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10 maio 2024

O Livro Negro do Comunismo – Stephane Courtois e outros



Descrição do livro

Ao contrário da repressão episódica e acidental das ditaduras latino-americanas, a violência comunista se tornou um instrumento político-ideológico, fazendo parte da rotina de governo. O mais completo estudo existente do comunismo, sob o prisma de suas atrocidades, está em O Livro Negro do Comunismo. Esta espécie de enciclopédia do comunismo revela, em oitenta anos de regime comunistas, um saldo de quase 100 milhões de mortos, com a esmagadora maioria de vítimas nos dois gigantes do marxismo-leninismo – a União Soviética e a China.

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FONTE: Mises Brasil e Instituto Rothbard

27 julho 2023

O feminismo como a grande causa revolucionária

Fonte: http://www.sweetjuniperinspiration.com/2013/05/my-favorite-dads-from-anti-suffrage.html


Por Mário Chainho
(11/09/2016)

O feminismo não começa na inveja, ao contrário do que muitos pensam. A inveja existe “desde sempre”, ao passo que o feminismo é um fenómeno relativamente recente na História.

Na realidade, como quase todos os fenómenos sociais, o feminismo teve as suas origens nas classes mais invejadas, ou seja, em certas elites que no final do séc. XIX começaram a defender algumas “causas”, como a das sufragistas. No fundo, era uma resposta à sufocante mentalidade burguesa embora vinda também, em grande parte, dos próprios burgueses enfadados com a vida e que facilmente encontravam emoção nas ideias revolucionárias.

A sociedade burguesa criou inúmeras contradições e esta foi apenas mais uma. A sociedade tinha um nível de riqueza nunca visto antes e, por isso, foi dado às mulheres o privilégio de não terem de trabalhar. Mas num mundo de aparências, um privilégio não aproveitado é visto como uma afronta, e rapidamente se constituiu numa espécie de obrigação. Por outro lado, o privilégio dos homens serem os únicos votantes enfrentava dois empecilhos na sociedade burguesa: por um lado, o homem já não cumpria mais a função de chefe e defensor da família, sendo essas funções cada vez mais desempenhadas pelo Estado; por outro lado, isso contrariava a ideologia da “igualdade”, que deixava de ser uma “igualdade perante Deus” para ir se transformando numa fantasia de igualitarismo social. Assim, é natural que que o alargamento do direito de voto às mulheres tenha sido a principal bandeira do início do feminismo, porque era a solução mais lógica para as contradições existentes. Na realidade, há quem nem chame esta primeira fase de feminismo, por parecer uma coisa tão diferente e muito mais decente que o feminismo tardio, mas há uma factor comum, que é a confusão inocente e propositada de alguns factores, como a assinalada confusão entre privilégio e obrigação.

O feminismo na primeira metade do século XX não tinha condições para ampliar o seu espectro de reivindicações e de se espalhar pela população. É fácil de perceber porquê, dado que nas duas guerras mundiais foram os homens que tiveram o “privilégio” de ir morrer em massa nos conflitos. Apenas depois da Segunda Guerra Mundial e de se ter espalhado a ideia de uma paz perpétua kantiana foi possível começar a reivindicar para as mulheres os mesmos direitos que os homens tinham. Podemos questionar se a Guerra Fria não podia ter colocado um freio nisto mas, se olharmos com atenção, vemos que não. Depois de se ter percebido os efeitos das armas atómicas e nucleares, ficou patente que as armas tinham um poder tão grande que o os seres humanos tinham um papel irrelevante, quer fossem homens ou mulheres. Isto na realidade não era bem assim, mas de certa forma criou a ideia de que as armas modernas tinham igualado as mulheres aos homens.

