Mostrando postagens com marcador Israel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Israel. Mostrar todas as postagens

11 fevereiro 2025

RODA VIVA | JOSÉ MÚCIO MONTEIRO | 10/02/2025





O Roda Viva entrevista José Múcio Monteiro Filho, ministro da Defesa.

O ano de 2024 terminou com muitas especulações sobre a possível saída de José Múcio Monteiro do Ministério da Defesa, mas ele permanece no cargo e participa, ao vivo, do Roda Viva. Nesta edição, participam da bancada de entrevistadores: Geralda Doca, repórter do jornal O Globo; Cézar Feitoza, repórter do jornal Folha de S.Paulo; Raquel Landim, colunista do UOL; Monica Gugliano, colunista do Estadão; e César Felício, repórter especial e colunista do Valor Econômico.
Com apresentação de Vera Magalhães, as ilustrações em tempo real são de Luciano Veronezi.



31 outubro 2024

ISRAEL BOMBARDEIA TIRO E BAALBECK

 

FONTE



A intensidade dos ataques aéreos de Israel é testemunhada nas redes sociais dos residentes em Tiro e em outras localidades do Líbano onde Israel tem estado a bombardear posições do grupo terrorista Hezbollah, na sua maior parte inseridas dentro das populações e bairros civis.

Perto da cidade bíblica de Tiro, os aviões israelitas têm estado a atacar várias salas de comando e outras infraestruturas do Hezbollah. Segundo as IDF, algumas das salas de comando eram utilizadas pelo força de elite Radwan, pertencente ao Hezbollah. Como sempre tem feito, Israel avisou antecipadamente os residentes para evacuarem os locais a ser bombardeados posteriormente. 

1300 DRONES DISPARADOS CONTRA ISRAEL

Desde o início da guerra contra os terroristas do Hamas, do Hezbollah, extensível aos houthis, à Jihad Islâmica e outros párias, cerca de 1.300 drones já foram lançados contra o território israelita, em especial as regiões do Norte do país. Os drones têm sido disparados desde várias frentes, como o Líbano, Gaza, Iraque, Síria, Iémen e Irão. 

Segundo as IDF, 231 dos drones atingiram Israel, provocando danos e até mortes em alguns casos. Neste número contam-se também os drones que caíram em descampados. Segundo os militares, cerca de 80% dos drones foram interceptados. Israel tem-se esforçado por combater e destruir a capacidade do Hezbollah em lançar drones, tendo até já abatido alguns dos seus responsáveis. Até agora já foram atacados 54 locais de armazenamento de drones, 24 usados para armazenar mísseis de cruzeiro, 8 locais de produção de drones e mísseis, 5 deles subterrâneos, e 7 depósitos de armamento. 

7 MORTOS EM ISRAEL 

Hoje foi um dos dias mais trágicos para Israel, com 5 pessoas assassinadas através de um rocket disparado pelo Hezbollah contra Metula, na fronteira com o Líbano. 4 das vítimas mortais eram trabalhadores estrangeiros e um israelita de 47 anos, que deixa para trás 4 filhos. 

Dois outros israelitas sucumbiram também com um ataque de rockets contra a região de Haifa. Os dois morreram com o impacto de destroços dos rockets entretanto interceptados. 

ISRAEL BOMBARDEIA DEPÓSITOS DE ARMAMENTO NA SÍRIA

No início desta tarde os aviões israelitas atacaram vários armazéns de armas na Síria, próximos à fronteira com o Líbano. Vários centros de comando foram também atingidos. Estes depósitos de armamento eram utilizados para abastecer as forças do Hezbollah no Líbano. Israel tem tentado impedir que armas possam passar da Síria para o Líbano. 


03 outubro 2024

Ucrânia e Israel: não perguntem por quem eles lutam

 

Para enfrentar a Rússia e o Irã, não bastaria a lucidez geopolítica de Churchill: seria preciso também a coragem reformista de Thatcher para desatar os nós do declínio ocidental. Rui Ramos para o Observador:


A Rússia avançou novamente na Ucrânia, e o Irão atacou mais uma vez Israel. Qual foi, nos dois casos, a preocupação dos governos ocidentais? Esta: evitar uma “escalada”. Como? Limitando a capacidade da Ucrânia e de Israel responderem às agressões. À Ucrânia, americanos e europeus restringem o uso das armas, ou negam-lhas. A Israel, fazem o mesmo, e exigem-lhe um cessar-fogo. Como se o problema estivesse, não nas agressões a que a Ucrânia e Israel foram sujeitos, mas na possibilidade de se defenderem. Querem assim os governos ocidentais evitar a generalização da guerra? Mas perder ou não ganhar uma guerra localizada é a melhor maneira de ter uma guerra geral. O Ocidente está a cometer um grande erro, e vale a pena perceber como e porquê.

É fácil perdermo-nos em pormenores, e esquecer o essencial: a Putin não importam os falantes de russo no Donetsk nem ao Ayatollah Khamenei os árabes de Gaza. O que os assanha é a existência da Ucrânia e de Israel, que encaram como baluartes e símbolos da ordem ocidental. Destruir a Ucrânia e Israel é o primeiro passo com que Putin espera fundar o seu império neo-soviético, e o Ayatollah o seu império religioso. Por isso, qualquer cessar-fogo nunca será mais do que uma pausa para prepararem os próximos ataques.

