Ao contrário da repressão episódica e acidental das ditaduras latino-americanas, a violência comunista se tornou um instrumento político-ideológico, fazendo parte da rotina de governo. O mais completo estudo existente do comunismo, sob o prisma de suas atrocidades, está em O Livro Negro do Comunismo. Esta espécie de enciclopédia do comunismo revela, em oitenta anos de regime comunistas, um saldo de quase 100 milhões de mortos, com a esmagadora maioria de vítimas nos dois gigantes do marxismo-leninismo – a União Soviética e a China.
O feminismo não começa na inveja, ao contrário do que muitos pensam. A
inveja existe “desde sempre”, ao passo que o feminismo é um fenómeno
relativamente recente na História.
Na realidade, como quase todos os fenómenos sociais, o feminismo teve as
suas origens nas classes mais invejadas, ou seja, em certas elites que no final
do séc. XIX começaram a defender algumas “causas”, como a das sufragistas. No
fundo, era uma resposta à sufocante mentalidade burguesa embora vinda também,
em grande parte, dos próprios burgueses enfadados com a vida e que facilmente
encontravam emoção nas ideias revolucionárias.
A sociedade
burguesa criou inúmeras contradições e esta foi apenas mais uma. A sociedade
tinha um nível de riqueza nunca visto antes e, por isso, foi dado às mulheres o
privilégio de não terem de trabalhar. Mas num mundo de aparências, um
privilégio não aproveitado é visto como uma afronta, e rapidamente se
constituiu numa espécie de obrigação. Por outro lado, o privilégio dos homens
serem os únicos votantes enfrentava dois empecilhos na sociedade burguesa: por
um lado, o homem já não cumpria mais a função de chefe e defensor da família,
sendo essas funções cada vez mais desempenhadas pelo Estado; por outro lado,
isso contrariava a ideologia da “igualdade”, que deixava de ser uma “igualdade
perante Deus” para ir se transformando numa fantasia de igualitarismo social.
Assim, é natural que que o alargamento do direito de voto às mulheres tenha
sido a principal bandeira do início do feminismo, porque era a solução mais
lógica para as contradições existentes. Na realidade, há quem nem chame esta
primeira fase de feminismo, por parecer uma coisa tão diferente e muito mais
decente que o feminismo tardio, mas há uma factor comum, que é a confusão
inocente e propositada de alguns factores, como a assinalada confusão entre
privilégio e obrigação.
O feminismo na primeira metade do século XX não tinha condições para
ampliar o seu espectro de reivindicações e de se espalhar pela população. É
fácil de perceber porquê, dado que nas duas guerras mundiais foram os homens
que tiveram o “privilégio” de ir morrer em massa nos conflitos. Apenas depois
da Segunda Guerra Mundial e de se ter espalhado a ideia de uma paz perpétua
kantiana foi possível começar a reivindicar para as mulheres os mesmos direitos
que os homens tinham. Podemos questionar se a Guerra Fria não podia ter
colocado um freio nisto mas, se olharmos com atenção, vemos que não. Depois de
se ter percebido os efeitos das armas atómicas e nucleares, ficou patente que
as armas tinham um poder tão grande que o os seres humanos tinham um papel
irrelevante, quer fossem homens ou mulheres. Isto na realidade não era bem
assim, mas de certa forma criou a ideia de que as armas modernas tinham
igualado as mulheres aos homens.
O feminismo do pós-guerra (ou segunda onda do feminismo, como por vezes
é chamado) já não tem apenas uma certa dose de contradição embutida, o que é
quase inevitável em qualquer proposta real, mas é essencialmente uma fraude. É
até incompreensível que tão pouca gente tenha se dado conta de que a suposta
libertação das mulheres era na realidade uma escravidão de facto, onde havia
uma pequena dose de liberdade para alguns caprichos. Primeiro, o direito das
mulheres trabalharem em todo o tipo de postos era, como é óbvio, o fim de um
privilégio, mesmo que este possa ser sentido com incómodo. Em segundo lugar, a
mulher era libertada da “escravidão da natureza”, e já não era mais obrigada a ser
mãe e podia ser “o que ela quisesse”. Mas isto era feito com o auxílio da
ciência, o que criava uma situação peculiar e que ainda hoje pouca gente quer
perceber.