O feminismo do pós-guerra (ou segunda onda do feminismo, como por vezes é chamado) já não tem apenas uma certa dose de contradição embutida, o que é quase inevitável em qualquer proposta real, mas é essencialmente uma fraude. É até incompreensível que tão pouca gente tenha se dado conta de que a suposta libertação das mulheres era na realidade uma escravidão de facto, onde havia uma pequena dose de liberdade para alguns caprichos. Primeiro, o direito das mulheres trabalharem em todo o tipo de postos era, como é óbvio, o fim de um privilégio, mesmo que este possa ser sentido com incómodo. Em segundo lugar, a mulher era libertada da “escravidão da natureza”, e já não era mais obrigada a ser mãe e podia ser “o que ela quisesse”. Mas isto era feito com o auxílio da ciência, o que criava uma situação peculiar e que ainda hoje pouca gente quer perceber.

A ciência moderna possibilitou que existisse uma coisa chamada “planeamento familiar”, que hoje é um considerado quase que universalmente como um bem inegável. Mas o planeamento familiar quer dizer, primeiro que tudo, que os filhos já não são uma dádiva de Deus (ou da natureza) mas são fruto de uma escolha deliberada dos pais. Parecia uma milagrosa libertação do ser humano dos ciclos impostos pela natureza, e agora cumpria-se a proposta humanista da soberania do “eu”. De início, o planeamento familiar foi usado sobretudo para limitar o número de filhos, ou seja, ao invés dos casais terem 7, 8 ou mais filhos, passavam a ter apenas 2 ou 3. Mas, vendo bem, para quê ter 2 ou 3 filhos quando se pode ter apenas um? As famílias libertavam-se supostamente da natureza, mas tinham agora de viver numa sociedade estruturada cada vez mais pelas ciências, em que praticamente “tudo o que não era proibido se tornava obrigatório”. Os bens de consumo irrelevantes criados pela ciência e pela tecnologia obrigavam também que as pessoas adiassem cada vez mais a paternidade e se dedicassem a períodos cada vez mais extensos de futilidade. Assim, as mulheres que na idade média começavam a ter filhos pelos 14 anos, no pós-guerra já começavam a ser mães pelos 24, e mais recentemente serão mães (quando o são) mais por volta dos 34 anos. Por essa altura as mulheres já devem ter perdido as ilusões de que iriam ser todas administradoras de grandes empresas e percebem que andaram a desperdiçar os seus melhores anos a fazer coisas que apenas lhes criam uma sensação de vazio.

O feminismo parecia ser uma coisa em extinção no início dos anos 90. Por um lado, a parte mais folclórica do feminismo – mulheres queimando soutiens e não fazendo depilação – era ridicularizada. Por outro lado, o modo de vida moderno, anti-família e cheio de 'stress', tornava-se cada vez mais desconfortável. Havia uma certa vontade de “voltar atrás” e foram tempos em que papa João Paulo II tinha algum impacto na sociedade apelando a um modo de vida mais “conservador”.

Contudo, a causa feminista tinha um potencial revolucionário enorme e não foi descartada assim facilmente. A clássica “luta de classes” marxista cria uma certa fractura social, que na verdade já existe em alguma medida, mas tem um alcance limitado, porque estas classes já vivem mesmo largamente separadas. Mas o feminismo divide literalmente a humanidade ao meio e coloca um parte contra a outra em permanência. Assim, o feminismo foi renovado e tornado ainda mais radical. Podemos questionar como foi possível renovar um movimento que tinha caído num descrédito tão grande. Isso acontece porque novas gerações entram em acção na sociedade e, por regra, ignoram quase tudo o que veio antes delas. Desta forma, estas gerações são facilmente manipuladas pelos velhos revolucionários, que na verdade são dos poucos que compreendem como funcionam as transformações sociais.

O feminismo de terceira vaga não se limita a pedir igualdade de direitos, o que já era algo com uma grande dose de falsidade, mas exige uma reparação histórica pelas injustiças cometidas às mulheres. É impressionante como o argumento podia ser rebatido em grande parte ou mesmo até invertido, bastando lembrar como as mulheres foram largamente poupadas ao esforço da guerra ao longo dos milénios. Mas foi possível implementar a fraude porque a industria da comunicação social, as universidades, o mundo do espectáculo, as editoras e demais instâncias culturais passaram a responder a umas poucas vozes. Assim, em pouco tempo cria-se a ilusão de que está ocorrendo uma grande transformação social, o que depois se transforma numa profecia auto-realizada, dado o estado atomístico em que as pessoas se encontram, tendo pouco mais liberdade do que colocar em prática o desejo mimético.

