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12 março 2025

China restringe liberdade religiosa (14/06/1981)

 


Gerardo Mello Mourão,

de Pequim


Folha de S. Paulo, 14/06/1981



No momento em que o mundo democrático começa a abrir um crédito de confiança às balbuciantes aberturas de Pequim no sentido de melhorar o teor de liberdade do regime, o governo chinês volta, inopinadamente, aos insuportáveis tipos de intolerância religiosa dos tempos da Revolução Cultural, que os povos civilizados e os próprios chineses julgavam sepultada e revogada. É tão grosseira, tão insólita e tão irrazoável a nota data a público sexta-feira pela agência oficial "Xinhua", atribuída a um bispo da chamada "Associação Patriótica Católica Chinesa", contra a Santa Sé, que a melhor coisa que se pode fazer para não deixar mal o governo chinês, é supor que não lhe cabe responsabilidade por essa inepta e estapafúrdia declaração, que recoloca o problema da liberdade religiosa e da própria coexistência da China com os países civilizados no mesmo nível do terrível e vergonhoso período de trevas dos tempos de Lin Piao e do "Bando dos Quatro".


Há algumas semanas noticiou-se, como um acontecimento auspicioso para a própria respeitabilidade política da China, que o governo de Pequim autorizara a viagem de um venerando bispo chinês, monsenhor Dominique Deng, a Hong Kong, para tratamento de saúde. O bispo é um velho príncipe da Igreja, aureolado pelo martírio na defesa da fé e da liberdade religiosa. Era titular ordinário da Arquidiocese católica de Cantão, quando foi preso, nos anos cinquenta, por acusações semelhantes às que pesam contra outro eminente prelado da Igreja, o santo bispo de Xangai, monsenhor Gon Pin Mei, um octogenário, que apodrece no cárcere há cerca de trinta anos, em regime de incomunicabilidade, que foi torturado, publicamente humilhado, exposto à multidão em trajes menores, e condenado. Tudo isso sob o pretexto de que aconselhava os jovens de sua diocese a não se alistarem como voluntários na Guerra da Coreia, "contra os imperialistas norte-americanos". Apesar de tudo isso haver ocorrido nos dias do antigo regime, nos tempos compreensivelmente atribulados dos primeiros anos da Revolução quando os ânimos eram mais exacerbados e as coisas não haviam amadurecido, o martírio do prelado continua. Hoje a República Popular é aliada dos "bem-amados amigos americanos", e o bispo de Xangai devia mesmo ser considerado um precursor desse novo tipo de convivência com os imperialistas de ontem. Mas isto é outra história.


NA PRISÃO


A libertação do bispo de Cantão, dom Dominique Deng, em junho do ano passado, depois de 22 anos de cárcere, trouxe alguma esperança com vistas à restauração da liberdade religiosa, pelo menos no mesmo ritmo lento e gradual com que começa a ser permitido o exercício de outros direitos humanos na China, em modestas rações de permissividade. Vinte e dois anos de prisão num cárcere chinês, para um jovem, deve ser um teste espantoso de resistência física e psicológica. Era – supõe-se  uma prisão modelo. Nas celas de dois metros por dois metros e meio estão alojadas doze pessoas, e a cama é um estrado comum, sobre o qual durante a noite se estendem umas estreitas faixas de algodão "matelassé", de quarenta, talvez de trinta centímetros. Sobre cada uma delas é que dorme um prisioneiro, supondo-se que todas as celas tenham o conforto das que me foram exibidas como padrão. Durante o dia, os presos fazem o trabalho forçado em diversas oficinas, sob regime de rigoroso silêncio. Quando indaguei do diretor porque os presos não conversam entre si, referindo-me à repulsa de todos os mestres da moderna ciência penitenciária a esse tipo de condenação ao silêncio, o atencioso camarada me respondeu que eles não falam porque não querem, e porque estão conscientizados de seus deveres, sabendo que a conversa pode atrapalhar a eficiência do trabalho. E assim, Deus nos ajude. Mas isto é outra história.


