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26 março 2025
Novela: A Gata Comeu: Capítulo 1
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07 março 2025
Dire Straits - Money for Nothing
Now look at them yo-yo's that's the way you do it
You play the guitar on the MTV
That ain't workin' that's the way you do it
Money for nothin' and chicks for free
Now that ain't workin' that's the way you do it
Lemme tell ya them guys ain't dumb
Maybe get a blister on your little finger
Maybe get a blister on your thumb
We gotta install microwave ovens
Custom kitchen deliveries
We gotta move these refrigerators
We gotta move these colour TV's
See the little faggot with the earring and the makeup
Yeah buddy that's his own hair
That little faggot got his own jet airplane
That little faggot he's a millionaire
We gotta install microwave ovens
Custom kitchen deliveries
We gotta move these refrigerators
We gotta move these colour TV's
I shoulda learned to play the guitar
I shoulda learned to play them drums
Look at that mama, she got it stickin' in the camera
Man we could have some fun
And he's up there, what's that? Hawaiian noises?
Bangin' on the bongoes like a chimpanzee
That ain't workin' that's the way you do it
Get your money for nothin' get your chicks for free
We gotta install microwave ovens
Custom kitchen deliveries
We gotta move these refrigerators
We gotta move these colour TV's, Lord
Now that ain't workin' that's the way you do it
You play the guitar on the MTV
That ain't workin' that's the way you do it
Money for nothin' and your chicks for free
Money for nothin' and chicks for free
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09 fevereiro 2025
18 novembro 2024
Fortress / A Fortaleza (1985)
SINOPSE:
Era um dia normal em uma pequena escola em que a professora Sally Jones cuida de nove alunos. O dia segue normal até que quatros mascarados insanos invadem a escola e sequestram a professora e as nove crianças, e as levam até uma caverna no meio do nada. Após a caverna ser lacrada com uma rocha, Sally vai ter que usar o que tem em mãos no melhor estilo Macgyver para encontrar uma saída da caverna. Depois de um reconhecimento do lugar eles encontram um rio que passa por baixo da caverna e que da acesso ao lado de fora.
Com todos do lado de fora agora eles tem que pedir ajuda para alguém nas redondezas para poder chamar a policia e voltar para casa. Mas quando eles chegam a uma casa e pedem ajuda para um casal de idosos, eles acabam dando de cara de novo com os sequestradores. Novamente presos, agora no celeiro da casa eles esperam um vacilo dos sequestradores para escapar e se alojar em uma outra caverna. Só que agora o bicho vai pegar. Eles resolvem bater de frente com os sequestrados usando todo tipo de armas que eles puderem criar, desde lanças a ate armadilhas.
ONLINE
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11 novembro 2024
Espelho de Carne – 1985 – (Nacional) – HDTV 1080p

Um casal arremata num leilão um antigo espelho que decorava o quarto principal do último bordel de luxo da República Velha, no Rio de Janeiro.
A esposa, Helena, decide colocar o espelho em seu próprio quarto. O que ela não esperava é que o objeto iria provocar diferentes sensações e desejos em todos que chegassem perto dele.
Helena transa loucamente não só com o marido, mas com amigos e vizinhos que querem conhecer o famoso espelho.

AVC / 1.85:1 / 23.976 FPS / High@L4.1
1920×1080 – 3.500 kbps = 2.63 GB
1920×1080 – 2.200 kbps = 1.71 GB
1280×720 – 1.100 kbps = 913 MB

Original em Português – AAC / 2.0 / 48 kHz / 128 kbps

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01 fevereiro 2024
Roque Santeiro - Capítulo 01
Roque Santeiro
Sinopse: Em Asa Branca, os moradores vivem em função dos supostos milagres
de Roque Santeiro, que teria morrido como mártir, mas reaparece anos depois,
ameaçando o poder das autoridades.
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09 janeiro 2024
01 janeiro 2024
Sou a santa do rock (16/01/1985, Páginas Amarelas de VEJA)
Por
Roberto Garcia
Bonita como uma atriz de cinema,
explosiva como uma estrela de ópera, a cantora Nina Hagen, aos 29 anos, é a
última grande diva que surgiu em Berlim. Com suas canções de letras irônicas,
possantes efeitos vocais e inesperados arranjos, ela já vendeu mais de 1 milhão
de discos na Alemanha Ocidental e conseguiu vender 2 milhões de exemplares de
um único LP, Angstlos (Sem Medo),
cantado em alemão, nos Estados Unidos. Quando Nina surgiu, em 1976, engatinhava
na Europa o movimento punk. Ela aproveitou o visual dos punks, usou a sua
sólida formação de canto de anos em academias alemãs, fez uma mistura básica de
rock, jazz, soul americano e até sons dançantes de new wave. Resultado:
transformou-se numa artista original, com surpresas a cada disco e a cada novo
show, tornando-se uma das presenças mais exóticas dos palcos mundiais.