A ciência moderna possibilitou que existisse uma coisa chamada
“planeamento familiar”, que hoje é um considerado quase que universalmente como
um bem inegável. Mas o planeamento familiar quer dizer, primeiro que tudo, que
os filhos já não são uma dádiva de Deus (ou da natureza) mas são fruto de uma
escolha deliberada dos pais. Parecia uma milagrosa libertação do ser humano dos
ciclos impostos pela natureza, e agora cumpria-se a proposta humanista da
soberania do “eu”. De início, o planeamento familiar foi usado sobretudo para
limitar o número de filhos, ou seja, ao invés dos casais terem 7, 8 ou mais
filhos, passavam a ter apenas 2 ou 3. Mas, vendo bem, para quê ter 2 ou 3
filhos quando se pode ter apenas um? As famílias libertavam-se supostamente da
natureza, mas tinham agora de viver numa sociedade estruturada cada vez mais
pelas ciências, em que praticamente “tudo o que não era proibido se tornava
obrigatório”. Os bens de consumo irrelevantes criados pela ciência e pela
tecnologia obrigavam também que as pessoas adiassem cada vez mais a paternidade
e se dedicassem a períodos cada vez mais extensos de futilidade. Assim, as
mulheres que na idade média começavam a ter filhos pelos 14 anos, no pós-guerra
já começavam a ser mães pelos 24, e mais recentemente serão mães (quando o são)
mais por volta dos 34 anos. Por essa altura as mulheres já devem ter perdido as
ilusões de que iriam ser todas administradoras de grandes empresas e percebem
que andaram a desperdiçar os seus melhores anos a fazer coisas que apenas lhes
criam uma sensação de vazio.
O feminismo parecia ser uma coisa em extinção no início dos anos 90. Por
um lado, a parte mais folclórica do feminismo – mulheres queimando soutiens e
não fazendo depilação – era ridicularizada. Por outro lado, o modo de vida
moderno, anti-família e cheio de 'stress', tornava-se cada vez mais
desconfortável. Havia uma certa vontade de “voltar atrás” e foram tempos em que
papa João Paulo II tinha algum impacto na sociedade apelando a um modo de vida
mais “conservador”.
Contudo, a causa feminista tinha um potencial revolucionário enorme e
não foi descartada assim facilmente. A clássica “luta de classes” marxista cria
uma certa fractura social, que na verdade já existe em alguma medida, mas tem
um alcance limitado, porque estas classes já vivem mesmo largamente separadas.
Mas o feminismo divide literalmente a humanidade ao meio e coloca um parte
contra a outra em permanência. Assim, o feminismo foi renovado e tornado ainda
mais radical. Podemos questionar como foi possível renovar um movimento que
tinha caído num descrédito tão grande. Isso acontece porque novas gerações
entram em acção na sociedade e, por regra, ignoram quase tudo o que veio antes
delas. Desta forma, estas gerações são facilmente manipuladas pelos velhos
revolucionários, que na verdade são dos poucos que compreendem como funcionam
as transformações sociais.
O feminismo de terceira vaga não se limita a pedir igualdade de
direitos, o que já era algo com uma grande dose de falsidade, mas exige uma
reparação histórica pelas injustiças cometidas às mulheres. É impressionante
como o argumento podia ser rebatido em grande parte ou mesmo até invertido,
bastando lembrar como as mulheres foram largamente poupadas ao esforço da
guerra ao longo dos milénios. Mas foi possível implementar a fraude porque a
industria da comunicação social, as universidades, o mundo do espectáculo, as
editoras e demais instâncias culturais passaram a responder a umas poucas
vozes. Assim, em pouco tempo cria-se a ilusão de que está ocorrendo uma grande
transformação social, o que depois se transforma numa profecia auto-realizada,
dado o estado atomístico em que as pessoas se encontram, tendo pouco mais
liberdade do que colocar em prática o desejo mimético.
