segunda-feira, 7 de maio de 2018

Separatismo feminino?



A leitora Fernanda Souza sugeriu no outro dia a separação entre homens e mulheres, com cada um criando uma nação separada. Pode até ser uma noção interessante, não saberia dizer, mas o curioso é que, na prática, o que ocorre é o contrário: mulheres querendo menos, e não mais, separação. 

Assim como negros, hispânicos, asiáticos, judeus e árabes, que reclamam a não mais poder do "homem branco" mas fazem de tudo para entrar em suas sociedades, as mulheres vivem reclamando dos homens, ao mesmo tempo em que exigem a destruição de todo e qualquer "clube do Bolinha" que ainda permaneça exclusivamente masculino. 

A última vítima foram os escoteiros ou "Boy Scouts of America", que agora aceitam também meninas e mudaram o nome para apenas "Scouts". O engraçado é que o clube exclusivo para meninas das Girl Scouts of America continua existindo. Uma menina, se for. mais feminina, pode escolher ir para as Girl Scouts para cozinhar e vender biscoitos e fazer bordados, ou, se for mais masculina, pode ir para os Scouts para acampar, aprender a fazer fogueira e participar de aventuras.

Mas os meninos já não tem mais essa opção. Precisam obrigatoriamente dividir o seu campinho com as meninas, e acomodar-se a elas.

Sim, eu sei que em outras partes do mundo existem já clubes escoteiros mistos sem tantos problemas, mesmo assim a mudança parece indicar que há cada vez menos espaços onde meninos possam ser apenas meninos e realizar atividades masculinas sem a distração do outro sexo. É realmente um movimento global que visa erradicar a tal "masculinidade tóxica", que, na verdade, é apenas a masculinidade média normal. A Universidade do Texas já está tratando a masculinidade como "
doença mental" (mas ei, cortar o próprio pênis e implantar silicone nos peitos e fingir ser uma mulher, isto é perfeitamente normal). 

O problema de se colocar mulheres em campos de atividade masculina é que mulheres transformam tudo em sexo. Não é necessariamente culpa delas, é claro, e sim da biologia, mas o fato é que seja qual for a intenção original da instituição em questão, quando mulheres entram, ocorre uma transformação. O caso mais patético é o das forças armadas, em que a presença de mulheres soldadas gerou a necessidade de uma transformação até mesmo da infra-estrutura: por exemplo, os submarinos precisaram ser modificados com 
válvulas mais fáceis de abrir, para acomodar mulheres que tem dificuldade em abrir um pote de picles. Pior, segundo recentes informações, quase 16% das mulheres na Marinha terminam abandonando seus postos no navio e retornando à terra por "gravidez não-planejada". E vamos falar dos casos de "assédio sexual", antes inexistentes? 

Separar ou não separar os sexos? Na verdade, não sei. Nunca tive problemas com ambientes mistos, ao contrário, e no ambiente de trabalho muitas vezes me dou até melhor com colegas mulheres. Por outro lado, acho que certos ambientes, em especial entre adolescentes, provavelmente são mais propícios a uma separação. 

Por exemplo, acho que a separação educacional entre meninos e meninas até o segundo grau funcionou bastante bem ao longo da história, gerando menos distração em ambos os sexos, e poderia voltar. (As universidades podem continuar sendo mistas, já que um dos principais usos paralelos da universidade é encontrar alguém mais selecionado com quem casar). O ambiente de trabalho (dependendo da área, é claro) também pode continuar a ser misto, naturalmente. 

O problema é que campanhas feministas como o "Me Too" terminam gerando, na prática, um maior desejo de separação tanto entre homens como mulheres, uns por medo de serem acusados de assédio, outras de sofrerem assédios indesejados. Com a mudança de definição de "estupro" de "sexo genital forçado através da violência" para "flerte indesejado" ou "atividade sexual durante embriaguez depois da qual me arrependi", fica cada vez mais perigoso para os homens abordarem mulheres no ambiente de trabalho.

O que fazer?

Não me toque: Slut walk em Tel Aviv.


Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...