Mas, sobretudo, Nina Hagen é a primeira
cantora de rock nascida e criada em um país comunista a se tornar estrelíssima
no mundo ocidental. Filha de uma atriz, Eva Maria Hagen, e do escritor Hans
Hagen, logo separados, ela acompanhou na adolescência a turbulenta ligação de
sua mãe com o astro da canção de protesto da Alemanha Oriental, Wolf Biermann.
Foi para acompanhar seu padastro, expulso para Berlim Ocidental, que Nina
renunciou à sua cidadania, passou também para o outro lado do muro e então, em
1976, conseguiu gravar seu primeiro disco pela CBS.
Nina não tem preconceitos quanto a
repertório. Relembra antigas cantoras como a alemã Zarah Leander ou a francesa
Édith Piaf, interpreta músicas de David Bowie e tem um formidável arsenal de
suas próprias composições. Atualmente ela mora em Los Angeles, só com a filha Cosma Shiva Hagen, de 3 anos e meio – fruto de sua rápida união com o holandês
Ferdinand Karmelk, guitarrista do conjunto que costumava acompanhá-la em suas
apresentações. Nina explica com a maior naturalidade ter escolhido o nome da
filha depois que viu um disco voador. Também conta que após o nascimento da
menina ela sentiu necessidade de fazer uma limpeza espiritual, raspou o cabelo
multicolorido e fez vários videoteipes vestida de homem. Aos poucos, porém, a
cantora voltou ao seu exótico normal.
Cosma Shiva e uma babá búlgara,
naturalizada austríaca, também acompanham Nina Hagen em todas as suas viagens,
inclusive ao Brasil, e assistem a todos os shows dos camarins. Logo após o Rock
in Rio[1],
aliás, Nina também virá a São Paulo para duas apresentações. Nos dias 22 e 23,
ela se apresentará numa danceteria em forma de caravela – a Latitude 3001 –
para um público de 600 pessoas (com ingressos a 100 000 e 120 000 cruzeiros)[2],
antes de seguir para mais duas noites em Buenos Aires. Nina Hagen viaja com uma
equipe de dezesseis pessoas, exige comida vegetariana e faz questão de não ter
bebidas alcoólicas no seu camarim. Foi em Los Angeles, entre músicos e técnicos
de efeitos especiais que preparavam o que trazer na excursão ao Brasil, que
falou a VEJA:
Eu quero que
me olhem
me olhem
VEJA
– Por que você usa tranças de plástico verde na cabeça?
NINA
– São um
símbolo de esperança. E são longas simplesmente porque também é grande minha
esperança de que não morreremos numa guerra nuclear, de que nossos animais,
peixes e pássaros não vão morrer asfixiados por enormes nuvens de poluição. Mas
veja que não tenho só o verde. A parte de trás de meus cabelos é pintada de
vermelho-púrpura, cor muito espiritual. Sempre achei muita graça em ter uma
retaguarda espiritual. E combina, fica bonito.
VEJA
– A calça colante, esta sainha de gaze, os sapatos de salto alto,
tudo vermelho, são para chamar a atenção?
NINA
– Alguma
coisa de errado nisso? Os homens das cavernas pintavam-se com exuberância. Os
papas e cardeais usam cores fortes para se diferenciar dos outros e chamar a
atenção. Os presidentes das nações usam ternos caros, andam cercados de
bandeiras e têm até bandinhas para saudá-los. Não é para mostrar um status
diferente, para atrair atenções que fazem isso? Será que só eles podem e eu
não?
VEJA
– E por que você quer chamar a atenção?
NINA
– Eu tenho
algo a dar. Quero que me olhem, que ouçam o que eu tenho a dizer, que entrem em
contato comigo, tanto pessoalmente quanto por intermédio de minha música e de
minha arte.
VEJA
– Qual a sua mensagem para as pessoas?
NINA
– Entre os
cantores de rock, apenas eu falo diariamente com Jesus. Depois conto essas
conversas em minhas músicas. Falo sobre discos voadores e habitantes de outros
mundos que nos vêm ensinar a viver de mãos dadas e em paz. Cada música minha é
diferente, como cada voz, cada dia e cada existência.
