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11 novembro 2024

Espelho de Carne – 1985 – (Nacional) – HDTV 1080p

 




Um casal arremata num leilão um antigo espelho que decorava o quarto principal do último bordel de luxo da República Velha, no Rio de Janeiro.
A esposa, Helena, decide colocar o espelho em seu próprio quarto. O que ela não esperava é que o objeto iria provocar diferentes sensações e desejos em todos que chegassem perto dele.
Helena transa loucamente não só com o marido, mas com amigos e vizinhos que querem conhecer o famoso espelho.


 
AVC / 1.85:1 / 23.976 FPS / High@L4.1
1920×1080 – 3.500 kbps = 2.63 GB
1920×1080 – 2.200 kbps = 1.71 GB
1280×720 – 1.100 kbps = 913 MB



Original em Português – AAC / 2.0 / 48 kHz / 128 kbps


S/L




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05 abril 2024

A Minha Nova Diarista – Marjory Lincoln


SINOPSE


Lara no momento é diarista, mas se engana quem acha que é a coitadinha "da história". Nada disso. Têm suas dificuldades, seus medos, suas lutas, mas é uma garota que apesar de "pobre", é rica em alegria, auto-estima, força de vontade e bondade.
Já Vicente é um engenheiro químico super talentoso que não mede esforços para cuidar de sua filha, Allana, de dez anos. Perdeu sua esposa há alguns anos para o câncer e ainda sofre demais com o luto, o que o fez um cara completamente amargo e grosseiro com qualquer mulher que ousa a se aproximar com outras intenções.
Tia, a velha mãezona que o ajuda dia sim, e dia não, entra de férias, e "o deixa na mão". Para cobri-la indica a filha de uma amiga que precisa muito do trabalho e que além de tudo tem uma mão ótima para cozinhar.
A vida de Vicente permanece seguindo seu curso até que para bruscamente quando chega em casa mais cedo, e presencia uma cena no mínimo incomum e tentadora: uma garota linda e naturalmente sexy, literalmente de quatro no meio de sua sala.
Ele precisava encurtar imediatamente as férias de Tia, ou com certeza ia enlouquecer. Ela jamais reclamaria de ter um chefe com os olhos mais expressivos que já havia visto... e aquele sorriso incrível? Barba grossa, peito largo no terno impecável...
Um engenheiro, paizão, todo coração, e educado, mas fechado para o amor, e uma diarista linda, alegre, batalhadora, e cheia de sonhos com o coração completamente livre e quase implorando para amar. Um conto quente ao mesmo tempo leve, emocionante, e surpreendente.

29 janeiro 2024

Soneto de Devoção - Vinícius de Moraes


Rio de Janeiro , 1938

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! — uma cadela
Talvez... — mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!


26 abril 2023

Poema: A BUNDA, QUE ENGRAÇADA (Carlos Drummond de Andrade)

Mulher Nua by Joaquin Sorolla Y Bastida



A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.



27 março 2023

O Lupanar (Augusto dos Anjos)



O lupanar



Ah! Por que monstruosíssimo motivo
Prenderam para sempre, nesta rede,
Dentro do ângulo diedro da parede,
A alma do homem polígamo e lascivo?!
Este lugar, moços do mundo, vêde:
É o grande bebedouro colectivo,
Onde os bandalhos, como um gado vivo,
Todas as noites, vêm matar a sede!
É o afrodístico leito do hetairismo,
A antecâmara lúbrica do abismo,
Em que é mister que o gênero humano entre,
Quando a promiscuidade aterradora
Matar a última força geradora
E comer o último óvulo do ventre!

27 abril 2022

SONETO DE TODAS AS PUTAS (Bocage)





Não lamentes, ó Nize, o teu estado; 

Puta tem sido muita gente boa; 

Putíssimas fidalgas tem Lisboa, 

Milhões de vezes putas têm reinado; 



Dido foi puta, e puta de um soldado; 

Cleópatra por puta alcançou a coroa; 

Tu, Lucrécia, com toda a tua proa, 

O teu cono não passa por honrado: (cona) 



Essa da Rússia imperatriz famosa, 

Que ainda há pouco morreu (diz a Gazeta) 

Entre mil piças expirou vaidosa; 



Todas no mundo dão a sua greta; 

Não fiques pois, ó Nize, duvidosa 

Que isso de virgem e honra é tudo peta. 


21 junho 2016

Livro: Elogio da Madrasta – Mario Vargas Llosa


Descrição do livro

Lucrécia e dom Rigoberto vivem em contínua felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu de sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu finalmente os prazeres da vida conjugal. Juntos, crêem que nada pode afetar esse idílio, cheio de fantasias e sexo. Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parecia ser o único empecilho; amava demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele foi conquistado pelos encantos de dona Lucrécia. O amor do menino por sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, criando uma linha tênue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles.


FONTE: Lê Livros



03 março 2016

Soneto de Agosto (Vinícius de Moraes)

Adolph Robert Shulz • Female Standing Nude, 20th c.


Soneto de agosto

Tu me levaste, eu fui... Na treva, ousados
Amamos, vagamente surpreendidos
Pelo ardor com que estávamos unidos
Nós que andávamos sempre separados.

Espantei-me, confesso-te, dos brados
Com que enchi teus patéticos ouvidos
E achei rude o calor dos teus gemidos
Eu que sempre os julgara desolados.

Só assim arrancara a linha inútil
Da tua eterna túnica inconsútil...
E para a glória do teu ser mais franco

Quisera que te vissem como eu via
Depois, à luz da lâmpada macia
O púbis negro sobre o corpo branco.

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