O erro dos líderes ocidentais está em não reconhecerem que o Ocidente está sujeito às mesmas necessidades e contingências da Rússia e do Irão. Putin e o Ayatollah precisam de vencer estas guerras para levantarem os seus impérios. Mas o Ocidente também precisa de as vencer para manter os seus regimes. Não se trata de espalhar democracia pelo planeta, como há vinte anos. Trata-se de eliminar ameaças e dissuadir agressões. Se a Ucrânia e Israel desaparecessem, a guerra não acabaria: apenas se aproximaria mais do Ocidente, porque a seguir à Ucrânia, a ditadura neo-soviética russa interessar-se-ia pelos países bálticos, e o fundamentalismo islâmico já tem a Espanha e Portugal assinalados como as próximas terras do Islão a libertar do “colonialismo” ocidental. Tal como John Donne disse dos sinos, não perguntem por quem os ucranianos e os israelitas lutam: eles lutam por nós. Deixá-los sozinhos é pior do que uma cobardia: é uma estupidez.

Estes conflitos são insuportáveis? A vitória é a única maneira de os terminar. Não querem expandir a NATO? Derrotem Putin, de modo que os vizinhos europeus da Rússia não sintam precisar da garantia atlântica, como aconteceu à Finlândia. Querem um Estado árabe na Palestina? Derrotem o Irão e as suas milícias, de modo que esse Estado árabe não se reduza a uma simples base militar de ataque a Israel, como Gaza e o sul do Líbano.

Porque é que os líderes ocidentais, que durante anos apaziguaram Putin e o Ayatollah, resistem a ver as coisas como são? Porque se sentem à frente de regimes e sociedades vulneráveis. Para se agarrarem ao poder, fomentaram uma dependência do Estado que gerou desequilíbrios financeiros e bloqueios económicos. Para compensar o envelhecimento das populações, deixaram uma migração descontrolada destruir a coesão social. Agora, receiam a polarização política que deriva de tudo isso. Para enfrentar Putin e o Ayatollah, não bastaria a lucidez geopolítica de Churchill: seria preciso também a coragem reformista de Thatcher para desatar os nós do declínio ocidental. É obviamente mais cómodo deplorar a defesa de Israel como desumana, por causa dos mortos em Gaza, ou comparar no mapa a Rússia e a Ucrânia e concluir que a resistência ucraniana é fútil.

02 agosto 2024

O Tribunal Internacional de Justiça e Israel

 

Vários planos de paz (seis, no mínimo) apresentados por Israel e pelos EUA nos últimos 25 anos foram rejeitados pela OLP porque implicavam o que nenhum muçulmano aceita: um estado para o povo judeu! José António Rodrigues do Carmo para o Observador:



A 19 de Julho, o TIJ emitiu uma “opinião não vinculativa” com o título “Consequências legais das políticas e práticas de Israel nos territórios palestinianos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental”.


Para além de o Tribunal ser constituído por membros nomeados politicamente pelos países a que pertencem, alguns dos quais não sequer estados de direito (o que significa que os juízes obedecem às ordens das respectivas autoridades políticas), o seu presidente é Nawaf Salam, diplomata libanês, notório activista anti-israelita, cidadão de um país que ataca diariamente Israel, em flagrante e reiterada violação do Direito Internacional que o TIJ estatutariamente deveria defender. O mesmo Nawaf Salam que, na ONU, como representante do Líbano, votou contra todas as resoluções que se propunham condenar crimes cometidos pelo Irão, Líbano, Cuba ou Síria, e votou sempre (mais de 200 vezes) contra Israel.

O próprio título da “opinião não vinculativa” é, ipsis verbis, uma questão que lhe foi colocada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, na sua Resolução A/RES/77/247.

Esta Resolução, proposta obviamente pelos suspeitos do costume e automaticamente aprovada, como qualquer resolução contra Israel, mesmo que afirme as coisas mais absurdas é, em si mesma, uma falácia, porque começa logo por dar como factos incontestáveis, não só que há “territórios palestinianos ocupados”, como as práticas israelitas são ilegais, restando ao TIJ elencar as “consequências legais”.

É, mutatis mutandis, como um tribunal comum assumir à partida como facto a opinião do acusador e limitar-se a discutir as consequências legais.

Mas há muito para discutir antes de chegar aí. Para começar, à luz do Direito Internacional, para um território ser “ocupado” deve ter estado anteriormente sob a soberania de alguma entidade política reconhecida.

Não é o caso. Entre 1949 e 1967, a Faixa de Gaza esteve sob o controle do Egipto, e a Cisjordânia sob o controle da Jordânia, países árabes que se tinham apoderado ilegalmente desses territórios no ano anterior, sem que tenha havido reconhecimento internacional ( a anexação da Cisjordânia só foi reconhecida pelo Reino Unido e pelo Paquistão). Ou seja, para o que interessa, nem a Jordânia nem o Egipto tinham soberania legalmente reconhecida sobre os territórios, quando Israel assumiu o seu controle em 1967.

A “opinião” do TIJ refere obliquamente a guerra que a Jordânia e o Egipto desencadearam contra Israel nesse ano, com um vago e nada inocente “desencadeou-se um conflito”, como se os conflitos se desencadeassem por si, sem intenção ou acção de alguém.

