sexta-feira, 7 de março de 2014

Putin não ameaça a segurança nacional dos EUA. A real ameaça é Obama

Don Feder

Vladimir Putin não é o Coelhinho da Páscoa. Por outro lado, ele não é Josef Stálin. Só uma imaginação realmente delirante conseguiria ver exércitos russos na Crimeia como prelúdio para tanques russos avançando para a Europa para tomar Berlim e Paris.



Putin é um estrategista militar que se importa mais com os interesses nacionais da Rússia, e com as minorias russas nos países vizinhos, do que com a força mítica conhecida como opinião mundial. Tomara que os Estados Unidos tivessem um presidente que se importasse mais com seus interesses do que em promover o globalismo e a agenda social da esquerda.
A população da Crimeia é 60% russos étnicos. Pela maior parte dos 800 anos passados, a Ucrânia sempre foi russa.
Uma Ucrânia independente desapareceu no século XII. Reapareceu brevemente depois da Revolução Bolchevique, só para ser esmagada pelo Exército Vermelho e não emergir de novo até a queda da União Soviética. Então, por que é que estão fazendo tanto rebuliço sobre a “integridade territorial” de um Estado que nasceu ontem?
O governo apoiado pela Rússia em Kiev veio ao poder de forma democrática, mas foi expulso pelas turbas de Maidan. A informação que temos é que o governo interino é pró-Ocidente e pró-UE.
Quando Reagan era presidente, a expressão “pró-Ocidente” tinha significado claro. Significava ser a favor do governo representativo, a favor dos direitos humanos e a favor dos valores ocidentais (judaico-cristãos).
Hoje, significa uma disposição de aceitar o “casamento” homossexual, o aborto legal, uma ética cultural anti-judaico-cristã — a agenda dos comissários culturais da UE — e as ordens econômicas da burocracia de Bruxelas.
Putin não quer ver a UE — e possivelmente a OTAN — bem na fronteira da Rússia [através da Ucrânia]. Dá para culpá-lo? Se alguém derrubasse um governo pró-EUA democraticamente eleito no Canadá e o substituísse por um governo interino hostil aos interesses americanos, um governo que tivesse elementos neonazistas e que imediatamente adotasse medidas contra os canadenses que falam inglês, os EUA também ficariam irritados. Isto é, se houvesse um americano na Casa Branca.
Mas os conservadores que ainda estão lutando a Guerra Fria me perguntam: Você não se importa com uma possível anexação russa da Crimeia e da Ucrânia Oriental (com sua população ortodoxa de orientação russa)? Não mesmo. Eu lhe direi o que me preocupa.
Obama está esvaziando economicamente as forças armadas dos EUA — O ministro da Defesa Chuck Hagel anunciou planos de reduzir drasticamente o número de soldados na ativa para pelo menos outros 70 mil. Alguns aviões e barcos estão também marcados para aposentadoria. Os fuzileiros navais perderão 8 mil soldados. Em 2013, as despesas militares estavam em 4% do PIB — levando os EUA aos níveis de antes da 2ª Guerra Mundial. Obama acha que os EUA não precisam de forças armadas, só de um marcador de pontos para desenhar linhas amarelas.
Forças armadas amistosas com o estilo de vida de Obama — Se Putin não leva os EUA a sério, qual é a surpresa? A manchete do jornal militar “Stars and Stripes” de 2 de março é radiante: “Tropas gays e lésbicas fazem show em trajes de drag-queen na Base da Força Aérea de Kadena” em Okinawa. A revista revelou que o show de drag-queens era “em apoio das tropas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.” Sem dúvida, isso elevará muito o estado de ânimo das tropas americanas que não são homossexuais. Mas como o então chefe do estado-maior George W. Casey disse na época do massacre no Forte Hood (que o governo americano ainda se recusa a chamar de incidente terrorista), diversidade é o produto mais importante do Exército dos EUA. Talvez os EUA devessem mobilizar unidades de elite armadas de acessórios eróticos para fazer frente aos comandos russos na Crimeia.
Muçulmanos na Casa Branca de Obama — inclusive Arif Alikhan (vice-diretor de planos de ações do Ministério de Segurança Nacional), Mohamed Elibiary (Conselho Consultivo do Ministério de Segurança Nacional), Rashad Hussain (enviado especial para a Organização da Conferência Islâmica, que é profundamente antissemita), imam Mohamed Magid (assessor da Lei sharia de Obama, emprestado da Sociedade Islâmica da América do Norte, com laços da Irmandade Muçulmana) e Eboo Patel (no Conselho Consultivo das Parcerias de Vizinhanças Religiosas). Um muçulmano que leva sua religião a sério coloca a lealdade ao islamismo acima da aliança a um pais que não é muçulmano.
O pacto suicida que Obama e Kerry estão determinados a forçar em Israel — Bibi Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, chegou aos EUA na segunda-feira já recebendo ameaças do governo americano. Se Israel não participar de uma negociação que envolve entrega de terras (que levará aos muçulmanos fazendo guerra santa em suas fronteiras), o governo dos EUA não terá condições de conter as “consequências internacionais,” a Casa Branca alertou. Diferente da Ucrânia, a integridade territorial de Israel é do interesse nacional dos EUA, pois esse país amigo está numa região em que muita gente está determinada a destruir-nos.
A autocracia cancerosa de Obama — Os EUA estão se afligindo com a democracia na Ucrânia enquanto Obama trata a Constituição dos EUA como uma série de sugestões. Para o presidente, os três poderes do governo são ele, sua caneta e seu telefone.
Putin é um homem forte. Obama é um homem fraco (exceto quando o assunto é fazer bullying contra os aliados dos EUA). Obama venera o multilateralismo. Putin tem disposição de fazer tudo sozinho. Obama tem compromisso com a agenda LGBT inteira (inclusive “casamento” gay). Ele é também o único presidente a dar um discurso na Federação de Planejamento Familiar, a maior organização abortista dos EUA, tal é o compromisso dele com o aborto sem fronteiras. Putin crê que tudo isso que Obama faz é a rota para a aniquilação social.
Onde é que está mesmo a ameaça aos EUA?

Traduzido por Julio Severo do artigo do American Thinker: Putin Doesn’t Threaten Our National Security, Obama Does




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