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20 julho 2024
Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente)
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07 maio 2024
Os Crimes da Rua Morgue e Outras Histórias – Edgar Allan Poe
Descrição do livro
Os Crimes da Rua Morgue é considerado por muitos como a primeira obra policial de sempre.
Mãe e filha são encontradas mortas num edifício situado na rua Morgue, uma artéria ficcional parisiense. As vítimas foram brutalmente assassinadas e a sala onde foram descobertos os cadáveres encontra-se trancada por dentro. Para adensar o mistério, os vizinhos alegam ter ouvido o assassino a falar numa língua estranha que ninguém consegue identificar. Quando um homem é acusado do crime, C. Auguste Dupin, um indivíduo solitário e de aguçada inteligência, oferece-se para ajudar a polícia de Paris a resolver este caso aparentemente sem solução e impedir que um homem inocente seja preso por um crime que Dupin acredita que ele não cometeu. Um pêlo encontrado junto dos corpos leva-o a crer que o assassino poderá não ser humano.
FONTE: Lê Livros
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31 janeiro 2023
Livro: Os Judeus e as Palavras – Amós Oz
Descrição do livro
Nesse livro que mistura narrativa e erudição, conversa e argumento, o romancista Amós Oz e sua filha, a historiadora Fania Oz-Salzberger, contam as histórias por trás dos nomes, dos textos, das disputas e dos adágios mais duradouros do judaísmo. As palavras, eles argumentam, compõem o elo entre Abraão e os judeus de todas as gerações subsequentes. Continuidade, mulheres, atemporalidade, individualismo — o rol de temas abordados é vasto. Oz e Oz-Salzberger revisitam personalidades judaicas através das eras, da suposta autora do Cântico dos Cânticos aos obscuros Talmudistas e autores contemporâneos. Eles sugerem que a longevidade da cultura judaica, e até mesmo a singularidade do povo judeu, depende não apenas dos lugares, monumentos e personalidades heroicas ou rituais, mas da palavra escrita e do contínuo debate entre gerações. Secularistas convictos, pai e filha deixam de lado o fervor religioso para extrair dos textos sagrados toda sua força de documento histórico, sua sonoridade poética e densidade literária. Repleto de ensinamentos, lirismo e humor, Os judeus e as palavras oferece um passeio pela tradição judaica e estende a mão a qualquer leitor interessado em se juntar à conversa.
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27 janeiro 2023
Good Omens (Belas Maldições) – Neil Gaiman & Terry Pratchett
Conforme as Profecias de Agnes Nutter, o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo (ou, no caso de Crowley, daqui de cima). Portanto, eles precisam encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já tenha visto em algum filme, é um menino que adora seu cachorro, se importa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível. E, como se ainda não fosse o bastante, eles ainda têm de lidar com o domingo…
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19 setembro 2021
O Cheirinho do Amor – Reinaldo Moraes
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Descrição do livro
Estas crônicas safadas reúnem tudo o que está de alguma forma relacionado a sexo. Se não está, Reinaldo Moraes dá um jeito de fazer a ligação: Serge Gainsbourg, feministas fazendo topless, carros de corrida, viagens espaciais, Marquês de Sade, tartarugas, retiro para artistas, futebol, psicanálise.
FONTE: Lê Livros
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14 dezembro 2016
As Primeiras Civilizações – Jaime Pinsky
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Descrição do livro
No livro está narrado o processo civilizatório que conduz os ancestrais à conquista da fala, da agricultura, da escrita, à criação das cidades e dos impérios, à construção de templos e palácios, ao controle sobre os rios, à criação da civilização. Pitecantropídeos e Homo sapiens, coletores e agricultores, sociedades tribais e grandes impérios, egípcios, mesopotâmicos e hebreus são retratados nas páginas desta obra.
FONTE: Lê Livros
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27 julho 2016
O Diário de Anne Frank – Anne Frank
Descrição do livro
A jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. Seu diário destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento. Um retrato da menina por trás do mito.
FONTE: Lê Livros
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28 maio 2015
Livro: Cem Quilos de Ouro
Primeira reportagem de Fernando Morais, constante do livro "Cem Quilos de Ouro".
1. Cem quilos de ouro
No final de 1988 eu trabalhava na pesquisa e
nas entrevistas que iriam se transformar no livro Chatô, o
rei do Brasil. Certa noite, em um jantar com amigos, o
advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira contou que acabara de voltar da Bahia,
onde vivera uma dramática experiência. Seu irmão mais novo, o empresário
Guilherme Affonso Ferreira, o Willy, fora libertado depois de passar cinco dias
em poder de seqüestradores, que exigiam nada menos que cem quilos de ouro para
libertá-lo.