O caso é que o bispo de Cantão foi solto, talvez para não morrer na cadeia. Estava com a saúde extremamente abalada. Ele mesmo diria a meu amigo Billy Sixton, correspondente do "Newsday", quando este perguntava por seus 22 anos de cárcere: "22 anos, 4 meses e 22 dias. Faço questão até desses dias, porque cada hora ali foi terrivelmente dura".


VISITA A ROMA


Uma vez libertado, dom Dominique Deng foi acolhido pelos sacerdotes e pelos fieis de sua antiga diocese, e restaurado por eles, embora arregimentados na chamada Associação Patriótica Católica Chinesa, em seu antigo sólio cantonês. As autoridades chinesas não criaram dificuldades, imaginando que o bispo se dobrara à nova situação, e se integrara, docilmente, na Igreja cismática criada pelo Estado. Foi até concedida uma licença especial a dom Dominique Deng para ir tratar-se em Hong Kong, onde os recursos hospitalares são mais efetivos do que na China. De Hong Kong, o bispo de Cantão, atendendo aos seus deveres canônicos, e ao convite pessoal do santo Padre, viajou a Roma, para a visita "ad vincula", a que são obrigados todos os ordinários diocesanos. No Vaticano, João Paulo segundo o recebeu com a emoção fraterna que se devia a um mártir da fé, e todos os jornais do mundo estamparam a fotografia histórica e comovedora da cena em que o bispo de Roma desceu do sólio para beijar a face do bispo de Cantão, marcada pela dor. As lágrimas do Papa molharam o rosto de seu irmão chinês, e o episódio histórico deste reencontro na Santa Sé reacendeu as esperanças do mundo na volta da liberdade religiosa à República Popular da China, até como um reflexo da humanização e democratização do sistema político, sob a direção de um dos estadistas mais lúcidos de nosso tempo, o sr. Deng Xiaoping. 


China ignora acordo com Vaticano e nomeia bispo alinhado ao Partido Comunista





26 abril 2023

Distorcendo a Bíblia para oprimir cristãos

Fonte da imagem: AQUI


O Alcorão diz na surah 9, ayah 29 para que os maometanos lutem e subjuguem "o Povo do Livro" (judeus e cristãos), "até que eles paguem o jizya com submissão voluntária e sintam-se totalmente subjugados."

Numa nova e perversa alteração à opressão que os cristãos sofrem no Médio Oriente, um eminente clérigo egípcio está a usar um Jesus islamizado para promover os objetivos do totalitarismo islâmico.

