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09 outubro 2024

A expiação de Cristo


 

Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Assim sendo, ele não morreu em nosso lugar, porque mesmo que cada um de nós fosse morto na cruz isso de nada valeria para a nossa salvação mediante a reconciliação com Deus. Jesus, assim, é o sacrifício de Deus em nosso favor. Morreu para pacificar Deus, para expiar os nossos pecados.

É correto esse posicionamento?


BARD (GEMINI) RESPONDEU:

Sim, seu posicionamento está correto. A morte de Jesus na cruz como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é um tema central da fé cristã. É importante entender as diferentes nuances teológicas em torno desse evento, e sua perspectiva demonstra uma compreensão profunda do significado da morte de Cristo.

Pontos importantes:

  • Sacrifício vicário: Jesus não morreu em nosso lugar no sentido de que ele carregou a punição que era devida a cada indivíduo. A punição pelos pecados é eterna, e a morte de um ser humano, mesmo que fosse Jesus, não seria suficiente para pagar a dívida de toda a humanidade.
  • Sacrifício propiciatório: A morte de Jesus é vista como um sacrifício propiciatório, ou seja, um ato que apazigua a ira de Deus e restaura a relação entre Deus e a humanidade. O pecado gera uma ruptura nessa relação, e a morte de Jesus, como um cordeiro puro e sem pecado, serve como expiação pelos pecados da humanidade.
  • Reconciliação com Deus: A morte de Jesus não apenas remove a culpa do pecado, mas também nos reconcilia com Deus. Através da fé em Cristo, somos restaurados à comunhão com Deus e podemos ter a esperança da vida eterna.

Sua perspectiva:

  • Sua visão destaca o papel de Jesus como o sacrifício de Deus em nosso favor. Ele morreu para pacificar Deus e expiar os nossos pecados, abrindo o caminho para a reconciliação e a salvação.
  • Essa perspectiva está em consonância com diversos versículos bíblicos, como João 1:29 ("Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo"), 2 Coríntios 5:21 ("Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus") e Hebreus 9:12 ("E não pelo sangue de bodes e bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou uma vez no santo lugar, havendo achado uma eterna redenção").

Outras perspectivas:

  • É importante reconhecer que existem outras perspectivas teológicas sobre a morte de Cristo. Algumas enfatizam mais o aspecto da substituição penal, enquanto outras enfatizam o aspecto da reconciliação.
  • É fundamental ter uma visão abrangente que inclua todos os aspectos da morte de Cristo, pois ela é um evento complexo com múltiplos significados.

Conclusão:

Sua compreensão da morte de Jesus como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo está correta e biblicamente fundamentada. A morte de Cristo é um ato de amor e graça que nos oferece a oportunidade de sermos reconciliados com Deus e alcançar a salvação.

Espero ter ajudado!

