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06 maio 2024

O Irã do Terror

 



SERÁ
que a esquerda do Brasil compactua com o assassinato de centenas de mulheres naquele país por não se vestirem de acordo com suas normas religiosas? Artigo do professor Denis Rosenfield, publicado pelo Estadão:


Preliminarmente, convém assentar o óbvio, embora ele pareça tão pouco evidente nos dias de hoje. O ataque do Irã a Israel foi um fiasco! Mais de 350 drones e mísseis, balísticos e de cruzeiro, carregando 60 toneladas de explosivos, foram lançados sem que nenhum deles tenha alcançado o seu objetivo. O resultado, pífio, foi uma criança beduína, de 7 anos, agora numa UTI em estado crítico. Danos menores foram infringidos a uma base área. A defesa israelense, com ajuda de EUA, Grã-Bretanha, França e Jordânia, foi sem igual, inaugurando uma Guerra nas Estrelas não ficcional, mas real.

O suposto poderio militar iraniano, com drones sendo inclusive vendidos para a Rússia, como se fosse um produto próprio de alta tecnologia, assim como seus mísseis, revelou-se ineficaz e tecnologicamente defasado. O Irã tem demonstrado competência em financiar e instrumentalizar o terror pelo Oriente Médio e no mundo (convém lembrar suas operações na Argentina), mas a sua falta de operacionalidade numa guerra de alta tecnologia foi flagrante. O ataque foi maciço e seu resultado, insignificante, tendo produzido como efeito colateral uma aliança estratégica inaudita entre os países envolvidos, defensores da democracia, com apoio explícito da Jordânia, temerosa de ser a próxima vítima dos aiatolás, e velado da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes.

Contudo, com o intuito de encobrir o seu estrondoso fracasso, o Irã passou a divulgar a estranha versão de que sua “resposta” foi calculada e limitada, como se essa avalanche de drones e mísseis fosse uma mera brincadeira inofensiva. Só os cegos pelo antiocidentalismo ou ideologicamente blindados podem se curvar diante de uma tal apresentação. Curiosamente, o fracasso seria uma vitória. Não há lógica que resista! Nessa narrativa bizarra, o seu objetivo seria apenas alvos militares, quando seus projéteis eram visíveis, online, nos céus de Jerusalém, inclusive sobre o Domo da Rocha. Seria, então, Israel que estaria defendendo um lugar sagrado dos muçulmanos, enquanto o Irã o estaria ameaçando?

A versão apresentada da “resposta” é também hilária, pois seria a reação a um suposto ataque israelense a um anexo da embaixada iraniana na Síria, cuja função seria abrigar a Guarda Revolucionária nesse país. Ora, o que faziam esses “guardiões da Revolução”, senão abastecer e orientar os seus satélites em sua luta pela aniquilação do Estado de Israel? Em todo caso, o país a protestar seria a Síria, que teria tido a sua soberania violada. Quando muito, abstraindo-se do caráter militar dessa sede diplomática, Israel teria violado uma convenção internacional, e não o solo iraniano. A dita resposta é totalmente arbitrária e desproporcional, procurando tão somente intensificar o seu combate de extermínio dos judeus do Oriente Médio, os cristãos sendo os próximos.

Convém atentar para o fato de que o Irã é uma potência regional, com projetos hegemônicos de ocupação de toda essa região. Seus tentáculos são vários, apresentando-se propriamente como um Estado colonizador. Graças ao acordo nuclear no governo Obama, viu-se liberado para atuar regionalmente, com os seus ativos financeiros sendo desbloqueados e por meio do aumento de seu comércio internacional. O tão alardeado acordo foi uma carta branca para sua atividade regional, usando e abusando do terror. Hoje, o regime dos aiatolás apoia e financia o Hezbollah, no Líbano, tendo criado um Estado dentro do Estado; controla territorialmente por meio de suas milícias uma parte do Iraque; é propriamente uma força de ocupação na Síria, território de atuação privilegiada da “Guarda Revolucionária”; financia e fornece equipamentos militares para o Hamas e a Jihad Islâmica em Gaza; e procura introduzir-se na Cisjordânia e na Jordânia, além de armar e controlar a milícia Houthis, no Iêmen. O Irã tem como objetivo dominar todo o Oriente Médio, sendo o seu apoio ao terror em Gaza apenas um instrumento de sua estratégia global. Os palestinos são os seus peões.

