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14 março 2025

Clash of Titans / Fúria de Titãs – 1981 – (Tetra Áudio/Dublado) – Bluray 1080p






Adaptação do mito grego de Perseu, o filho de Zeus, o deus dos deuses do Olimpo, com uma mulher mortal. Já crescido, ele vive uma grande aventura para poder desposar a Princesa Andrômeda, que será sacrificada ao monstruoso Kraken em 30 dias para aplacar a fúria dos deuses. Na sua jornada para impedir o sacrifício, Perseu precisa lutar contra a terrível Medusa, auxiliado pela coruja mecânica Bubo e pelo cavalo alado Pégaso.



Hesíodo – Teogonia






16 setembro 2024

As Melhores Histórias da Mitologia Egípcia

 


Sinopse

Em 'As melhores histórias da mitologia egípcia', A.S. Franchini e Carmen Segranfredo, dando prosseguimento ao projeto de divulgar de maneira despretensiosa e divertida o corpus mitológico das mais diversas culturas, recriam para o público brasileiro as principais histórias egípcias que, em matéria de emoção e aventura, nada ficam a dever à mitologia greco-romana, bem mais popularizada entre nós. Rá, Osíris, Set, Ísis e Horus são alguns dos personagens que desfilam nesta movimentada coletânea, na qual o drama alterna-se na medida exata com a comédia, cumprindo o propósito dos autores de, ao mesmo tempo, instruir e divertir.





15 julho 2024

Filoctetes (Sófocles)

 



LEIA O LIVRO

PARTIDA DOS GREGOS. ABANDONO DE FILOCTETES.

 

         Naquele mesmo dia, içou a frota dos gregos as velas e, com um vento assaz favorável, fez-se ao mar. Após rápida travessia ancoraram os gregos na ilhota de Crisa, a fim de fazerem provisão de água. Ali Filoctetes (Φιλοκτήτης), filho do rei Peante de Melibeia na Tessália, herói de mil aventuras, companheiro de armas de Hércules e herdeiro da invencível seta deste, descobriu um altar arruinado que na sua época, durante a famosa viagem, Jasão, o argonauta dedicara à deusa Palas Ateneia, protetora da ilha. O piedoso herói, contentíssimo com a descoberta, desejou sacrificar no santuário abandonado à deusa protetora dos gregos, mas uma serpente venenosa, das que costumavam guardar os lugares sagrados atacou o intruso e o mordeu num dos pés. Levaram-no ao barco, e a frota continuou o caminho. Mas a ferida, cada vez mais aberta, produzia dores insuportáveis ao filho de Peante. Os companheiros não podiam suportar o pútrido cheiro da chaga nem os gritos incessantes do enfermo. Era impossível fazer, em paz, oferendas e sacrifícios. O sinistro queixume a tudo estorvava.

Finalmente, consultaram os filhos de Atreu ao astuto Ulisses. Mas o descontentamento dos companheiros do herói começou a alastrar-se por todo o exército. Temia-se que a ferida de Filoctetes contaminasse o acampamento e que suas contínuas queixas desmoralizassem os gregos. Por conseguinte, tomaram os chefes a cruel resolução, ao passarem diante das costas desertas e inóspitas da ilha de Lemnos, de ali abandonar o desgraçado herói, sem lembrar-se de que, com o valente guerreiro, perdiam também um arco invencível. Ulisses foi incumbido de cometer a vileza. Pegando Filoctetes, enquanto este dormia, levou-o à praia num bote e o deixou numa gruta vizinha, pondo-lhe ao lado vestes e alimentos bastantes para alguns dias. O navio deteve-se apenas o tempo necessário para desembarcar o desventurado. Mal Ulisses regressou, içaram-se as velas, e pouco depois estava de novo o barco reunido à frota.

(Gustav Schwab: Legendas Épicas da Grécia e de Roma, Vol. 1, 1965)


A primeira referência ao nome Filoctetes na obra é no verso 55.


03 dezembro 2023

O riso do riso - Roberto Damatta



28 Janeiro 2015 | 02h 06


O mito de origem do riso conta o seguinte: No começo do mundo, os homens não sabiam rir. Mas o Diabo enviou o riso para o mundo e apareceu aos homens com a máscara da alegria. Eles o acolheram com agrado, rindo e gargalhando, é claro. Não passou muito tempo e o riso tirou a sua máscara alegre e começou a refletir sobre o mundo e os homens. Surgiu então a crueldade da sátira, intolerável para os poderosos.


*

Hitler e Goering, fundador da Gestapo, comandante da força aérea, viciado em morfina e ladrão de obras de arte, estão no topo de uma torre de rádio em Berlim onde avistam toda a cidade. Hitler diz que ele gostaria de fazer alguma coisa para colocar um riso nos tristes rostos dos berlinenses. Goering reflete por um instante e sugere: Por que você não pula?


Nota diabólica: essa anedota foi ouvida e quem a contou foi investigado, perseguido e detido por membros da SS. Acabou num campo de concentração. Todos riram, mas quem foi identificado como originador ou criador da piada morreu.