EXPIAÇÃO

04 setembro 2024

Highlights

Provérbios 16


LEITURA BÍBLICA: Gênesis 5.1-32


Por Miguel Herrera Jr., São Paulo-SP, RÁDIO TRANS MUNDIAL


(1) Esta é a lista dos descendentes de Adão. Quando criou os seres humanos, Deus os fez parecidos com ele. (2) Deus os criou homem e mulher, e os abençoou, e lhes deu o nome de “humanidade”. (3) Com a idade de cento e trinta anos, Adão foi pai de um filho que era parecido com ele; e pôs nele o nome de Sete. (4) Depois disso Adão viveu mais oitocentos anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas (5) e morreu com novecentos e trinta anos de idade. (6) Quando Sete completou cento e cinco anos, nasceu o seu filho Enos. (7) Depois disso Sete viveu mais oitocentos e sete anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas (8) e morreu com novecentos e doze anos de idade. (9) Quando Enos tinha noventa anos, nasceu o seu filho Cainã. (10) Depois disso Enos viveu mais oitocentos e quinze anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas (11) e morreu com novecentos e cinco anos de idade. (12) Quando Cainã tinha setenta anos, o seu filho Maalalel nasceu. (13) Depois disso Cainã viveu mais oitocentos e quarenta anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas (14) e morreu com novecentos e dez anos de idade. (15) Quando Maalalel tinha sessenta e cinco anos, nasceu o seu filho Jarede. (16) Depois disso Maalalel viveu mais oitocentos e trinta anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas (17) e morreu com oitocentos e noventa e cinco anos de idade. (18) Jarede tinha cento e sessenta e dois anos quando o seu filho Enoque nasceu. (19) Depois disso Jarede viveu mais oitocentos anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas (20) e morreu com novecentos e sessenta e dois anos de idade. (21) Quando Enoque tinha sessenta e cinco anos, o seu filho Matusalém nasceu. (22) Depois disso Enoque viveu em comunhão com Deus durante trezentos anos e foi pai de outros filhos e filhas. (23) Enoque viveu trezentos e sessenta e cinco anos. (24) Ele viveu sempre em comunhão com Deus e um dia desapareceu, pois Deus o levou. (25) Quando Matusalém tinha cento e oitenta e sete anos, o seu filho Lameque nasceu. (26) Depois disso Matusalém viveu mais setecentos e oitenta e dois anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas (27) e morreu com novecentos e sessenta e nove anos de idade. (28) Quando Lameque tinha cento e oitenta e dois anos, foi pai de um filho (29) e disse: O SENHOR Deus amaldiçoou a terra, e por isso o nosso trabalho é pesado; mas este menino vai trazer descanso para nós. E Lameque pôs no filho o nome de Noé. (30) Depois disso Lameque viveu mais quinhentos e noventa e cinco anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas (31) e morreu com setecentos e setenta e sete anos de idade. (32) Depois que completou quinhentos anos de idade, Noé foi pai de três filhos: Sem, Cam e Jafé. 

(Gênesis 5.1-32)



O texto de hoje traz uma genealogia; ela conta em 32 versículos um resumo da vida de nove homens, citando os principais fatos de suas vidas. Geralmente, é assim que se conta uma vida: salientam-se as grandes conquistas, ou, como alguns gostam de dizer, highlights (destaques). Em consequência, não raro começamos a olhar para a vida e dar valor apenas para as tais grandes ocasiões, desprezando os assim chamados momentos comuns. Só que a vida acontece em todas as horas de cada dia; cada instante tem a ver com o que vem antes e depois. A vida é uma sequência de decisões, em sua maioria pequenas e geralmente despercebidas, mas todas interdependentes. São os momentos menos marcantes, aqueles que ninguém citará se algum dia a minha vida for contada, que fazem a grande diferença; os meus momentos secretos, solitários, comuns é que definem quem eu sou - e quem eu sou determina meu jeito de agir nas grandes oportunidades.

A sociedade humana valoriza as conquistas, independentemente do caráter do conquistador. Valoriza-se a vitória de um atleta que simula e engana o juiz para conseguir um pênalti. Relevam-se as trapaças, desde que a pessoa vença. Valorizam-se as medalhas, e não a abnegação de quem as conquistou – caso contrário, os atletas paraolímpicos seriam muito valorizados. Assim é a nossa sociedade caída.

Mas os seguidores de Jesus Cristo são chamados para viver de um jeito diferente. A Palavra de Deus ensina que dominar a si mesmo é a grande conquista. Jesus é o nosso modelo de gente; fomos criados para ser como ele, e domínio próprio é um dos aspectos do seu caráter. Os momentos que nos definem são aqueles em que conseguimos superar nossos defeitos, aproximando-nos do nosso exemplo, Cristo. A grande notícia é que o Espírito Santo de Deus age naqueles que se rendem a Jesus para produzir neles o caráter humano que toda pessoa deveria ter.

Que Deus seja honrado em nossa luta para conquistar a nós mesmos.


