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08 março 2025

The Age of Adaline / A Incrível História de Adaline (2015)





Sinopse: Adaline Bowman (Blake Lively) nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.




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23 outubro 2024

Sobre o aborto (Augustus Nicodemus)



 FONTE

O ensino bíblico

O assunto é particularmente agudo para os cristãos comprometidos com a Palavra de Deus. É verdade que não há um preceito legal na Bíblia proibindo diretamente o aborto, como "Não abortarás". Mas a razão é clara. Era tão inconcebível que uma mulher israelita desejasse um aborto que não havia necessidade de proibi-lo explicitamente na lei de Moisés. Crianças era consideradas como um presente ou herança de Deus (Gn 33.5; Sl 113.9; 127.3). Era Deus quem abria a madre e permitia a gravidez (Gn 29.33; 30.22; 1 Sm. 1.19-20). Não ter filhos era considerado uma maldição, já que o nome de família do marido não poderia ser perpetuado (Dt 25.6; Rt 4.5). O aborto era algo tão contrário à mentalidade israelita que bastava um mandamento genérico, "Não matarás" (Êx 20.13).

Mas os tempos mudaram. A sociedade ocidental moderna vê filhos como empecilho à concretização do sonho de realização pessoal do casal, da mulher em especial, de ter uma boa posição financeira, de aproveitar a vida, de ter lazer, e de trabalhar. A Igreja, entretanto, deve guiar-se pela Palavra de Deus, e não pela ética da sociedade onde está inserida.

A humanidade do feto

dois pontos cruciais em torno dos quais gira as questões éticas e morais relacionadas com o aborto provocado. O primeiro é quanto à humanidade do feto. Esse ponto tem a ver com a resposta à pergunta: quando é que, no processo de concepção, gestação e nascimento, o embrião se torna um ser humano, uma pessoa, adquirindo assim o direito à vida?

Muitos que são a favor do aborto argumentam que o embrião (e depois o feto), só se torna um ser humano após determinado período de gestação, antes do qual abortar não seria assassinato. Por exemplo, o aborto é permitido na Inglaterra até 7 meses de gestação. Outros são mais radicais. Em 1973 a Suprema Corte dos Estados Unidos passou uma lei permitindo o aborto, argumentando que uma criança não nascida não é uma pessoa no sentido pleno do termo e, portanto, não tem direito constitucional à vida, liberdade e propriedades.

Entretanto, muitos biólogos, geneticistas e médicos concordam que a vida biológica inicia-se desde a concepção. As Escrituras confirmam este conceito ensinando que Deus considera sagrada vida de crianças não nascidas. Veja, por exemplo, Êx 4.11; 21.21-25; Jó 10.8-12; Sl 139.13-16; Jr 1.5; Mt 1.18 e Lc 1.39-44. Apesar de algumas dessas passagens terem pontos de difícil interpretação, não é difícil de ver que a Bíblia ensina que o corpo, a vida e as faculdades morais do homem se originam simultaneamente na concepção.

Os Pais da Igreja, que vieram logo após os apóstolos, reconheceram esta verdade, como aparece claramente nos escritos de Tertuliano[1], Jerônimo[2], Agostinho[3], Clemente de Alexandria[4] e outros. No Império Romano pagão, o aborto era praticado livremente, mas os cristãos se posicionaram contra a prática. Em 314 o concílio de Ancira[5] (moderna Ankara) decretou que deveriam ser excluídos da ceia do Senhor durante 10 anos todos os que procurassem provocar o aborto ou fizesse drogas para provocá-lo.

Anteriormente, o sínodo de Elvira (305-306)[6] havia excluído até a morte os que praticassem tais coisas. Assim, a evidência biológica e bíblica é que crianças não nascidas são seres humanos, são pessoas, e que matá-las é assassinato.

A santidade da vida

O segundo ponto tem a ver com a santidade da vida. Ainda que as crianças fossem reconhecidas como seres humanos, como pessoas, antes de nascer, ainda assim suas vidas estariam ameaçadas pelo aborto. Vivemos em uma sociedade que perdeu o conceito da santidade da vida.

