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03 dezembro 2024

Revolta de Princesa II - A Revanche


É difícil encontrar livros sobre História da Paraíba. Recentemente li um que não falava da Paraíba, mas da História do Brasil e no passo em que o historiador tratava do Governo Vargas e os episódios que lhe precederam, li a respeito da Revolta de Princesa. Bem, em resumo resumidíssimo, foi uma revolta em que lideranças do interior do Estado da Paraíba reclamavam de supostos abusos do Presidente do Estado, João Pessoa. A wikipedia.org poderá lhe dar mais detalhes sobre essa revolta. Lá, entre os nomes dos revoltosos, vi um sobrenome mui moderno, mui atual - Cunha Lima. Sim, havia um Cunha Lima lá, reclamando de João Pessoa, lutando pelos interesses dos coronéis do interior do Estado. Bom, embora Franklin Martins pense diferente, a Revolta de Princesa não ocorreu no ano de 1930, mas um ano antes, 1929. Já passamos dos 80 anos. O quê!? Sim, porque em fevereiro de 1930 eclodiu a face visível da Revolta. O embrião já havia sido gerado em 1929 - este ano memorável, da Crise Mundial da Bolsa de Nova Iorque. Em 06 de janeiro, Heinrich Himmler, ex criador de galinhas, foi nomeado Reichsführer SS em substituição a Ehhard Heiden, que fora demitido por Adolf Hitler porque (diziam) partes do seu uniforme foram fabricadas por um alfaiate judeu. Joe Pass, guitarrista de jazz, nasceu naquele janeiro, o pastor Martin Luther King Jr. também nasceu naquele janeiro, Leon Trotsky foi deportado pelo governo russo, naquele janeiro - imaginem ele e Stálin juntos no mesmo país. Não, senhor, o Trotsky tinha que exportar toda a sujeira da mente comunista para o México, bem pertinho dos Estados Unidos: acho que no fundo ele não foi expulso por Stálin, mas mandado como missionário desse evangelho da podridão. Bom, isso tudo em janeiro e há mais. 1929 foi um ano e tanto! Mas voltando à Princesa, a guerra destampou-se em 28 de fevereiro de 1930. Eu falava de um Cunha Lima? Isso mesmo! Contou-me uma velha, lá para as bandas de Campina Grande (uma cidade pertinho, mas não me lembro o nome), que uma profecia dizia que um Cunha Lima vingaria Princesa da derrota. Homem, será que Cássio Cunha Lima sabe disso? Não seria o caso de ele pensar que é esse messias? Per signum! Então, talvez seja por isso que Cássio está tão amoroso com a Polícia Militar. Se o TSE/STF der a ordem de retirada da cadeira do Governo, ele promoverá uma guerra de secessão. Paraíba livre. Vai ficar mais famoso do que o Barak Obama e a Carla Bruni (mulher de um político aí da Europa, que me falta o nome) juntos.
Paraíba independente. Já pensou? As crianças iriam gostar de ver os tanques do Exército desfilando pelo Estado, a lutar contra os PMs, destemidos, a atirarem nos milicos federais com suas MQ 762 M 968 (eu traduzo: Mosquetão, calibre 7.62, Modelo 1968). As crianças iriam gostar... E o Cássio também.

Bom, eu recomendaria o livro do Jornalista Tião Lucena. Queira ver a foto:


Se quiser ler o livro "1930: A HISTÓRIA DE UMA GUERRA", Tião é bonzinho e disponibilizou tudo "de grátis", no seu site. AQUI

O site de Tião:




O site de Tião Lucena está fora do ar. Não acho mais o livro. Enfim, já faz tempo que postei isto aqui (Foi em setembro de 2013. Hoje é 03/12/2024). Eu até relendo gostei do texto. Escrevi sozinho, sem copiar de ninguém, sem chatgpt. Um primor. Gostei. Vou voltar a escrever. 




24 novembro 2014

O caso do remédio caseiro pra restaurar cabaço





Lendo e refletindo sobre o artigo de 1berto de Almeida publicado logo abaixo, aquele que reporta o caso da Bahia, onde se exige atestado de virgindade das mulheres interessadas em participar do concurso para ingresso nas fileiras da polícia baiana, e mais ainda no alerta do nosso escriba quanto aos acidentes de percurso a que as mulheres e suas entradas estão expostas, lembrei-me que pra tudo tem jeito, só não tem jeito pra morte.

Quando eu era menino lá em Princesa, finado Mané Benone, barbeiro dos mais renomados, parava a sangria dos cortes provocados pela sua navalha nas caras lisas da frequesia passando pedra ume. Era tiro e queda.

Pois foi acreditando nisso que Palmira de Miranda Lacerda, uma jovem bela, formosa e descabaçada, achou que poderia tapear o noivo com quem ia se casar. Devidamente aconselhada pela mãe, moeu uma considerável pedra, colocou o pó num copo com água e guardou o copo na cabeceira da cama, para jogar a água na entrada da gruta antes de começar a camaradagem. A mãe disse que era a água com pedra ume batendo e o buraco fechando na hora.

Acontece que o destino brincou com Palmira. Nem bem iniciaram-se as confabulações amorosas, os chamegos, as preliminares, os ajeitados, deu-lhe aquela cólica intestinal, aquela que dá volta nas tripas e o sujeito corre direto para o banheiro, porque se for tapear a dita cuja com um peido, pode ter certeza de que a merda vem atrás.

-Amor, me espere que eu já volto, visse? -, sugeriu dengosa. Disse e correu pra se aliviar. Quando voltou, livre, leve e solta, procurou a água para jogar na solitária, mas nada de copo. Alarmada, perguntou para o marido:

-Cadê aquele copo d'água que deixei aqui?

E ele, mal conseguindo abrir a boca, falando por minúsculo furo que a muito custo conseguiu vazar entre os lábios colados:

-Eu bibi!

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