segunda-feira, 29 de julho de 2013

William Black - A Europa apoiada pelos Africanos, Americanos e Asiáticos



William Blake - Europe Supported By Africa and America 1796

Mircea Cantor - Europe Supported by Africa and Asia after William Blake (2009)


mito das três raças trata-se de uma noção desenvolvida tanto no senso comum quanto em obras de autores como Darcy Ribeiro que afirma que a cultura e sociedade brasileiras foram constituídas através de influências culturais de três raças: a européia (i.e. portuguesa), a africana e a indígena.
Isto é considerado um "mito" por críticos a esse tipo de pensamento por diversos fatores, entre eles:
  1. esta idéia de certa maneira minimiza a violência da dominação colonialista exercida pelos portugueses nos povos ameríndios e africanos, colocando a situação de colonização como um relativo equilíbrio de três forças, quando de fato há um desequilíbrio claro e extremo.
  2. há um ataque à idéia de raça enquanto fator definidor de cultura. Há quem diga que raça não existe, aliás.
  3. mesmo falar de "três culturas" - e mesmo de "três culturas em desequilíbrio" - seria problemático por que é incorreto considerar os indígenas brasileiros e os povos africanos escravizados como uma coisa só: o que é homogeneizado na visão européia na realidade são milhares de grupos diferentes cada um com seus costumes etc.
Várias obras literárias reforçam a ideia do mito das três raças. Entre elas podemos citar Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre (relação entre negros e brancos) e O Guarani, de José de Alencar (relação entre índios e brancos). O documentário O Povo Brasileiro, dirigido por Darcy Ribeiro, é um exemplo de registro da ideia desse mito.
Apesar do mito das três raças tentar caracterizar a formação da sociedade brasileira, muitos de seus partidários não deixam de considerar que, embora haja no Brasil uma grande miscigenação, as diferentes raças brasileiras, no dia a dia, ainda convivem com uma realidade de preconceito. Chico Buarque, um dos colaboradores do documentário O Povo Brasileiro, fez a música A mão da limpeza, juntamente com Gilberto Gil para mostrar ao seu público que o racismo não tem sentido de ser utilizado.

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O mito das cinco raças

O mito das cinco raças esta presente na obra "Os trabalhos e os dias" do poeta Hesíodo, considerado o maior poeta grego, atrás apenas do grande Homero. Este mito fala da decadencia da humanidade, dividindo-a em cinco idades, cada qual sempre pior que sua antecessora.

Hesiodo denominou inicialmente apenas quatro raças que viveram em quatro periodos distintos. Cada raça representando um metal. Elas vão do metal mais nobre ate o menos valioso, sendo assim as quatro raças são:

Raça do ouro
I 
Raça de prata
I 
Raça de bronze
I  
Raça de ferro

A primeira raça, a do ouro, viveu no tempo em que o titã Cronos reinava. Naquela epoca a humanidade não conhecia dor, sofrimento ou velhice, quando chegava a hora de um mortal morrer sua partida era serena e calma. Estes homens não precisavam trabalham pois a terra sozinha ja lhes dava tudo que precisavam para seu sustento. Os tempos de ouro porem chegaram ao fim, os homens desta raça se tornaram daemons (demonios) embora a palavra tivesse um sentido bem diferente da qual conhecemos atualmente. Eles eram seres benevolos, espiritos que intercediam pelo bem da humanidade. 

Apos o desaparecimento da raça do ouro se deu inicio a raça de prata, estes viviam por cém anos ate alcançar a flor da idade, mas depois disso pouco viviam e logo desciam ao reino de Hades. Eram justos entre si mas não faziam sacrificios aos deuses, não os construiam templos, nem os honraram e por isso esta raça também chegou ao seu fim.

A terceira raça era composta pelos homens de bronze, fortes e musculosos, viviam para as guerras, eram violentos e incontrolaveis. No fim acabaram destruindo a si mesmos, matando-se uns aos outros em suas crueis guerras.

A quarta raça era a de ferro, a nossa raça. Nela tanto o bem quanto o mal se mesclam, não a respeito entre as pessoas e a corrrupção e maldade andam de mãos dados com a caridade e o amor. Nesta raça os deuses não mais andam entre os homens, e assim Hesíodo explica o porque dos deuses não mais estarem presentes entre os homens na grecia antiga.

Ao terminar de classificar a humanidade nestas quatro raças o poeta percebeu que os hérois não se encaixavam em nenhuma delas e por isso criou uma quanta, a raça dos hérois. Localizada entre a idade do bronze e a do ferro. Era nesta gloriosa epoca em que os deuses se relacionavam com mortais gerando os semi-deuses, foi nela em que Hercules, Perseu, Teseu e tantos outros viveram. A raça dos hérois teve seu fim na guerra de Troia, sendo Aquiles e Odysseu os ultimos hérois.
Sendo assim a nova divisão das raças ficou:

Raça do ouro
I 
Raça de prata
I 
Raça de bronze
I 
Raça dos hérois 
I  
Raça de ferro


O mito das cindo idades como ja dito mostra a decadencia da raça humana, esta que se iniciou a partir do momento em que Pandora abriu a caixa que prendia todos os espiritos maleficos que se espalharam pelo mundo e estão a atormentar a humanidade ate os dias atuais. Juntamente com estes espiritos a esperança também foi libertada, mas nem mesmo ela pode impedir nosso declinio ate a idade de ferro.

Fontes:
Mitologia grega Vol I - Junito de Souza Brandão
Os trabalhos e os dias - Hesíodo

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