Feministas, SJWs, MGTOWs, PUAs, Incels. Alfas, betas, gamas, sigmas.
Todos esses movimentos e siglas geram confusão e ofuscam algo que na verdade é um pouco mais simples.
Em primeiro lugar, esqueçamos esta classificação dos homens entre "alfas", "betas" e "gamas". Não porque tal diferenciação não exista em certo sentido, é claro que existem diferentes personalidades de homens, mas porque colocados desta forma falsamente hierárquica geram uma distorção.
De fato, podemos observar que o próprio nome "beta" faz parte de uma campanha de propaganda destinada a desvalorizar o homem comum monogâmico e elevar o "pegador". Tanto o feminismo quanto o masculinismo são culpados disto.
Desde quando o valor de um homem está relacionado com o número de vaginas que pegou?
Casanova ficou famoso por pegar várias mulheres, mas seu legado intelectual é nulo.
Nikola Tesla era celibatário convicto, e contribuiu com grandes invenções (de fato, ele parece ter relacionado o celibato com a gestação de melhores ideias).
É claro, a maioria dos homens não está nem em um nem em outro extremo. O mal chamado "beta" é apenas o homem médio, não necessariamente desejado pela maioria das mulheres, mas tampouco celibatário, e em última análise, a base da civilização.
Dito de outra maneira: alguém tem que consertar os canos furados e as goteiras e desentupir as privadas. E estes homens também precisam casar e se reproduzir. Por que, só por não serem saxofonistas musculosos, deveriam ser destinados a ser vítimas de "divorce-rape" ou virar "incels"?
A monogamia tradicional era um sistema que beneficiava os "betas" sobre os "alfas" e sobre as mulheres hipergâmicas. Agora que esse sistema está ruindo, o que acontecerá?
Nem todos os homens podem ser "alfas" desejados por todas, assim como nem todas as mulheres são supermodelos desejadas por todos os homens. E daí?
O que define um homem não são seus hábitos sexuais ou mesmo o interesse que despertam nas mulheres. Ser homem é, basicamente, fazer coisas.
A identidade da mulher está basicamente ligada com a sua aparência, com o jeito que ela é e age. São, nesse sentido, mais superficiais. Baste ver que redes como Instagram são principalmente femininas e se destinam a mulheres que gostam de se mostrar. Os temas de discussão e de interesse das mulheres são quase sempre: moda, aparência, relacionamentos.
Já o homem tem uma gama bem mais variada de interesses e se mede por aquilo que realiza.
Observe que a maioria das atividades criativas são realizadas por homens. E não falo apenas das artes ou das ciências, muito embora homens sejam responsáveis por talvez 90% das mais importantes obras nestas áreas, mas de quase tudo.
Quem é que se dedica seu tempo livre a produzir cerveja artesanal, a editar o conteúdo de sites como Wikipedia, a criar programas de computador, se não homens? Os "nerds" nesse sentido, mesmo rejeitados pelas mulheres, representam também um tipo de masculinidade típica.
Homem que é homem não se importa com o que as mulheres pensam dele.
Homem que é homem é um criador.
Homem que é homem bebe uísque e cerveja e ocasionalmente vinho, não drinques multicores com nomes esquisitos.
Homem que é homem não tem como principal objetivo de vida o de foder com o maior número possível de vagabundas.
Homem que é homem é responsável por sua esposa, sua família e pelos filhos que cria.
Homem que é homem é quem cria e mantém as civilizações.
Porém... O homem precisa da mulher. Ambos tem o seu destino e a sua necessidade, e portanto o movimento "MGTOW" tampouco é solução nenhuma.
O que é preciso é ignorar tanto o masculinismo e o feminismo, e voltar a uma sociedade mais ordenada, na qual um sexo não compete contra o outro, mas onde cada um tem o seu valor.
Que tal?
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| MGTOWs, outro erro? |

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