Ao descrever desta forma a “Guerra dos Seis Dias”, o TIJ tem a óbvia intenção de poder alegar que Israel está em contravenção com a norma do DI que proíbe a aquisição de territórios pela força. Mas, na verdade, o que o DI proíbe expressamente é aquisição de territórios pelo agressor.

Nada diz quanto à situação que realmente aconteceu. Israel foi atacado (O Egipto iniciou a guerra com o bloqueio do Golfo de Tiran, a ordem de retirada de forças da ONU e a movimentação massiva de tropas para o Suez), exerceu o seu direito de autodefesa, ganhou a guerra e assumiu o controlo das regiões das quais Egipto e Jordânia se tinham apoderado. E nada diz porque há imensos casos em que isso aconteceu sem qualquer ilegalidade. Para não ir mais longe, Gdansk é hoje uma região polaca, porque a Alemanha, estado agressor, perdeu a guerra e a sua região de Danzig passou para o controle polaco. Sem apelo nem agravo, Gdansk não é hoje “território ocupado”!

Na verdade a Cisjordânia, que contém as regiões historicamente judaicas da Judeia e da Samaria (os nomes dizem tudo), tinha sido designada para o povo judeu em 1920 (Conferência de S. Remo) e 1922 (Liga das Nações).

Recorde-se, no capítulo da legitimidade histórica, que a soberania judaica sobre o território tinha sido interrompida pela força no séc. I, pelos romanos, a que se seguiram os árabes, cruzados, mamelucos, otomanos e ingleses.

Em síntese e para abreviar, não se trata de “território ocupado” (quando muito “disputado”, porque Israel não anexou) e muito menos “palestiniano”, entidade que nem sequer existia e por isso mesmo nunca ali exerceu soberania.

A Palestina, termo romano para toda aquela vasta região, recuperado pelos ingleses, não era a identidade nacional de nenhum povo. Durante séculos, a administração otomana dividia a região em distritos administrativos (Sanjaks). Foram os ingleses e franceses que, ao colonizarem estes territórios até aí sob o domínio otomano, criaram entidades novas e redefiniram fronteiras, como o Iraque, Síria, Líbano e Palestina. E esta, pasme-se, era para os judeus.

Mas os árabes não estavam de acordo e em 1947 a ONU dividiu a Palestina de modo a que aí se constituísse, além de Estado Judeu, mais um Estado Árabe a juntar a todos os outros que entretanto se tinham formado. Não um Estado “palestiniano”, pela simples razão de que não existia tal identidade nacional, ou sequer um “povo palestiniano” .

Os judeus acataram a decisão da ONU e constituíram o seu Estado. Os países árabes recusaram e atacaram Israel. A Jordânia apoderou-se da Judeia, da Samaria em 1949 (chamou-lhe “Cisjordânia”) e de parte de Jerusalém.

Até 1976, já Portugal era uma democracia, nunca as frequentes resoluções da Assembleia Geral da ONU, invariavelmente propostas e votadas todos os anos pelas dezenas de países árabes, se referiam à Cisjordânia e Gaza como “territórios palestinianos ocupados”. Tal só aconteceu em 1977 em função da acção da OLP, entretanto criada pela URSS. Foi de resto a propaganda soviética que inventou o “povo palestiniano” na sua guerra fria contra o Ocidente.

Mas já em 1974, a OLP tinha adoptado um plano faseado, que preconizava o estabelecimento de um estado da OLP na Cisjordânia e em Gaza, como mera etapa para a “libertação” de toda a Palestina, do rio ao mar, como hoje clamam os idiotas úteis que se passeiam pelas nossas ruas, escolas e televisões.

A realidade é que todos os territórios que entretanto Israel deixou, em sucessivas tentativas de os trocar por paz, incluindo a retirada de Gaza em 2005, se converterem em bases de ataque financiadas, abastecidas e controladas pelo Irão e pelos seus aliados árabes como o Qatar. Vários planos de paz (seis, no mínimo) apresentados por Israel e pelos Estados Unidos nos últimos 25 anos, foram rejeitados pela OLP precisamente porque implicavam que ficasse ali o que nenhum muçulmano aceita: um estado para o povo judeu!

E é neste cenário que a inenarrável “opinião” do TIJ diz que “Israel tem a obrigação de pôr fim à sua presença nos territórios palestinianos ocupados o mais rapidamente possível”, como se não o tivesse feito por exemplo em Gaza, em 2005, tendo obtido como resultado um estado terrorista financiado e armado pelo Irão e pelo Qatar.

Nesta vergonha emanada PELO TIJ apenas uma voz, a da corajosa vice-presidente Julia Sebutinde, disse o óbvio: “O Tribunal interpretou mal as leis sobre ocupação beligerante e aceitou os pressupostos implícitos na questão colocada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, sem uma prévia análise crítica de questões relevantes”.

Assim se ataca o Direito Internacional, se politizam e desacreditam as instituições e se mina a confiança numa ordem internacional baseada em regras. O antissemitismo está novamente em marcha!

China, Rússia, Irão, Coreia do Norte e terroristas vários, rejubilam, e os ignorantes nas nossas sociedades aplaudem e dão pinotes nas nossas ruas e nas nossas redacções, sem perceberem que estão a ajudar a cavar a própria vala comum onde irá ser enterrado o seu futuro e o dos seus filhos.


