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07 março 2025
06 dezembro 2024
03 setembro 2024
Peludas e Peladas - Walter Galvão
Peludas e Peladas
Walter Galvão
Jornalista
Publicado no Jornal Correio
da Paraíba,
Caderno Opinião, em sexta-feira,
23/08/2013
A história, que é cheia de
tragédias, também é um mosaico das conquistas que dão felicidade às pessoas em
esferas coletivas e privadas, o que inclui aparentes futilidades. Além disso,
funciona como lente de aumento sobre detalhes. Esse movimento de olhar para o
detalhe é uma tentativa de perceber o que acontece num espaço que o pensador Karl
Marx definia como os poros da sociedade. Um detalhe revelador do que pensamos e
queremos nesses nossos dias de vaidades à flor da pele e fixação na beleza do
corpo é essa discussão sobre a fisionomia da vagina despertada pelas fotos da
nudez da atriz Nanda Costa.
O debate é sobre se é mais
bonita, sedutora e elegante a vagina recoberta de pelos ou desprovida dos
cachos que transformaram Claudia Ohana num ícone da abundância capilar.
E o interesse social,
público, coletivo, que esse dilema desperta é justificado por uma agenda
psicossocial que envolve pesquisadores, cientistas e até filósofos. Na perspectiva
da filosofia, estaríamos no campo da interferência do poder social nas formas
dos usos do corpo, para os prazeres, deveres e controles tão bem estudados na
obra de Michel Foucault. Se pensarmos na sociologia da vagina esteticamente
percebida, teríamos a discussão sobre o corpo modelado, transformado,
artisticamente apropriado, esteticamente modulado, tatuado e penetrado por piercings e objetos similares que é feita
na obra de David Le Breton.
No debate sobre a melhor cara
para a vagina contemporânea brasileira, que se submete inclusive à
vaginoplastia para ter suas proporções, reentrâncias e colorações alteradas,
estaríamos pensando e falando sobre a fisiologia simbólica do corpo da mulher,
sobre anatomia íntima e imaginário social, sexualidade, beleza, prazer, poder e
espetáculo.
Na minha opinião, a vagina
peluda e a pelada são bonitas. Se na simbologia do corpo a vagina representa
também o mistério, a retirada dos pelos requer do observador a percepção de um
mergulho no misterioso sem qualquer advertência. A presença dos pelos adverte
para características do corpo como a natureza de sua textura, e da
personalidade como o nível de exposição da imagem que se acha adequado. Para mim,
os pelos simbolizam a lã e o ninho. E a nudez sem os pelos é um indiscreto
sorriso de flor.
NOTA DO TIO CELO:
Walter Galvão
escreve muito bem e nos leva a pensar, como diz um jovem amigo meu, para além
da caixa, para além da Matrix.
Eu levanto duas
lebres aqui: a primeira, que a vagina raspada me parece uma concorrência. O
homem tem o pênis, um grande falo,
em sânscrito भाल (bhala, "esplendor"),
o símbolo da sua autoridade, do seu poder... A vagina é discreta, é a bainha
onde se coloca a espada, o que há nela que chame a atenção? É preciso
desnudá-la, mostrá-la, expô-la. A segunda lebre diz respeito ao desejo, cada
vez maior, pela exposição da vagina infantil, uma espécie de pedofilia que o
superego de muita gente não percebeu. Uma vagina raspada é uma vagina de
criança, de menina. Aos poucos, a erotização das pequenas, época a época...
antes, dançando na Boquinha da Garra, hoje mulheres infantilizadas...
Como o Walter Galvão, sou
homem, macho, naturalmente aprecio vaginas quer peludas quer peladas.
