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10 setembro 2024

Índia, a Filha do Sol – 1982 – (Nacional) – WEB-DL 1080p

 





Em Goiás um cabo do Exército (Nuno Leal Maia) é encarregado de resolver determinadas irregularidades em um garimpo. Lá uma índia da região (Glória Pires) se apaixona por ele. No entanto, um trágico destino a aguarda, pois o cabo pretende ficar com várias pedras preciosas só para si.




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06 junho 2022

Os problemas da Europa não são os problemas do mundo, diz Índia



 5.jun.2022

'Sou 1/5 da população do mundo, a quinta ou sexta economia, tenho direito de pesar meu interesse', declara chanceler




A três semanas de participar da cúpula virtual do grupo Brics, que fundou, e depois da cúpula presencial do G7, convidada pela Alemanha, a Índia estabeleceu limites para a relação com o Ocidente.

Manchete por Times of India e outros, o chanceler S Jaishankar reagiu às pressões para se colocar contra a Rússia, na guerra, do contrário a "comunidade internacional" não daria o apoio, em troca, nas tensões indianas com a China.

Foi em resposta à pergunta genérica, numa conferência na Europa, sobre se "a Índia apoiará EUA ou China". Ou, ainda: "Haverá dois eixos, é um fato que você tem o Ocidente liderado pelos EUA e tem a China como próximo eixo. Onde a Índia se encaixa?".

O ministro respondeu em nome da Índia, exaltado: "Essa é uma construção que você está tentando me impor, e eu não a aceito. Eu sou um quinto da população do mundo. Eu sou hoje a quinta ou sexta economia. Nem vou falar de história, civilização. Eu penso que tenho direito à minha própria visão, tenho direito de pesar o meu próprio interesse".

Mais precisamente, no relato do TOI e demais, ele afirmou que "a Europa tem de abandonar a mentalidade de que os problemas da Europa são os problemas do mundo" (acima).

"Nós temos um relacionamento difícil com a China e somos perfeitamente capazes de gerenciá-lo", acrescentou.

MÉXICO VAI OU NÃO?

Washington Post e Financial Times produziram reportagens sobre a Cúpula das Américas, que Joe Biden vai receber pessoalmente desta quarta (8) a sábado, e se concentraram na ameaça de Andrés Manuel López Obrador, do México, de não comparecer se for mantida a exclusão de Venezuela e outros.

Sua decisão será "indicadora do sucesso" ou não do evento, diz o WPost. Segundo o FT, Biden pretende "fazer uma importante declaração sobre imigração", a poucos meses das eleições americanas, daí a expectativa com "o mais importante aliado dos EUA na região".

Coincidindo com as críticas mexicanas, a Casa Branca começou a fazer concessões, sendo a mais recente noticiada pela agência Reuters, "Exclusivo: EUA permitirão que duas empresas enviem petróleo venezuelano para a Europa", a italiana Eni e a espanhola Repsol.


01 outubro 2016

"Vírus da Moda" (Vilma Gryzinski)




Não é difícil entender o que alguém realmente quer dizer quando invoca o famoso "já está mais do que na hora de discutir". Na verdade, a pessoa acha que está mais do que na hora de entender a inevitabilidade do caixa dois nas campanhas políticas, liberar as drogas ilícitas ou aprovar leis que permitam o aborto sem restrições. Este tipo de argumento nunca foi tão utilizado como agora, em razão da ansiedade e do medo das mulheres que estão grávidas ou pensando em engravidar, em face da possível conexão entre o vírus zika e a microcefalia. Sempre é hora de discutir qualquer coisa, ainda mais uma coisa de incrível complexidade e especificidade ética como o aborto, que envolve a situação única de uma mulher, e seus planos para a própria vida, e a vida que se desenvolve dentro dela, em vários estágios, podendo desabrochar no mais incomparável milagre humano, o nascimento de uma criança. A palavra "humano" foi usada de propósito, para manter a discussão nos limites laicos. Não é preciso, evidentemente, seguir os princípios de qualquer religião para entender os desafios éticos dessa questão. Mas, em geral, quem acha que "já está mais do que na hora de discutir" olha para quem se dispõe a fazê-lo como se fosse um ser atrasado, primitivo e totalmente desinformado do fato de que "todo mundo"  se avançado, sofisticado e bem informado — permite o aborto.

A falácia do apelo à multidão é espantosamente frágil, mas vamos lá a um exemplo. "Todo mundo" faz aborto de feto de menina na Índia. Claro que não são todas as gestantes, mas uma quantidade impressionante de mulheres, a ponto de o país ter a menor proporção de nascimento entre meninos e meninas em todo o mundo: nascem 1 000 bebês do sexo masculino para cada 919 do sexo feminino, um desequilíbrio de graves consequências sociais. Governos sucessivos já tentaram proibir que os médicos revelem o sexo do feto na hora do ultrassom e banir o próprio
exame, acessível em qualquer quebrada da imensidão indiana. Mulheres da Índia que abortam meninas têm tantas razões, alguns diriam até mais, quanto aquelas que se sentem impelidas pelos três "nãos" habituais — não agora, não com esse cara e não mais um. Elas podem ser socialmente discriminadas e execradas pela família do marido. Em casos extremos, podem ser queimadas vivas pela sogra e pelos cunhados. 

