quarta-feira, 27 de abril de 2016

Feministas, guerra cultural, família e discursos: notas


Por David Amato

As feministas adoram falar que "lugar de mulher é onde ela quiser". Eu concordo absolutamente, porque estamos tratando de indivíduos e suas singularidades. Mas o que pensa a turminha superprafrentex quando uma mulher opta por ser recatada e dedicar-se às atividades do lar, leia-se à família, sem que isso implique em não fazer mais nada da vida?
Vejamos o que disse Simone de Beauvoir (foto), quando perguntada pela igualmente feminista e estatólatra Betty Friedan, da revista The Satuday Review (1), sobre a possibilidade de o Estado remunerar as mulheres que OPTARAM por cuidar do lar e dos filhos que lá estivessem:
- "(...) As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão escolhê-la."
Para entender o raciocínio precisamos recorrer a Marx, que estabeleceu que a infraestrutura (estrutura material da sociedade e sua base econômica) determinava a superestrutura (estruturas de poder político, cultura, instituições, o Estado etc.).
A absurdidade da abolição da propriedade privada via revolução armada, proposta para alterar a infraestrutura e aniquilar os pilares ocidentais, fracassou óbvia e miseravelmente, fazendo com que teóricos marxistas invertessem a tese.
Se antes a origem da família era entendida como consequência da propriedade privada, o novo meio de acabar com esta foi aniquilar a primeira, atacando a superestrutura através da ocupação, dominação e subversão dos espaços, ou seja, a estratégia gramscista aplicada com estrondoso sucesso no Brasil.
Dessa forma fica claro por que as feministas, que são meras crias marxistas, surtam com qualquer coisa ligada à família, "instituição burguesa" que deve ser destruída, assim como a real soberania do indivíduo, que deve perecer diante do coletivo amestrado.
Reflexo disso é a Ideologia de Gênero, advinda em parte de uma frase de Beauvoir, que disse que não se nasce mulher; torna-se. Com isso ela quis dizer que você pode reivindicar o direito de ser qualquer coisa, contanto que esteja dentro dos moldes culturais propagados pela esquerda, é claro.
É ligando estas e outras pecinhas que entendemos o motivo pelo qual as feministas e demais zumbis miméticas deflagraram uma campanha tão agressiva contra a reportagem sobre Marcela Temer, cujo lugar é verdadeiramente onde ela - e não a esquerda - quiser.
Lidem com isso.
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Disse Confúcio que "sinais e símbolos governam o mundo, não palavras, nem leis". Disse Clausewitz que "a guerra é a continuação da política por outros meios". Dos dois mestres se tiram duas lições do caso Jair Bolsonaro x Jean Wyllys:
O primeiro introduziu em seu tão criticado discurso novos símbolos à guerra política e cultural; o segundo fez uso de símbolos opostos e consolidados pelo establishment, de modo a evitar desesperadamente que uma verdadeira polarização floresça, porque junto dela vêm um revisionismo de uma história totalmente falsificada pela esquerda e suas vertentes.
Portanto, parem de bancar as virgens puritanas e entendam que a manobra política de Bolsonaro foi mortal, porque a quantidade de pessoas que irão ler diferentes fontes sobre não só o que foi, mas o motivo pelo qual tivemos um Regime Militar, fará com que a guerra política e cultural amadureça, ajudando a desmascarar muita gente. De ambos os lados.
* * *
Citar a família, a instituição mais poderosa que existe no mundo, é algo muitíssimo mais nobre do que citar um partido e uma causa supranacional genocida e pilhadora, ironicamente comandada por um punhado de famílias sem qualquer consciência moral.
Se o lado dos vermelhos seguisse a métrica do Show da Xuxa - que não deixa de ser engraçada -, mandaria beijos e abraços ao Foro de São Paulo, ao Diálogo Interamericano, aos Clubes de Roma e Bilberberg, à ONU e demais lepras hierarquicamente unidas pela teoria dos sistemas.
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Guia de negócios politicamente corretos (se você for revolucionário) em tempos de destruição deliberada, digo, crise:
- Tráfico de drogas (o brasileiro é o maior consumidor de crack e segundo maior de cocaína do mundo);
- Venda de cerveja de milho e outras bebidas vagabundas;
- Abrir uma funerária (só homicídios são mais de 70k\ano);
- Abrir um hospício;
- Ou um bordel. Mas já aviso que concorrer com as putas de Brasília será difícil.
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Olavo de CarvalhoSe você quer enfraquecer um adversário, é coisa simples: faça-o esperar, e esperar, e depois esperar mais um pouco. Esse era o truque supremo do general romano Fabius, cujo nome inspirou o movimento fabiano, que por sua vez inspirou o tucanato. E o mais lindo é ninguém perceber que há um ano esse truque vem sendo usado contra toda a população brasileira.
Quintus Fabius Maximus inspirou a Sociedade Fabiana, fundada um ano após a morte de Marx, em 1884. Não é à toa que os símbolos utilizados pelo socialismo fabiano são o de um lobo em pele de cordeiro e de uma tartaruga raivosa, o primeiro representando a falsa oposição (Estratégia das Tesouras) e o segundo as mudanças graduais e reformistas via revolução cultural. (http://www.fabians.org.uk/)
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Aqueles que por ventura estejam bravos com os discursos caricatos, tanto da direita quanto da esquerda, precisam aprender o básico: ambas as orientações são maçônicas e foram adotadas durante a Revolução Francesa. Por falar em Revolução Francesa, o que vocês hoje conhecem por comunismo não foi arquitetado por Marx, e sim por Engels a mando da Franco-Maçonaria Templária. Surpresos? Pois não deveriam estar.
Agora imaginem um esquerdista, cujas sinapses cerebrais foram demolidas por técnicas de controle mental (leiam Maquiavel Pedagogo) que suplantam a doutrinação ideológica em muitos níveis, descendo até o limbo ocultista e metafísico para só então desconstruir-se e entender que ele é mais um operário do império da mentira. Difícil, não? Porém o mesmo também ocorre com a direita amestrada, seja ela conservadora tosca ou liberal economicista.
Enquanto os insatisfeitos não pescarem os cacoetes "ideológicos" que pendem para um jogo de cartas marcadas, ficarão eternamente insatisfeitos com os rumos da direita e da esquerda, reclamando que a primeira virou a segunda e que a segunda virou a primeira.
É preciso sair das águas permitidas e desbravar o além-mar.
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Impressionante a volta que tivemos que dar graças à fraude eleitoral de 2014, proporcionada pela Smartmatic e toda a caterva que faz parte ou está ciente do circo, como os vermes do PSDB. É de enlouquecer.
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Enquanto você acorda e se prepara para trabalhar, estudar ou simplesmente tomar um café, o desgoverno que sequestrou o Estado planeja como vai lhe roubar, utilizando o dinheiro advindo do roubo para financiar propagandas e militantes que vão tentar convencê-lo de que golpista é VOCÊ.



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