Os efeitos desta terceira vaga de feminismo têm sido catastróficos. Hoje, muitos homens morrem de medo das mulheres e acham que nunca poderão fazer o suficiente para aliviar uma data de culpas históricas que receberam à nascença. Isto quer dizer que temos já uma ou duas gerações que praticamente já não conhecem o sexo oposto a não ser de forma esquemática e enviesada. De certa forma, o preservativo é o símbolo perfeito para ilustrar estas gerações, que necessitam de uma protecção para se aproximar do outro sexo, tal o perigo que ele encerra. Ao mesmo tempo, as mulheres talvez estejam mais vulneráveis aos predadores sexuais do que em qualquer outra altura, porque estes não se preocupam com as convenções sociais e os outros homens não imaginam que têm a função de proteger as mulheres.

Mas o pior deu-se ao nível da alteração da percepção do valor da vida. A contradição de certa forma estava embutida na proposta humanista, que foi em muito ajudada pelo liberalismo tornado ideologia política, que é o eterno capacho dos socialistas. O ser humano que se torna no critério último, na prática vai impor-se sobre o outro. Assim, a mulher que não é mais obrigada a conceber, caso venha a ser mãe é porque já está a fazer uma concessão ao filho. Neste contexto incontestado, o aborto tornar-se-ia, mais tarde ou mais cedo, num direito libertador. Aquelas pessoas que são contra o aborto porque este significa a morte de um ser humano não percebem que este argumento tem pouca ou nenhuma eficácia em sociedades em que o feminismo se implantou quase como se fosse senso comum. Depois de se espalhar a ideia de planeamento familiar, cada vida humana é fruto da liberdade do casal, caso contrário é considerada uma irresponsabilidade. Assim, a liberdade de escolha antecede e, aparentemente, afigura-se como superior à própria vida humana.

Mas isto não é auto-contraditório? Sim, porque o valor da liberdade humana deriva da própria existência humana, pois só quem é vivo pode decidir. Contudo, o ser humano tem a capacidade de se abstrair da experiência real e apenas considerar uma parcela, podendo depois tomá-la como absoluta. E a abstraccão não tem que ficar por aqui e, por isso, o aborto está longe de ser o limite. O império da liberdade humana exigirá, pela sua própria natureza demente, que o infanticídio e a pedofilia façam parte dos direitos humanos.





21 abril 2023

Será crime um branco não ter amigos negros para mostrar? - JOÃO PEREIRA COUTINHO


FOLHA DE SP - 09/08

Ah, a experiência! Os colunistas são como certos cachorros de caça. A presa ainda não apareceu no horizonte. Mas os nossos caninos já estão espumando de excitação.

Exemplo: dias atrás, li uma excelente entrevista de Jonathan Franzen à "Slate". Gosto de Franzen. Conheci-o pela primeira vez em 2002, talvez 2003, em livro de ensaios que recomendo ("Como Ficar Sozinho", Companhia das Letras). Depois, provei os romances. Também recomendo, embora "As Correções" (Companhia das Letras) me pareça bem melhor que os seguintes.

Mas regresso à entrevista. E aos meus caninos. A certa altura, o entrevistador pergunta a Franzen se ele nunca pensou em escrever um romance sobre os conflitos raciais que correm pelos Estados Unidos. A pergunta é absurda: um escritor não tem que escrever sobre os temas que interessam ao entrevistador –e isso revela a decadência cultural do jornalismo contemporâneo.

Franzen escutou a pergunta, meditou e finalmente respondeu, embaraçado: "Não tenho muitos amigos negros", um eufemismo para dizer que não tem nenhum. E depois, com honestidade, concluiu: só devemos escrever sobre realidades que conhecemos bem.

Terminei essa parte da entrevista com duas perguntas a balançar no trapézio.