Alguém que se propõe a defender os direitos da mulher aceitaria a eliminação de fetos por serem do sexo feminino? É difícil, mas não impossível. Por causa de suas implicações tão profundas, o aborto costuma despertar reações extremadas, dos dois lados. Mulheres também podem ter respostas aparentemente ilógicas, pois razão, sentimentos e arquétipos tão antigos quanto a própria vida formam um enorme emaranhado. Aliás, nessa questão única, quem quiser racionalidade que se dirija ao balcão do outro, ou outros, gênero. Mulheres que são contra o aborto podem recorrer a ele diante de uma gravidez indesejada. Aquelas que jamais duvidaram sequer um momento da correção da intervenção de repente começam a pensar em nomes, roupinhas e decoração do quartinho. É possível fazer um aborto e nunca mais pensar no assunto ou, de repente, olhar para o próprio filho e imaginar que ele poderia ter um irmão. 

O que não é aceitável, para quem deseja uma discussão honesta, é defender o aborto como primeiríssima medida diante da possibilidade de microcefalia, uma síndrome que só pode ser detectada com a gestação avançada e nem sempre se manifestar da mesma maneira — tampouco é ético execrar mulheres amedrontadas que pensam nessa intervenção. Carissa Etienne, médica dominiquense que dirige a Organização Panamericana de Saúde (Opas, a intermediária dos médicos cubanos), esteve no Brasil e declarou numa entrevista coletiva: "Gostaria de aproveitar a ocasião para dizer que as mulheres deveriam ter o direito de estar grávidas ou não". Uma opinião legítima, à qual a pernambucana Solange Ferreira, mãe do "bebê-símbolo" da microcefalia, contrapõe com a generosidade dos grandes de alma. "Para mim, ele é normal", disse ela à BBC Brasil. "Quando dizem que ele não vai andar, fico brava com esse povo. Me dizem que ele tem defeito, mas eu respondo que quem tem defeitos são eles."

17 fevereiro 2015

Gal Costa - Índia 1973





Side one
1. "Índia"   José Asunción Flores, Manuel O. Guerrero, José Fortuna  0:01 2. "Milho Verde"   Zeca Afonso  6:59 3. "Presente Cotidiano"   Luiz Melodia  11:28 4. "Volta"   Lupicínio Rodrigues  14:17
Side two 5. "Relance"   Caetano Veloso, Pedro Novis  17:36 6. "Da Maior Importância"   Caetano Veloso  22:39 7. "Passarinho"   Tuzé de Abreu  27:52 8. "Pontos de Luz"   Jards Macalé, Waly Salomão  33:20 9. "Desafinado"   Tom Jobim, Newton Mendonça 36:02

19 dezembro 2014

Aborto de meninas se espalha para o Leste Europeu como 'epidemia', alerta ONU

Feticídio feminino afeta países que não tinham histórico de tais práticas, como Albânia, Kosovo e Macedônia

POR 


Menina armênia em sua casa na cidade de Agdam, no Azerbaijão, há cinco anos - Reuters/David Mdzinarishvili




NOVA DELHI - A prática do aborto de fetos do sexo feminino devido a uma preferência por meninos é uma "epidemia" que está se espalhando para além de países como Índia e China, atingindo agora nações do Leste Europeu, advertiu um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira.


O chefe da divisão de gênero do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), Luis Mora, disse que pesquisas nos últimos anos identificaram que o desejo por bebês do sexo masculino e o acesso à tecnologia foram os principais responsáveis pelos mais elevados índices de seleção do gênero em nível global na região do Cáucaso, ao longo da fronteira da Europa-Ásia entre os mares Negro e Cáspio.

- Por muitos anos, temos observado a preferência por meninos e a seleção do gênero de um ponto de vista que está muito concentrado nos casos da Índia e da China - disse Mora, durante um simpósio de quatro dias sobre o envolvimento de homens e meninos na igualdade de gênero.

- Mas temos aprendido nos últimos anos que a Índia e a China não são mais as exceções. Vimos como a discriminação, a preferência por meninos e todas as questões relacionadas têm progressivamente se espalhado para países que nunca antes tínhamos pensado que poderiam praticar a escolha do gênero, como os países do Leste Europeu.


ABORTO DE FETOS FEMININOS


Mora disse que o fato de o feticídio feminino estar acontecendo nos países que, anteriormente, não tinham histórico de tais práticas, como Albânia, Kosovo e Macedônia, indicava que a discriminação de gênero era uma "epidemia", comparando-a ao vírus mortal ebola.

De acordo com um estudo de agosto de 2013 da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, biologicamente 105 meninos nascem para cada 100 meninas. No entanto, na Armênia e no Azerbaijão mais de 115 meninos nascem para cada 100 meninas, e na Geórgia a proporção é de 120 homens para cada 100 mulheres.


Como resultado, o UNFPA estima que em países como a Armênia haverá a falta de cerca de 93 mil mulheres em 2060 se a alta taxa de seleção de gênero no pré-natal permanecer inalterada.

Especialistas em gênero dizem que a estrutura patriarcal é uma das principais razões para a proporção sexual enviesada. Uma "cultura do aborto" herdada do período soviético e o fácil acesso a tecnologias que permitem aos pais saber o sexo do seu filho antes do nascimento são outros fatores importantes.

- Acho que isso é um aviso - disse Mora. - Por trás dessa situação há uma forte e grave advertência sobre como as desigualdades de gênero, a violência, a preferência por meninos e outras práticas nocivas podem realmente tornar-se universal.



Fonte: O Globo
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