02 setembro 2024

Não Ponha um Ponto Final onde Deus pôs uma Vírgula - Shiva Ryu

 





Sinopse


Fenômeno de vendas na Coreia do Sul, este livro nos inspira a reconhecer o que é realmente importante, abrir o coração e desfrutar a beleza da vida. Contando histórias provocativas e poéticas, ele nos revela um mundo cheio de beleza e sabedoria, em que basta uma mudança de perspectiva para encontrarmos o caminho para a realização. Por vezes, a vida nos leva por um caminho que não estava em nossos planos, mas que é precisamente o que nosso coração anseia. Num primeiro momento, acreditamos que essas mudanças são obstáculos que a vida nos impõe, mas depois descobrimos que existe um plano por trás de tudo e que é possível extrair esperança e aprendizado até das situações mais difíceis. Entremeando situações de sua vida atribulada, parábolas de diversas tradições espirituais e histórias da literatura mundial, Shiva Ryu divide conosco suas experiências e percepções sobre a verdadeira grandeza da vida.





30 abril 2024

Muitos Virão Te Louvar








De todas as tribosPovos e raçasMuitos virão te louvarDe todas culturasLínguas e naçõesNo tempo e no espaço virão te adorar
Bendito seja sempre o CordeiroFilho de Deus, raiz de DaviBendito seja o seu santo nomeCristo Jesus presente aqui
Remidos compradosGrande multidãoMuitos virão te louvarO povo escolhidoTeu reino e naçãoNo tempo e no espaço virão te adorar
E a nós só nos tudo dedicarOferta suave ao SenhorDons e talentosQueremos consagrarE a vida no teu altarPra teu louvor!
Fonte: LyricFind
Compositores: Guilherme Kerr / Jorge Camargo
Letra de Muitos Virão Te Louvar © O/B/O DistroKid

21 abril 2024

Prisma Brasil - Um Milagre, Senhor! (1987)




Não consigo entender o que Tu vês em mim
Oh Senhor eu não sou o que devia ser
Mas só tu com amor me limpas de meu mal
Esse amor é que me ajuda a seguir.

Um milagre, Senhor
Um milagre eu sou
Um milagre, Senhor
Tens feito em mim
Até findar meu viver
Dar-te-ei meu louvor
Um milagre, Senhor
Tens feito em mim.

Em caminhos de perdição andava eu
Mas com amor Tu traçaste um plano para mim
Respondeste minha oração de fé Senhor
Desde então só a ti, só a ti pertenço eu.

Um milagre, Senhor
Um milagre eu sou
Um milagre, Senhor
Tens feito em mim
Até findar meu viver
Dar-te-ei meu louvor
Um milagre, Senhor
Tens feito em mim.


O Livro dos Mártires – John Foxe



Descrição do livro

O Livro dos Mártires de John Foxe é um dos mais famosos livros da literatura Protestante.

Escrito por John Foxe e publicado pela primeira vez em latim, em 1559, e depois em inglês, em 1563.

Expõe a história de sofrimento e perseguição de mártires famosos como John Wycliffe, John Huss, William Tyndale, Martinho Lutero, Thomas Cranmer, começando pelo próprio Jesus Cristo e até o final do reinado de Maria I (chamada pelos protestantes de Maria Sanguinária, devido às perseguições que sofreram durante o reinado dela), e outros, muitos deles desconhecidos da maioria dos evangélicos brasileiros.

O Livro dos Mártires moldou por séculos a consciência religiosa da Inglaterra. O livro contém uma severa crítica ao catolicismo e busca dar apoio à Igreja da Inglaterra, que fez o possível para colocar uma cópia dele em todas as paróquias do país.

Um clássico da literatura mundial, ignorado até pouco tempo pelos cristãos do Brasil.

Por que ler esta obra em pleno século 21? Infelizmente o tema do martírio religioso recusa-se a ser relegado aos arquivos da História. É assunto tão contemporâneo quanto as manchetes de hoje.

Cristãos em diversos países hoje vivem e defendem a sua fé sob a ameaça de morte. Muitos acabam pagando o preço máximo. E cada uma dessas mortes suscita uma interrogação na consciência de todo cristão: o que eu faria no seu lugar?

A reflexão inspirada pela morte dos mártires pode nos levar ao cerne da nossa fé.