O conceito bíblico de que o homem é uma criatura especial, feito à imagem de Deus, diferente de todas as demais formas de vida, e que possui uma alma imortal, tem sido substituído pelo conceito humanista do evolucionismo, que vê o homem simplesmente como uma espécie a mais, o Homo sapiens, sem nada que realmente o faça distinto das demais espécies. A vida humana perdeu seu valor. O direito a continuar existindo não é mais determinado pelo alto valor que se dava ao homem por ser feito à imagem de Deus, mas por fatores financeiros, sociológicos e de conveniência pessoal, geralmente utilitaristas e egoístas.

Em São Paulo, por exemplo, um médico declarou "Faço aborto com o mesmo respeito com que faço uma cesárea. É um procedimento tão ético como uma cauterização". E perguntado se faria aborto em sua filha, respondeu: "Faria, se ela considerasse a gravidez inoportuna por algum motivo. Eu mesmo já fiz sete abortos de namoradas minhas que não podiam sustentar a gravidez" (A Folha de São Paulo, 29 de agosto de 1997).

 Conclusão

Esses pontos devem ser encarados por todos os cristãos. Evidentemente, existem situações complexas e difíceis, como no caso da gravidez de risco e do estupro.

Meu ponto é que as soluções sempre devem ser a favor da vida. C. Everett Koop, ex-cirurgião geral dos Estados Unidos, escreveu: “Nos meus 36 anos de cirurgia pediátrica, nunca vi um caso em que o aborto fosse a única saída para que a mãe sobrevivesse”. Sua prática nestes casos raros era provocar o nascimento prematuro da criança e dar todas as condições para sua sobrevivência.

Ao mesmo tempo, é preciso que a Igreja se compadeça e auxilie os cristãos que se veem diante deste terrível dilema. Condenação não irá substituir orientação, apoio e acompanhamento. A dor, a revolta e o sofrimento de quem foi estuprada não se resolverá matando o ser humano concebido em seu ventre.

Por outro lado, a Igreja não pode simplesmente abandonar à sua sorte as estupradas grávidas que resolvem ter a criança. É preciso apoio, acompanhamento e orientação.



[1] Em nosso caso, para os cristãos, a morte foi de uma vez por todas proibida. Não podemos nem mesmo destruir o feto no útero, porque, mesmo então, o ser humano retira sangue de outras partes de seu corpo para sua subsistência. Impedir um nascimento é simplesmente uma forma mais rápida de matar um homem, não importando se mata a vida de quem já nasceu, ou põe fim a de quem está para nascer. Esse é um homem que está se formando, pois tendes o fruto já em sua semente. (Tertuliano, Apologia 4.8). Veja, também: https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20090711_aborto-procurato_po.html

[3] Por vezes esta crueldade libidinosa, ou esta libidinagem cruel vão até ao ponto de arranjarem venenos que tornam as pessoas estéreis. E se o resultado desejado não é alcançado desse modo, a mãe extingue a vida e expele o feto que estava nas suas entranhas; de tal maneira que o filho morre antes de ter vivido; de sorte que, se o filho já vivia no seio materno, ele é matado antes de nascer. (Fonte: http://www.documentacatholicaomnia.eu/03d/0354-0430,_Augustinus,_De_Nuptiis_Et_Concupiscentia_[Schaff],_EN.pdf

[5] Concílio de Ancira, cânon 21: “As mulheres que conceberam como consequência de seu adultério e logo abortaram, e se dedicam a preparar venenos que induzem ao aborto, segundo uma regra prévia se os proíbe comungar dos Santos Mistérios até a morte – e esta decisão se cumpre até agora nas igrejas. Não obstante buscando uma alternativa mais condescendente, temos decidido que passem dez anos em arrependimento, segundo as etapas estabelecidas.

Fonte: http://averdadeiraeunicaigrejadecristo.blogspot.com/2011/12/canones-do-concilio-de-ancira.html

[6] Concílio de Elvira, cânon 63: “Se uma mulher concebe em adultério e depois tem um aborto, ela não pode comungar de novo, mesmo quando a morte se aproxima, porque ela pecou duas vezes.”


CONCÍLIO DE ELVIRA - Os 81 Cânones


29 janeiro 2024

Mais Perto - Cantor Cristão - 283



Mais perto
("Cantor Cristão", n° 283) 
("Hinário para o Culto Cristão", n ° 399)
Tradução: João Gomes da Rocha


Mais perto quero estar, meu Deus de Ti, 
Inda que seja a dor, que me una a Ti. 
Sempre hei de suplicar, mais perto quero estar, 
Mais perto quero estar, meu Deus de Ti! 