*
Seria interessante, conforme lembra meu aluno e amigo Alberto Junqueira, inventar uma piada capaz de matar de rir, como fez o grupo Monty Python, num esquete em 1969. No decorrer da chamada 2.ª Guerra (1939-1945), um humorista inglês inventou "a piada mais engraçada do mundo". Era uma anedota tão boa que, depois de ler sua criação, ela o matou de rir. A esposa, vendo-o imóvel com um papel na mão, leu a piada e sucumbiu. Abriu-se uma investigação e a Scotland Yard confirmou a letalidade do chiste. Mesmo tentando neutralizar a letalidade da anedota, todos os policiais que a leram, morreram de rir. Em guerra, o caso foi levado ao Departamento de Inteligência Militar (que Groucho Marx dizia ser uma contradição em termos) e matou muitos oficiais. Logo, a piada foi usada no campo de batalha. Os combatentes liam em voz alta a piada traduzida cientificamente para o alemão e eles riam até morrer. Nem Hitler e seus nazistas tentaram criar uma contrapiada igualmente mortal, mas produziram anedotas pífias. Quando, num interrogatório, um oficial inglês contou a piada, tanto o agente da Gestapo quanto o seu superior da SS morreram de rir. O serviço secreto alemão, cuja inteligência era - conforme afirmava um dos meus professores - inigualável, já que só quem era muito, mas muito inteligente falava essa língua de gênios musicais e filósofos, fez a sua piada. Transmitida, ela não fez ninguém rir. Com a explosão da paz, a piada letal foi finalmente enterrada num túmulo oficial como a "piada desconhecida". Era demasiadamente perigosa e, mesmo no futuro, poderia continuar matando as pessoas de rir.


Talvez seja o momento de revivê-la para que ela possa ser lida pelos que não acreditam que falam uma língua singular e têm hábitos e crenças surpreendentemente naturais para si, mas absurdas para outros. Sem a existência de língua, cultura e valores, ninguém morre de rir. Ou melhor, não há riso.

*

Corremos o risco de morrer de rir. Aliás, todas as vezes que rimos, morremos mais um pouco. Agora, rir de um delegado de polícia, de um general, de um governador, de um prefeitinho de merda, de um professor ou de qualquer pessoa importante, é um risco.

Quantas vezes, você leitor ou leitora, riu do seu pai? Aposto que você ri com mais facilidade da senhora sua mãe e da gostosa da sua irmã do que do seu pai e do seu irmão idiota, cujo sonho é ser campeão mundial de surfe. Da empregada, rimos a todo momento. Algumas são pagas para fazer parte das comédias do nosso cotidiano nacional pós-escravocrata e definitivamente anti-igualitário. Quando o Lula inventou um ministério quase do tamanho de uma pequena cidade, ele criou sem saber uma bela piada. Mas em vez de nos matar de rir, ela nos mata de vergonha.

*

Uma faceta importante da hipocrisia é não rir do pai, do padre, do rabino, do professor e dos medalhões em geral, mesmo quando eles dizem a coisa mais gozada do mundo ou produzem algo incompatível com seus papéis.


- Obrigado, meu filho, por você não ter rido de mim quando soltei aquele pum sem querer...

- Esquece pai. Ainda bem que só eu sei e eu lhe prometo guardar o segredo - papai peidou - para o resto da minha vida. Forever, repetiu sério em inglês - aquela língua que naquele tempo ainda dava alguma seriedade ao mundo.


- Brigado filho.


Não havia passado cinco minutos e o filho respeitoso já havia falado do episódio para todo mundo, acrescentando ao pum paternal detalhes e minúcias de gargalhar.

*

- Você topa jantar comigo hoje à noite? Perguntou Fabio pela quinta vez, torcendo as mãos suadas.


Marilena que estava lendo um jornal, focada na chamada crise hídrica, a mais nova do nosso amado Brasil, que caminha a passos de Pantagruel para Crise Perfeita, jogou-o no banco. Em seguida, olhou para a cara assustada de Fabio e disse sorrindo, com o pensamento na declaração do ministro de Minas e Energia:

- Suas chances são iguais às do racionamento de eletricidade: 17%!

- Maravilha! Respondeu um exultante Fabio que, como todos os ministros e governadores, sabia que o melhor era transformar os 17 em 100%.

FONTE: Estadão

25 janeiro 2017

As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica – A. S. Franchini



Descrição do livro

Reúne, num único volume, as principais lendas relativas à mitologia dos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão alcançou os povos de língua inglesa e deixou sua marca na própria denominação dos dias da semana destes países (Thursday, por exemplo, é o “dia de Thor”, e Friday, “dia de Freya”.)
Fonte de inspiração para as mais variadas áreas, a mitologia nórdica influenciou uma legião de artistas na criação de suas próprias obras, tal como o escritor inglês J. R. R. Tolkien e o argentino Jorge Luís Borges. Também o compositor alemão Richard Wagner utilizou as lendas vikings para compor a famosa tetralogia operística O Anel dos Nibelungos, que apresentamos sob a forma romanceada de uma pequena novela, na segunda parte deste volume. Nestas histórias, não faltam ação, romance e até a presença de uma insuspeita veia cômica, já que a maioria dos personagens transitam pelo grotesco, numa profusão de anões, gigantes e elfos. Eis aqui uma das principais “raízes” das modernas sagas de RPG.




FONTE: Lê Livros
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