A primeira foi questionar se também eu tenho amigos negros. Não tenho. Existem conhecidos, colegas, amigos de amigos. Mas não tenho no portfólio um exemplar para mostrar. Razões?

Nenhuma em especial. Nunca aconteceu. O destino, nessas matérias, tem uma palavra importante. E, além disso, eu ainda respeito o significado profundo da palavra "amigo". São três ou quatro e ponto final. Por acaso, todos brancos.

Mas a segunda pergunta é mais relevante que a primeira e foi ela que despertou o meu faro: depois da confissão de Franzen, esperei pelas críticas das brigadas. Que logo surgiram, para confirmarem o meu instinto.

No inglês "The Guardian", a escritora Lindy West resumiu o estado da arte: Franzen faz parte da esmagadora maioria de americanos brancos (75%, segundo um estudo do Public Religion Research Institute) que não tem amigos de outras raças. Franzen seria, na linguagem erudita de West, um caso de "auto-segregação": um escritor que se esconde na sua bolha de privilégio e que nunca mostrou interesse em ter amigos negros.

Ponto prévio: se a cifra está correta (75% de brancos sem amigos de outras raças), é óbvio que existem dois planetas distintos nos Estados Unidos quando os negros representam 12% da população (estimativa conservadora).

A pobreza tem aqui a palavra central, admito: nas nossas vidas cotidianas, tendemos a cultivar "relações de classe". Se os brancos são mais afluentes que os negros, é normal que os brancos tenham amigos brancos.

Por outro lado, já não será tão normal viver em grandes cidades –como Nova York, Chicago ou Los Angeles– sem amigos negros que habitam a mesma classe média. Mas será que isso constitui um crime? Ou, pelo menos, uma falha de caráter?

A escritora acredita que sim. E, na sua cabeça pequena, não lhe ocorre a possibilidade singela de Franzen não ter amigos negros porque nunca os encontrou.

Para Lindy West, a raiz do desencontro está na pigmentação da pele; mas como excluir, com dogmatismo infantil, a importância das afinidades culturais, dos interesses comuns ou até dos acasos biográficos ou geográficos?

Finalmente, e em verdadeira paródia ao conceito de "amizade", Lindy West questiona por que motivo Franzen não faz um esforço para procurar amigos negros. "Amizade", para ela, é uma espécie de jardim zoológico privado onde temos o amigo negro na jaula 1; o asiático na jaula 2; o hispânico na jaula 3; o samoano na jaula 4; e, já agora, o índio na jaula 5. Parafraseando os existencialistas, a aparência precede a essência.

É um caminho. Claro que esse conceito de amizade também pode ser problemático: se a ONU tem 193 Estados membros, uma amizade verdadeiramente inclusiva deve transcender as fronteiras do país e abraçar o mundo inteiro. Ou somos cosmopolitas, ou não somos nada.

Prometo que vou fazer um esforço: amanhã começo na letra A – com um amigo afegão– e só descanso quando chegar ao Zimbábue.