Andando triste aqui, na solidão, 
Paz e descanso a mim, Teus braços são. 
Sempre hei de suplicar, mais perto quero estar, 
Mais perto quero estar, meu Deus de Ti! 

Minha alma cantará, a Ti Senhor, 
Cheia de gratidão, por Teu amor. 
Sempre hei de suplicar, mais perto quero estar, 
Mais perto quero estar, meu Deus de Ti! 

E quando a morte enfim, me vier chamar, 
Com serafins nos céus, irei morar. 
Então me alegrarei, perto de Ti meu Rei, 
Perto de Ti meu Rei, Meu Deus de Ti! 



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Nearer, my God, to Thee 
("The Baptist Hymnal", n° 458)
Autor: Sarah Fuller Flower Adams e Lowell Mason

  1. Nearer, my God, to Thee, nearer to Thee!
    E’en though it be a cross that raiseth me,
    Still all my song shall be, nearer, my God, to Thee.
    Refrain:
    Nearer, my God, to Thee, nearer to Thee!
    Though like the wanderer, the sun gone down,
    Darkness be over me, my rest a stone;
    Yet in my dreams I’d be nearer, my God, to Thee.
    There let the way appear, steps unto Heav’n;
    All that Thou sendest me, in mercy giv’n;
    Angels to beckon me nearer, my God, to Thee.
    Then, with my waking thoughts bright with Thy praise,
    Out of my stony griefs Bethel I’ll raise;
    So by my woes to be nearer, my God, to Thee.
    Or, if on joyful wing cleaving the sky,
    Sun, moon, and stars forgot, upward I’ll fly,
    Still all my song shall be, nearer, my God, to Thee.
    There in my Father’s home, safe and at rest,
    There in my Savior’s love, perfectly blest;
    Age after age to be nearer, my God, to Thee.



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MON DIEU PLUS PRÈS DE TOI - CD #0271

Ch. Châtelanat / L. Mason

Références : Psaume 73 : 28



Paroles :


Mon Dieu, plus près de toi,
Plus près de toi !
C’est le mot de ma foi;
Plus près de toi !
Dans le jour où l’épreuve
Déborde comme un fleuve,
Garde-moi près de toi.
Plus près de toi.



Plus près de toi, Seigneur,
Plus près de toi !
Tiens-moi dans ma douleur
Tout près de toi !
Alors que la souffrance
Fais son oeuvre en silence,
Toujours plus près de toi,
Seigneur tiens-moi !



Plus près de toi, toujours
Plus près de toi !
Donne-moi ton secours,
Soutiens ma foi !
Que Satan se déchaîne,
Ton amour me ramène
Toujours plus près de toi,
Plus près de toi.



Mon Dieu, plus près de toi,
Dans le désert
J’ai vu, plus près de toi,
Ton ciel ouvert.
Pèlerin, bon courage!
Ton chant brave l’orage.
Mon Dieu, plus près de toi,
Plus près de toi.






Näher, mein Gott, zu Dir



1) Näher, mein Gott, zu dir, näher zu dir!
Drückt mich auch Kummer hier, drohet man mir,
soll doch trotz Kreuz und Pein dies meine Losung sein:
Näher, mein Gott, zu dir, näher zu dir.

2) Bricht mir, wie Jakob dort, Nacht auch herein,
find ich zum Ruheort nur einen Stein;
ist selbst im Traume hier mein Sehnen für und für:
Näher, mein Gott, zu dir, näher zu dir!

3) Geht auch die schmale Bahn aufwärts gar steil,
führt sie doch himmelan zu meinem Heil.
Engel, so licht und schön, winken aus selgen Höhn:
Näher, mein Gott, zu dir, näher zu dir.

4) Ist dann die Nacht vorbei, leuchtet die Sonn,
weih ich mich dir aufs neu vor deinem Thron;
baue mein Bethel dir und jauchz mit Freuden hier:
Näher, mein Gott, zu dir, näher zu dir!

5) Ist mir auch ganz verhüllt dein Weg allhier,
wird nur mein Wunsch erfüllt: Näher zu dir!
Schließt dann mein Pilgerlauf, schwing ich mich freudig auf:
Näher, mein Gott, zu dir, näher zu dir!


Ближе Господь к Тебе




соль-мажор

Ближе, Господь, к Тебе,
Ближе к Тебе,
Хотя б крестом пришлось
Подняться мне;
Нужно одно лишь мне:
Ближе, Господь, к Тебе,
Ближе, Господь, к Тебе,
Ближе к Тебе!