Os efeitos desta terceira vaga de feminismo têm sido catastróficos.
Hoje, muitos homens morrem de medo das mulheres e acham que nunca poderão fazer
o suficiente para aliviar uma data de culpas históricas que receberam à
nascença. Isto quer dizer que temos já uma ou duas gerações que praticamente já
não conhecem o sexo oposto a não ser de forma esquemática e enviesada. De certa
forma, o preservativo é o símbolo perfeito para ilustrar estas gerações, que
necessitam de uma protecção para se aproximar do outro sexo, tal o perigo que
ele encerra. Ao mesmo tempo, as mulheres talvez estejam mais vulneráveis aos
predadores sexuais do que em qualquer outra altura, porque estes não se
preocupam com as convenções sociais e os outros homens não imaginam que têm a
função de proteger as mulheres.
Mas o pior deu-se ao nível da alteração da percepção do valor da vida. A
contradição de certa forma estava embutida na proposta humanista, que foi em
muito ajudada pelo liberalismo tornado ideologia política, que é o eterno
capacho dos socialistas. O ser humano que se torna no critério último, na
prática vai impor-se sobre o outro. Assim, a mulher que não é mais obrigada a
conceber, caso venha a ser mãe é porque já está a fazer uma concessão ao filho.
Neste contexto incontestado, o aborto tornar-se-ia, mais tarde ou mais cedo,
num direito libertador. Aquelas pessoas que são contra o aborto porque este
significa a morte de um ser humano não percebem que este argumento tem pouca ou
nenhuma eficácia em sociedades em que o feminismo se implantou quase como se
fosse senso comum. Depois de se espalhar a ideia de planeamento familiar, cada
vida humana é fruto da liberdade do casal, caso contrário é considerada uma
irresponsabilidade. Assim, a liberdade de escolha antecede e, aparentemente,
afigura-se como superior à própria vida humana.
Mas isto não é auto-contraditório? Sim, porque o valor da liberdade
humana deriva da própria existência humana, pois só quem é vivo pode decidir.
Contudo, o ser humano tem a capacidade de se abstrair da experiência real e
apenas considerar uma parcela, podendo depois tomá-la como absoluta. E a
abstraccão não tem que ficar por aqui e, por isso, o aborto está longe de ser o
limite. O império da liberdade humana exigirá, pela sua própria natureza
demente, que o infanticídio e a pedofilia façam parte dos direitos humanos.
Ah, a experiência! Os colunistas são como certos cachorros de caça. A presa ainda não apareceu no horizonte. Mas os nossos caninos já estão espumando de excitação.
Exemplo: dias atrás, li uma excelente entrevista de Jonathan Franzen à "Slate". Gosto de Franzen. Conheci-o pela primeira vez em 2002, talvez 2003, em livro de ensaios que recomendo ("Como Ficar Sozinho", Companhia das Letras). Depois, provei os romances. Também recomendo, embora "As Correções" (Companhia das Letras) me pareça bem melhor que os seguintes.
Mas regresso à entrevista. E aos meus caninos. A certa altura, o entrevistador pergunta a Franzen se ele nunca pensou em escrever um romance sobre os conflitos raciais que correm pelos Estados Unidos. A pergunta é absurda: um escritor não tem que escrever sobre os temas que interessam ao entrevistador –e isso revela a decadência cultural do jornalismo contemporâneo.
Franzen escutou a pergunta, meditou e finalmente respondeu, embaraçado: "Não tenho muitos amigos negros", um eufemismo para dizer que não tem nenhum. E depois, com honestidade, concluiu: só devemos escrever sobre realidades que conhecemos bem.
