Razão de dependência é um indicador demográfico que mede a relação entre a população economicamente dependente e a população economicamente ativa.
A população economicamente dependente é composta por pessoas que não contribuem para a economia, por serem muito jovens ou muito velhas. A população economicamente ativa é composta por pessoas que trabalham ou procuram emprego.
A razão de dependência é calculada dividindo o número de pessoas economicamente dependentes pelo número de pessoas economicamente ativas. Por exemplo, uma razão de dependência de 50 significa que, para cada 100 pessoas economicamente ativas, existem 50 pessoas economicamente dependentes.
A razão de dependência é um indicador importante para avaliar o impacto do envelhecimento populacional. Países com uma população mais velha têm uma razão de dependência mais alta, o que significa que há mais pessoas para sustentar com menos pessoas trabalhando. Isso pode levar a uma série de desafios econômicos, sociais e políticos.
A razão de dependência pode ser calculada de duas maneiras:
- Razão de dependência total: considera todas as pessoas com menos de 15 anos e com mais de 64 anos como dependentes.
- Razão de dependência de jovens: considera apenas as pessoas com menos de 15 anos como dependentes.
- Razão de dependência de idosos: considera apenas as pessoas com mais de 64 anos como dependentes.
A razão de dependência total é o indicador mais comum, pois fornece uma visão geral do impacto do envelhecimento populacional. A razão de dependência de jovens e idosos fornece informações mais específicas sobre os desafios enfrentados por esses grupos.
No Brasil, a razão de dependência total era de 42,5% em 2022. Isso significa que, para cada 100 pessoas economicamente ativas, existiam 42,5 pessoas economicamente dependentes. A expectativa é que essa razão aumente para 61% em 2050.
Outros países com razões de dependência elevadas incluem o Japão, a Itália e a Alemanha. Esses países estão enfrentando desafios significativos para lidar com o envelhecimento populacional, como a falta de mão de obra, o aumento dos custos da previdência social e a redução da produtividade.