A diplomacia lulopetista, porém, continua arraigada em seu antiocidentalismo, como se o Brasil – pasmem – não fosse um país ocidental. Em mais uma amostra de sua abjeção, o Itamaraty divulgou uma nota não condenando o ataque iraniano! Deve ser ele uma vítima, que deveria ser desculpada de tudo o que faz! Não houve até agora nenhuma retificação oficial. O máximo que o chanceler conseguiu fazer, acuado pela pergunta de um jornalista, foi dar uma resposta risível, segundo a qual no momento da redação da nota não tinha as informações disponíveis. Só ele, porque todo o mundo ocidental e democrático já tinha condenado o ataque iraniano. Em nosso continente, a Argentina foi inequívoca em sua condenação. Nem o fuso horário serve como desculpa.

Ademais, será que a esquerda brasileira compactua, em sua luta contra os valores ocidentais, com o assassinato de centenas de mulheres no Irã por não se vestirem adequadamente segundo suas normas religiosas? E a perseguição e a morte de homossexuais?

08 julho 2021

As Boas Mulheres da China – Xinran

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Descrição do livro

A jornalista Xinran coletou inúmeros relatos sobre a vida da mulher chinesa contemporânea durante os oito anos em que comando o programa de rádio “Palavras na brisa noturna”, entre 1989 e 1997. Mostra a história de mulheres onde predomina a memória da humilhação e do abandono: casamentos forçados, estupros, desilusões amorosas, miséria e preconceito.


FONTE: Lê Livros


29 agosto 2020

Cobrir as mulheres: uma poderosa arma dos islamistas

Fotografias de Cabul dos anos de 60, 70 e 80. Você verá muitas mulheres sem véus. Aí veio o Talibã e fez com que elas se cobrissem por inteiro.


Primeiramente as mulheres foram obrigadas a usar véus.

Feito isso, os islamistas iniciaram a jihad contra o Ocidente.





Laurence Rossignol, Ministra da Família, Juventude e Direitos das Mulheres da França, incitou a ira no tocante à proliferação do véu islâmico em seu país ao comparar as mulheres que usam lenços de cabeça com os "negros americanos que aceitaram a escravidão". Concomitantemente, Elisabeth Badinter, uma das feministas mais famosas da França, chegou a defender o boicote contra as empresas européias ligadas à moda, como a Uniqlo e a Dolce & Gabbana, que estão desenvolvendo vestuário islamicamente correto (em 2013, os muçulmanos gastaram US$ 266 bilhões com vestuário e a cifra poderá atingir US$484 bilhões até 2019).

Uma nova tendência também está emergindo na cultura popular ocidental, cultura esta praticamente desconhecida da mídia há uma década: mulheres usando lenços de cabeça também estão presentes em programas de TV como o MasterChef.

A cultura predominante já considera "normal" as mulheres com lenços de cabeça. Recentemente a companhia aérea Air France solicitou às funcionárias que usassem véus enquanto estiverem no Irã. Recentemente o governo italiano cobriu as esculturas de nus no Museu Capitolino de Roma durante a visita do Presidente do Irã Hassan Rouhani, em sinal de "respeito" no tocante às suas suscetibilidades.

No mundo árabe/islâmico, no entanto, durante um longo período, as mulheres que se cobriam eram a exceção.

É difícil de acreditar que até o início dos anos 1990, a maioria das mulheres na Argélia não usavam véus. Em 13 de maio de 1958 na Place du Gouvernement em Argel, dezenas de mulheres arrancaram seus véus. Minissaias inundaram as ruas.