30 novembro 2023

‘Você não tem vergonha?’, perguntou refém idosa ao chefe do Hamas.

 


Como os reféns israelenses foram tratados? Aos poucos, emergem histórias como a de Yosheved Lifshitz que vão formando um quadro.  Vilma Gryzinski:


São poucas as forças no mundo que se equiparam à de uma avó judia. Depois de irritar o governo israelense por cumprimentar um brucutu do Hamas e desejar “Shalom”, como boa militante pacifista, ao ser libertada, antes da atual troca de reféns por prisioneiros palestinos condenados por terrorismo, Yosheved Lifshitz, de 85 anos, fez uma revelação impressionante: Yahya Sinwar, o chefe político do Hamas, esteve com o grupo de capturados do qual ela fazia parte.

“Sinwar esteve conosco por três ou quatro dias”, contou ela. “Eu perguntei como ele não tinha vergonha de fazer uma coisa assim com pessoas que durante anos apoiaram a paz. Ele não respondeu. Ficou calado”.

A pergunta revela uma ingenuidade, a de achar que o Hamas faz alguma distinção entre israelenses que militam no pacifismo, como tantos dos kibbutz atacados no 7 de outubro, e os de linha dura. Para o Hamas, obviamente, todos são judeus – e foram mutilados, incinerados, fuzilados e outras barbaridades do mesmo jeito.

Yosheved durante anos ajudou pessoas doentes de Gaza a buscar tratamento médico em Israel. Quando foi solta, em 24 de outubro, com outra refém idosa, ela provocou uma crise interna no governo ao dizer , numa coletiva descontrolada, que tinha sido tratada com “atenção” e “gentileza” – bem diferente das pauladas que levou na moto em que foi levada ao cativeiro. A entrevista foi considerada um desastre de relações públicas para o governo.

A MENINA QUE SUSSURRA

Mas as indômitas velhinhas continuam falando. Ruti Munder, de 78 anos, solta na segunda-feira, disse, que no começo, a comida era boa -“arroz com frango, enlatados, queijo”. Depois, quando a situação de Gaza deteriorou-se, piorou. Ela soube que o filho tinha sido morto no ataque do Hamas ouvindo a rádio de Israel. O local do cativeiro mudava para evitar que os israelenses localizassem reféns. Ruti dormiu em bancos de plástico do tipo de sala de espera, coberta com um lençol, com os “meninos dormindo embaixo porque queríamos que ficassem perto de nós”.

Nem esse consolo teve Eitan Yahalomi, de apenas doze anos. Segundo uma tia, Debora Cohen, ele passou dezesseis dias isolado no início do cativeiro e apanhou de pessoas na rua ao chegar lá. Foi obrigado a ver um filme com atrocidades do massacre que “ninguém suportaria assistir”.

“Toda vez que uma criança chorava, eles ameaçavam com armas para calá-la”, disse a tia.

A intimidação sobre as crianças ganhou um exemplo tocante dado pelo pai da pequena Emily, de nove anos. Thomas Hand contou que não conseguia ouvir a filha quando ela foi solta, porque ela “tinha sido condicionada a sussurrar”. Os raptores exigiam silêncio. Quando perguntou quanto tempo achava que tinha ficado no cativeiro do Hamas, a menina respondeu: “Um ano”.

Também há a suspeita de que Danielle Aloni, a mãe de outra menina, a quase xará Emilia, de cinco anos, foi obrigada escrever uma carta agradecendo aos captores pela “humanidade extraordinária” e o tratamento que a fez sentir “como uma rainha”.

CRISE NACIONAL

Irá a troca de reféns por prisioneiros continuar depois da prorrogação da atual trégua? Esse é um dilema para o governo: a cada dia que recebe um grupo de libertados, o Hamas ganha mais prazo para se reorganizar. As imagens que filma dos reféns sendo entregues à Cruz Vermelha mostram a organização terrorista no controle, com homens – e mulheres – bem armados e equipados e uma imagem até benevolente. “Continue acenando” disse um deles a uma refém, interessado em manter a farsa do bom tratamento.

Como o governo israelense pode interromper a troca e retomar os ataques a Gaza, em cumprimento da promessa de neutralizar o Hamas, sem provocar uma crise nacional? É uma decisão quase impossível. As famílias das pessoas que continuam sequestradas obviamente querem que as trocas continuem e contam com uma forte solidariedade da opinião pública.

A trégua foi prorrogada pelo dia de hoje e acaba amanhã – mas isso, evidentemente, muda ao sabor das circunstâncias.

ESPÍRITO COLETIVO

Só a linha duríssima foi contra a troca. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, deu os três votos que tem no gabinete, num total de 38 ministros, contra o processo e alertou que tudo terminaria em “desastre”. Agora, ameaça pedir demissão – e derrubar o governo -, se a guerra não for retomada.

Ele lembrou como exemplo de erro gravíssio o caso de Gilad Shalit, soldado sequestrado trocado em 2006 por 1 027 prisioneiros palestinos, inclusive o próprio Yahya Sinwar, que comandou as negociações da cadeia onde passou 22 anos.

Sinwar aprendeu hebraico e o funcionamento da política e da sociedade de Israel. Sabe que existe um forte espírito coletivo, conectado ao desamparo extremo que cercou as vítimas do Holocausto, de não deixar nenhum preso abandonado, imagine-se criancinhas e idosas.

