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09 maio 2016

Mais campanhas oficiais de mentira


Anciões condenados a trabalhar até morrer.
Anciões condenados a trabalhar até morrer.



Em posts anteriores mencionamos algumas das montagens da propaganda oficial para enganar a população chinesa, referidos pelo jornal “The Epoch Times”editado em New York.

Neste post acrescentamos mais alguns exemplos tirados da mesma publicação.

“Os velhos que se arranjem!”

Entre as enganações oficiais do socialismo chinês sobressaiu a campanha baseada no slogan “o governo cuidará dos velhos”.

A cultura chinesa pagã dava grande importância aos anciãos. Estes eram cuidados tradicionalmente pelos filhos e filhas, e com veneração.

Por isso, o ideal dos pais era ter muitos filhos, que cuidariam deles no período final de suas vidas.

Mas esse costume saudável e tradicional ficou banido pela “política do filho único”.



Os anciões eram venerados pela prole. Sem filhos ficaram abandonados.
Os anciões eram venerados pela prole.
Sem filhos ficaram abandonados.
A propaganda socialista criou em 1985 o slogan: “Ter um filho só é o melhor, o governo cuidará dos velhos”.

Por volta de 1995, o slogan foi mudado para: “Ter um filho só é o melhor, o governo ajudará a cuidar dos velhos”.

E em 2012 o slogan oficial mudou para: “Adiar a aposentadoria é o melhor: cuide você de si próprio”.

Assim, os casais que desde 1985 só tiveram um filho, ficaram pendurados do ar, sem nenhuma esperança de sustentação.

O tóxico paraxileno tem um “gosto doce”

A construção de fábricas de paraxileno (PX), produto químico usado para a produção de plásticos, mas não apto para consumo humano, apavorou a opinião pública chinesa em 2013.

O jornal oficial “Diário do Povo” apregoou as qualidades do PX como “um líquido transparente, sem cor e de aroma perfumado” que até “tem um gostinho suavemente doce”.

O jornal sublinhou que o PX é menos danoso que o café, o qual “possivelmente é cancerígeno”, enquanto não há provas suficientes de que o PX o seja.

E de fato não é cancerígeno, mas segundo o International Chemical Safety Card for PX, sua inalação pode provocar tontura e náusea, enquanto sua ingestão pode produzir a sensação de estar sendo queimado.

Córrego em Pequim.
Córrego em Pequim.
Uma exposição demorada ao PX “pode ter efeitos sobre o sistema nervoso central” e revelar-se “tóxico para efeitos de reprodução e o crescimento humano”.

Heroísmo comunista foi ardil

Em 2008, um terremoto causou a morte de 90.000 pessoas na província de Sichuan. Entre as vítimas encontraram-se 10.000 estudantes cujas escolas haviam sido construídas em violação das normas de segurança básicas.

É largamente conhecido que os responsáveis socialistas locais forneceram materiais de construção de baixa qualidade para construir prédios de péssimo padrão e, obviamente, embolsar a diferença.

Logo após o desastre, a máquina de propaganda oficial divulgou a façanha de um membro do Partido Comunista e mestre de escola de nome Tan Qianqiu, que teria salvado quatro estudantes carregando-os nos braços enquanto a escola ruía, falecendo ele próprio sob os detritos.

A agência oficial de noticias Xinhua descreveu o “herói” como “um anjo de conto de fadas”. O mestre foi nomeado post-mortem “membro excelente do Partido no auxílio do desastre e do terremoto”.

Terremoto de Sichuan, 2008. O governo veiculou histórias de 'heroísmo comunista' falsas
Terremoto de Sichuan, 2008. O governo veiculou histórias de 'heroísmo comunista' falsas
Mas o jornal“Diário da Metrópole do Sul” desvendou a falsidade. Só sobreviveu Liu Hongli, um dos quatro estudantes que teriam sido salvados pelo “herói comunista”.

Outro estudante, de nome Fu Qiang, morreu no desabamento e os outros dois pura e simplesmente jamais existiram.

