogos e animação.
Não sou muito fã de videogames mas no outro dia joguei um videojogo japonês e achei interessante a historinha. Enquanto o jogo em si é dos mais nerds possíveis (luta entre mini-robôs construídos por cada usuário), intercalada com cada nível há uma historinha ilustrada com diálogos e animação.
São várias histórias possíveis de acordo com o personagem que você escolhe, e em cada uma das historinhas tem uma ninfeta japinha de anime diferente. À medida em que você avança no jogo, o romance com a ninfeta esquenta. Cada ninfeta tem uma personalidade ou estereótipo diferente: a tímida, a extrovertida mas fútil, a amiga de infância, etc. Não chega a ter nenhuma cena de sexo, mas o subtexto está todo ali.
Seriam tais jogos substitutos para o contato real? É sabido que os japoneses hoje em dia fazem muito pouco sexo. Muitos jovens tem apenas namoradas virtuais. Mas, mesmo entre os casais, parece que a libido diminuiu e muitos dizem não fazer sexo com seus cônjuges (efeito do excesso de trabalho, ou da radiação?)
Alguns acreditam que as mulheres japonesas ocidentalizadas ficaram tão chatas e exigentes, e um povo acostumado a ter seus casamentos e relações arranjadas pelos parentes ficou tão perdido com a nova "liberdade" e com tanto medo de rejeição, que os jovens preferem assistir pornô a ter uma relação.
Existem razões profundas para esse medo. Afinal, no mercado multicultural global, o homem asiático é rejeitado. As asiáticas que podem procuram brancos. Crescentemente, algumas procuram negros também. Tem até uma escritora japonesa que ficou popular escrevendo romances interraciais. Seria o Japão a próxima vítima do multicuckturalismo?
Mas o fenômeno da virtualização do sexo é crescente, e não afeta apenas o Japão.
A revolução sexual, aparentemente liberadora, na verdade gerou uma nova geração mais assexuada. As pessoas começam apenas agora a dar-se conta que a tal "liberação sexual" só serviu mesmo para alguns poucos, mais altos no totem sexual e que portanto obtiveram maior atenção feminina.
Mas para o "homem comum" a coisa só piorou. Com a liberação sexual e o feminismo, o casamento e as relações estáveis (principal modo de sexo para as massas) diminuíram, e portanto também diminuíram as oportunidades de uma vida sexual ativa para a maioria.
Some-se a isso a crise da obesidade e o fato da maioria do entretenimento atual ser sedentário e dentro de casa (netflix, mídia social, videogames, etc) e temos um coquetel perfeito para o celibato involuntário global, substituído por animes e pornô.
É bem possível que no breve futuro teremos robôs sexuais (no Japão já é uma realidade), ou então, simulações em realidade virtual com sensores acoplados no pênis. Não vejo muita graça nisso, aliás nem assisto mais nenhum tipo de pornografia por julgá-la prejudicial ao cérebro e à alma, mas posso entender como poderá ser, para muitos, um substituto aceitável para a intimidade impossível.
Evidentemente, fica a questão da reprodução, até hoje possivel somente através do sexo de um homem com uma mulher, mas tenho fé que nossas queridas elites estão trabalhando duramente na criação de úteros artificiais e incubadoras centralizadas como nos mais célebres romances de ficção científica. Talvez, no futuro, haverá uma dissociação completa, o sexo será apenas virtual, e a reprodução ficará a cargo de máquinas controladas pelo estado global.
(Epa, mas eu não queria falar de algo menos deprimente? Desculpem, foi mal...)
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| Robôs não serão apenas para sexo... |
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| ...mas romance também... |
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| ...e até a pedofilia virtual será encorajada. |
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27 julho 2016
O Diário de Anne Frank – Anne Frank
Descrição do livro
A jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. Seu diário destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento. Um retrato da menina por trás do mito.
FONTE: Lê Livros
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21 julho 2016
Legião Urbana - O Reggae
Ainda me lembro aos três anos de idade
O meu primeiro contato com as grades
O meu primeiro dia na escola
Como eu senti vontade de ir embora
Fazia tudo que eles quisessem
Acreditava em tudo que eles me dissessem
Me pediram pra ter paciência
Falhei
Gritaram: - cresça e apareça!
Cresci e apareci e não vi nada
Aprendi o que era certo com a pessoa errada
Assistia o jornal da TV
E aprendi a roubar pra vencer
Nada era como eu imaginava
Nem as pessoas que eu tanto amava
Mas e daí, se é mesmo assim
Vou ver se tiro o melhor pra mim
Me ajuda se eu quiser, me faz o que eu pedir
Não faz o que eu fizer
Mas não me deixe aqui
Ninguém me perguntou se eu estava pronto
E eu fiquei completamente tonto
Procurando descobrir a verdade
Nos meios das mentiras da cidade
Tentava ver o que existia de errado
Quantas crianças Deus já tinha matado
Beberam o meu sangue e não me deixam viver
Têm o meu destino pronto e não me deixam escolher
Vêm falar de liberdade pra depois me prender
Pedem identidade pra depois me bater
Tiram todas as minhas armas
Como posso me defender?
Vocês venceram essa batalha
Quanto à guerra
Vamos ver
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Livro: Não Conte Para a Mamãe – Toni Maguire
Descrição do livro
A frase que dá título ao livro de Toni Maguire, Não conte para a mamãe, poderia ser uma pacto ingênuo entre dois irmãos ou uma brincadeira entre crianças. Infelizmente, não é o caso. Na verdade, é a ameaça sofrida pela autora durante os quase dez anos em que foi violentada pelo próprio pai. Quando aconteceu pela primeira vez, a pequena e inocente Antoniette tinha apenas seis anos. Apesar da tenra idade, tudo ficou gravado em sua memória, o tempo nada dissipou: os detalhes, os sentimentos, a dor. Foi a primeira de muitas, incontáveis vezes. Não conte para a mamãe, de Toni Maguire, desvela a comovente história de um infância idílica que mascarava uma terrível verdade.
Fonte: Lê Livros
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