E ainda temos, ora veja! um médico dizendo que depilação vaginal não é sinônimo de limpeza. (clique em riba do texto e leia)
E ainda temos, ora veja! um médico dizendo que depilação vaginal não é sinônimo de limpeza. (clique em riba do texto e leia)

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| FONTE: Atlas Fotográfico de Anatomia |
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Walter Galvão
21 julho 2024
15 outubro 2023
O Despertar de um Pesadelo / The Long Kiss Goodnight (1996)
Título Original: The Long Kiss Goodnight
Gênero: Ação | Crime | Drama
Duração: 120 min
Lançamento: 1996
Qualidade: BluRay
Qualidade de Áudio: 10
Qualidade Vídeo: 10
Idioma: Português
Legenda: Pt-Br (Incluso no Torrent)
Formato: MKV
Tamanho: 1.89 GB
Resolução: 1280 x 544
Codec do Vídeo: H.264
Codec do Áudio: AC3 2.0
Há oito anos, quando estava grávida de dois meses, Samantha acordou numa praia e não se lembrava de mais nada. Vítima de amnésia, começou uma nova vida numa pequena cidade, onde trabalha como professora. Mas, ao ser vista na televisão por um grupo de espiões, passa a ser perseguida misteriosamente. Para tentar se salvar, contrata um detetive de segunda categoria, que precisa ajudá-la a lembrar o passado.
Geena Davis …. Samantha Caine / Charly Baltimore
Samuel L. Jackson …. Mitch Henessey
Yvonne Zima …. Caitlin Caine
Craig Bierko …. Timothy
Tom Amandes …. Hal
Brian Cox …. Dr. Nathan Waldman
David Morse …. Luke / Daedalus
Patrick Melahide …. Leland Perkins
Joseph McKenna …. Jack Caolho
Melina Kanakaredes …. Trin
Dan Warry-Smith …. Raymond
Edwin Hodge …. Todd Henessey
Gladys O’Connor …. Alice Waldman
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20 agosto 2021
O nu se banalizou
(Walcyr Carrasco in Época, 30/11/2015)
Levei um
susto quando soube que a principal revista de nus femininos brasileira vai sair
de circulação. E que a Playboy
americana abriu mão de publicar mulheres nuas. O nu não aumenta a venda de
revistas nem atrai publicidade. É engraçado, porque venho de uma época em que o
sonho de toda starlet era posar nua e comprar um apartamento. Ok, sou bem mais
antigo que isso. Sou do tempo em que aparecer nua em revista ou filme era uma
vergonha para a família. Durante a ditadura militar – não podemos esquecer que
ela aconteceu –, as revistas eram duramente censuradas. Na capa, eu me lembro,
podia mostrar o bico de um seio. Não dois. Qual a loucura da cabeça de quem
criou essa regra não consigo imaginar. Por que dois bicos destruiriam a família
brasileira e um só não? Mais tarde, o nu faturava no ramo editorial e no cinema
(nas antigas pornochanchadas que, aos olhos de hoje, eram comportadíssimas). Havia
programas na televisão que brincavam com uma sensualidade discreta, quase ali,
mas nunca exatamente ali. Números na banheira em que moças apareciam de
biquínis mínimos. Eu era jornalista e havia várias revistas de nu feminino. As fofocas
circulavam. Uma certa atriz, já de idade, aceitou posar (está ainda por aí,
sempre fazendo a ousada). O truque era cruzar as mãos embaixo da cabeça, para
erguer os seios. Mas suas costas e seu rosto foram repuxados com fita-crepe. A pele,
esticadíssima. Na época não existia Photoshop, mas examinavam-se as primeiras
provas de imagem e marcava-se com a caneta cada ruguinha a ser tirada. E um
profissional raspava com lâmina, corrigia a foto até o corpo da bonita ficar
lisinho. Os leitores se admiravam:
– Nessa
idade, ainda está inteiraça!
Pois é. Não
estava. Nem ela nem outras que continuam estando. Milagre não existe.
Hoje, basta
abrir a internet e há um universo de peladas, de todos os tipos, para todos os
gostos. Existem sites específicos, de prostituição, mas não é deles que eu
estou falando. Exibir-se faz parte da vida moderna, eis tudo. Ontem, entrei no
Instagram. Entre as sugestões de pessoas para seguir, havia uma “gatinha” quase
nua. Olhei suas fotos. Belíssima. Sensual. Milhares de curtidas. Está se
tornando uma celebridade na internet. Simples assim.