A revolução iraniana reverteu essa tendência: o primeiro véu apareceu no início dos anos 1980 juntamente com a ascensão dos movimentos islâmicos nas universidades argelinas e nos bairros pobres. A hijab foi distribuída pela embaixada iraniana em Argel.

Em 1990, a Argélia estava à beira de um longo período de medo e morte: a guerra civil, com o fantasma da invasão islâmica (100.000 mortos). As pessoas sabiam que algo terrível estava para acontecer, bastava ver o número de véus nas ruas.

A primeira vítima da guerra islamista na Argélia foi Katia Bengana, uma menina que se recusou a usar o véu. Mesmo com os carrascos apontando as armas para a sua cabeça ela permaneceu fiel aos seus princípios. Em 1994, Argel acordou, literalmente, com pôsteres islamistas colados nos muros anunciando a execução de mulheres sem véus. Nos dias de hoje pouquíssimas mulheres ousam sair de casa sem a hijab ou o xador.

Veja as fotografias de Cabul dos anos de 1960, 1970 e 1980 e você verá muitas mulheres sem véus. Aí veio o Talibã e fez com que elas se cobrissem por inteiro. A emancipação no Marrocos foi desencadeada pela Princesa Lalla Aisha, filha do Sultão Mohamed Ben Youssef, que se autodenominou rei tão logo o país proclamou a independência. Em abril de 1947, Lalla fez um pronunciamento em Tânger, as pessoas ficaram estupefatas com aquela menina sem véu. Em questão de semanas, mulheres por todo o país se recusaram a usar o véu. Hoje o Marrocos é um dos países mais liberais do mundo árabe.

No Egito, nos idos dos anos de 1950, o Presidente Gamal Abdel Nasser foi à TV para zombar do pedido da Irmandade Muçulmana para cobrir as mulheres. Tahia, sua esposa, não usava véu, nem nas fotos oficiais. Hoje, de acordo com a estudiosa Mona Abaza, 80% das mulheres egípcias já usam véus. Somente nos anos 1990 foi que a rígida versão wahhabista do Islã chegou ao Egito, trazida por milhões de egípcios que foram trabalhar na Arábia Saudita e nos demais países do Golfo. Enquanto isso, os movimentos políticos islamistas foram ganhando terreno. Logo as mulheres egípcias começaram a ostentar o véu.

No Irã, a tradicional manta preta que cobre as mulheres iranianas da cabeça aos tornozelos inundou o país, comandado pelo Aiatolá Khomeini. Ele afirmou categoricamente que o xador é a "bandeira da revolução" e a impôs a todas as mulheres.

Em 1926, portanto cinquenta anos antes, o Xá Reza providenciou proteção policial às mulheres que optassem por não usar o véu. Em 7 de janeiro de 1936, o Xá ordenou a todas as professoras, esposas de ministros e funcionários do governo que "aparecessem com roupas européias". O Xá pediu a sua mulher e filhas que não usassem o véu em público. Estas e outras reformas no estilo ocidental foram apoiadas pelo Xá Muhammad Reza Pahlavi, que sucedeu seu pai em setembro de 1941, instituindo o banimento de mulheres cobertas em público.

Na Turquia, Mustafa Kemal Ataturk discursava entusiasticamente para as multidões femininas, estimulando-as a darem o exemplo: tirar o véu significa agilizar a necessária reaproximação entre a Turquia e a civilização ocidental. Durante cinquenta anos, a Turquia recusou o véu, até 1997, quando o governo encabeçado pelo islamista Necmettin Erbakan revogou o banimento do uso do véu em lugares públicos.

Erdogan, atual presidente da Turquia, usou a bandeira do véu para impulsionar a desenfreada islamização da sociedade turca.

Por outro lado, o Presidente da Tunísia Habib Bourguiba, emitiu uma circular banindo o uso da hijab em escolas e repartições públicas. Ele chamou o véu de "detestável farrapo", promovendo seu país a um dos mais evoluídos das nações árabes.

