17 abril 2007

Pone te semper ad infimum, et dabitur tibi summum



"Pone te semper ad infimum, et dabitur tibi summum" (Tomás de Kempis - a imitação de Cristo)
(põe-te sempre abaixo e te porão acima)




Um leitor e ouvinte do Olavo de Carvalho mandou-lhe uma carta dizendo que a discussão sobre propriedade do Estado ou propriedade particular era estéril, porque a propriedade pertencia a Deus, não aos homens, no que Olavo concordou. Isto me fez pensar a respeito: de fato, nós somos usurpadores (ou no mínimo, mordomos) das coisas pertencentes a Deus. Ele é o Senhor de tudo, portanto a terra, as riquezas, os mares, tudo pertence a ele - inclusive o clima. Esta semana houve as provas do concurso do TRE da Paraíba. Uma colega disse que viu um candidato orando (ou rezando) antes da prova. Ora, embora Deus não vá aprovar todo aquele que orar a Ele, dado que se os fiéis forem mais numerosos do que as vagas, o Senhor teria que escolher entre eles, e isso não parece bíblico, é bom lembrar que Deus também é Senhor do TRE e do concurso público para aquele órgão. Logo, buscar ao Senhor, ao Rei antes é uma boa medida. É uma medida de submissão, de reconhecimento de que Deus é o Senhor de tudo e não vai ser minha inteligência, o fato de eu ter estudado bastante que vai me aprovar num concurso, mas de ser Deus bondoso para comigo, agindo da maneira que ele entender justa.

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