Terminei essa parte da entrevista com duas perguntas a balançar no trapézio.
A primeira foi questionar se também eu tenho amigos negros. Não tenho. Existem conhecidos, colegas, amigos de amigos. Mas não tenho no portfólio um exemplar para mostrar. Razões?
Nenhuma em especial. Nunca aconteceu. O destino, nessas matérias, tem uma palavra importante. E, além disso, eu ainda respeito o significado profundo da palavra "amigo". São três ou quatro e ponto final. Por acaso, todos brancos.
Mas a segunda pergunta é mais relevante que a primeira e foi ela que despertou o meu faro: depois da confissão de Franzen, esperei pelas críticas das brigadas. Que logo surgiram, para confirmarem o meu instinto.
No inglês "The Guardian", a escritora Lindy West resumiu o estado da arte: Franzen faz parte da esmagadora maioria de americanos brancos (75%, segundo um estudo do Public Religion Research Institute) que não tem amigos de outras raças. Franzen seria, na linguagem erudita de West, um caso de "auto-segregação": um escritor que se esconde na sua bolha de privilégio e que nunca mostrou interesse em ter amigos negros.
Ponto prévio: se a cifra está correta (75% de brancos sem amigos de outras raças), é óbvio que existem dois planetas distintos nos Estados Unidos quando os negros representam 12% da população (estimativa conservadora).
A pobreza tem aqui a palavra central, admito: nas nossas vidas cotidianas, tendemos a cultivar "relações de classe". Se os brancos são mais afluentes que os negros, é normal que os brancos tenham amigos brancos.
Por outro lado, já não será tão normal viver em grandes cidades –como Nova York, Chicago ou Los Angeles– sem amigos negros que habitam a mesma classe média. Mas será que isso constitui um crime? Ou, pelo menos, uma falha de caráter?
A escritora acredita que sim. E, na sua cabeça pequena, não lhe ocorre a possibilidade singela de Franzen não ter amigos negros porque nunca os encontrou.
Para Lindy West, a raiz do desencontro está na pigmentação da pele; mas como excluir, com dogmatismo infantil, a importância das afinidades culturais, dos interesses comuns ou até dos acasos biográficos ou geográficos?
Finalmente, e em verdadeira paródia ao conceito de "amizade", Lindy West questiona por que motivo Franzen não faz um esforço para procurar amigos negros. "Amizade", para ela, é uma espécie de jardim zoológico privado onde temos o amigo negro na jaula 1; o asiático na jaula 2; o hispânico na jaula 3; o samoano na jaula 4; e, já agora, o índio na jaula 5. Parafraseando os existencialistas, a aparência precede a essência.
É um caminho. Claro que esse conceito de amizade também pode ser problemático: se a ONU tem 193 Estados membros, uma amizade verdadeiramente inclusiva deve transcender as fronteiras do país e abraçar o mundo inteiro. Ou somos cosmopolitas, ou não somos nada.
Prometo que vou fazer um esforço: amanhã começo na letra A – com um amigo afegão– e só descanso quando chegar ao Zimbábue.
Escrever sobre Israel é uma
tarefa muito difícil, pois a história de Israel se confunde com a história da
humanidade.
O
que muitas pessoas não sabem, é que na história de Israel, um brasileiro tem um
papel de destaque. Trata-se do diplomata Osvaldo Aranha (1894 – 1960). Ele foi
uma peça importantíssima na criação do atual Estado de Israel.
Mas
primeiro vamos entender como os judeus ficaram sem uma pátria.
No
ano de 63 a C. Israel foi conquistado pelo Império Romano e a convivência com
Roma foi marcada por diversas revoltas. Na última delas em 132, eles foram
expulsos de sua terra, que passou a ser denominada de Síria Palestina, com o
objetivo de apagar o passado judaico da região. Por causa disso a presença dos
judeus em sua própria terra foi diminuindo gradativamente.
Posteriormente
a região pertenceu ao Império Bizantino, Turco Otomano, até que após a Primeira
Guerra passou para o domínio Britânico.