Não foi apenas o mundo muçulmano que, por um longo período, recusou esse símbolo. Antes do alastramento do Islã radical, a minissaia, um dos símbolos da cultura ocidental, também podia ser vista em todo o Oriente Médio. Há muitas fotografias que nos lembram deste longo período: aeromoças da companhia aérea afegã usando saias, sem véus (que ironia a Air France de hoje querer que elas usem o véu); o concurso de beleza que o Rei Hussein da Jordânia organizou no Hotel Philadelphia; o time de futebol feminino iraniano; a atleta síria Silvana Shaheen; as mulheres líbias, sem véus, marchando pelas ruas; as estudantes da Universidade Palestina Birzeit e as jovens egípcias na praia (naquela época, o burkini seria rejeitado como se fosse uma gaiola).

Então em meados dos anos 1980, de repente, tudo mudou. A Lei Islâmica (Sharia) foi introduzida em diversos países, as mulheres no Oriente Médio foram colocadas em uma prisão portátil e na Europa voltaram a usar o véu para recuperar sua "identidade", vale dizer, a recusa em assimilar valores ocidentais e a islamização de muitas cidades européias.

Em primeiro lugar as mulheres foram obrigadas a usar véus, feito isso, os islamistas iniciaram a jihad contra o Ocidente.

Primeiramente nós traímos essas mulheres ao aceitarmos sua escravidão como uma "liberação", aí a Air France começou a vestir as mulheres com véus enquanto estivessem no Irã em sinal de "respeito". Fora tudo isso, também é bastante revelador a hipocrisia da maioria das feministas ocidentais, sempre de prontidão em repudiar os cristãos homofóbicos e o machismo nos EUA, mas permanecem caladas no tocante aos crimes sexuais do Islã radical. Nas palavras da feminista Rebecca Brink Vipond: "eu não vou morder a isca de defender um chamamento para que as feministas deixem de lado seus objetivos nos Estados Unidos para abordarem problemas nas teocracias muçulmanas". São as mesmas feministas que abandonaram Ayaan Hirsi Ali, a corajosa dissidente do Islã, holandesa/somali, a sua própria sorte mesmo depois que ela conseguiu se refugiar nos EUA: elas impediram que ela discursasse na Universidade de Brandeis.

Por quanto tempo mais iremos manter o banimento à mutilação genital feminina (FGM)? Um estudo que acaba de ser publicado nos Estados Unidos indica que permitir certas formas mais "leves" de mutilação feminina, que afeta 200 milhões de mulheres ao redor do mundo, é mais "culturalmente sensitivo" do que a proibição da prática e que um ritual de um "cortezinho" nas vaginas das meninas poderia evitar a prática de uma mutilação mais radical. A proposta não foi apresentada por Tariq Ramadan ou algum tribunal islâmico do Sudão e sim por dois ginecologistas americanos Kavita Shah Arora e Allan J. Jacobs, que publicaram o estudo em uma das mais importantes revistas científicas, o Journal of Medical Ethics.

O estudo é um testemunho que vai às profundezas, assinalando até que ponto se pode chegar, de acordo com o que o "novo filósofo" francês Pascal Bruckner, chamou de "as lágrimas de homens Brancos", com seu masoquismo, covardia e relativismo cínico. Então por que também não justificar o apedrejamento islâmico de mulheres acusadas de adultério? É como se nós não conseguíssemos capitular rápido o suficiente.



Giulio Meotti, editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

Publicado no site do The Gatestone Institute.