Está aplicando esses conhecimentos, em combinação com o Catar, para manipular Israel. Toda a cúpula israelense sabe disso muito bem. Só não tem respostas fáceis. Tudo é absurdamente difícil nessa crise.

Um exemplo chocante: a afirmação do Hamas de que os irmãos Kfir e Ariel e sua mãe, Shiri Bibas, foram mortos num bombardeio israelense. A argentina Shiri desesperada com o sequestro, abraçada aos filhos, de cabelo muito ruivo, foi uma das imagens chocantes do 7 de outubro. O Hamas dizia até agora que eles estavam com outro grupo armado.

Kfir completou dez meses durante o cativeiro. Ainda vive? Foi mesmo morto? São perguntas dolorosas, de rasgar o coração – e fazer lembrar, para os esquecidos, que foi o Hamas que começou tudo isso.


28 outubro 2023

Quando serão cumpridas as profecias dos capítulos 38 e 39 de Ezequiel?

 



Gostaríamos de começar afirmando que, já que Deus só nos deu algumas pistas escatológicas de Seus planos futuros em relação ao tempo da guerra de Gogue e Magogue, estamos usando as passagens que estão disponíveis, para apresentar nosso ponto de vista.

Como resultado, este estudo nunca deve ser um estudo que divide os irmãos, pois Deus é o único que conhece o resultado final dessa guerra e o momento em que todas essas coisas ocorrerão.

Introdução

Cerca de 2.600 anos atrás, Ezequiel revelou a profecia que o Senhor Deus lhe havia dado sobre o futuro da nação de Israel.

Registrado no livro de Ezequiel, capítulos 36 e 37, o profeta revelou que Deus cumpriria Sua promessa de reagrupar o povo judeu: “vos tomarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra” (Ezequiel 36:24). O Senhor tinha-os dispersado e agora os traria de volta à terra prometida a seus antepassados ​​Abraão, Isaac e Jacó (Gênesis 17:7; 1 Crônicas 16:17-18; Salmo 105:8-11).

Em Ezequiel 37, vemos as profecias dos ossos secos voltando à vida. Israel realmente se tornou uma nação novamente em 14 de maio de 1948, depois de quase 1900 anos desde que os romanos destruíram Jerusalém em 70 d.C. e espalharam o povo judeu por toda a terra.

Quando lemos os capítulos 38 e 39 de Ezequiel, a história mostra que a guerra de Gogue e Magogue é uma profecia ainda a ser cumprida. E, ao estudarmos, aprendemos que esta guerra ocorre com uma enorme federação de nações descendentes dos filhos de Noé, Jafé e Ham (Gênesis 10 2-7), invadindo Israel.

As nações são dos territórios da antiga Rôs, Magogue, Meseque, Tubal, Pérsia, Etiópia, Pute, Gômer e casa de Togarma. O líder deles é chamado de “Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal “ (Ezequiel 38:2-5); enquanto algumas traduções o traduzem como “Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal.”

O campo de batalha fica nos montes de Israel, que por muito tempo estavam desolados” (Ezequiel 38:8). O objetivo da invasão é “a fim de tomar o despojo, e de arrebatar a presa” e destruir o povo de Israel (Ezequiel 38:12, Ezequiel 38:16).

O resultado final dessa invasão irá chocar o mundo. As nações invasoras estão sendo manobradas por Deus, arrancadas de suas terras como “anzóis nos (seus) queixos” (Ezequiel 38:4), para que essas nações possam realizar o que Deus quer que elas façam e sentir Sua “indignação e furor” (Ezequiel 38:18).

Deus atrai essas nações específicas para os montes de Israel para “executar julgamento sobre ele (Gogue) com peste e derramamento de sangue. Farei cair chuva torrencial, grandes pedras de granizo, fogo e enxofre sobre ele, sobre as suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele” (Ezequiel 38:22).

O propósito de Deus é: “revelar Sua grandeza e Sua santidade, e ser conhecido por muitas nações. Então saberão que eu sou o Senhor” (Ezequiel 38:23).

Por meio dessa batalha, Deus se declara ao mundo que está pessoalmente defendendo Israel.

Quem é Gogue?

Ezequiel 38:2-3 dá o nome profético do líder dessa federação de nações: “Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal.” Ainda não se sabe se Gogue é um nome real como em 1 Crônicas 5:4 ou um título para uma posição suprema.

Quem são as nações envolvidas?

Ezequiel 38:1-6 fornece os nomes antigos dos territórios que envolvem as nações invasoras da guerra de Gogue e Magogue: Rôs, Magogue, Meseque, Tubal, Pérsia, Etiópia, Pute, Gômer e a casa de Togarma.

  • Rôs = Cabeça, Chefe, Topo e por causa do texto, líder no comando da Rússia (Você virá de seu lugar lá dos últimos confins do norte – Ezequiel 38:15)
  • Magog = Ásia Central e Rússia
  • Meshech = Turquia, antiga Muschki e Musku na Cilícia e Capadócia.
  • Tubal = Turquia, antiga cidade de Tubalu na Capadócia
  • Pérsia = Irã
  • Etiópia = Sudão, antiga Cush, sul do Egito
  • Pute = Somália
  • Gômer = Alguns acreditam que é a Alemanha, outros acreditam que faz parte do noroeste da Turquia. Somente a história dirá.
  • Casa de Togarma = Armênia, se encontra ao leste da Turquia

Como notamos, ausentes desta lista de nações do Oriente Médio estão os que cercam Israel hoje em dia, como a Síria, o Líbano, a Jordânia, o Egito, a Gaza, o Iraque e a Arábia Saudita.