Após
a Segunda Guerra, havia uma comoção muito grande para que os judeus tivessem
uma pátria, em virtude do Holocausto. Alguns lugares foram sugeridos para a
criação de um Estado judeu, inclusive na África. Porém os judeus achavam que só
se sentiriam seguros se sua pátria fosse na Palestina, seu lugar de origem.
O
governo Britânico se declarando incapaz de resolver a questão, deixou a cargo
da recém criada Organização das Nações Unidas (ONU) decidir o que seria feito
com a Palestina.
E
é ai que começa a participação brasileira na criação do Estado de Israel.
Em
1947 o Presidente Eurico Gaspar Dutra nomeia Osvaldo Aranha como Chefe da
Delegação Brasileira junto a ONU. Ele acaba sendo nomeado Presidente da
Assembléia Geral da ONU, que iria decidir a questão Palestina.
Após
longas discussões foram apresentadas duas propostas: A primeira era a partilha
da Palestina, criando um estado judeu e outro árabe. A segunda, proposta pelos
países árabes, era da independência imediata da Palestina, uma vez que 70% da
população era formada por árabes.
Em
25 de novembro houve uma votação a favor da partilha da Palestina e a
liberação da migração de judeus para a região. O resultado dessa votação seria
recomendado para a Assembléia Geral. Não era necessário dois terços para sua
aprovação. O resultado foi de 25 votos a favor, 13 contra e 17 abstenções.
Votaram
a favor: Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Costa Rica, Tchecoslováquia,
Chile, Dinamarca, Equador, Estados Unidos da América, Guatemala, Islândia,
Nicarágua, Noruega, Panamá, Peru, Polônia, República Dominicana, República
Socialista Soviética da Bielorrússia, República Socialista Soviética da
Ucrânia, Suécia, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, União
Sul-Africana, Uruguai e Vevezuela.
Abstenções:
Argentina, Bélgica, Colômbia, China, El Salvador, Etiópia, França, Grécia,
Haiti, Honduras, Libéria, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Países Baixos,
Reino Unido e Iuguslávia.
Ausentes:
Filipinas e Paraguai.
Apesar
do resultado favorável à partilha, a votação na Assembléia Geral iria acontecer
no dia seguinte, e para ser aprovada eram necessários dois terços dos votos, o
que claramente não iria acontecer.
A
votação deveria acontecer no dia seguinte e os sionistas (movimento que apóia a
existência de um Estado Judeu) fizeram uma manobra que mudaria completamente o
rumo da história.
Sabendo
que não obteriam os dois terços necessários, a intenção era ocupar a tribuna
fazendo discursos o maior tempo possível para que a votação atrasasse. O
representante Uruguai, Enrique Rodríguez Fabregat, fez bem esse papel
discursando por um longo tempo. Foi então que Osvaldo Aranha tomou uma atitude
fundamental para a criação do Estado Judeu. Ele suspendeu a Assembléia,
alegando que não haveria mais tempo para a votação, mesmo após os delegados
árabes retirarem seus nomes da lista de oradores. No entanto eram em torno
18:30 e muito comum que as votações se entendessem até a meia noite. O que ele
queria na verdade, era ganhar tempo para convencer os países a votarem a favor.
Começava
agora uma corrida contra o tempo nos bastidores. Telefones e telegramas corriam
por todos os continentes. Os sionistas trabalhavam para conseguir os votos que
faltavam para a aprovação. Era necessário convencer diversos países da América
Latina, e julgava-se mais difícil convencer a França e a Bélgica. Os árabes,
por sua vez, trabalhavam para que a votação fosse iniciada o mais breve
possível.
Um
argentino chamado Moshe Tox teve um papel importante para convencer os países
da América Latina. Ele passava o dia ao telefone tentando convencer os
representantes de seus países a votar a favor enquanto seus emissários corriam
por toda a parte do continente. A pressão feita era tanta que foram dados
casacos de vison para as esposas dos delegados latino-americanos, e até talões
de cheques em brancos.
