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07 maio 2024

Os Crimes da Rua Morgue e Outras Histórias – Edgar Allan Poe



Descrição do livro

Os Crimes da Rua Morgue é considerado por muitos como a primeira obra policial de sempre.
Mãe e filha são encontradas mortas num edifício situado na rua Morgue, uma artéria ficcional parisiense. As vítimas foram brutalmente assassinadas e a sala onde foram descobertos os cadáveres encontra-se trancada por dentro. Para adensar o mistério, os vizinhos alegam ter ouvido o assassino a falar numa língua estranha que ninguém consegue identificar. Quando um homem é acusado do crime, C. Auguste Dupin, um indivíduo solitário e de aguçada inteligência, oferece-se para ajudar a polícia de Paris a resolver este caso aparentemente sem solução e impedir que um homem inocente seja preso por um crime que Dupin acredita que ele não cometeu. Um pêlo encontrado junto dos corpos leva-o a crer que o assassino poderá não ser humano.

FONTE: Lê Livros

31 janeiro 2023

Livro: Os Judeus e as Palavras – Amós Oz



Descrição do livro


Nesse livro que mistura narrativa e erudição, conversa e argumento, o romancista Amós Oz e sua filha, a historiadora Fania Oz-Salzberger, contam as histórias por trás dos nomes, dos textos, das disputas e dos adágios mais duradouros do judaísmo. As palavras, eles argumentam, compõem o elo entre Abraão e os judeus de todas as gerações subsequentes. Continuidade, mulheres, atemporalidade, individualismo — o rol de temas abordados é vasto. Oz e Oz-Salzberger revisitam personalidades judaicas através das eras, da suposta autora do Cântico dos Cânticos aos obscuros Talmudistas e autores contemporâneos. Eles sugerem que a longevidade da cultura judaica, e até mesmo a singularidade do povo judeu, depende não apenas dos lugares, monumentos e personalidades heroicas ou rituais, mas da palavra escrita e do contínuo debate entre gerações. Secularistas convictos, pai e filha deixam de lado o fervor religioso para extrair dos textos sagrados toda sua força de documento histórico, sua sonoridade poética e densidade literária. Repleto de ensinamentos, lirismo e humor, Os judeus e as palavras oferece um passeio pela tradição judaica e estende a mão a qualquer leitor interessado em se juntar à conversa.




27 janeiro 2023

Good Omens (Belas Maldições) – Neil Gaiman & Terry Pratchett







Conforme as Profecias de Agnes Nutter, o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo (ou, no caso de Crowley, daqui de cima). Portanto, eles precisam encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já tenha visto em algum filme, é um menino que adora seu cachorro, se importa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível. E, como se ainda não fosse o bastante, eles ainda têm de lidar com o domingo…






FONTE: Lê Livros e Internet


19 setembro 2021

O Cheirinho do Amor – Reinaldo Moraes




Descrição do livro

Estas crônicas safadas reúnem tudo o que está de alguma forma relacionado a sexo. Se não está, Reinaldo Moraes dá um jeito de fazer a ligação: Serge Gainsbourg, feministas fazendo topless, carros de corrida, viagens espaciais, Marquês de Sade, tartarugas, retiro para artistas, futebol, psicanálise.

FONTE: Lê Livros

14 dezembro 2016

As Primeiras Civilizações – Jaime Pinsky

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Descrição do livro

No livro está narrado o processo civilizatório que conduz os ancestrais à conquista da fala, da agricultura, da escrita, à criação das cidades e dos impérios, à construção de templos e palácios, ao controle sobre os rios, à criação da civilização. Pitecantropídeos e Homo sapiens, coletores e agricultores, sociedades tribais e grandes impérios, egípcios, mesopotâmicos e hebreus são retratados nas páginas desta obra.

FONTE: Lê Livros


27 julho 2016

O Diário de Anne Frank – Anne Frank





Descrição do livro

A jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. Seu diário destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento. Um retrato da menina por trás do mito.






FONTE: Lê Livros


28 maio 2015

Livro: Cem Quilos de Ouro



Primeira reportagem de Fernando Morais, constante do livro "Cem Quilos de Ouro".


