27 setembro 2024
10 abril 2024
A Morte de Ivan Ilitch – Leon Tolstoi
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26 abril 2023
Indo para o Lar (Going Home)
08 outubro 2022
Começam a chegar as novas vacinas (09/06/1981)
Folha de S. Paulo, terça-feira, 9 de junho de 1981, página 15.
Dez milhões de doses
vieram da Bélgica
Rio (Sucursal) – Chegaram ontem à
Fundação Osvaldo Cruz, no Rio, os primeiros 10 milhões de doses de vacinas
contra poliomielite compradas de um laboratório particular da Bélgica, em
substituição à encomenda de 70 milhões de doses que seriam fornecidas pela
Iugoslávia, que apresentaram contaminação.
As vacinas belgas, produzidas pelo laboratório Rit (Shith e Kline), serão submetidas a testes de controle de qualidade no Rio, que morarão três semanas, sendo depois enviadas a Brasília, para distribuição nacional. A primeira dose da campanha de vacinação Sabin será aplicada em agosto, e a segunda, em outubro, com um atraso de dois meses, devido ao problema encontrado nas vacinas iugoslavas.
Da Bélgica ainda virão outros 60 milhões de doses necessárias ao cumprimento do programa, que prevê a aplicação de 25 milhões de doses em agosto e quantia igual em outubro, reservando-se 20 milhões de doses para reforço e atendimento de possíveis aumentos na demanda.
O chefe do Departamento de Virologia da Fiocruz, Herman Schatzwayr, explicou que os testes de controle de qualidade compreendem várias análises, incluindo a aplicação da vacina em macacos.
Os primeiros 10 milhões de doses, segundo ele, custarão 16 milhões de dólares, mas o Brasil não chegou a ter prejuízo com o laboratório Torlak, da Iugoslávia, porque não pagou nada. "O pagamento é feito mediante a entrega da encomenda e como nós a recusamos por causa da contaminação, a compra não chegou a se efetivar".
"Esta foi a primeira vez que ocorreu contaminação de vacina antipólio comprada no Exterior", disse ele, "e nós só não encomendamos nova partida ao laboratório iugoslavo porque este não teria tempo para nos atender até agosto. Para o próximo ano, pode ser que as vacinas sejam fornecidas pela Torlak. Para isso, basta que vença a concorrência que o Brasil vai abrir, como já aconteceu este ano".
Segundo Herman Schatzwayr, que esteve na Iugoslávia para comunicar oficialmente a decisão brasileira, as vacinas foram contaminadas pelo fungo "Penicilium SP", não prejudicial ao homem.
07 junho 2022
Agora só os doentes usam máscara
SÁBADO, 23 DE ABRIL DE 2022
Alberto Gonçalves para o Observador, via OTambosi:
03 junho 2021
A classe jornalística não respeita nem a vacina dos velhinhos
18 outubro 2016
01 outubro 2016
"Vírus da Moda" (Vilma Gryzinski)
A falácia do apelo à multidão é espantosamente frágil, mas vamos lá a um exemplo. "Todo mundo" faz aborto de feto de menina na Índia. Claro que não são todas as gestantes, mas uma quantidade impressionante de mulheres, a ponto de o país ter a menor proporção de nascimento entre meninos e meninas em todo o mundo: nascem 1 000 bebês do sexo masculino para cada 919 do sexo feminino, um desequilíbrio de graves consequências sociais. Governos sucessivos já tentaram proibir que os médicos revelem o sexo do feto na hora do ultrassom e banir o próprio
exame, acessível em qualquer quebrada da imensidão indiana. Mulheres da Índia que abortam meninas têm tantas razões, alguns diriam até mais, quanto aquelas que se sentem impelidas pelos três "nãos" habituais — não agora, não com esse cara e não mais um. Elas podem ser socialmente discriminadas e execradas pela família do marido. Em casos extremos, podem ser queimadas vivas pela sogra e pelos cunhados.
Alguém que se propõe a defender os direitos da mulher aceitaria a eliminação de fetos por serem do sexo feminino? É difícil, mas não impossível. Por causa de suas implicações tão profundas, o aborto costuma despertar reações extremadas, dos dois lados. Mulheres também podem ter respostas aparentemente ilógicas, pois razão, sentimentos e arquétipos tão antigos quanto a própria vida formam um enorme emaranhado. Aliás, nessa questão única, quem quiser racionalidade que se dirija ao balcão do outro, ou outros, gênero. Mulheres que são contra o aborto podem recorrer a ele diante de uma gravidez indesejada. Aquelas que jamais duvidaram sequer um momento da correção da intervenção de repente começam a pensar em nomes, roupinhas e decoração do quartinho. É possível fazer um aborto e nunca mais pensar no assunto ou, de repente, olhar para o próprio filho e imaginar que ele poderia ter um irmão.
O que não é aceitável, para quem deseja uma discussão honesta, é defender o aborto como primeiríssima medida diante da possibilidade de microcefalia, uma síndrome que só pode ser detectada com a gestação avançada e nem sempre se manifestar da mesma maneira — tampouco é ético execrar mulheres amedrontadas que pensam nessa intervenção. Carissa Etienne, médica dominiquense que dirige a Organização Panamericana de Saúde (Opas, a intermediária dos médicos cubanos), esteve no Brasil e declarou numa entrevista coletiva: "Gostaria de aproveitar a ocasião para dizer que as mulheres deveriam ter o direito de estar grávidas ou não". Uma opinião legítima, à qual a pernambucana Solange Ferreira, mãe do "bebê-símbolo" da microcefalia, contrapõe com a generosidade dos grandes de alma. "Para mim, ele é normal", disse ela à BBC Brasil. "Quando dizem que ele não vai andar, fico brava com esse povo. Me dizem que ele tem defeito, mas eu respondo que quem tem defeitos são eles."
26 setembro 2016
“Freud é apenas uma lenda” - MIKKEL BORCH-JACOBSEN
Filósofo e historiador, o professor da Universidade de Washington diz por que considera o pai da psicanálise uma fraude
Edição 31.10.2012 - nº 2242
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| OMISSÃO "Muitos pacientes de Freud cometeram suicídio e ele nunca disse uma palavra sobre isso", afirma o professor |
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| "Os medicamentos foram excluídos das histórias que o psicanalista contou, mas muitos pacientes eram viciados em morfina" |
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| "Como Anna iria se curar se seu analista era o próprio pai do qual ela deveria se desligar? Parece óbvio, mas ele não percebeu isso" |
