Tradução: Joseph Skilnik



22 julho 2020

Desonrada (Mukhtar Mai)





Reportagem do Fantástico fala sobre o tratamento da mulher no Islã

Foto de violência contra a mulher no Afeganistão: FONTE AQUI

Uma reportagem que teve a coragem de discutir um problema real que existe no mundo islâmico está sendo usada para se construir uma crise fictícia com o intuito de promover o islamismo no Brasil. Esta crise se constrói com os muçulmanos se fazendo de vítima (apesar do que a reportagem relatar ser a verdade) e usando a antipatia que muitos nutrem contra a Rede Globo. Ao invés de lutarem por leis progressistas que defendam direitos iguais para as mulheres, os muçulmanos defendem a lei islâmica (Sharia), com tudo aquilo que ela tem de retrógrado e ultrapassado.  

No dia 9 de junho, o programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, levou ao ar uma reportagem intitulada Mulheres são vistas como propriedades dos homens no Líbano.



A reportagem

A reportagem começa.

A reportagem especial deste domingo (29) investiga uma violência contra a mulher: por que, em alguns lugares do mundo, as mulheres ainda são tratadas como cidadãs de segunda classe e sofrem todo o tipo de abuso?

Segregação, maus tratos, mutilação de órgãos genitais, estupros, tortura dentro de casa, divórcios desejados pelas mulheres, mas dificilmente alcançados e crimes de honra em que o marido assassino sai praticamente impune.

O Fantástico vai mostrar mundos que não mudam. Homens que mandam. E mulheres que não querem mais obedecer.

A reportagem se baseia em estudos sérios, como um estudo da ONU relativo aos direitos das mulheres, que diz que:

No Egito, segundo a ONU, mais de 27 milhões de mulheres tiveram os órgãos genitais mutilados. No Iraque, mulheres são vendidas e estupradas.

A reportagem trata de assuntos que os leitores do Lei Islâmica em Ação já conhecem, tais como mulheres com direitos menores que os dos homens, abuso marital, estupro, vítima de estupro podendo ser presa por adultério ou por sexo ilícito. Trechos da reportagem narram que:

Dados da ONU mostram que no Iêmen, no Kwait, no Sudão, no Barém, na Argélia e em Marrocos, o marido agredir a própria mulher não é crime. Na Faixa de Gaza, em 2011, 51% das mulheres sofreram com a violência doméstica. No Líbano, não existe punição para o marido que forçar a mulher a fazer sexo com ele.

“Se um marido descobre que a mulher está tendo um caso, ele tem direito de matá-la. Mas se ela descobre que ele está tendo um caso e mata o marido, ela é condenada à prisão perpétua ou morte por enforcamento”, conta Tania Saleh, cantora.

Aisha foi abusada sexualmente por um amigo do pai e por estranhos. No fim, o estuprador ainda se sentiu no direito de dar uma lição de moral na vítima. “Ele disse que se eu fosse irmã dele ele teria me matado, porque eu estava fora de casa àquela hora da noite”, diz Aisha.  Aisha não foi à polícia porque teve medo.

Na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes e no Sudão, vítimas de estupro que procuram a polícia podem ser presas, por adultério.

E, no Egito, dados da ONU mostram que desde a queda do ditador Hosni Mubarak em 2011, mais de 90% das mulheres foram expostas a algum tipo de assédio sexual.


A reportagem também trata a febre de brasileiras que se casam com muçulmanos (assunto tratado no artigo Mulheres brasileiras enganadas por muçulmanos através de "namoro pela internet") e dos problemas muito comuns que decorrem destes relacionamentos, tais como perda da guarda dos filhos e até mesmo impossibilidade de deixar o país islâmico.





A brasileira Sheila tem duas filhas com um libanês. Depois de dois anos vivendo em uma rotina de agressões no Líbano, voltou ao Brasil e se separou do marido. “Quando você não sofre violência do seu marido, quem te agride fisicamente são cunhados, são primos, são outras pessoas da família que têm a liberdade de te corrigir”, explica a professora Sheila Ali Ghazzaoui.
Problemas como esse têm sido tão frequentes, e graves, que o Consulado do Brasil em Beirute resolveu fazer uma cartilha, um alerta para as mulheres brasileiras que pensam em se casar com libaneses e se submeter às leis extremamente patriarcais do Líbano.