Outro dia
um amigo veio mostrar a foto da filha, de 6 anos. É uma garota bem bonita. Mas o
que fazia de top de oncinha, bermuda jeans e perninha erguida? Perguntei:
– Está educando
sua filha para ser periguete?
Ele ficou
sem jeito, estava orgulhoso da foto. Os pais acham que aparecer é um caminho
para ganhar bem, fazer sucesso, enriquecer. Qual é o jeito mais fácil? Arrancar
a roupa, aparentemente. Não vi nenhum ganhador de Prêmio Nobel ter milhões de
seguidores no Instagram. Peladas, sim. As filhas são educadas para arrancar a
roupa o mais rápido possível. Só que são tantas que, simplesmente, isso se
banalizou. Certa vez, uma atriz fora da mídia apareceu numa numa praia. Disse que
fora assaltada, e os ladrões levaram... o biquíni! Fez escândalo, chorou. Assim
como outra, na movimentada Praia do Leblon, no Rio de Janeiro, de tarde, fez
topless. E depois reclamou dos paparazzi.
– Não tenho
direito à intimidade!
Os pais
tentam resguardar os filhos, controlando o acesso aos computadores. Mas adianta?
O nu e até fantasias bizarras estão aí, para qualquer um ver. O adolescente
esperto, que entende mais de tecnologia que seus pais, entra nos sites e vê. Na
minha modesta opinião, já nem fica chocado. É normal. Pode achar uma garota
mais bonita que a outra e só.
Soube que
há uma “internet sombria”, onde estão as coisas mais proibidas. Fiquei curioso,
perguntei a um amigo. Ele me aconselhou:
– Não entre.
Eu visualizei dois minutos no máximo, havia umas fotos de pedofilia e fiquei
com náuseas. É uma experiência horrível.
Meu amigo é
descolado, vejam bem.
Daqui a
pouco, não haverá mais graça em ver alguém pelado. Talvez, sim, seja curioso
admirar gente vestida. Também é fato que o nu proliferou, aconteceu, e a
família brasileira continua aí. Não foi destruída, como previa a ditadura
militar.
A única coisa
que me deixa curioso em toda essa história é por que o topless ainda continua
proibido nas praias brasileiras. Mais ainda, porque o nudismo não se torna
normal, cotidiano? Garanto, ninguém vai se assustar. Talvez só com minha
barriga, se eu me atrever.
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Walcyr Carrasco
20 junho 2021
A ditadura da beleza ruiva




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| Cintia Raquel |
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| Rita Lee |
Retratados na mitologia e fábulas como deuses, fadas, ninfas, elfas e princesas atraentes, os ruivos desempenham um papel no imaginário humano que os transformam em pessoas misteriosas, sensuais e sutis. Portadores de uma beleza rara e hipnotizante, são alvos de perseguição e curiosidade durante toda a vida. Embora alguns sofram bullying quando crianças, depois de adultos se tornam objetos de desejo e curiosidade. O fenômeno é denominado rutilismo.
Estima-se que apenas 2% da população mundial seja ruiva, sendo sua maior concentração na Escócia, onde a população ruiva soma 13%, revela estudo. Embora a Escócia tenha a maior proporção de ruivos, seguido da Irlanda com 10%, os Estados Unidos têm a maior população de ruivos no mundo, com 6 a 18 milhões de ruivos, ou 2-6% de sua população. Os ruivos são apreciados pelas pessoas que têm um gosto exigente, que não gostam daquilo que a massa gosta. Contudo, houveram inúmeros boatos de que a raça ruiva poderia estar extinta até o ano de 2060, porém cientistas afirmaram que isto é impossível; Que é mais fácil surgir uma nova mutação genética que dê origem a uma nova cor de cabelo.