No
dia seguinte era feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos e não houve
sessão. No outro dia o representante francês solicitou mais 24 horas de
adiamento, que foi aceito pelo brasileiro. Todo esse tempo foi crucial para que
os sionistas conseguissem os votos necessários.
No
dia seguinte, 29 de novembro de 1947, o embaixador da Tailândia, deixou Nova
York às pressas, alegando um princípio de revolução em seu país. Na verdade foi
a maneira que ele encontrou para fugir da pressão tanto dos sionistas como dos
árabes.
Osvaldo
Aranha abre a sessão e após alguns discursos começa a votação. Os países foram
chamados por ordem alfabética e os votos iam se alternando entre sim e não. Mas
a vitória sionista já estava evidente. No final Aranha declara: 33 votos a
favor, 13 contra, 10 abstenções e 1 ausência.
Votaram
a favor: África do Sul, Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bielorússia,
Canadá, Checoslováquia, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Estados Unidos,
Filipinas, França, Guatemala, Haiti, Holanda, Islândia, Libéria, Luxemburgo,
Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, República
Dominicana, Suécia, Ucrânia, União Soviética, Uruguai e Venezuela.
Abstenções:
Argentina, Chile, China, Colômbia, El Salvador, Etiópia, Honduras, Iugoslávia,
México e Reino Unido.
Ausência:
Tailândia.
Em
todo lugar do mundo, judeus se abraçavam comemorando esse fato histórico. Após
quase 2000 anos depois de eles terem sido expulsos pelos romanos, enfim eles
poderiam voltar para sua terra.
Existe
uma falsa informação de que houve empate na votação, e que Osvaldo Aranha deu o
voto de minerva para decidir a questão, mas essa informação não é verdadeira.
Osvaldo
Aranha foi reconhecido pelo povo judeu como um dos articuladores para criação
do Estado de Israel. Em sua homenagem há uma rua em Tel Aviv, capital financeira
de Israel, que leva o seu nome.
A
Grã-Bretanha deveria retirar-se da Palestina no dia 14 de maio de 1948.
No
dia 15 de maio de 1948 nascia o Estado de Israel, cumprindo a profecia feita
por Isaias, mais de 2600 anos antes:
“ Quem já ouviu falar de uma coisa assim? Quem já viu isso
acontecer? Pois será que um país pode nascer num dia só? Uma nação aparece
assim num insta56e? Mas foi isto mesmo que aconteceu com Sião: assim que sentiu
dores de parto, ela deu à luz os seus filhos”. Isaias
66:8
Como pode os Estados Unidos provocarem tanto ódio, a ponto de muita gente no mundo ficar feliz com ataques suicidas de fanáticos obscurantistas contra eles? Como pode uma cultura influenciar tantas outras e ostentar, muitas vezes, um provincianismo digno de rincões escondidos no espaço e no tempo? Nação que absorveu mais imigrantes que nenhuma outra na história, que respeita as diferenças criando etiquetas para as minorias, que incorpora cientistas do mundo todo em suas melhores universidades, que espalhou para o mundo o cinema e o jazz, séries de tv e calças jeans, padrão de magreza anoréxica e de seios inflados; país que defendeu a democracia em ‘guerras justas’ e atentou contra ela em invasões injustificáveis.
É sobre esse fascinante país que trata este livro. Feita com olhar brasileiro, a obra foi escrita por quatro especialistas da área, passando longe da visão maniqueísta com que o tema comumente é tratado. Obra de referência, essencial para quem não é indiferente (gostando ou não) às influências que a terra do ‘Tio Sam’ exerce sobre nós.
Tu que dormes, espírito sereno, Posto à sombra dos cedros seculares, Como um levita à sombra dos altares, Longe da luta e do fragor terreno. Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno Afugentou as larvas tumulares... Para surgir do seio desses mares Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! É a grande voz das multidões! São teus irmãos, que se erguem! São canções... Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te, pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate!