В пустыне странник я,
И ночь темна.
Отдых на камне лишь
Найдет глава.
Но сердце и во сне
Ближе, Господь, к Тебе,
Ближе, Господь, к Тебе,
Ближе к Тебе!

И, пробудясь от сна,
Песнь воспою;
Твоей хвалой, Христос,
Плач заменю.
В скорби отрада мне:
Ближе, Господь, к Тебе!
Ближе, Господь, к Тебе,
Ближе к Тебе!

Когда земную жизнь
Окончу я,
Когда во славу Ты
Введешь меня,
Вечная радость мне:
Ближе, Господь, к Тебе,
Ближе, Господь, к Тебе,
Ближе к Тебе!








JAPANESE


CHINESE



VIETNAMESE



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O hino circunstancial 



O luxuoso transatlântico inglês "Titanic", em sua viagem inaugural, de Southampton (Inglaterra) para New York (Estados Unidos da América), ao colidir com um iceberg, no início da madrugada do domingo, 14 de abril de 1912, sofreu um dos piores desastres marítimos da história, quando morreram 1.500 e sobreviveram 700 pessoas. 



O navio era considerado pelos seus construtores como "insubmergível". Um inspetor do governo britânico, depois de rigorosa vistoria, afirmou: "Nem Deus conseguirá afundar este navio". Mas o navio afundou em menos de três horas (ver: revista "VEJA", 14 jan 98, pp.74-79). 



A história do naufrágio tem muitas versões; também a do uso do hino "Nearer, my God, to Thee" ("The Baptist Hymnal", n° 458), de Sarah Fuller Flower Adams e Lowell Mason, traduzido por João Gomes da Rocha ("Cantor Cristão", n° 283, e "Hinário para o Culto Cristão", n ° 399), com o título "Mais perto quero estar". 



Segundo uma versão, a letra do hino foi cantada pelos passageiros, e a melodia "Bethany" executada pela banda do navio; essa versão provavelmente está baseada na música circunstancial dos filmes "Titanic" (1953), "A Night to Remember" (1958), "S.O.S. Titanic" (1979) e "Raise the Titanic!" (1980). 



Mas foi contestada por espectadores ingleses desses filmes, que argumentaram não estar, a melodia "Bethany", associada na Inglaterra à letra de Sarah Adams; a letra teria sido cantada com outra melodia. 



Agora, com o filme "Titanic" (1997), surge uma terceira versão: a letra não foi cantada; apenas três violinistas tocaram a melodia "Bethany". Talvez porque, na opinião de James Cameron, diretor do filme, já não se cantam hinos tradicionais. 


O hino profético 

Salomão Luiz Ginsburg em sua autobiografia fez questão de relatar um importante episódio de sua vida. 

Em 08 de abril de 1902, em Maceió (AL), traduziu o hino "Uma barca naufragando, quem lhe valerá?" ("Cantor Cristão", n° 325); dez anos depois, exatamente, passou por impressionante e extraordinária experiência. 

Em 1912, chegando a Londres, procedente de Lisboa, logo reservou passagem para Nova Iorque. Algumas viagens foram suprimidas, restando a Ginsburg optar: viajar no "Majestic", no dia 02 de abril, ou no "Titanic", escalado para o dia 10 desse mês. 

Conta Ginsburg que o desejo de embarcar no "Titanic" era grande, mas resolveu antecipar sua ida para Nova Iorque. Viajando num navio bem modesto, Ginsburg chegou a Nova Iorque naquele domingo trágico; tivesse demorado em Lisboa uma semana, teria sido forçado a viajar no "Titanic" (ver: O JORNAL BATISTA, 14 jun 92, p.2).

01 junho 2022

Água doce, recurso escasso? (Luis Dufaur)

Este é o primeiro mapa-múndi das águas subterrâneas.


Água doce, recurso escasso? Suas reservas subterrâneas poderiam sepultar a superfície terrestre


Certa feita, visitando a catedral católica de uma cidade do oeste do Paraná, chamou-me a atenção o esmero com o qual duas senhoras tentavam arrumar uma montagem com papéis coloridos no fundo do templo. 

Quando cheguei perto, fiquei pasmo. O tema era a Campanha da Fraternidade falando que a água doce é um recurso cada vez mais raro, escasso e caro. 