A verdade é que a situação no Líbano não é das piores devido ao fato de ainda existir um grande percentual da população que não é muçulmana (entre cristãos e ateus), e ainda é possível existir movimentos em defesa dos direitos das mulheres (o problema maior acontece nos outros países de maioria esmagadoramente islâmica).

“Nós temos casos de violência doméstica, e até mesmo de estupros dentro e fora das famílias, mas não é nada alarmante. Neste ano, foi aprovada uma nova lei que protege as mulheres contra a violência doméstica que nós estamos implementando”, afirma cônsul-geral do Líbano em São Paulo Kabalan Frangie.

Mas as libanesas se cansaram de ficar em silêncio. Recentemente, mais de cinco mil mulheres, apoiadas por algumas centenas de homens, fizeram uma corrida pelas ruas de Beirute para reclamar mais espaço na sociedade.

Mas Nadine promete insistir nas próximas eleições. Aisha fala dos abusos sempre que pode, para expulsar o fantasma. Naíma dança com orgulho. E as ativistas correm contra as leis, contra o machismo e contra o tempo, fazendo o possível para chegar logo ao século XXI.


As reações, a fabricação de uma crise, e a Taquia

Depois da reportagem do Fantástico eu torçi para que a reação dos muçulmanos e muçulmanas brasileiros seria a de usarem esta oportunidade para denunciar os regimes islâmicos que mantém leis arcáicas, afinal, eles moram no Brasil e se beneficiam das nossas liberdades. Eu achava que eles, por morarem no Brasil, dariam mais valor à liberdade do que à lei islâmica (Sharia).

Lêdo engano.

Eu achava que os muçulmanos e muçulmanas brasileiros iriam se juntar a vozes de muçulmanas feministas e progressistas que, por exemplo, lutam contra os crimes de hora, como o grupo que lançou o filme The Honor Diaries, ou a ativista de direitos humanos do Bahrein, Ghada Jamshir, que luta contra o casamento temporário (prostituição religiosamente sancionada), ou iriam se juntar às centenas de milhares de mulheres iranianas que, desafiando o governo islâmico do Irã, mostram seus semblantes sem o véu na página do Facebook chamada My Stealth Freedom, lutando pela liberdade de escolha, de usar ou não usar o véu islâmico, mesmo sob o risco de serem presas ou suas famílias punidas.

Bem, exatamente o oposto aconteceu.

Os muçulmanos e muçulmanas usaram a reportagem para fabricarem uma crise, na qual dizem serem vítimas, e, deste modo, poderem fazer propaganda do islamismo no Brasil como se fossem “perseguidos.” Isto se chama taquia, a enganação sagrada: o islão permite que o muçulmano minta, se a mentira servir para a propagação do islamismo (lembre-se que o objetivo número um do islão é a implementação da lei islâmica, a Sharia, no mundo inteiro – isso é uma missão política, levada à cabo com fervor religioso).

Ao invés de lutarem para que os “paraísos islâmicos” adotem leis progressistas que efetivamente protejam as mulheres, eles adotaram a postura de quem deseja que nós “olhemos para o outro lado” enquanto eles mostram um lado róseo e irreal do islamismo, baseando-se em um passado glorioso inexistente e negando a situação presente nos países islâmicos, bem como nos guetos islâmicos da Europa.

A estatégia deles foi a de criar uma crise para se beneficiar dela (será que eles leram “Regras para os Radicais”, escrito por Saul Alynski?). 

Uma reação foi um protesto que o Consulado do Líbano apresentou ao Diretor de Jornalismo da Rede Globo de Televisão, Ali Kamel. Reação compreensível e esperada.

O que se seguiu é oportunismo.