Estas 14 mulheres chamaram a atenção dos eleitores
não só por causa de suas qualidades políticas, mas também por conta de seus
dotes físicos. Conheça as 14 políticas mais desejadas do mundo.
Aos poucos, as mulheres estão assumindo o poder.
Seja como presidentes de um país, secretárias
estaduais ou diretoras do Fundo Monetário Internacional, nos últimos anos, os
eleitores escolheram dar uma oportunidade para o sexo feminino para assumir o
comando da política, visto que as mulheres não são somente belas, mas também
extremamente competentes.
No entanto, algumas destacaram-se mais entre os
eleitores homens por sua beleza, encabeçando uma lista das mais desejadas entre
eles. Confira algumas das mulheres políticas mais desejadas do mundo:
1. Alina
Kabaeva, Rússia
Durante muito tempo, esta bela russa foi membro da equipe de
ginástica de seu país, participando em dois Jogos Olímpicos. Atualmente está
afastada do esporte e entre 2006 e 2014 foi membro da Câmara Pública da Rússia.
Especula-se que ela também seria amante do presidente russo Vladimir Putin,
sendo inclusive, mãe de um filho dele, boatos não confirmados oficialmente.
2. Barbara
Matera, Itália
Representante da Itália no Parlamento Europeu.
3. Julia Bonk,
Alemanha
Nascida em 29 de abril de 1986, em Burg bei Magdeburg, Alemanha
Oriental, foi de um partido no parlamento regional da Saxônia, entre 2004 e
2014. Eleita aos 18 anos, tornou-se a mais jovem membro de um parlamento na
Alemanha.
4. Mara
Carfagna, Itália
Ex-modelo e foi ministra da Igualdade de Oportunidades da Itália.
Era a favorita de Silvio Berlusconi. Ela liderou a lista de políticas mais
“quentes”, de acordo com a revista Maxim, também posou de topless e falou
contra a homossexualidade.
5. Anna-Maria
Galojan, Estônia
Ela tem 28 anos e é originária da Estônia. Em sua tenra idade já
tem um mestrado em ciência política e é membro do Partido da Reforma da
Estônia; em 2009, foi capa da revista Playboy.
6. Luciana León,
Peru
Ela é uma advogada e política peruana, membro do Partido Aprista
Peruano, é congressista da República do Peru por Lima até este ano (2016) ,
sendo a mais jovem do atual Parlamento.
7. Gabriela
Cuevas, México
É uma política mexicana, membro do Partido de Ação Nacional, foi
deputada até 2012 atualmente é senadora federal.
8. Brenda
Arenas, México
Foi Secretária de Desenvolvimento do Partido Alternativa Social
Democrata e Camponesa do México.
9. Orly Levy,
Israel
Nasceu em 11 de novembro de 1973, é uma política de Israel;
Atualmente, atua como membro do Knesset de Israel Beiteinu. Anteriormente, ela
trabalhou como modelo e apresentadora de televisão.
10. Anastassia
Michaeli, Israel
Ela nasceu em Leningrado, na União Soviética. No entanto, Michaeli
fez carreira política em Israel, como membro do Knesset para Yisrael Beiteinu.
11. Toiréasa
Ferris, Irlanda
Filha de um político irlandês de renome, decidiu seguir o caminho
de seu pai.
12. Eva Kaili,
Grécia
A deputada grega de 34 anos começou sua carreira como apresentador
de TV e entrou no Parlamento grego em 2007, onde trabalhou até 2012. Ela é
membro do PASOK.
13. Camila
Vallejo, Chile
Geógrafa e política chilena, Militante da Juventude Comunista do
Chile, começou na política como líder estudantil. Atualmente é deputada.
14. Lidiane
Leite, Brasil
25 anos, investigada por escândalos de corrupção que a fizeram
perder o mandado de prefeita de Bom Jardim (MA).