Liu Hongli, o único sobrevivente, desmentiu o blefe: “Pura e simplesmente não houve tempo para Tan Qianqiu chegar até mim e me tirar da sala de aula”, explicou.

Os responsáveis do “Diário da Metrópole do Sul” foram logo acusados de negar a verdade e presos.

FONTE: Pesadelo Chinês

31 agosto 2015

Ruído de Passos - Clarice Lispector






Tinha oitenta anos de idade. Chamava-se dona Cândida Raposo.

Essa senhora tinha a vertigem de viver. A vertigem se acentuava quando ia passar dias numa fazendo: a altitude, o verde das árvores, a chuva, tudo isso a piorava. Quando ouvia Liszt se arrepiava toda. Fora linda na juventude. E tinha vertigem quando cheirava profundamente uma rosa.

Pois foi com dona Cândida Raposo que o desejo de prazer não passava.

Teve enfim a grande coragem de ir a um ginecologista. E perguntou-lhe envergonhada, de cabeça baixa:

— Quando é que passa?

— Passa o quê, minha senhora?

— A coisa.

— Que coisa?

— A coisa repetiu. O desejo de prazer, disse enfim.

— Minha senhora, lamento lhe dizer que não passa nunca.

Olhou-o espantada. 

— Mas eu tenho oitenta e um anos de idade!

— Não importa, minha senhora. É até morrer.

— Mas isso é o inferno!

— É a vida, senhora Raposo.

A vida era isso então? essa falta de vergonha?

— E o que é que eu faço? ninguém me quer mais…

O médico olhou-a com piedade.

— Não há remédio, minha senhora.

— E se eu pagasse?

— Não ia adiantar de nada. A senhora tem de se lembrar que tem oitenta e um anos de idade.

— E… e se eu me arranjasse sozinha?o senhor entende o que eu quero dizer?

—É, disse o médico. Pode ser um remédio.

Então saiu do consultório. A filha esperava-a embaixo, de carro. Um filho Cândida Raposo perdera na guerra, era um pracinnha. Tinha essa intolerável dor no coração: a de sobreviver a um ser adorado.

Nessa mesma noite deuum jeito e solitária satisfez-se. Mudos fogos de artifícios. Depois chorou. Tinha vergonha. Daí em diante usaria o mesmo processo. Sempre triste. É a vida, senhora Raposo, é a vida. Até a bênção da morte.

A morte.

Pareceu-lhe ouvir-lhe ruído de passos. Os passos de seumarido Antenor Raposo.


19 dezembro 2014

Pelas ruas da cidade (Banda Catedral)








Neste momento, há pessoas chorando, mesmo que por dentro, no seu íntimo. Elas estão nos hospitais, presídios, asilos, escolas... crianças clamando por um pai, uma mãe em um orfanato... sentindo-se não amadas, não boas o bastante para serem adotadas, recebidas num lar, terem o prazer de chamar alguém de "pai", "mãe"... Gente infeliz, nos ônibus, calada, ouvindo música pelo celular... meio que fugindo do som ao redor, da vida lá fora... fugindo... gente bebendo para sair da real, fugir de si mesmo, "viajar", desapegar-se... Gente sofrendo. Há tantos.



Por isso, por que nos preocuparmos com o que não é importante? Há gente precisando de nós... há crianças chorando... onde estão os consoladores? E eu, o que farei? Chega de braços cruzados. Chega!

"... os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor". (Isaías 55.8)





A mentira, a doença, a cobiça, falsidade
A miséria de um povo, injustiça, realidade
O governo, o desprezo e toda desigualdade
As meninas e meninos pelas ruas da cidade
E o que nós podemos fazer? Cruzar os braços não há de ser!
Ajudar ao outro e ajudar a si, mostrar o caminho a prosseguir
Se há tanto para fazer, cruzar os braços não há de ser
Abrir as janelas do coração: só com Jesus Cristo a solução!

O desrespeito aos idosos, parte da sociedade
Castração ideologia prendem a humanidade
Todo vício, violência agredindo a liberdade
Há meninos e meninas pelas ruas da cidade
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