O primeiro oportunismo foi a reação de um grupo islâmico brasileiro ameaçar processar a Rede Globo, caso ela não dê a este grupo um “direito de resposta.” Ora, isso nada mais é do que uma tentativa de ganhar tempo gratuito na TV para pregar o islamismo. Afinal, quem este grupo islâmico representa? Ele foi mencionado na reportagem? Processar os outros visando ganhos financeiros (ou silenciar oponentes) é uma estratégia conhecida como Jihad Legal.

O segundo oportunismo foi a criação de uma página do Facebook, chamada de “Manifesto pela Honra Libanesa”, convidando para uma manifestação a ocorrer no dia 9 de julho, em frente à sede da Rede Globo em São Paulo. A chamada, que mostra uma mulher em um niqab, diz 
Como já é de conhecimento de todos o programa Fantástico, da Rede Globo de televisão, exibiu uma entrevista no domingo, dia 29, denegrindo a mulher Muçulmana, Cristã Ortodoxa, e todos árabes libaneses e descendentes. A reportagem se referia ao modo como as mulheres são tratadas pelos maridos, matéria tendenciosa, preconceituosa e manipuladora. 
Capa da página no Facebook chamando para a manifestação contra a Globo. A foto associa a mulher libanesa com o niqab, a vestimenta que cobre o corpo todo (deixando apenas os olhos à mostra), que é marca registrada da forma mais virulenta de islamismo: o wahabismo saudita.


Interessante, diz-se “denegrindo a mulher Muçulmana, Cristã Ortodoxa, e todos árabes libaneses e descendentes” e mostra-se uma mulher de niqab? Desde quando o niqab representa as mulheres do Líbano? A maioria das libanesas não usa véu! Este fato já define bem o objetivo desta página e desta manifestação: propaganda wahabista.

O truque da página é o de apresentar uma visão sanitizada do islamismo, bem como o de usar a antipatia que muitas pessoas nutrem contra a Rede Globo para angariar suporte e simpatia (em que pese que a reportagem ter mostrado a verdade).

É interessante também ver os comentários escritos nesta página do Facebook, mas antes vamos nos ater ao wahabismo, que está entrando forte no Brasil.