04 novembro 2017

Fundação do Estado de Israel





Escrever sobre Israel é uma tarefa muito difícil, pois a história de Israel se confunde com a história da humanidade.
O que muitas pessoas não sabem, é que na história de Israel, um brasileiro tem um papel de destaque. Trata-se do diplomata Osvaldo Aranha (1894 – 1960). Ele foi uma peça importantíssima na criação do atual Estado de Israel.
Mas primeiro vamos entender como os judeus ficaram sem uma pátria.
No ano de 63 a C. Israel foi conquistado pelo Império Romano e a convivência com Roma foi marcada por diversas revoltas. Na última delas em 132, eles foram expulsos de sua terra, que passou a ser denominada de Síria Palestina, com o objetivo de apagar o passado judaico da região. Por causa disso a presença dos judeus em sua própria terra foi diminuindo gradativamente.
Posteriormente a região pertenceu ao Império Bizantino, Turco Otomano, até que após a Primeira Guerra passou para o domínio Britânico.
Após a Segunda Guerra, havia uma comoção muito grande para que os judeus tivessem uma pátria, em virtude do Holocausto. Alguns lugares foram sugeridos para a criação de um Estado judeu, inclusive na África. Porém os judeus achavam que só se sentiriam seguros se sua pátria fosse na Palestina, seu lugar de origem.
O governo Britânico se declarando incapaz de resolver a questão, deixou a cargo da recém criada Organização das Nações Unidas (ONU) decidir o que seria feito com a Palestina.
E é ai que começa a participação brasileira na criação do Estado de Israel.
Em 1947 o Presidente Eurico Gaspar Dutra nomeia Osvaldo Aranha como Chefe da Delegação Brasileira junto a ONU. Ele acaba sendo nomeado Presidente da Assembléia Geral da ONU, que iria decidir a questão Palestina.
Após longas discussões foram apresentadas duas propostas: A primeira era a partilha da Palestina, criando um estado judeu e outro árabe. A segunda, proposta pelos países árabes, era da independência imediata da Palestina, uma vez que 70% da população era formada por árabes.
Em 25 de novembro houve uma votação a favor da partilha da Palestina e a liberação da migração de judeus para a região. O resultado dessa votação seria recomendado para a Assembléia Geral. Não era necessário dois terços para sua aprovação. O resultado foi de 25 votos a favor, 13 contra e 17 abstenções.
Votaram a favor: Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Costa Rica, Tchecoslováquia, Chile, Dinamarca, Equador, Estados Unidos da América, Guatemala, Islândia, Nicarágua, Noruega, Panamá, Peru, Polônia, República Dominicana, República Socialista Soviética da Bielorrússia, República Socialista Soviética da Ucrânia, Suécia, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, União Sul-Africana, Uruguai e Vevezuela.
Votaram contra: Afeganistão, Árábia Saudita, Cuba, Egito, Índia, Irã, Iraque, Líbano, Paquistão, Tailândia, Síria, Turquia e Iemen.
Abstenções: Argentina, Bélgica, Colômbia, China, El Salvador, Etiópia, França, Grécia, Haiti, Honduras, Libéria, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Países Baixos, Reino Unido e Iuguslávia.
Ausentes: Filipinas e Paraguai.
Apesar do resultado favorável à partilha, a votação na Assembléia Geral iria acontecer no dia seguinte, e para ser aprovada eram necessários dois terços dos votos, o que claramente não iria acontecer.
A votação deveria acontecer no dia seguinte e os sionistas (movimento que apóia a existência de um Estado Judeu) fizeram uma manobra que mudaria completamente o rumo da história.
Sabendo que não obteriam os dois terços necessários, a intenção era ocupar a tribuna fazendo discursos o maior tempo possível para que a votação atrasasse. O representante Uruguai, Enrique Rodríguez Fabregat, fez bem esse papel discursando por um longo tempo. Foi então que Osvaldo Aranha tomou uma atitude fundamental para a criação do Estado Judeu. Ele suspendeu a Assembléia, alegando que não haveria mais tempo para a votação, mesmo após os delegados árabes retirarem seus nomes da lista de oradores. No entanto eram em torno 18:30 e muito comum que as votações se entendessem até a meia noite. O que ele queria na verdade, era ganhar tempo para convencer os países a votarem a favor.
Começava agora uma corrida contra o tempo nos bastidores. Telefones e telegramas corriam por todos os continentes. Os sionistas trabalhavam para conseguir os votos que faltavam para a aprovação. Era necessário convencer diversos países da América Latina, e julgava-se mais difícil convencer a França e a Bélgica. Os árabes, por sua vez, trabalhavam para que a votação fosse iniciada o mais breve possível.
Um argentino chamado Moshe Tox teve um papel importante para convencer os países da América Latina. Ele passava o dia ao telefone tentando convencer os representantes de seus países a votar a favor enquanto seus emissários corriam por toda a parte do continente. A pressão feita era tanta que foram dados casacos de vison para as esposas dos delegados latino-americanos, e até talões de cheques em brancos.
No dia seguinte era feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos e não houve sessão. No outro dia o representante francês solicitou mais 24 horas de adiamento, que foi aceito pelo brasileiro. Todo esse tempo foi crucial para que os sionistas conseguissem os votos necessários.
No dia seguinte, 29 de novembro de 1947, o embaixador da Tailândia, deixou Nova York às pressas, alegando um princípio de revolução em seu país. Na verdade foi a maneira que ele encontrou para fugir da pressão tanto dos sionistas como dos árabes.
Osvaldo Aranha abre a sessão e após alguns discursos começa a votação. Os países foram chamados por ordem alfabética e os votos iam se alternando entre sim e não. Mas a vitória sionista já estava evidente. No final Aranha declara: 33 votos a favor, 13 contra, 10 abstenções e 1 ausência.
Votaram a favor: África do Sul, Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bielorússia, Canadá, Checoslováquia, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Estados Unidos, Filipinas, França, Guatemala, Haiti, Holanda, Islândia, Libéria, Luxemburgo, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, República Dominicana, Suécia, Ucrânia, União Soviética, Uruguai e Venezuela.
Votaram contra: Afeganistão, Arábia Saudita, Cuba, Egito, Grécia, Iêmen, Índia, Irã, Iraque, Líbano, Paquistão, Síria e Turquia.
Abstenções: Argentina, Chile, China, Colômbia, El Salvador, Etiópia, Honduras, Iugoslávia, México e Reino Unido.
Ausência: Tailândia.
Em todo lugar do mundo, judeus se abraçavam comemorando esse fato histórico. Após quase 2000 anos depois de eles terem sido expulsos pelos romanos, enfim eles poderiam voltar para sua terra.
Existe uma falsa informação de que houve empate na votação, e que Osvaldo Aranha deu o voto de minerva para decidir a questão, mas essa informação não é verdadeira.
Osvaldo Aranha foi reconhecido pelo povo judeu como um dos articuladores para criação do Estado de Israel. Em sua homenagem há uma rua em Tel Aviv, capital financeira de Israel, que leva o seu nome.
A Grã-Bretanha deveria retirar-se da Palestina no dia 14 de maio de 1948.
No dia 15 de maio de 1948 nascia o Estado de Israel, cumprindo a profecia feita por Isaias, mais de 2600 anos antes:
“ Quem já ouviu falar de uma coisa assim? Quem já viu isso acontecer? Pois será que um país pode nascer num dia só? Uma nação aparece assim num insta56e? Mas foi isto mesmo que aconteceu com Sião: assim que sentiu dores de parto, ela deu à luz os seus filhos”. Isaias 66:8
Shalom Israel.