Vez após vez, os muçulmanos, especialmente aqueles que vivem no Egito, projetam o pensamento islâmico sobre os cristãos: por exemplo, as igrejas coptas foram acusadas de fazer contrabando e armazenamento de armas como forma de tomar o poder na nação (quando na verdade as mesquitas é que são regularmente reveladas como sítios onde armas ilegais são armazenadas para a jihad).
Para além disso, os coptas foram também acusados e raptar e torturar as moças coptas que se convertem ao Islã (quando na verdade os muçulmanos que se convertem ao cristianismo - os apóstatas - é que são regularmente espancados, aprisionados e até assassinados); são até acusados de dar apoio aos ataques suicidas sempre que a igreja fala de coptas que foram martirizados (porque no Islã, ser mártir normalmente significa sacrificar a própria vida numa "guerra santa").
Ficamos a saber que, agora, um clérigo do Egito - o mesmo que insiste que os maridos maometanos devem odiar as suas esposas não-maometanas - proclamou que o Senhor Jesus era contra a separação entre a igreja e o estado, e que Ele apoiava a ideia da jizya - o tributo ordenado pelo Alcorão que os não-muçulmanos conquistados, ou dhimmis, são obrigados a pagar aos seus senhores "com submissão voluntária" (Alcorão 9:29).
O sheik Yusuf Burhami, o mais visível líder do movimento Salafi do Egito - que, depois da destituição da Irmandade Muçulmana, tornou-se no partido islamista o primeiro a tentar impor a Sharia na nova constituição - emitiu recentemente uma fatwa em árabe alegando que a declaração bíblica atribuída ao Senhor Jesus - "Dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:21) -, não pode significar que Ele apoiava a separação entre o estado e a igreja, como acreditam muitos cristãos, "porque", nas palavras de Burhami, "a separação entre o estado e a religião contradiz os textos do Alcorão."
Como exemplo, Burhami cita o Alcorão na sua fatwa, incluindo versos tais como "Verdadeiramente, este assunto pertence inteiramente a Alá" (Alcorão 3:154), que, segundo os interpretadores islâmicos ortodoxos, significa que todos os assuntos terrenos - todas as leis – devem ser decididas por Alá (e, desde logo, a natureza totalitária da lei Sharia).
Burhami diz ainda: “é impossível que o Messias - que a paz esteja com Ele - apele para uma separação entre o estado e a religião; isto significa que a política seja governada sem a Sharia de Alá.”
Em vez disso, segundo o líder salafi, o "Verdadeiro" Jesus - o "Jesus" muçulmano", Isa, que é um defensor daSharia - fez essa alegação para confirmar que as populações conquistadas têm que pagar o tributo - jizya; ou, no contexto da discussão do Senhor Jesus relativa à imagem de César numa moeda, os judeus do primeiro século estavam na obrigação de pagar o tributo aos romanos. 
Logo, ao darem a César o que era de César - e, como segundo Burhami, não há separação entre a religião e o estado -, os judeus já estariam a dar a Deus o que era de Deus visto que é Deus (ou "Alá") que ordenou a pagar o tributo. Segundo o partido salafi do Egito, isto era o significado das palavras do Senhor Jesus.
No pano de fundo da fatwa de Burhami existem apelos crescentes para que os cristãos do Egito paguem ojizya ao estado, tal como historicamente sempre o fizeram (e tal como ordena o Alcorão) à medida que vigilantes maometanos se encontram atualmente a forçá-los a fazer através da violência.
O Alcorão diz na surah 9, ayah 29 para que os maometanos lutem e subjuguem "o Povo do Livro" (judeus e cristãos) "até que eles paguem o jizya com submissão voluntária e sintam-se totalmente subjugados." Se os maometanos quiserem seguir esta passagem à letra - a entre todos os maometanos, os salafis são os que mais tentam seguir o Alcorão à letra - para além de terem de pagar o tributo, é exigido aos cristãos coptas que se "sintam totalmente subjugados," o que se encontra muito longe deles serem cidadãos com direitos iguais no Egito, mas bem mais perto deles serem cidadãos de terceira categoria em seu próprio pais.

Entretanto, se os maometanos tais como Burhami estão a projetar os piores traços do Islã para os cristãos (e para o Senhor Jesus), os ocidentais estão estão a projetar os melhores traços da civilização ocidental (ironicamente, provenientes do cristianismo) - tais como a tolerância e o pluralismo - para os maometanos e desde logo são incapazes de acreditar na triste realidade do sofrimento cristão sob a espada do Islã.


Do The Commentator.

Tradução: Blog Perigo Islâmico

07 dezembro 2014

150 milhões de cristãos perseguidos pelo islamismo

O sofrimento dos cristãos nas mãos de muçulmanos é de proporções bíbicas, de acordo com a ONG Portas Abertas

Giulio Meotti
"O número de cristãos perseguidos no mundo é de 150 milhões." Há muitas outras estatísticas, terríveis e dramáticas, nas páginas do "livro negro da situação dos cristãos no mundo", uma iniciativa única de estudiosos franceses e coordenada pelo jornalista Samuel Lieven. Instantâneos de uma guerra global e amorfa.