Ezequiel 38:13 descreve essas nações como apenas observadoras, pois muitas delas são descritas como “Sabá e Dedã e os mercadores de Társis, e todos os seus governadores lhe dirão: ‘Você veio para levar o despojo? Você reuniu o seu bando para arrebatar a presa, para levar a prata e o ouro, para pegar o gado e os bens, para saquear grandes despojos?’”

Porque essas nações também não estão ativamente envolvidas na batalha de Gogue e Magogue não é revelado pelas Escrituras.

Quem é Rôs?

Ezequiel 39:1-2 afirma que Rôs é das partes mais remotas do norte“. Nenhuma outra nação existe mais remota que a Rússia moderna diretamente ao norte de Israel.

Quando essa guerra ocorrerá?

O momento está claramente descrito na conta de Ezequiel como eventos que devem acontecer para preparar o cenário para a guerra.

1) A primeira pista de tempo geral é o uso por Ezequiel dos termos “últimos tempos” (Ezequiel 38:8) e “últimos dias” (Ezequiel 38:16).

Conforme profetizado em Ezequiel, a guerra de Gogue e Magogue deve ocorrer no esquema profético do fim dos tempos, no que se refere à nação de Israel.

Precisamos entender que nunca na história do Oriente Médio as nações descritas na coalizão foram unidas em um ataque contra Israel.

E, em nenhum momento da história Israel nomeou um vale Hamom-Gogue (Ezequiel 39:11), nem uma cidade chamada Hamoná (Ezequiel 39:16), onde os judeus enterraram os invasores; o que deixa que isto acontecerá num momento futuro.

2) A segunda evidência é dada em Ezequiel 36 e 37, referindo-se à reunificação do povo judeu de volta à sua terra natal. “Eu os tirarei do meio das nações, eu os congregarei de todos os países e os trarei de volta para a sua própria terra” (Ezequiel 36:24).

Como já declaramos, Israel realmente se tornou uma nação novamente em 14 de maio de 1948, depois de quase 1900 anos desde que os romanos destruíram Jerusalém em 70 d.C. e espalharam o povo judeu pelo mundo.

3) Terceiro, vemos a abundância econômica que Israel agora possui com suas terras revitalizadas e os novos depósitos de gás descobertos. Israel também tem uma vasta quantidade de minerais que valem uma fortuna no Mar Morto. Portanto, a pergunta em Ezequiel 38:13: “Você veio para levar o despojo? Você reuniu o seu bando para arrebatar a presa, para levar a prata e o ouro, para pegar o gado e os bens, para saquear grandes despojos?” 

4) O quarto ponto pode ser visto de diferentes maneiras, onde Ezequiel 38:11-12 declara que: Você dirá: ‘Vou invadir a terra das aldeias sem muralhas. Atacarei um povo pacífico que vive em segurança, todos em cidades sem muralhas, sem ferrolhos nem portões, para levar o despojo, arrebatar a presa e levantar a mão contra as terras desertas que agora se acham habitadas e contra o povo que se congregou dentre as nações, o qual tem gado e bens e habita no meio da terra.’

Do ponto de vista judaico, é assim que poderia ser visto:

  • Vou invadir a terra das aldeias sem muralhas – esta é uma boa descrição dos atuais kibutzim.
  • Atacarei um povo pacífico que vive em segurança – em nenhum lugar do texto diz que Israel estará vivendo em paz. Pelo contrário, Israel está apenas vivendo em segurança, o que significa “protegido” (devido às suas grandes forças militares, força aérea, etc.), independentemente de estar em estado de guerra ou paz.

Deste ponto de vista, a invasão pode ocorrer a qualquer momento, inclusive algum tempo antes da tribulação.

*******

Depois de muita pesquisa bíblica e análise do que outros teólogos tinham a dizer, eis o que acreditamos:

A guerra de Gogue e Magogue acontecerá após o arrebatamento e pelo menos 3 anos e meio antes da tribulação.

O arrebatamento não inicia a tribulação, mas é o assinamento do tratado de paz entre o anticristo e Israel (Daniel 9:27) que começa a tribulação.

Colocando a guerra de Gogue e Magogue três anos e meio antes do início do período da tribulação, daria a Israel sete anos completos para queimar as armas da guerra antes de ser forçados a fugir para o deserto durante o meio da tribulação, também chamado de “A Grande Tribulação” (Mateus 24:15-16).

1) Com um mundo em caos de um arrebatamento pré-tribulação, este pode ser o momento em que a Rússia e sua coalizão muçulmana são atraídas para atacar Israel.

2) Depois que Gogue e suas tropas caem nas montanhas de Israel e são enterrados no vale de Hamom-Gogue; o mundo muçulmano estaria em ruínas e sua fé em Allah destruída por sua derrota. O mundo muçulmano não seria mais um impedimento para os judeus reconstruírem o templo que o anticristo profanará mais tarde (Daniel 9:27 e 2 Tessalonicenses 2:3-4).