Possuindo
50tons de ruivo que podem variar do vermelho, laranja e dourado e uma pele extremamente branca, às vezes com presença de sardas, as pessoas ruivas devem tomar mais cuidados no que se refere à exposição solar, afinal, elas têm uma quantidade de melanina considerada insuficiente.
De acordo com a revista Playboy, “Ruivas são como as outras mulheres, só que com algo a mais”, sendo assim, muitas mulheres morenas tentam imitar as ruivas tingindo seus cabelos com tons ruivos, entretanto, ser uma mulher ruiva não é algo tão simples assim, pois as ruivas naturais possuem traços delicados e finos no rosto, típicos de quem é ruiva natural (há exceções). O mesmo vale para as loiras! Ser ruivo vai muito além de simplesmente pintar o cabelo de vermelho alaranjado. Ser ruivo exige uma combinação exigente que deve resultar num padrão de pele, traços do rosto, cor do olho, cor das sobrancelha, dos cílios e no caso dos homens: também da barba e dos pelos.
Mas, no Brasil, como nem tudo é festa, os redheads (cabeças vermelhas) costumam ser demasiadamente elitizados pela imaginação de quem os vê e essa exaltação exagerada costuma trazer algumas situações desagradáveis. Por exemplo, existem relatos de pessoas ruivas que dizem ser explorados por comerciantes brasileiros que, ao notarem que o cliente é ruivo, aumentam o preço do produto ou serviço na maior cara de pau. Essa vinculação que algumas pessoas têm de que gente ruiva é necessariamente rica possui uma explicação: membros da família real inglesa sempre teve e, ainda hoje, têm representantes ruivos. Além de que os ruivos são automaticamente associados à Europa, continente historicamente conhecido por suas riquezas e poder. Vale ressaltar uma curiosidade: o dia internacional dos ruivos é no dia 7 de setembro.]
Como nem tudo é um mar de rosas, pode-se dizer que os ruivos venceram inúmeras barreiras de preconceito ao longo da história. Há milhões de anos atrás, acreditava-se que os ruivos eram seres impuros, que eram a verdadeira encarnação do mal na terra. Estudiosos afirmam que os ruivos teriam influenciado a história de forma desproporcional se considerado seu baixo número perante o restante da população mundial; Satanás é frequentemente retratado como ruivo, muito provavelmente porque o vermelho era visto como a cor do desejo sexual e da degradação moral; No Egito antigo, ruivas foram enterradas vivas como forma de sacrifícios ao deus Osíris; Em A tentação de Michelangelo e na Catedral de São Paulo, Eva é representada como tendo cabelos castanhos e loiros, respectivamente. Mas, em ambas as interpretações artísticas, depois que ela come a maçã e ela e Adão são expulsos do Jardim do Éden, Eva é pintada como uma ruiva; Os antigos gregos acreditavam que os ruivos se transformariam em vampiros depois de mortos; Durante a Idade Média, uma criança com cabelo vermelho era tida como concebida durante um “sexo impuro”; Durante a caça às bruxas nos séculos XVI e XVII na Europa, muitas mulheres foram queimadas na fogueira como bruxas simplesmente porque tinham os cabelos vermelho. Ruivos famosos incluem o imperador romano Nero, Helena de Tróia, Cleópatra, o antigo deus do amor Afrodite, a Rainha Elizabeth I, Napoleão Bonaparte, Oliver Cromwell, Emily Dickinson, Antônio Vivaldi, Thomas Jefferson, Vincent Van Gogh, Mark Twain, James Joyce, Winston Churchill, Malcolm X, Galileu, Rei Davi, entre muitos outros.
10 fatos sobre ruivos
Quais estados brasileiros possuem maior número de ruivos naturais?
Fique ruiva - escolha o tom certo
This stunning photo series proves redheads aren't always white
Ruivos podem entrar em extinção por causa do aquecimento global, de acordo com cientistas
Ruivos estão em extinção?
Fonte: Coisa Mental e Ruivos Mania (as fotos são pesquisa do Tio Celo)
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