Lendo e refletindo sobre o artigo de 1berto de Almeida publicado logo abaixo, aquele que reporta o caso da Bahia, onde se exige atestado de virgindade das mulheres interessadas em participar do concurso para ingresso nas fileiras da polícia baiana, e mais ainda no alerta do nosso escriba quanto aos acidentes de percurso a que as mulheres e suas entradas estão expostas, lembrei-me que pra tudo tem jeito, só não tem jeito pra morte.
Quando eu era menino lá em Princesa, finado Mané Benone, barbeiro dos mais renomados, parava a sangria dos cortes provocados pela sua navalha nas caras lisas da frequesia passando pedra ume. Era tiro e queda.
Pois foi acreditando nisso que Palmira de Miranda Lacerda, uma jovem bela, formosa e descabaçada, achou que poderia tapear o noivo com quem ia se casar. Devidamente aconselhada pela mãe, moeu uma considerável pedra, colocou o pó num copo com água e guardou o copo na cabeceira da cama, para jogar a água na entrada da gruta antes de começar a camaradagem. A mãe disse que era a água com pedra ume batendo e o buraco fechando na hora.
Acontece que o destino brincou com Palmira. Nem bem iniciaram-se as confabulações amorosas, os chamegos, as preliminares, os ajeitados, deu-lhe aquela cólica intestinal, aquela que dá volta nas tripas e o sujeito corre direto para o banheiro, porque se for tapear a dita cuja com um peido, pode ter certeza de que a merda vem atrás.
-Amor, me espere que eu já volto, visse? -, sugeriu dengosa. Disse e correu pra se aliviar. Quando voltou, livre, leve e solta, procurou a água para jogar na solitária, mas nada de copo. Alarmada, perguntou para o marido:
-Cadê aquele copo d'água que deixei aqui?
E ele, mal conseguindo abrir a boca, falando por minúsculo furo que a muito custo conseguiu vazar entre os lábios colados:
-Eu bibi!

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