Também sei cantar de
modo carinhoso
VEJA
– Se a sua mensagem é o resultado de conversas com Deus, por que
você não faz música religiosa?
NINA
– Minha
música é uma ode a Deus. Meu peito é uma caixa de ressonância para a nova
igreja do amor. A igreja tradicional desencontrou-se da vida. Queimava
feiticeiras antes, benze canhões agora. Acho que precisamos de algo diferente,
de mais luz e compreensão. Escolhi o rock como veículo para difundir minha
mensagem. Se for preciso dizer isso gritando, no som rápido e agressivo do
rock, vou fazê-lo. Mas também sei soprar docemente nos ouvidos das pessoas e
cantar de forma suave e carinhosa.
VEJA
– O rock é um bom veículo para essa mensagem?
NINA
– Ele é
irrequieto, clama por atenção, atrai, induz a cantar e dançar, leva as pessoas
ao êxtase. É uma sensação deliciosa. Deve ser parecido com o que se sente no
sétimo céu.
VEJA
– O que os discos voadores têm a ver com tudo isso?
NINA
– Eu vi um,
da janela do meu quarto, na praia de Malibu, em 1981, quando estava grávida da
minha filha Cosma. Vi seus tripulantes, embora não tenha falado com eles, vi os
raios de luz de todas as cores que ele emitia. Fiquei maravilhada e paralisada.
As cores, fluorescentes, eram muito fortes, moviam-se em volta do disco,
cor-de-rosa, turquesa e amarelo. Esse disco voador me deu uma energia nova.
Descrevi essa visão numa de minhas músicas[3].
Ela fez um grande sucesso.
VEJA
– Já encontrou pessoas que gostaram da música mas duvidaram da
visão?
NINA
– Muitas. Mas
se ouvem a música já é um bom começo. Eu também já duvidei de muitas coisas nas
quais passei a acreditar depois.
VEJA
– Dê um exemplo.
NINA
– Quando
menina vivia na Alemanha Oriental e recebi uma educação atéia. Fui membro da
Juventude Comunista, como uma boa alemãzinha. Mas à medida que crescia fui
mudando e passei a crer piamente em Deus.
VEJA
– Você saiu da Alemanha Oriental porque não a deixavam cantar rock
lá?
NINA
– Pelo
contrário. O governo alemão oriental aceitou o rock há muito tempo. Chega até a
patrocinar bandas de rock. Há conjuntos de rock ocidentais que vão cantar lá e
conjuntos de lá que vão cantar em países capitalistas. Por muito tempo o
governo me pagou para cantar em festivais da juventude. Mas é claro que nem
sempre foi assim.
VEJA
– Quando mudou?
NINA
– No tempo de
Stálin, os partidos comunistas tinham maior capacidade para impor suas
diretrizes ao povo. Naquela época eles podiam dizer: “Não vista blue-jeans nem
mini-saias, não use cosméticos, não ouça rock-and-roll”. Às vezes toleravam um
pouco, mas depois reprimiam, considerando o ritmo anti-social, alheio às
tradições culturais comunistas. Essas resistências foram se diluindo porque o
povo gostava de rock. Houve um tempo em que o povo, principalmente os jovens,
não ia a festivais se não houvesse alguma banda de rock para animar o ambiente.
Os governantes acabaram descobrindo que a única forma de conseguir gente para
ouvir seus discursos longos e soporíferos era contratando roqueiros.
VEJA
– Por que, então, deixou a Alemanha Oriental?
NINA
– Por causa
da Polícia da Cultura, uma espécie de fascismo socialista, com pessoas que
ganham regiamente para impedir compositores de fazer letras que desviem demais
das receitas do regime. Algum dia isso vai passar e esses governos vão sentir
vergonha por terem proibido músicas que falavam em liberdade ou contavam a vida
de um alcoólatra ou ainda abordavam temas religiosos de uma forma respeitosa.
Por enquanto eles só aceitaram o ritmo do rock, mas a letra tem que ser
enquadrada em seus padrões. Não faz mal. Todo mundo liga as estações de rádio
do Ocidente e ouve as suas músicas.
Há governos parecidos
com meninos arteiros
VEJA
– Basta sintonizar as rádios do outro lado?
NINA
– Às vezes o
governo da Alemanha Oriental interfere nas transmissões do exterior para
impedir que a população ouça versões diferentes da verdade que eles
oficializaram. Eu também ficava muito irritada quando me impediam de ouvir
minhas músicas preferidas, que nada tinham a ver com política.