29 julho 2016

História dos Estados Unidos – Leandro Karnal




Descrição do livro



Como pode os Estados Unidos provocarem tanto ódio, a ponto de muita gente no mundo ficar feliz com ataques suicidas de fanáticos obscurantistas contra eles? Como pode uma cultura influenciar tantas outras e ostentar, muitas vezes, um provincianismo digno de rincões escondidos no espaço e no tempo? Nação que absorveu mais imigrantes que nenhuma outra na história, que respeita as diferenças criando etiquetas para as minorias, que incorpora cientistas do mundo todo em suas melhores universidades, que espalhou para o mundo o cinema e o jazz, séries de tv e calças jeans, padrão de magreza anoréxica e de seios inflados; país que defendeu a democracia em ‘guerras justas’ e atentou contra ela em invasões injustificáveis.



É sobre esse fascinante país que trata este livro. Feita com olhar brasileiro, a obra foi escrita por quatro especialistas da área, passando longe da visão maniqueísta com que o tema comumente é tratado. Obra de referência, essencial para quem não é indiferente (gostando ou não) às influências que a terra do ‘Tio Sam’ exerce sobre nós.



FONTE: Lê Livros



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03 maio 2016

A Um Poeta - Antero de Quental



Tu que dormes, espírito sereno, 
Posto à sombra dos cedros seculares, 
Como um levita à sombra dos altares, 
Longe da luta e do fragor terreno. 


Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno 
Afugentou as larvas tumulares... 
Para surgir do seio desses mares 

Um mundo novo espera só um aceno... 