3) Com o mundo em caos devido ao arrebatamento e o mundo islâmico em ruínas da guerra de Gogue e Magogue, o mundo restante estaria clamando por um salvador, alguém que traria alguma normalidade de volta ao mundo. O Anticristo estaria pronto para esse momento, fazendo um tratado de paz com Israel e conquistando facilmente as terras dos países muçulmanos do Oriente Médio, e o Império Romano poderia ser revivido mais uma vez.

4) Com a Igreja removida em um arrebatamento pré-tribulação, os que ficaram para trás se integrariam bem à religião apóstata mundial que o Falso Profeta promove (Apocalipse 13:11-15). As únicas religiões monoteístas que restaram para rejeitar o anticristo seriam o judaísmo e os novos crentes em Jesus que agora reconhecem a verdade do que a Bíblia vinha ensinando o tempo todo; e os quais o anticristo persegue tremendamente durante a segunda metade da tribulação.

5) Se a guerra de Gogue  e Magogue acontece mais perto do ponto médio da tribulação, levanta-se a questão de por que Deus resgataria Israel tão dramaticamente das nações de Gogue e Magogue para imediatamente entregar Israel à intensa perseguição pelo Anticristo.

6) A tremenda perseguição dos judeus durante a segunda metade da tribulação não lhes concederia a liberdade de enterrar os corpos dos invasores por sete meses (Ezequiel 39:12) ou criar uma nova cidade chamada Hamoná (Ezequiel 39:16), a menos que a guerra de Gogue e Magogue ocorrece mais cedo.

Outros Pontos de Vista

Alguns teólogos acreditam que a guerra de Gog-Magog e a batalha final do Armageddon são a mesma coisa.

E estas são suas razões:

A) Tanto a guerra de Gogue e Magogue (Ezequiel 38-39) quanto a batalha do Armagedom (Apocalipse 19:19) são descritas como ocorrendo nos “últimos tempos” (Ezequiel 38: 8) e nos “últimos dias” (Ezequiel 38:16).

B) Ezequiel 39:4, 17-20 e Apocalipse 19:17-18 descrevem invasores mortos sendo devorados por pássaros e animais selvagens.

No entanto, se olharmos mais de perto, há muitas diferenças entre esses dois eventos:

1) Os participantes nestas duas batalhas não coincidem.

A batalha entre Gogue e Magogue envolve nações específicas contra Israel (Ezequiel 38:1-6).

As referências ao Armagedom incluem as nações de toda a terra contra Israel (Zacarias 12:3; 14:2-4; Apocalipse 19:19-21).

2) Os locais descritos para as duas batalhas são diferentes.

Ezequiel 38:8 descreve a guerra de Gogue e Magogue ocorrendo nos “montes de Israel”.

O Armagedom ocorre em um vale; o vale de Jezreel, na planície de Megido (2 Crônicas 35:22; Zacarias 12:11).

Hoje, o vale de Jezreel é uma planície verde e fértil e, devido à sua localização no mesmo vale que Megido, Jezreel é considerado um local provável para a futura batalha do Armagedom (Apocalipse 16:16), e do fato que o vale de Megido também é chamado de vale de Jezreel.

3) O relato da derrota dos invasores tem semelhanças, mas não correspondem.

Os invasores de Gogue e Magogue são derrotados por Deus, que usa “torrentes de chuva, pedras de granizo e enxofre ardente” (Ezequiel 38:22). Bem como na luta: “Convocarei a espada contra Gogue em todos os meus montes, diz o SENHOR Deus; a espada de cada um se voltará contra o seu próximo” (Ezequiel 38:212).

As nações invasoras do Armagedom são derrotadas por Jesus, que usa “uma espada afiada” que sai da Sua boca, o que significa que meras palavras são ditas (Apocalipse 19:15).

4) Os líderes das invasões não são os mesmos.

Gogue é o príncipe e governante de Rôs, Meseque e Tubal (Ezequiel 38:3).

O líder invasor no Armagedom é a Besta ou o Anticristo que controla toda a Terra.

5) Os exércitos se vêem lutando contra dois oponentes diferentes.

Os invasores de Gogue e Magogue procuram conquistar um povo (Israel) pacífico e que de nada suspeita (Ezequiel 38:11).

Os invasores do Armagedom e os seus exércitos estão reunidos para guerrearem contra aquele (Jesus Cristo) que está montado no cavalo e contra o Seu exército (Apocalipse 19:19).

Pontos de vista finais

Embora existam semelhanças entre a guerra de Gogue e Magogue e a batalha de Armagedon do grande dia do Deus todo-poderoso (Apocalipse 16:14); suas diferenças superam suas similaridades.

Além disso, colocando a guerra de Gogue e Magogue no final da tribulação viola o primeiro pré-requisito de que Israel esteja vivendo em paz, uma condição que seria impossível sob a intensa perseguição do Anticristo e o subsequente voo de Israel ao deserto no início da grande tribulação que ocorre durante os últimos 3 anos e meio antes de Jesus voltar.

Portanto, colocando o tempo antes da tribulação, mas não no meio da tribulação, dá a Israel os sete meses para enterrar os mortos e os sete anos para queimar as armas.

CONCLUSÃO

Colocando o tempo da guerra de Gogue e Magogue antes do início dos sete anos de tribulação atende melhor a esses pré-requisitos e, em nossa opinião, faz o sentido mais lógico para nós.