1. Cem quilos de ouro

No final de 1988 eu trabalhava na pesquisa e nas entrevistas que iriam se transformar no livro Chatô, o rei do Brasil. Certa noite, em um jantar com amigos, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira contou que acabara de voltar da Bahia, onde vivera uma dramática experiência. Seu irmão mais novo, o empresário Guilherme Affonso Ferreira, o Willy, fora libertado depois de passar cinco dias em poder de seqüestradores, que exigiam nada menos que cem quilos de ouro para libertá-lo.
Naquela época os seqüestros não eram um crime tão comum quanto hoje (o mais célebre deles, o do empresário paulista Abílio Diniz, só aconteceria um ano depois). Mas como esse teve lugar na Bahia, acabou recebendo uma cobertura discreta nos jornais do Rio e de São Paulo. Pedi a Manuel Alceu que consultasse o irmão para saber se aceitaria contar os detalhes do seqüestro para uma reportagem. Com o sinal verde da Bahia, ofereci a matéria a Juca Kfouri, diretor de redação da revista Playboy, e me preparei para ir a Salvador. Na véspera do embarque, porém, recebi um inesperado telefonema do governador de São Paulo, Orestes Quércia, que eu não via desde sua eleição, em 1986:
— Vou reformular meu secretariado e estou te convidando para ser o novo secretário da Cultura do Estado.
Pedi um tempo para pensar e consultar a família, mas ele foi peremptório:
— Nada feito. A posse dos novos secretários será daqui a três dias e você tem que decidir agora. É pegar ou largar.
Pegar significava largar a matéria que já me deixava com água na boca. Contei a história do seqüestro e propus uma solução de compromisso: eu aceitava o convite, desde que pudesse ir para a Bahia atrás da reportagem. Ele podia me nomear, mas minha posse ficaria adiada por cerca de dez dias.
Desembarquei em Salvador já com meu nome publicado no Diário Oficial de São Paulo. Eu pressentia que, apesar de ser um ótimo assunto, essa não seria uma reportagem trabalhosa.
Na verdade, foram menos de quatro dias de trabalho ininterrupto: tomei um longo e minucioso depoimento de Willy, ouvi os policiais e as pessoas da família encarregadas das negociações (entre elas o irmão Manuel Alceu), falei com gerentes de bancos e donos de supermercados, reconstituí o trajeto de Willy antes que fosse apanhado pelos criminosos, fiz uma pesquisa nos jornais e nos arquivos da polícia de Salvador e retornei a São Paulo. Cinco dias depois o texto estava na redação de Playboy.

Realizado em dezembro de 1988 e publicado em fevereiro de 1989, “Cem quilos de ouro” seria meu último trabalho como repórter antes do retorno à política. Só quase quatro anos depois, em 1992, é que eu voltaria a escrever.

Leia a reportagem clicando na capa do livro abaixo:



16 abril 2013

Intentio Lectoris



É importante preocuparmo-nos, nós que escrevemos, embora esporadicamente, na intentio lectoris (termo emprestado de Umberto Eco in "Os Limites da Interpretação). Se o que você "quis dizer" não é entendido, não haverá feedback1  e seu escrito foi vão - pelo menos para aquele leitor.
O foco que observo, em especial, na leitura e interpretação da Bíblia pelas linhas protestante (anglicanos, luteranos, presbiterianos), evangélica (batistas, adventistas, congregacionais) e pentecostal (asssembleianos, iurdianos) é o que o texto "diz" ou "quer dizer", desprezando-se o leitor. Assim, um livro tão antigo, multiautoral e diverso (história, poesia, romance, leis) necessita do auxílio de capazes teólogos-hermeneutas que orientarão o leitor/ouvinte a entender aquele texto, em especial no cuidado com o que seja literal e não literal (simbologia direta: o Cordeiro, ou indireta: o deus que opera agora nos filhos da desobediência).
A liberdade de interpretação na leitura – a par das confissões de fé e manuais de doutrina, estando os batistas na vanguarda, embora não sem imperfeição, pois ainda usam o termo “doutrina” para se referir a sua própria interpretação das Escrituras – é o grande avivamento esperado desde a Reforma: o ser inteligente, leitor, submisso mentalmente à sua consciência, moral e espiritualmente ao Livro Sagrado e ao Espírito de Deus, esse ser lê a Escritura e dela tira ensinamentos para a sua vida.
Poderão haver abusos dessa leitura livre? Como não! Mas as próprias igrejas oficiais não vêm abusando da interpretação durante toda a sua história, em especial no impedimento do pleno envolvimento da mulher no ensino, pastoreio e administração da res ecclesiasticae?
Leitor livre, intérprete livre. Agora. Ou precisaremos de uma nova reforma.
  
  
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1 Feedback. Palavra emprestada do inglês que indica, na teoria da comunicação, um processo através do qual o emissor de uma mensagem obtém uma reação do receptor, o que lhe permite verificar a eficiência de sua comunicação. (Dicionário de Linguística de Sérgio Biagi Gregório).
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