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29 janeiro 2024

I see the pope his sacred trust betray


Canção popular do século xiv mostra o sentimento popular em relação a todos os tipos de sacerdotes católicos

I see the pope his sacred trust betray
For while the rich his grace can gain alway,
        His favours from the poor are ye withholden.
He strives to gather wealth as best he may,
Foreing Christ’s people blindy to obey,
        So that he may repose in garments golden…

No better is each honoured cardinal.
From early morning’s dawn to evening’s fall
Their time is passed in eagerly coutriving
        To drive some bargain foul with each and all…

Our bishops, too, are plunged in similar sin,
For pictisessly they flay the very skin
        From all their priests who chance to have fat livings.
For gold their seal official you can win.
To any writ, no matter what’s therein.
        Sure God alone can make them stop their thievings…

Then as for all the priests and minor clerks,
There are, God knows, too many of them whose works
And daily life belie their teaching…

For, learned or ignorant, they’re ever bent
To make a traffic of each sacrament
        The mass’s holy sacrifice included…

Tis true lhe monks and friars make ample show
Of rules austere which they all undergo,
        But this vainest is of all pretences.
In sooth, they full twice as wel we know,
As e’er they did at hoje, desquite their vow
        And all their mock parade of abstinences…



(Leo Huberman, História da Riqueza do Homem, pp. 72-73, LTC: Rio de Janeiro, 1986, 21ª edição. Tradução de Waltensir Dutra – citando J. H. Robinson)



Vejo o papa seu sagrado compromisso trair / pois enquanto os ricos sua graça ganham sempre / seus favores aos pobres são negados. / Procura reunir a maior riqueza possível / obrigando os cristãos a obedecer cegamente, / para que ele possa deitar-se entre roupas de ouro... / Nem são melhores os honrados cardeais, / que desde a manhã cedo até a noite fechada / passam o tempo empenhados em imaginar / um modo de enganar a toda gente... / Nossos bispos também estão mergulhados em pecado semelhante, pois impiedosamente arrancam a própria pele / de todos os padres que por acaso vivam bem. / Por ouro podemos conseguir seu selo ficial / a qualquer ordem, não importa o que diga. / Sem dúvida somente Deus pode pôr fim a suas roubalheiras... / Também entre todos os padres e clérigos menores / há, sabe Deus, grande número cujas obras e vida diária / contrariam os ensinamentos que pregam quotidianamente... / Pois, cultos ou ignorantes, estão sempre dispostos / a fazer comércio de todo sacramento, / inclusive da própria missa sagrada... / É certo que monges e frades exibem com estardalhaço / as regras austeras a que estão sujeitos. / Esse, porém, é o mais vão de todos os fingimentos. / Na verdade, vivem duas vezes melhor do que sabemos, / como fazem sempre em casa, apesar do voto / e de toda a sua falsa exibição de abstinência...

04 setembro 2019

O endemoninhado de Gadara



Marcos 5 O Livro (OL)

A cura do homem endemoninhado

1/2 Chegados ao outro lado do lago, na terra dos gadarenos, um homem dominado pelo demónio veio a correr dum cemitério, justamente quando Jesus saía do barco. 3/4 Este homem morava entre os túmulos e a sua força era tal que, quando o prendiam com algemas e correntes, como lhe fizeram muitas vezes, partia as algemas dos pulsos e despedaçava as correntes, conseguindo escapar­se sem que ninguém tivesse força bastante para o dominar. Todo o dia, e pela noite dentro, errava entre os túmulos e pelos montes desertos, dando gritos e ferindo­se nas arestas das pedras.
6/8 O homem tinha visto Jesus quando vinha ainda longe e, correndo ao seu encontro, deitou­se por terra na sua frente. Jesus falou ao demónio que existia dentre dele e disse: “Sai, espírito mau.”
Este deu um grito terrível e clamou: “Que vais fazer comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Peço­te por Deus que não me atormentes!”
“Como te chamas?”, perguntou Jesus.
“Exército, porque somos muitos dentro deste homem.” 10 Então os demónios pediram com insistência que não os expulsasse para qualquer terra distante. 11 Ora, sucedia que, no monte acima do lago, andava uma grande vara de porcos por ali a pastar. 12 “Manda­nos para aqueles porcos”, rogaram os demónios. 13 Jesus concordou. Então, os espíritos maus saíram do homem e entraram nos animais. A vara inteira de dois mil porcos lançou­se pela encosta íngreme do monte e caiu lá em baixo no lago, onde se afogou.
14 Os porqueiros fugiram para as vilas e campos próximos, espalhando a notícia enquanto corriam. Toda a gente saiu para ver com os seus próprios olhos. 15 Depressa se reuniu uma grande multidão onde Jesus estava, mas, assim que viram o homem ali sentado, completamente vestido e perfeitamente são, ficaram com medo. 16/17 Aqueles que tinham assistido ao que tinha acontecido contavam aos outros, e a multidão começou a teimar com Jesus para que se fosse embora e os deixasse.
18/19 Assim, voltou para o barco, e o homem que tinha andado possuído dos demónios pediu a Jesus que o deixasse acompanhá­los. Mas Jesus não quis: “Volta para a tua família e conta­lhe as maravilhas que Deus te fez, e como foi tão bondoso para ti.” 20 O homem partiu então para percorrer as dez cidades naquela região, e contava a toda a gente as grandes coisas que Jesus lhe tinha feito, e todos ficavam pasmados a ouvi­lo.

Lucas 8:26-39 O Livro (OL)

Um homem dominado por demónios

26 Chegaram à terra dos gadarenos, que fica na outra banda do Mar da Galileia. 27/29 Quando Jesus saía do barco, veio­lhe ao encontro um homem que, havia muito tempo, estava possuído pelo demónio. Não tendo casa, vivia, sem roupas, no cemitério, entre as sepulturas. Mal viu Jesus, soltou um grito muito forte e, tombando no chão na sua frente, gritava: “Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Peço­te que não me atormentes!” Pois Jesus ordenava já ao demónio que o abandonasse. Este, muitas vezes tinha­se apoderado daquele homem, de tal modo que, mesmo acorrentado, partia as correntes e fugia para o deserto, inteiramente sob o poder do demónio.
30/31 “Como te chamas?”, perguntou Jesus.
“Exército”, foi a resposta, porque o homem estava cheio de demónios. E continuavam a pedir a Jesus que não os mandasse para o abismo sem fundo. 32/33 Andava ali perto uma vara de porcos a pastar no monte, e os demónios rogaram­lhe que os deixasse entrar nos animais. Jesus consentiu. Deixaram o homem e entraram nos porcos. Logo a vara inteira se precipitou, caindo por um despenhadeiro no lago, onde se afogou.
34 Os porqueiros, ao ver aquilo, fugiram para a cidade próxima, espalhando a notícia pelo caminho, 35 e uma multidão saiu para ver o que tinha acontecido. Quando chegaram, viram aquele homem que tinha sido dominado pelo demónio, agora vestido, em seu perfeito juízo, sentado aos pés de Jesus. E toda a multidão ficou assustada. 36 Os que tinham assistido contavam como o possuído pelo demónio tinha sido curado. 37 E toda aquela gente pedia a Jesus que se fosse embora, porque se espalhou entre eles uma onda de medo. Assim, Jesus voltou para o barco e tornou para a outra margem do lago.
38/39 O homem que tinha estado dominado de demónios pediu para ir também, mas Jesus não o deixou: “Volta para a tua família e conta­lhe que coisa maravilhosa Deus te fez”. Então ele foi pela cidade anunciando as grandes coisas que Jesus tinha feito por ele!






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