Escuta! É a grande voz das multidões! 
São teus irmãos, que se erguem! São canções... 
Mas de guerra... e são vozes de rebate! 

Ergue-te, pois, soldado do Futuro, 
E dos raios de luz do sonho puro, 
Sonhador, faze espada de combate! 





02 abril 2016

As 14 políticas mais desejadas do mundo


Barbara Matera



Estas 14 mulheres chamaram a atenção dos eleitores não só por causa de suas qualidades políticas, mas também por conta de seus dotes físicos. Conheça as 14 políticas mais desejadas do mundo.


Aos poucos, as mulheres estão assumindo o poder.

Seja como presidentes de um país, secretárias estaduais ou diretoras do Fundo Monetário Internacional, nos últimos anos, os eleitores escolheram dar uma oportunidade para o sexo feminino para assumir o comando da política, visto que as mulheres não são somente belas, mas também extremamente competentes.

No entanto, algumas destacaram-se mais entre os eleitores homens por sua beleza, encabeçando uma lista das mais desejadas entre eles. Confira algumas das mulheres políticas mais desejadas do mundo:


1. Alina Kabaeva, Rússia




Durante muito tempo, esta bela russa foi membro da equipe de ginástica de seu país, participando em dois Jogos Olímpicos. Atualmente está afastada do esporte e entre 2006 e 2014 foi membro da Câmara Pública da Rússia. Especula-se que ela também seria amante do presidente russo Vladimir Putin, sendo inclusive, mãe de um filho dele, boatos não confirmados oficialmente.

2. Barbara Matera, Itália



Representante da Itália no Parlamento Europeu.

3. Julia Bonk, Alemanha



Nascida em 29 de abril de 1986, em Burg bei Magdeburg, Alemanha Oriental, foi de um partido no parlamento regional da Saxônia, entre 2004 e 2014. Eleita aos 18 anos, tornou-se a mais jovem membro de um parlamento na Alemanha.

4. Mara Carfagna, Itália



Ex-modelo e foi ministra da Igualdade de Oportunidades da Itália. Era a favorita de Silvio Berlusconi. Ela liderou a lista de políticas mais “quentes”, de acordo com a revista Maxim, também posou de topless e falou contra a homossexualidade.

5. Anna-Maria Galojan, Estônia



Ela tem 28 anos e é originária da Estônia. Em sua tenra idade já tem um mestrado em ciência política e é membro do Partido da Reforma da Estônia; em 2009, foi capa da revista Playboy.

6. Luciana León, Peru



Ela é uma advogada e política peruana, membro do Partido Aprista Peruano, é congressista da República do Peru por Lima até este ano (2016) , sendo a mais jovem do atual Parlamento.

7. Gabriela Cuevas, México



É uma política mexicana, membro do Partido de Ação Nacional, foi deputada até 2012 atualmente é senadora federal.

8. Brenda Arenas, México



Foi Secretária de Desenvolvimento do Partido Alternativa Social Democrata e Camponesa do México.

9. Orly Levy, Israel


Nasceu em 11 de novembro de 1973, é uma política de Israel; Atualmente, atua como membro do Knesset de Israel Beiteinu. Anteriormente, ela trabalhou como modelo e apresentadora de televisão.

10. Anastassia Michaeli, Israel


Ela nasceu em Leningrado, na União Soviética. No entanto, Michaeli fez carreira política em Israel, como membro do Knesset para Yisrael Beiteinu.

11. Toiréasa Ferris, Irlanda


Filha de um político irlandês de renome, decidiu seguir o caminho de seu pai.

12. Eva Kaili, Grécia


A deputada grega de 34 anos começou sua carreira como apresentador de TV e entrou no Parlamento grego em 2007, onde trabalhou até 2012. Ela é membro do PASOK.

13. Camila Vallejo, Chile


Geógrafa e política chilena, Militante da Juventude Comunista do Chile, começou na política como líder estudantil. Atualmente é deputada.

14. Lidiane Leite, Brasil


25 anos, investigada por escândalos de corrupção que a fizeram perder o mandado de prefeita de Bom Jardim (MA).


FONTE: Pop Sapiens


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