Naquela época os seqüestros não eram um crime
tão comum quanto hoje (o mais célebre deles, o do empresário paulista
Abílio Diniz, só aconteceria um ano depois). Mas como esse teve lugar na Bahia, acabou
recebendo uma cobertura discreta nos jornais do Rio e de São Paulo. Pedi a
Manuel Alceu que consultasse o irmão para saber se aceitaria contar os detalhes
do seqüestro para uma reportagem. Com o sinal verde da Bahia, ofereci a matéria
a Juca Kfouri, diretor de redação da revista Playboy, e me preparei para ir a Salvador. Na véspera
do embarque, porém, recebi um inesperado telefonema do governador de São Paulo,
Orestes Quércia, que eu não via desde sua eleição, em 1986:
— Vou reformular meu secretariado e estou te
convidando para ser o novo secretário da Cultura do Estado.
Pedi um tempo para pensar e consultar a
família, mas ele foi peremptório:
— Nada feito. A posse dos novos secretários
será daqui a três dias e você tem que decidir agora. É pegar ou largar.
Pegar significava largar a matéria que já me
deixava com água na boca. Contei a história do seqüestro e propus uma solução
de compromisso: eu aceitava o convite, desde que pudesse ir para a Bahia atrás
da reportagem. Ele podia me nomear, mas minha posse ficaria adiada por cerca de
dez dias.
Desembarquei em Salvador já com meu nome
publicado no Diário Oficial de São Paulo. Eu pressentia que, apesar de ser
um ótimo assunto, essa não seria uma reportagem trabalhosa.
Na verdade, foram menos de quatro dias de
trabalho ininterrupto: tomei um longo e minucioso depoimento de Willy, ouvi os
policiais e as pessoas da família encarregadas das negociações (entre
elas o irmão Manuel Alceu), falei com gerentes de bancos e donos de supermercados,
reconstituí o trajeto de Willy antes que fosse apanhado pelos criminosos, fiz uma
pesquisa nos jornais e nos arquivos da polícia de Salvador e retornei a São
Paulo. Cinco dias depois o texto estava na redação de Playboy.
Realizado em dezembro de 1988 e publicado em
fevereiro de 1989, “Cem quilos de ouro” seria meu último trabalho como repórter
antes do retorno à política. Só quase quatro anos depois, em 1992, é que eu
voltaria a escrever.
Leia a reportagem clicando na capa do livro abaixo:
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16 abril 2013
Intentio Lectoris
É importante preocuparmo-nos, nós que
escrevemos, embora esporadicamente, na intentio
lectoris (termo emprestado de Umberto Eco in "Os Limites da
Interpretação). Se o que você "quis dizer" não é entendido, não
haverá feedback1 e seu escrito foi vão - pelo menos para aquele
leitor.
O foco que observo, em especial, na leitura e interpretação da
Bíblia pelas linhas protestante (anglicanos, luteranos, presbiterianos),
evangélica (batistas, adventistas, congregacionais) e pentecostal
(asssembleianos, iurdianos) é o que o texto "diz" ou "quer
dizer", desprezando-se o leitor. Assim, um livro tão antigo, multiautoral
e diverso (história, poesia, romance, leis) necessita do auxílio de capazes
teólogos-hermeneutas que orientarão o leitor/ouvinte a entender aquele texto,
em especial no cuidado com o que seja literal e não literal (simbologia direta:
o Cordeiro, ou indireta: o deus que opera agora nos filhos da desobediência).
A liberdade de interpretação na leitura –
a par das confissões de fé e manuais de doutrina, estando os batistas na
vanguarda, embora não sem imperfeição, pois ainda usam o termo “doutrina” para se
referir a sua própria interpretação das Escrituras – é o grande avivamento
esperado desde a Reforma: o ser inteligente, leitor, submisso mentalmente à sua
consciência, moral e espiritualmente ao Livro Sagrado e ao Espírito de Deus,
esse ser lê a Escritura e dela tira ensinamentos para a sua vida.
Poderão haver abusos dessa leitura livre? Como
não! Mas as próprias igrejas oficiais não vêm abusando da interpretação durante
toda a sua história, em especial no impedimento do pleno envolvimento da mulher
no ensino, pastoreio e administração da res
ecclesiasticae?
Leitor livre, intérprete livre. Agora. Ou
precisaremos de uma nova reforma.
1 Feedback. Palavra emprestada do inglês que indica, na teoria da comunicação, um processo através do qual o emissor de uma mensagem obtém uma reação do receptor, o que lhe permite verificar a eficiência de sua
comunicação. (Dicionário
de Linguística de Sérgio Biagi Gregório).
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