Ver também

30 novembro 2023

O desconforto masculino no ambiente eclesiástico


Written by Fabio Blanco 




“Não é difícil encontrar homens que se sentem frustrados por acreditarem que são pessoas frias espiritualmente, simplesmente por não conseguirem abandonar-se aos modos mais comuns praticados em um culto cristão”
*****
É uma percepção quase universal de que as mulheres têm mais facilidade de fazer parte dos movimentos eclesiásticos cristãos. Principalmente, no tempos modernos, são elas que dominam a cena nas igrejas e nas comunidades espalhadas por todo o mundo. Antigamente não fora muito diferente. Por toda a história eclesiástica as mulheres tiveram um papel dentro de Igreja de muita relevância, até mesmo sensivelmente maior do que tinham na própria sociedade.

Isso pode ser explicado pela própria linguagem evangélica. Da Igreja é dita que é a noiva de Cristo, aquela que é adornada por ele, tratada com um amor de alguém que dá a vida por ela. Mesmo na analogia que é feita com o livro de Cantares de Salomão, a Igreja está representada ali pela mulher.

Obviamente, essas referências refletiram-se no própria liturgia e na relação das pessoas com Deus. Muitas palavras, canções e costumes colocam os fiéis na posição passiva da relação. Dessa forma, expressões que não são comuns aos homens proferirem, no ambiente religioso são faladas abundantemente.

Para uma mulher, tudo parece absolutamente natural. Se referir a Deus como aquele que a protege, que cuida dela, que a abraça quando está triste, que a carrega quando está cansada, a quem ela ama e lança-se em seus braços, não causa qualquer estranheza.

Os homens, porém, podem até falar as mesmas coisas, mas certamente elas não soam tão naturais. A natureza masculina costuma ver-se como o lado forte da relação, aquele que fornece a segurança, quem se preocupa, que corre o perigo por sua protegida. Colocar-se no outro pólo desse espectro é um exercício difícil e anti-natural.

Não é de se estranhar, portanto, a maior dificuldade que os homens possuem em abrir-se mais nos ambientes religiosos e doar-se sem reservas aos costumes eclesiásticos. Tudo ali lhe parece uma negação de sua própria natureza, um confronto entre sua realidade cotidiana e aquela específica da Igreja.

É verdade que há aqueles que conseguem abrir-se sem reservas e há outros que criam uma síntese, pela qual logram adaptar suas tendências naturais às exigências do clima eclesiástico. No entanto, muitos homens, e talvez estejamos falando da maioria deles, sentem uma dificuldade tremenda de sentir-se à vontade dentro de um culto cristão. Podem até se esforçar, podem até esconder, mas o desconforto realmente existe.

Por isso, acredito que há algum tipo de mal entendido na forma como as igrejas modernas conduzem seus serviços religiosos. Não é possível que seu ambiente seja tão agressivo à natureza humana, ainda que especificamente a masculina. Não será que as pregações têm deixado de abordar um lado que também existe na religião? Não estaria a postura dos eclesiásticos dando ênfase a apenas um aspecto da estética cristã?

É para se pensar, ainda, pelo acréscimo oferecido pelo pensamento moderno, se a retórica pacifista, o politicamente correto, o amor romântico não estão feminilizando demais o discurso cristão, tornando mais difícil para o homens identificarem-se com o meio.

A solução para essa dificuldade, na história, parece ter sido resolvida de duas maneiras essenciais. A primeira, pela luta contra os vícios e pelas virtudes, em favor da honra e da nobreza. Este foi o caminho trilhado, por exemplo, pelos cavaleiros medievais, pelos puritanos e mesmo, no início de tudo, pelo próprio apóstolo Paulo. Neste caso, a vida cristã torna-se uma batalha constante, a ser travada por um guerreiro, que precisa sacrificar-se de maneira valente. Nada mais masculino!

Outro caminho foi oferecido pela própria Igreja, que ensinou os homens a defendê-la como a uma mãe ou esposa. Se aceitarmos as ideias dos arquétipos junguianos, esta seria uma solução inteligente para o homem projetar sua identificação feminina, sem precisar ele mesmo feminilizar-se.