Clique na Fotografia e Leia Texto sobre o ISIS

Clique na capa do livro e leia-o


Documentário: A PROSTITUIÇÃO NO MUNDO MUÇULMANO

Documentário: A PROSTITUIÇÃO NO MUNDO MUÇULMANO

17 novembro 2016

Cardeais conservadores questionam Papa sobre divórcio




Eles enviaram carta sobre texto publicado sobre as famílias


Quatro cardeais apresentaram questionamentos ao papa Francisco sobre sua exortação apostólica "Amoris Laetitia" ("A alegria do amor", em tradução), lançada em 8 de abril, e que fala sobre as famílias atuais.    
A carta chamada de "dubia" ("dúvidas") foi assinada pelo cardeal Raymond Leo Burke, um dos mais conservadores do clero norte-americano e ferrenho defensor da interpretação rígida da doutrina católica, pelo cardeal Walter Brandmüller, que já atuou como presidente do Pontifício Comitê de Ciências Históricas durante o Pontificado de Bento XVI, e pelos arcebispos eméritos Carlo Caffara (que está em Bolonha, na Itália) e o alemão Joachim Meisner (que atua em Colônia).    
O grupo de religiosos enviou a carta para à Congregação para a Doutrina da Fé no dia 19 de setembro, mas como não receberam uma resposta do papa Francisco, resolveram tornar o documento público.    
"Nós constatamos a grave perda de muitos fiéis e uma grande confusão sobre o mérito dessas questões muito importantes para a vida na Igreja. Nós notamos que no interior do colégio episcopal são dadas interpretações contrastantes sobre o capítulo oitavo de 'Amoris laetitia'. A grande Tradição da Igreja nos ensina que a via para sair dessas situações como esta é recorrer ao Santo Padre", escreveram os cardeais.    
O documento apresenta cinco dúvidas principais relacionadas ao capítulo 8 da exortação. Em resumo, elas focam nas questões dos divorciados que estão casados novamente e que desejam comungar.    
O ato é proibido pela Igreja, mas no documento, o Papa pede uma maior abertura à eles porque nenhuma punição "deve ser eterna" e para que eles saibam que não estão excomungados, isto é, proibidos de participar da vida religiosa.    
"Essa é a fonte de toda a confusão. Também as diretivas diocesanas são confusas e erradas. Nós temos uma série diversas de normas: em uma diocese, por exemplo, os sacerdotes da confissão são autorizados a serem livres, se acharem necessário, de permitir [o sacramento] a uma pessoa que vive em uma união adúltera e continua sendo", explicou Burke em uma entrevista ao"National Catholic Register".   
"Já em outra e, de acordo com o que sempre foi a prática da Igreja, o sacerdote pode conceder tal permissão a uma pessoa que vive em uma união adúltera a quem assume o compromisso de viver castamente no interior de um matrimônio, vale dizer como irmão e irmã, e de receber o sacramento apenas em locais onde há essa questão de escândalo", acrescentou. Segundo o cardeal norte-americano, "se dissermos, em certos casos, que uma pessoa vive em uma união matrimonial irregular pode receber a Santa Comunhão, então das duas uma: ou o matrimônio não é verdadeiramente indissolúvel ou a santa Comunhão não é comunhão com o Corpo e o Sangue de Cristo.    
"Naturalmente, nenhuma dessas hipóteses são possíveis porque estão em contradição com os ensinamentos da Igreja", destacou. O cardeal ainda disse que, caso o papa Francisco não lhes dê uma resposta, "há a possibilidade de corrigir o Pontífice Romano", em um ato "muito raro".    
Ao contrário da entrevista, no entanto, os quatro cardeais dizem respeitar a decisão do sucessor de Bento XVI de não respondê-los.    
"O Santo Padre decidiu não responder. Nós interpretamos essa sua soberana decisão como um convite a continuar a reflexão e a discussão, pacata e respeitosa. [...] Esperamos que ninguém interprete o fato no esquema progressistas-conservadores.    
Estamos profundamente preocupados com o trabalho de bem pelas almas, pela suprema lei da Igreja e de não fazer progredir na Igreja qualquer forma de política", escreveram os quatro cardeais.    
Os religiosos ainda acrescentaram que "não somos adversários do Santo Padre" e que estão divulgando seus questionamentos ao público a partir de "uma profunda afeição que nos une ao Papa e da apaixonada preocupação com o bem dos fiéis".    
- A exortação: Lançada em 8 de abril, a exortação abre mais espaço para os divorciados e prega respeito aos homossexuais.    
Sobre o primeiro ponto, o Papa diz que é "importante deixar as pessoas que vivem uma nova união saberem que são parte da Igreja, que não estão excomungadas", acrescentando que "ninguém pode ser condenado para sempre, pois esta não é a lógica do Evangelho".    
Já sobre os gays, o Pontífice pede que a Igreja não os discrimine, mas que o casamento entre as pessoas do mesmo sexo não está "no desenho de Deus". O Papa ainda fala sobre a sexualidade, definindo- a como "um presente maravilhoso de Deus".    
O documento também apresenta críticas formais ao aborto e a eutanásia, ambos considerados "errados" pelo líder católico bem como critica as famílias que tem "procriação ilimitada".    
Jorge Mario Bergoglio ainda defende as mulheres na exortação, daquelas que são vítimas de "violência física e sexual", defendendo de certa maneira que elas se separem do cônjuge, e pede mais ação para a proteção delas. Segundo o líder católico, a violência no casamento "contradiz a própria natureza da união conjugal".    
Além disso, o argentino pede uma "saudável autocrítica" do porquê os casamentos religiosos não serem mais "atraentes" para muitas pessoas e pediu o fim da "idealização excessiva" do matrimônio. Em diversos pontos do documento, Bergoglio usa e cita como base textos de João Paulo II sobre a família, reafirmando a importância deles para a Igreja.


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