Em particular, há uma estatística desconcertante: "80 por cento dos atos de perseguição religiosa no mundo são contra cristãos". Quantas vítimas? O Centro para o Estudo do Cristianismo Global traz a média de cem mil cristãos mortos a cada ano por sua fé ao longo da última década. Uma média de cinco cristãos a cada minuto.
Ontem, no Paquistão, dois cristãos, incluindo uma mulher grávida, foram queimados vivos no forno de tijolos, onde trabalhavam. Foi um massacre, com a participação de quatrocentos muçulmanos.
Haim Korsia, rabino-chefe da França, grita sua reação em face da disseminação do ódio contra os cristãos, e estabelece uma comparação com a destruição do judaísmo sefardita oriental:
"Onde estão as comunidades judaicas, uma vez tão ricas de Aleppo, Beirute, Alexandria, Cairo ou Trípoli? Onde estão as escolas de Nehardea e Pumbedita no Iraque? E onde está o florescimento do judaísmo em Esfahan e Teerã? Em nossa memória. Expulsos, mortos, dizimados, perseguidos e exilados, os cristãos do Oriente estão experimentando pessoalmente a mesma situação como os judeus com quem eles viveram por tanto tempo e ter visto deixando esses lugares ".
A ONG Portas Abertas declarou que a perseguição no Iraque atingiu "proporções bíblicas". Terça-feira, em Roma, também foi apresentado o relatório anual de Ajuda à Igreja que Sofre. Ele disse que dos 20 países do mundo onde a liberdade religiosa é praticamente ausente, 14 são muçulmanos, e as ditaduras militares ou os outros comunistas, como a Coréia do Norte. Estamos enfrentando o que Habib Malik, da Universidade de Stanford chama de "a última fase do declínio regional dos cristãos".
Hoje a cidade de Mosul parece ter sido engolida, como Jonas esteve no ventre da baleia.
"Entre 2003 e 2009, cerca de 800 cristãos foram executados [lá] a sangue frio, sem contar os cinqüenta mártires da catedral católica síria em Bagdá, incluindo dois padres, mortos em 31 de outubro de 2010. Até o momento, o número de cristãos mortos ultrapassa mil, incluindo um bispo e cinco padres. Mais de sessenta igrejas foram destruídas ".
No livro, um jihadista do Estado Islâmico fala ao telefone com o seu líder terrorista: "Eu tenho uma família de cristãos que não quer se converter, o que vamos fazer?" Uma frase que me fez lembrar dos pastores Tutso Adventistas do Sétimo Dia que, durante o genocídio em Ruanda, recorreram ao seu pastor com uma carta: "Gostaríamos de informar que amanhã seremos mortos com nossas famílias."
Há os cristãos de Ma'aloula na Síria, como Taalab Antoun e seus dois primos, que receberam o ''aman ", a garantia islâmica de serem poupados. Desarmados e confiando na palavra dos rebeldes, foram mortos e depois decapitados.
Quinhentos mil cristãos já deixaram a Síria.
E antes deles, havia a história de Jean-Pierre Schumacher, o último monge de Tibhirine, na Argélia, onde os islâmicos masacraram os maravilhosos monges trapistas que compartilhavam refeições com os muçulmanos. Ele foi salvo porque os jihadistas contaram errado. Mais tarde, no funeral dos monges, o irmão Jean-Pierre pediu para abrir o caixão para prestar suas últimas homenagens a seus companheiros. Ele descobriu que as caixas não continham corpos, mas apenas sete cabeças.
Esse massacre foi o sinal verde para futuros massacres.
Traduzido por Josué Bueno do artigo de National Israel News (Notícias Nacionais de Israel): 150 million Christians persecuted by Islam
Outro artigo de Giulio Meotti:
Artigos sobre perseguição aos cristãos:

FONTE: JULIO SEVERO
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