Não preciso dizer quanto chove no Paraná. Nem toda a água doce do rio do mesmo nome. Nem tampouco toda a água do Iguaçu que cai na foz desse rio, tão visitado por pessoas do mundo inteiro pela sua grandiosidade.


O disparate era tamanho que custei a reagir. Também percebi que essas boas senhoras, pertencentes a algum movimento de sacristia, nada entendiam do que estavam fazendo. Apenas o pároco e o bispo mandaram-nas fazer. 

E elas montavam com boa fé um painel segundo o que entendiam do tema na sua fantasia. E manifestamente nada entendiam da proposta dessa Campanha da CNBB.

Tempos depois, em São Paulo, um velho amigo me contou ter ouvido do ex-frei Leonardo Boff que a luta do futuro seria pela água doce. Achei um perfeito disparate, mas aqueles meses eram de seca e a Cantareira batia recordes negativos...

Lembrei-me dessas boas pessoas logradas quando recebi um artigo do site Inovação Tecnológica com o título “Um mapa-múndi das águas subterrâneas”. 

Já tive ocasião de difundir neste blog algumas valiosas informações sobre os imensos lagos subterrâneos de água doce existentes em todo o planeta.


A começar pelos aquíferos do Brasil: o Guarani (o maior em extensão de água) e o Alter do Chão (o maior em volume de água) nas bacias dos rios Prata e do Amazonas, para só falar deles e deixar de lado gigantes como o Cabeças, o Urucuia-Areado ou Furnas.

Mas também o colossal lago Vostok, na Antártica, ou aquele que permitiria irrigar boa parte do Saara e atender às necessidades de grande parte da população que vive em seu entorno, além das áreas futuramente irrigáveis.

Nunca, porém, vi uma visão de conjunto dessas águas doces que Deus colocou em quantidades desmesuradamente grandes debaixo de nossos pés.

O referido artigo pôs-me diante de um panorama de cair de costas. 

Ele informa que, pela primeira vez desde que um cálculo do volume mundial das águas subterrâneas foi tentado, na década de 1970, um grupo internacional de hidrólogos produziu a primeira estimativa das reservas totais de águas subterrâneas da Terra.

O estudo fornece dados importantes para os gestores de recursos hídricos e desenvolvedores de políticas, bem como para pesquisas de campo na hidrologia, ciência atmosférica, geoquímica e oceanografia.

Para a nova medição, a equipe, liderada por Tom Gleeson, da Universidade de Vitória, no Canadá, usou vários conjuntos de informações (incluindo dados de perto de um milhão de bacias hidrográficas) e mais de 40.000 modelos de águas subterrâneas para compor o mapa-múndi das águas subterrâneas.

Os cálculos estimam um volume total de cerca de 23 milhões de quilômetros cúbicos de água subterrânea, algo muito próximo da estimativa feita há 40 anos. (Um quilômetro cúbico de água = 1.000.000.000.000 de litros (um trilhão) ).

Grandes aquíferos conhecidos no mundo, segundo a NASA.

Para efeito de comparação, se fosse possível retirar essa água e depositá-la sobre a parte seca da Terra, ela poderia produzir um dilúvio que cobriria todos os continentes com uma profundidade de 180 metros. Talvez nem Noé visse tanta água!

Ou poderia elevar os níveis do mar em 52 metros, caso fosse espalhada sobre o globo inteiro.

Do total das águas subterrâneas da Terra, apenas cerca de 0,35 milhão de quilômetros cúbicos de “água jovem” é inferior a 50 anos de idade.

Essa fração de “água jovem” recarrega-se através das chuvas e dos cursos d'água em uma escala temporal de algumas décadas, representando assim a parte potencialmente renovável das águas subterrâneas. 

Segundo Gleeson, as águas mais profundas são demasiadamente salgadas, isoladas e estagnadas, e deveriam ser vistas como recursos não renováveis.

O volume da "água jovem" subterrânea doce supera todos os outros componentes do ciclo hidrológico ativo e é um recurso renovável. 

Lembrei-me das sacrificadas senhoras católicas enganadas daquela catedral do oeste do Paraná, bem como do bom amigo que caíra no papo do ex-frei agora Teólogo da Libertação da Terra.

E pensei: vermelhos ou verdes, eles são sempre os mesmos! Eles obedecem à risca o péssimo conselho de Voltaire: “Menti, menti, algo sempre ficará!” 




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