"De que vale ganhar o mundo, e perder a alma?" perguntou Jesus a seus
discípulos. É o que deveriam perguntar-se muitos no tal primeiro mundo. De que
vale o crescimento econômico, a tecnologia, o conforto, a segurança, se
perde-se o principal, a identidade, a cultura, a transcendência, os valores?
Recentemente, uma
jovem canadense teve um neném e se arrependeu. Enrolou o próprio bebê num saco
plástico para sufocá-lo, depois colocou num saco de lixo e pediu ao parceiro
(que aparentemente não sabia que ela estava grávida, nem o conteúdo do saco)
que o jogasse no lixão. O bebê já morto foi encontrado, a mulher foi presa, o
parceiro se suicidou.
Por este crime, a
jovem pegou adivinhem quanto?
O Canadá é um país
adiantado e progressista, e quando a mãe mata o próprio bebê em condições
mentais alteradas, isto pode ser considerado "infanticídio", que tem
pena menor do que assassinato, com no máximo 5 anos de prisão.
Até que faz sentido. É
uma espécie de aborto tardio. Se matar bebês de até seis meses no útero é
permitido, por que não matá-los aos nove meses e pouco?
(O Canadá é o mesmo
país que já liberou sexo com animais se não incluir penetração - sexo oral com
cachorros, por exemplo, em teoria é permitido.)
Isto mostra mais uma
vez que o problema do Ocidente é espiritual mais do que material. Um paraíso
materialista mas vazio. Por que tantos imigrantes querem ir para EUA, Europa,
Austrália? Não é pela cultura, eles estão defecando e andando para isso, às vezes
até literalmente.
Eles querem meramente conforto material.
E o que quer a elite?
Também, nada mais do que aumentar os lucros, reduzindo os pagamentos aos
trabalhadores, além de dividir a população para poder reinar.
O problema maior da
imigração não é o crime, não é o terrorismo, não é nem mesmo a maior competição
por empregos e a consequente desigualdade social. O problema maior é a perda da
identidade, dos laços de comunidade, bem como dos valores morais que só existem
em um contexto religioso compartilhado por todos (muitas religiões diferentes
também não dão certo, pois ninguém se entende, e há muitos conflitos).
O paraíso tecnológico
que os globalistas prevém é um mundo asséptico, robotizado, militarizado,
utilitarista. A liberdade sexual será total. Aborto e até infanticídio serão
possíveis. Sexo com animais e até crianças será permitido. Velhinhos serão
eutanizados quando chegar a sua hora, para não dar despesas aos cofres
públicos. Trabalhadores terão chips cerebrais que lerão o conteúdo de suas
mentes. Um povo sem cultura, sem identidade étnica, sem religião, sem valores e
sem História, no qual todos serão apenas escravos do Estado e dos próprios
instintos!
Mas de que valerá tudo
isso?
Por que uma mãe mata
um bebê? Por que tantas mulheres abortam, e por que tantas mais desejam esse
"direito"? Simples, para evitar responsabilidades indesejadas. Para
que uma noite de putaria não se transforme em uma responsabilidade de vinte
anos.
A solução patriarcal
para isto era restringir o sexo apenas dentro do casamento, de forma que os
filhos surgissem apenas em um ambiente ideal. Certo que ainda aconteciam
abortos ou bastardos cá e lá, mas em menor número, e mães solteiras eram mal
vistas. Isto podia ser ruim individualmente, não há dúvidas, mas socialmente
tendia-se a uma sociedade mais serena.
Talvez o que estejamos
observando hoje seja a falência final dos ideais iluministas.
Na carta de
independência americana, influenciada pelo iluminismo, fala-se no direito de
cada um à "busca da felicidade". Mas talvez o problema seja
justamente essa "busca da felicidade" individual. Não sei como era a
vida na Idade Média, mas duvido que a busca da felicidade individual fosse o
objetivo maior.
A verdade é que a
busca dessa tal felicidade muitas vezes termina em fracasso e desilusão. Sim,
todos ou quase todos caímos nesta armadilha, mas devemos aceitar que somos
quase sempre vítimas de nossas próprias ilusões. Uma mãe que se sacrifica pelo
próprio filho é mais ou menos feliz do que aquela que o aborta para seguir a
sua carreira de modelo e atriz? Não sei, mas a primeira opção parece mais
moralmente correta do que a segunda, independentemente do seu resultado final
em termos de "felicidade", algo meio difícil de medir.
Talvez apenas tenhamos
ido demais para o outro lado. Antes tínhamos uma sociedade mais focada no bem
comum do que na liberdade individual, em especial das mulheres. Hoje é o
oposto, a liberdade individual é levada ao extremo, chegando até a exemplos
grotescos de pessoas que operam e mutilam o próprio corpo para "trocar de
sexo" ou transformar-se em Kens, em Barbies ou até em dragões e lagartos.
O ideal seria um
meio-termo entre aspirações individuais e ordem social, em resumo, uma busca do
bom senso. Mas quando é que a humanidade conseguiu isso?
FONTE: Blog do Mr X