VEJA
– Como se explica esse tipo de ação do governo comunista?
NINA
– É um bando
de gente chata, insegura, temerosa de que, se a população tiver acesso a
noticiário ou mesmo a propaganda vinda de fora, vai perder a capacidade de
raciocinar. Trata a população como se fossem todos criancinhas. Mas são os
governos comunistas que demonstram, por alguns de seus gestos, que ainda não
saíram da infância.
VEJA
– Que gestos?
NINA
– Basta
contar o que fizeram com uma das pessoas que mais respeito na vida, Wolf
Biermann, meu padrasto. Ele escrevia músicas muito críticas, que eram
rigorosamente censuradas. Num determinado momento proibiram-no de cantar em
público. Mesmo assim, todos os anos ele lançava um disco com suas canções na
Alemanha Ocidental, sempre com muito sucesso de vendas. Com o que ganhava, ajudava
gente do mundo das artes em dificuldades com a polícia. Certa vez, para sua
surpresa, ele recebeu autorização para cantar na Alemanha Ocidental. No dia em
que atravessou a fronteira, o governo anunciou que o seu passaporte estava
cancelado e ele não poderia mais voltar à Alemanha Oriental. Veja só, aquele
governo enorme não teve coragem para expulsá-lo do país. Valeu-se de uma cilada
para livrar-se dele. Fazem caras sérias, posudas, de gente crescida, e
comportam-se como meninos arteiros. Essa foi a gota d’água, para mim.
VEJA
– O que fez, então?
NINA
– A família
de Biermann e seus amigos encaminharam um abaixo-assinado pedindo que o governo
autorizasse a volta dele. As pressões sobre os signatários do documento foram
tantas que, um a um, todos foram pedindo a retirada de suas assinaturas. No fim
ficamos eu e minha mãe. Decidi então ir ao Ministério da Cultura e disse que ou
autorizavam a volta de meu padrasto ou me deixavam sair também. Do contrário,
eu passaria o resto da minha vida escrevendo e cantando sobre o meu drama. Foi
o que bastou para que me dessem um visto num período recorde de quatro dias.
Cresci cercada pelo
muro de Berlim
VEJA
– A mudança fez alguma diferença em sua vida?
NINA
– Eu havia
crescido cercada pelo muro de Berlim. Sempre soube que havia um mundo
diferente, e mais livre, do outro lado. Queria conhecer esse mundo e não apenas
aquela parte confinada pela muralha. Queria ser cantora, ser famosa, fazer
arte, teatro, rock, ópera, tudo. Tinha certeza de que um dia isso iria
acontecer e não estava com muita pressa. Enquanto esperava, fiz tudo o que
podia para aprender, assistia de reuniões da Juventude Comunista a peças de
Bertolt Brecht, que considero magistrais. Brecht é um dos meus grandes gurus. Desde
que vim para o Ocidente não parei mais de trabalhar e descobri esse mundo com
que eu tanto havia sonhado. É claro que minha música é influenciada pelas
experiências novas que fui adquirindo.
VEJA
– O seu rock mudou muito no Ocidente?
NINA
– Acho que
sim, embora eu tenha a impressão de que ele está cada vez mais comportado. No
fundo quero me comunicar, fazer com que as pessoas encontrem coisas
interessantes em suas vidas. Com o tempo deixei de ser uma cantora e passei a
ser uma santa do rock. Acho que meus espetáculos provocam uma reação tão forte
na platéia porque não digo mentiras, nem para mim nem para os que me vão ouvir.
VEJA
– Foi difícil para uma mulher como você encontrar um lugar no mundo
do rock, predominantemente ocupado pelos homens?
NINA
– Não
acredito que tenha sido mais difícil para mim do que foi para Janis Joplin,
para Billie Holliday ou para Ella Fitzgerald entrarem no mundo dos blues e do
jazz. Acho que a chave para tudo nesta vida é o trabalho.
VEJA
– Você trabalha muito?
NINA
– Depois de
tomar café com minha filha e levá-la para o jardim da infância eu passo o tempo
todo trabalhando. Ensaio horas a fio, sem parar. Sempre há músicas novas para
tentar ou um novo projeto – um disco, um vídeo, um filme. Nunca paro de compor
e sempre é preciso ajustar as músicas, ensaiá-las, gravá-las. Assim, quando vou
fazer um disco novo, já tenho muitas músicas prontas.
VEJA
– Você costuma viajar muito?