É assim que vemos a linha do tempo mais provável:

  • O arrebatamento da igreja remove Aquele que detém o perverso. (O Espírito Santo de Deus é a única pessoa com poder sobrenatural para fazer isto – 2 Tessalonicenses 2:6-7).
  • A guerra de Gogue e Magogue destrói a influência russa e muçulmana no Oriente Médio.
  • O anticristo entra em cena, faz um pacto de paz com Israel para completar o Império Romano revivido.
  • Israel passa os primeiros 3 anos e meio da tribulação continuando a queimar as armas.
  • Jesus retorna no final dos sete anos de tribulação para derrotar Seus inimigos na batalha de Armagedom, resultando em Israel reconhecendo que Jesus é o Filho de Deus.
  • Jesus reúne pessoas de todo o mundo para o julgamento de ovelhas / cabras, o que resulta apenas em crentes entrando no reino milenar.

Somente o tempo dirá quando a guerra de Gogue e Magogue realmente ocorrerá. Mas acreditamos que os participadores já estão no lugar e a cena está quase pronta para esta guerra épica em um futuro não muito distante.

*******





09 outubro 2023

Não me venha com teorias: ataque do Hamas contra Israel é barbárie pura e simples

 


https://leiaisso.net/ 

PAULO POLZONOFF JR09 OUTUBRO 2023 3min de leitura


Pouco me interessam as mentiras que uns e outros canalhas contam a si mesmos para justificarem o sequestro e morte de crianças, jovens, adultos e idosos perpetrados por terroristas do Hamas no sábado (7). As análises históricas e políticas; as demonstrações de lealdade partidária e ideológica; a pura e simples demonstração da arrogância intelectual - tudo isso é lixo. É resto do qual se envergonharão aqueles que tiverem a sorte de, nos próximos anos, cultivar um mínimo de decência e honestidade.

O que me interessa é apenas e tão-somente o que meus olhos veem e meus ouvidos ouvem, por mais que eu não consiga compreender o idioma: as crianças de no máximo três anos presas em gaiolas (EM GAIOLAS!); o olhar do menininho israelense sequestrado e que agora é alvo dos palestininhos; a mulher morta no meio da estrada, um buracão de bala assim ó na lateral do corpo; os muitos corpos espalhados pela rua; os avôs e avós massacrados na calçada; os jovens desesperados tentando fugir do fuzilamento na rave; e, por fim, a menina alemã na caçamba da pick-up, os membros quebrados em ângulos impossíveis, seminua, humilhada depois de morta, como se fosse um saco de lixo ou nem isso.

E, agora, essa imagem que acabei de ver e que não queria ter visto. Mas vi e agora vou descrever, mesmo sabendo que minha descrição jamais conseguirá expressar todo o horror que vi naqueles poucos segundos. No chão da casa, pai, mãe, filho e filha são subjugados pelos terroristas palestinos do Hamas. No olhar das crianças, o medo infantil de um bicho-papão real. Na expressão da mãe, um instinto animalesco de proteção: ela fará qualquer coisa para proteger os filhos. Nos gestos do pai, que tem as mãos ensanguentadas, supostamente de um terceiro filho morto, o desespero de quem se sabe à mercê de psicopatas determinados a exterminá-los.

Caim

Se você vê uma imagem dessas e não se coloca no lugar do outro – que tipo de ser humano você é? Sério. Imagine a história que há por trás da família. Todas as muitas preocupações e momentos de felicidade e aspirações, umas mais e outras menos elevadas. Veja a menina e o menino, todo o potencial que há neles e que está prestes a virar passado. E, se sobreviverem, em que tipo de adultos se transformarão? Quantas noites passarão acordados, se lembrando desse dia, um acontecimento a ser sussurrado nas festas de família ou afogados em toneladas de ansiolíticos ou antidepressivos – na melhor das hipóteses.

Entendo pouco de geopolítica. Ouço Hamas e me lembro de homus. Li mais Isaac Bashevis Singer do que Isaiah Berlin. Mais poesia do que tratados. Aliás, essas teorias políticas todas me entediam profundamente e me parecem diabolicamente inúteis, um obstáculo para a caridade, quando vejo a confusão nos olhos das crianças enjauladas ou o pavor na forma como o menino se encolhe e tenta se proteger dos insultos. Nem mesmo na expressão apalermada dos frequentadores da rave pela paz e que foram dizimados pelos terroristas há espaço para as relativizações ou as sutilezas ou os vejabens de quem acredita observar o mundo de uma torre, quando na verdade está apenas rastejando entre outros que foram tomados pelo espírito de Caim – para usar a imagem forte e precisa mencionada por Jordan Peterson.

Caim que não é apenas símbolo da inveja materialista de quem cobiça a prosperidade alheia; ele é também símbolo de toda uma visão de mundo baseada na ideia de autossuficiência, de merecimento, de ingratidão e principalmente de egoísmo. Caim que, se achando digno das recompensas divinas, matou o que restava de divino em si ao assassinar o irmão. Caim que certamente erra por este mundo inventando para si justificativas que explicariam sua violência e sua condição de “injustiçado”. Caim que neste exato momento está soltando uma nota de apoio ao Hamas ou dizendo que veja bem, os israelenses não são santos e as pessoas mortas eram fascistas e os palestinos não-sei-o-quê, não-sei-o-que-lá.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...