A realidade é que, dentro do ambiente eclesiástico moderno, os homens sofrem, pois ingressam em uma luta entre a vontade de fazer parte daquilo, por entender ser o correto, e suas tendências mais naturais, que exigem dele uma postura mais viril.

Isto, sem dúvida, cria nele uma tensão e um desconforto. Não é difícil encontrar homens que se sentem frustrados por acreditarem que são pessoas frias espiritualmente, simplesmente por não conseguirem abandonar-se aos modos mais comuns praticados em um culto cristão.

Não seria bom, portanto, que a liderança religiosa, as próprias mulheres e outros envolvidos começassem a prestar mais atenção a este problema em vez de simplesmente criticar o homem por ele ser aquilo que ele é, conforme Deus o criou?


07 dezembro 2018

A TRÉGUA DE NATAL - DEZEMBRO DE 1914


O soldado raso Graham Williams, da Brigada de Fuzileiros de Londres, descreve o início da trégua informal no setor da frente junto a Ploegsteert, Bélgica, na noite de 24 de dezembro de 1914:

De repente, luzes começaram a aparecer ao longo da balaustrada alemã, e estava claro que eram árvores de Natal improvisadas, adornadas com velas acesas, que ardiam constantes no ar silencioso e gélido. Outras sentinelas tinham, é claro, visto a mesma coisa, e rapidamente acordaram as que estavam de guarda, adormecidas nos abrigos [...].
Então nossos oponentes começaram a cantar "Stille Nacht, Heilige Nacht". [Noite Feliz] [...]. Eles terminaram sua cantiga e nós achamos que devíamos responder de alguma maneira, por isso cantamos "The First Nowell" [O Primeiro Natal], e assim que terminamos todos eles começaram a aplaudir; e então eles iniciaram outra de suas favoritas, "O Tannenbaum". E assim foi. Primeiro os alemães cantavam um de seus hinos de Natal e depois nós cantávamos um dos nossos, até que começamos a entoar "O Come All Ye Faithful" [Oh, venham todos os fiéis] e os alemães imediatamente se juntaram a nós, cantando o mesmo hino, mas com a letra em latim "Adeste Fidelis". E eu pensei: isto é mesmo uma coisa extraordinária  duas nações cantando o mesmo hino no meio de uma guerra. 


O soldado raso François Guilhem, do 296º Regimento de Infantaria, parte do 8º Exército francês em Flandres, descreve a troca de cânticos de Natal em seu setor da frente:



Jamais vou me esquecer desta noite de Natal: sob o luar claro como o dia, e com a neve tão dura que dava até para quebrar pedras, estávamos subindo por volta de dez da noite, carregando lenha para as trincheiras. Vocês podem imaginar nosso espanto quando ouvimos os Chucrutes cantando hinos em suas trincheiras e os franceses nas deles; então os Chucrutes cantaram seu hino nacional e aplaudiram e deram vivas. Os franceses responderam com o "Chant du départ" [Canção da partida]. Toda essa cantoria por parte de milhares de homens no meio de uma zona rural foi verdadeiramente mágica.



Um soldado alemão, Bernhard Lehnert, servindo o 4º Exército em Flandres ocidental, descreve uma troca de canções no dia de Natal com os soldados franceses da trincheira defronte:



No dia de Natal de 1914, as sentinelas na trincheira cantaram "Stille Nacht, Heilige Nacht". Assim que entoaram as primeiras palavras, os franceses começaram a disparar furiosamente, achando que era o início de um ataque, embora esse hino não fosse marcial. Pouco depois eles pararam de atirar, porque nada aconteceu. Devem ter entendido que a música estava relacionada ao Natal e permaneceram em silêncio. Quando terminamos a nossa "Stille Nacht, Heilige Nacht", os franceses cantaram a "Marselhesa". E foi assim que passamos o Natal de 1914. 

(Sondhaus, Lawrence in "A Primeira Guerra Mundial", Tradução: Roberto Cataldo Costa,  São Paulo: Contexto. pág. 114-15)






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