NINA
– No ano
passado passei três meses cantando em teatros por toda a Europa e quando chegou
o verão comecei a fazer espetáculos ao ar livre. Depois da Europa iniciei outra
excursão pelos Estados Unidos. Nesse período a vida é show numa cidade, viagem,
show em outra cidade, ensaios, mais viagem. No fim das excursões tenho vontade
de ficar na cama por várias semanas, descansando.
VEJA
– Quanto tempo você gasta para pintar o rosto ou planejar a sua
roupa, antes de um show?
NINA
– Essa é uma
das partes mais relaxantes de todo o dia. Não levo muito tempo. Às vezes 10
minutos, às vezes 1 hora. Adoro me pintar, mas não planejo nada. Acho que isso
nasceu comigo, é parte da minha arte, uma forma natural de me expressar.
VEJA
– De que tipo de música você gosta mais?
NINA
– De tudo. De
ópera a rock e tudo o que está entre esses dois extremos. Atualmente meus
favoritos são David Bowie, Iggy Pop, Hanoi Rocks e Mahalia Jackson.
VEJA
– E da sua vida, gosta?
NINA
– Não pode
haver vida melhor. Estou ajudando a mudar o mundo, a torná-lo melhor. Não posso
fazer as superpotências abandonarem suas armas atômicas, mas posso dizer o que
penso delas em minhas canções. Posso falar no amor e sentir o calor que minhas
vibrações causam na audiência. Não é por outra razão que meu último disco se
chama In Ecstasy.
VEJA
– Ainda há muita droga no rock?
NINA
– Acho que há
muita droga no mundo. Há alcoólatras e toxicômanos por todos os lados. Alguns estão
nos hospitais, outros vão para instituições de saúde mental, muitos morrem nas
ruas. Basta abrir os olhos e perceber que há muita droga nas empresas, nas
escolas, nos bancos. Quantas pessoas exigem que servem chefes exigentes, que
precisam responder a expectativas acima de suas possibilidades, que trabalham
mais do que devem? É para se libertar dessa carga excessiva que se refugiam nas
drogas ou no álcool. Ligar as drogas apenas ao mundo das artes é um erro. E não
esqueçamos também os tranqüilizantes, as pílulas para dormir, que criam uma
dependência grande quanto as drogas ou o álcool.
Quem cuida do dinheiro
é minha empresária
VEJA
– Você bebe?
NINA
– Só
champanhe, nas grandes comemorações, e às vezes passo da conta. Mas é errando
que se aprende, não é?
VEJA
– Por que você passou a cantar em inglês?
NINA
– Porque
grande parte da minha audiência fala inglês. Mas meus discos sempre têm uma
versão inglesa e outra alemã. Na França sempre procuro cantar em francês e de
vez em quando ataco até em russo. Em todos os países a que vou eu quero ser
compreendida. Não se surpreenda se eu sair do Brasil cantando um rock em
português.
VEJA
– Como você recebeu o convite para cantar no Brasil?
NINA
– Amei! Quero
cantar para o maior número possível e pessoas, quero alcançar todo mundo, quero
ser conhecida, amada e desejada pelo mundo inteiro. Quero que minhas músicas
sejam parte da vida dos brasileiros.
VEJA
– Mas você certamente ganharia mais dinheiro cantando em outros
países, não?
NINA
– O dinheiro não
importa, dele cuida minha empresária. Estou mais interessada em arte, música,
amor. Canto de graça nas prisões, nos parques para os jovens de Berlim e
Copenhague. Há lugares onde canto de graça com meus amigos e sou muito bem
tratada, com muito champanhe.
FONTE: Acervo Veja
[1] Nina Hagen se apresentou no
dia 13 de janeiro de 1985, no primeiro Rock in Rio, ainda na Cidade do Rock, para
110 mil pessoas. Naquela noite se apresentaram, pela ordem: Os Paralamas do
Sucesso, Lulu Santos, Blitz, The Go-Go´s, Nina Hagen e Rod Stewart. Nina Hagen
também se apresentou no dia 20 de janeiro de 1985, para 200 mil pessoas. Pela
ordem, se apresentaram naquela noite: Barão Vermelho, Gilberto Gil, Blitz, Nina
Hagen, The B-52’s e Yes.
[2] Quer saber quanto valeria
hoje? Depende do índice adotado. Tenta aqui: http://calculoexato.com.br/menu.aspx
[3] Flying Saucers. Ouça aqui: https://www.youtube.com/watch?v=YSFv_vrcQU8
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