terça-feira, 3 de maio de 2016

Inversão de valores


Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4:8)


Inversão de valores. 

Você já ouviu falar disso. Trata-se de uma filosofia de vida (ou de morte), em que pessoas subvertem a ordem natural, põem de cabeça para baixo valores milenares, considerados básicos, naturais, normais, aceitáveis, éticos pela civilização.
Não há dúvida que há desvios em atitudes exageradas, mas é mister saber o que é certo/errado, bonito/feio, aceitável/inaceitável, bom/ruim, sagrado/profano.

Ser honesto virou motivo de mofa[1]. What? Isso mesmo. O honesto é bobo, idiota, leso, otário e por aí vai. O sujeito tem que ser esperto (assim com S mesmo), ou seja: astuto, sagaz, malicioso. Não o experto (assim com X mesmo) da experiência, da perícia. Ele tem que levar vantagem em tudo. Se namora, tem que fazer de tudo para deitar com a moça. Do contrário, até ela sairá falando mal dele, diz um amigo.
Há bem pouco tempo ser donzela era o natural de uma jovem, ainda não casada, mas hoje a palavra virou xingamento: “Sai daí, donzela!” E todas riem. Até mentem, nas pesquisas. “Você já fez sexo?” Por medo de parecer desinteressante, afinal há algo errado nesta menina, poderão pensar, ela mente. “Sim, já fiz.”
Hamlet disse “O brave new world
Tha has such people in´t”, algo como “Ó admirável mundo novo, que possui gente assim”, que se tornou um livro muito interessante de Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo). Sim, amigas e amigos, esta acaba sendo a frase dita ou pensada pelos mentores da nova era, da nova moralidade, de uma juventude transviada e, por falta de sentido na vida, de espiritualidade, deixam os hormônios fluírem sem freio, abafando o superego[2] com bebida, prazer e o menear de cabeça aprovativo dos próprios pais, muitas vezes.
Eu lamento. Como disse Renato Russo, na letra de uma das suas músicas:







[1] Escárnio, zombaria, mangação, troça, menosprezo.
[2] O superego, segundo a Psicanálise é a parte da psique que representa os valores morais da sociedade. Na verdade, é a parte do cérebro que trata da vergonha, um freio natural quando vemos que algo não é o certo. Quando o sujeito bebe bebida alcoólica, a primeira coisa que faz é perder a vergonha e fazer ou dizer coisas que jamais faria ou diria se estivesse sóbrio.  

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...